Olhinhos verdes - amf
3 Capítulo 3 - " Quer se casar comigo? "
2 MESES DEPOIS...
Cristina seguia na casa de Frederico, ela era dedicada e fazia tudo que lhe mandavam com excelência, tinha se tornado amiga dele, mas ele não a tinha tocado mais daquela maneira.Eles conversavam sempre todos os dias, ela e a mãe estavam felizes, tinham uma vida que nunca tinham tido, estavam tão bem, ela não tinha contado a mãe o que tinha acontecido para estar ali, nunca tinha coragem.
Como Frederico tinha dito a ela, morria de ciúmes quando ele saia, se ia a cidade ela morria por dentro achando que ele tinha ido ver Raquela, tinha chorado muitas noites, principalmente quando ele chegava feliz e sorridente.
Consuelo ajudava a filha em tudo e fazia de tudo para agradar Frederico, ela tinha percebido que ele era um bom homem e que gostava da sua filha.Frederico estava louco por Cristina mais apaixonado que nunca por ela.Pensava sempre nela, em como a amava e a queria, mas sempre que se aproximava sentia ela recuar, eram amigos mas queria ela como mulher.Queria que fosse a mulher de sua vida e que deixasse ele ser o homem de sua vida também.
Ele saia para resolver tudo em sua fazenda que estava indo muito bem. Via Raquela, ela estava bem, estava levando a vida muito bem e grata a ele por tirá-la de la, mas não tinham nenhum romance pois ele só tinha olhos para Cristina.
Frederico estava cada dia mais realizado com os negócios de suas fazendas. Com o passar daqueles dois meses, ele tinha tido tempo de rever suas contas e acertar tudo em que estava pendente. Era mais do que só sentir aquela sensação de realização, estava feliz como nunca tinha sido na vida.
Era aquela desejo de acertar e de ter mais condição de ser no futuro uma bom marido para a mulher que ele amava.Consuelo sempre era uma companheira de Frederico e da filha em todas as coisas que faziam.Tinha criado rotinas com Cristina e uma delas era cavalgar todos os dias, naquela manhã eles dois estavam lá prontos para cavalgar, mas ele viu o rosto dela estranho, pálido, cheio de duvida no passeio.
FREDERICO — Está se sentindo mal, Cris?
CRISTINA — Sim, um pouco, estou meio zonza... Talvez seja o calor... — Ela tocou a testa sentindo a visão turva.
FREDERICO — Então, vamos tomar uma água... — Frederico levou Cristina para cozinha, mas Vicenta olhou para ela, estava estranha a dias.
O sol era forte para a manhã, ardia e ela sentiu tudo rodar.
VICENTA — Menino, me deixa conversar com minha prendinha. — ela pediu sentindo que as coisas iam se complicar.
Consuelo ainda dormia, era cedo e naquela casa cada um acordava em seu horário.Cristina sentou na cadeira a olhando se apoiou na mesa pensou que ia cair. Alguma coisa estava errada.Frederico sair da cozinha e deixa la a sós com Vicenta.
VICENTA — Meu menino emprenhou você? — ela perguntou logo de uma vez. — Por que eu sei que ele te ama e em algum momento ele fez safadeza não fez, com você, Cristina? Meu filho não ia fazer de tudo para ver uma mulher feliz se não tivesse entrado nela e gostado, porque ele gosta e conhece mulher!
Cristina arregalou os olhos...
CRISTINA — Não... Eu, só estou com mal estar. Só isso...
VICENTA — Está prenha, minha filha, eu sou mulher velha e sei, mas tenho que lhe dizer.
Cristina encheu os olhos de lágrimas e suspirou, se estivesse mesmo grávida sabia a noite que a criança tinha sido concebida.
CRISTINA — Foi só uma vez, só uma, não estou.. Por favor não fale isso a ninguém..
VICENTA — Minha filha, você é tão menina ainda, mas vou te dizer que ele vai assumir porque meu filho não é homem sem palavra não. — falou convicta com o que sabia de Frederico. — E agora, sobre e conta a sua mãe, porque vai ser um choque pra ela.
Cristina começou a chorar... E se levantou.
CRISTINA — Não posso contar, não posso ela vai querer saber coisas que não posso contar, você não entende. — Ela saiu da cozinha e correu para seu quarto se trancando. Sentou na cama e tocou a barriga, estava grávida de Frederico...
Frederico saiu das baias e voltou a casa depois de rodar por alguns minutos, ele voltou a casa e procurou por ela.
FREDERICO — Vicenta onde está, Cristina? — ele perguntou sério. — Ela estava passando mal, quero saber o que houve.
VICENTA — Ela correu deve ter ido para o quarto. — Ela olhou Frederico séria. — O que fez a menina, em? Comeu a sobremesa antes do jantar...
Frederico a olhou.
FREDERICO — O que, mãe ? — ele a olhou sério, será que Cristina tinha contado que a os dois tinham estado juntos?
VICENTA — Você sabe bem do que estou falando... Está prenha a menina... E desesperada.
Frederico nem se deu ao trabalho de dizer nada, correu e procurou Cristina até achar. Abriu a porta, trancou de novo e a olhou.
FREDERICO — Meu amor, é verdade? — ele falou soltando tudo que tinha.
Ela o olhou tinha o rosto molhado cheio de lágrimas, as mãos estavam sobre a barriga.
CRISTINA — Eu não sei se é, mas acho que sim...
FREDERICO — E por que está chorando? Por que não está feliz? — ele estava sem conseguir conter sua felicidade com aquela notícia era a melhor.
CRISTINA — Você sabe como esse bebê foi feito, como eu estava... Como vou contar para minha mãe? Não posso mentir pra ela...
FREDERICO — Eu não quero que minta, vamos contar juntos ela precisa saber, já passou da hora.
CRISTINA — Não!
FREDERICO — E contamos que vamos nos casar... — ele soltou sem pensar e olhou para ela.
CRISTINA — Nos casar?
Ele foi a cama e se aproximou dela.
FREDERICO — Não vou deixar você sem casar, Cristina, está esperando um filho meu, não quero você falada por ai. — ele estava bem perto. — Você não quer casar comigo?
Ela limpou o rosto sem saber o que dizer.
CRISTINA — Vão falar de qualquer jeito, vou casar de barriga, vão falar que estou te dando golpe. Eu já ouvi falarem isso de uma moça uma vez, vão falar de mim agora.
FREDERICO — Cristina, é isso sua preocupação? — ele chegou mais perto. — Quer se mudar pro fim do mundo ate casarmos e nosso filhos nascer? Ninguém vai nem ver ele.
CRISTINA — E Raquela? Ela também não está esperando um filho seu? Porque se eu estou, ela pode estar também..
Ele a tocou com amor no rosto.
FREDERICO — Não tem filho nenhum com Raquela, não toco nela mais a muito tempo. — ele esperou a reação dela. — desde antes de você.
Ela o olhou sem acreditar...
CRISTINA — Então, tem outra...
FREDERICO —Outra? — ele ficou sem entender e se deitou com ela na cama, completamente esticado e dando atenção ao que ela dizia.
CRISTINA — Sim, outra mulher... Outra que esteve enquanto não estava com Raquela. — Ela se ajeitou o olhando.
FREDERICO — Não estive com nenhuma mulher, estou sozinho.
Ela suspirou sentiu o coração aliviar, mas não disse.
CRISTINA — Eu vou falar com minha mãe... Vou contar a ela que estou grávida.
FREDERICO — Eu quero fazer isso com você, não é só sua culpa.
CRISTINA — Não quero que vá, por favor, me deixe ir sozinha...
FREDERICO — Tudo bem, Cris, mas antes quero ouvir de sua boca... Cristina Alvares, quer se casar comigo? — ele esperou a resposta dela.
Ela o olhou e pensou uns minutos, depois respondeu com a voz calma e baixa.
CRISTINA — Sim, sim eu quero.
Frederico parecia ter ouvido a melhor de todas as verdades. Ela levantou da cama calmamente, a expressão serena.
FREDERICO — Cristina, você vai ser a Senhora Rivero. — Ele foi até ela e sorriu segurando em suas mãos... — Eu quero combinar uma coisa com você... Eu sei que não começamos essa história direito, do jeito que você queria... então, quando nos casarmos eu quero te conquistar e você só vai estar comigo quando me quiser, como seu amor, como seu marido... — ele a olhava nos olhos carregado de amor. — Só quando você quiser...
Ela acenou.
CRISTINA — Está bem...
FREDERICO — Eu não te quero obrigada, não mesmo... — ele suspirava nervoso, queria abraçá-la e foi o que ele fez... Abraçou forte a trazendo para ele com todo amor que sentia por ela... Depois a soltou um pouco e buscou a boca para um beijo e esperou por ela para ver como ela se sentia.
Ela o beijou, mesmo se sentindo confusa como estava. Ele a envolveu em seus braços e a tocou com amor acariciando...Ela suspirou sentindo o toque dele, se deixou beijar passou as mãos nas costas dele. Frederico cessou o beijo e sorriu.
FREDERICO — Vá falar com sua mãe depois vamos a cidade.
CRISTINA — Sim... — Ela se afastou e saiu.
Frederico saiu sorrindo do quarto, queria gritar como um louco, ia ser pai, ia se asar com Cristina. Sentiu o corpo todo pegar fogo e saiu de casa subindo em seu cavalo em disparada dali para santir o vento e ser feliz.
Cristina foi ao quarto da mãe e entrou calmamente, a mãe dormia e ela tocou o corpo da mãe com calma e carinho para que ela despertasse.
CRISTINA — Mamãe... Mamãe acorde preciso falar com você... — Ela falava baixo, não sabia se queria mesmo falar com ela, mas não tinha muita escolha.
Consuelo acordou e sorriu já puxando a sua menina para beijar, era tudo que tinha na vida...
CONSUELO — Bom dia, luz do meu dia, o que foi? Por que essa carinha assim tão triste? — Ela tocou o rostinho meigo da filha.
CRISTINA — Tenho que te contar uma coisa... Algumas coisas... — Ela sentiu o rosto queimar de vergonha.
CONSUELO — Sim, minha vidinha. — ela se sentou e suspirou olhou a filha e teve medo. — O que foi? Quer ir embora daqui? Não quer mais estar aqui na fazenda... gosta de Frederico e está com ciúmes dele com aquela moça da cidade.
CRISTINA — Estou grávida... — Ela falou baixo mas de uma vez.
Consuelo sentiu o rosto queimar.
CONSUELO — Como assim, minha filha... Você esteve com um homem? quem?
CRISTINA — Estou grávida de Frederico, mamãe.
Consuelo a olhou mais assustada.
CONSUELO — Como assim, Cristina? Frederico te forçou? — ela se ajeitou na cama com horror. — Me diga a verdade... Eu quero saber tudo!
CRISTINA — Não, mamãe, ele não forçou, eu.. — Ela suspirou. — Mamãe é uma história muito longa, não sei se vai querer saber de tudo...
CONSUELO — Eu quero saber se você quis esse homem, eu não posso permitir que ele te faça mal. Eu sou sua mãe. — ela ficou de pé. — Você é só uma menina, Cristina, só uma menina.
CRISTINA — Ele não me fez mal, mamãe, foi só uma vez e ele nunca mais me tocou assim. Frederico me conheceu assim mamãe, mas ele nunca me fez mal, pelo contrário, ele me salvou.
CONSUELO — Te salvou de que? Se deitou com ele sem amar? Sem gostar? Como? Por que fez isso?
CRISTINA — Eu conheci Frederico em uma casa... Uma casa de mulheres mamãe. — Ela falou e se afastou um pouco da mãe com medo da sua reação.
CONSUELO — Casa de mulheres? — Consuelo sentiu o horror tomar conta de seu coração, se sentou sem chão, sem saber como reagir e chorou depois puxou Cristina para seu colo acariciou a filha. — Minha filha, você se vendeu a ele? Foi isso? — Estava com lágrimas nos olhos.
Cristina a olhou.
CRISTINA — Mamãe... Eu passei dias na rua, depois que sai de casa e o único lugar que me abriram as portas foi lá. — Ela tocou o rosto da mãe e chorou também. — Me perdoe mamãe, eu sei que é errado que não devia... Me desculpe, não tive escolha se não fosse ele seria outro, ai talvez nem estivesse aqui.
CONSUELO — Meu Deus... amor...você podia ter... — Ela segurou sua filha com todo mundo do mundo e abraçou sentindo a dor dela e tudo que ela tinha vivido até aquele momento.
Era muito triste imaginar uma mulher precisa se sujeitar a tal coisa, tudo que ela dissesse para sua filha naquele momento não era suficiente para aplacar a dor que ela viu nos olhos dela. E de certa forma também era sua culpa porque ela tinha escolhido um marido violento e obrigado a filha fugir de casa com o comportamento dele, mesmo sem ter controle da violência que foi prometido contra si mesmo não encontrar filha Consuelo se sentir culpada.
CRISTINA — Eu estou bem, mamãe, ele me tirou de lá, não fiquei nenhum dia lá, nenhum. Ele me trouxe na mesma noite, ele quer se casar comigo, ele nunca me tocou depois daquela noite e disse que só vai me tocar se eu quiser, mesmo quando nos casarmos.
CONSUELO — Meu Deus, minha filha. — Ela sentiu o coração pulsar, estava transtornada com aquela notícia. — Minha filha, ele quer casar com você?
CRISTINA — Sim, mamãe, ele quer...
CONSUELO — E você ? Você quer?
CRISTINA — Me pediu em casamento a uns minutos.. Sim, eu quero, mãe.
CONSUELO — Você gosta dele, filha? Casamento é algo serio.
CRISTINA — Eu sei que é sério, mãe, gosto, eu não amo ele, mas gosto.
CONSUELO — Filha e você quer casar com ele mesmo assim?
Cristina a olhou.
CRISTINA — Ele disse que vai me conquistar.
Ela abraçou a filha com amor queria a filha feliz.Cristina abraçou a mãe e depois se afastou a olhando.
CRISTINA — Não está brava comigo? Decepcionada?
CONSUELO — Eu te amo, eu estou com medo.
CRISTINA — Medo de que, mamãe? Eu também te amo muito. — Ela sorriu.
CONSUELO — Medo que você não seja feliz. Esse é o único medo que eu tenho, eu já vivi tanto nessa vida e vi tantas coisas tristes que tenho medo que você sofra mais do que já sofreu. Frederico me parece um bom homem mas ele é um homem e temos que ter certeza de que vai cuidar de você, se ele te ama como diz vai cuidar de você te fazer feliz, eu não estou triste apenas estou surpresa, eu não queria que você fosse mãe agora, você ainda é só uma menina.
CRISTINA — Eu também não queria, mas aconteceu, Fred vai me fazer feliz eu confio nele.
CONSUELO — Então, você já decidiu e a mamãe vai aprovar, mas eu quero conversar com ele quero ter certeza que ele vai cuidar de você. A minha bebê vai ter um bebê. — Consuelo começou a chorar.
CRISTINA — Está bem, mamãe, pode falar, ele queria vir mas eu preferi vir sozinha, mamãe não chora. — Cristina abraçou a mãe com carinho.
CONSUELO — Eu só quero que você seja feliz depois de tudo. Só quero que você fique bem depois de tudo, você vai ser sempre a minha menina. — e as duas se abraçaram e se amaram como era comum para elas. Consuelo sabia que tinha que cuidar da vida pelo resto da vida e que ela cuidaria dela.
Cristina sorria abraçada a mãe.
CRISTINA — Vamos tomar café mamãe e ai você já fala com Frederico.
CONSUELO — Sim, filha. — As duas desceram e Frederico foi até elas. Cristina sorriu e o abraçou
Frederico sentou em frente a mesa onde a mãe de Cristina estava sentada. Não é uma conversa fácil e nem simples. Afinal ele tinha estado com a filha dela de 16 anos e Salvados uma das piores circunstâncias que uma mulher pode viver. Era o salvador de Cristina mas também era o seu algoz, ele queria que Consuelo soubesse do seu amor profundo por Cristina e que pudesse confiar nele para cuidar de sua filha.
Era mais do que só dizer a verdade sobre seu amor era dar a certeza de que pelo resto da vida Cristina teria um protetor. Ele olhou para ela com aqueles lindos olhos verdes.
FREDERICO — A senhora não faz ideia de como é difícil falar disso a uma mãe, mas quero que saiba que eu vou me casar com sua filha porque eu amo desde o primeiro dia que a vi.
Consuelo suspirou.
CONSUELO — Espero que você não brinque com minha filha, ela é meu bem mais precioso e se você fizer mal a ela, eu vou acabar com você... — Ela declarou verdadeira o olhando nos olhos.
FREDERICO — Eu não farei nem a ela nem a você. Nem a ninguém. Eu vou amar e cuidar de sua filha como se ela fosse... ela é a minha princesa mais maravilhosa, a maior e melhor de todas as minhas companhias. Eu quero que tudo fique bem e que nós sejamos um o amor do outro. Sua filha me tornou pai e serei o homem mais feliz do mundo. — Ela sorri e meu coração fica cheio de amor e de alegria. — Sua filha será a senhora Rivero, eu construí um patrimônio e agora terei um herdeiro. Sua filha me dará o meu herdeiro...
Consuelo sorriu e assentiu.
CONSUELO — Ótimo, então, eu permito que se casem. O mais rápido possível de preferência, sim ela dará.. — Consuelo sorriu olhando a filha. — Minha filha é só uma menina ainda, se lembre disso...
Cristina estava afastada deles sentada no sofá, calada os observava.
FREDERICO — Ela não vai se deitar comigo se não estiver pronta... Consuelo. Não vai, ru quero o amor de Cristina e não seu ódio... Quero ela feliz e realizada... Comigo e com sí mesma.
Consuelo assentiu.
CONSUELO — Faça minha filha feliz e será feliz.
FREDERICO — Eu farei Consuelo pode ter certeza que eu farei, você verá por si mesmo que conquistei sua filha. — Frederico disse mais algumas coisas e depois agente Rua conversa com ela pois queria ir com Cristiano a cidade.
Os dois entraram no carro e ele começou a conversar com ela.
FREDERICO — Eu quero que você me diga que você precisa para fazer da nossa casa a casa dos seus sonhos. Tudo que você quiser Cristina vamos comprar e vai ser tudo do seu jeito, se quiser mudar a casa inteira se quiser sair da fazenda e morar na cidade, eu não gosto de morar na cidade mas tenho uma casa lá é sua também.
CRISTINA — Não vou morar junto com Raquela... — Ela falou baixo. — Prefiro morar na fazenda Frederico.
FREDERICO — Meu amor, mas se você quiser morar na cidade, eu trago Raquela para a fazenda.
CRISTINA — Eu não quero que veja mais aquela mulher, se vai ser meu marido, não precisa dela pra nada.
Frederico olhou Cristina e sentiu o coração pulsar era primeira cena de ciúme dela.
FREDERICO — Eu sou amigo dela, somos só amigos agora não temos mais nada você não precisa se preocupar.
CRISTINA — Você já transou com ela, não no quero que seja amigo dela. — Ela falou o olhando.
FREDERICO — Tá bom, meu amor, eu vou fazer o que você me pede, mas não quer mesmo morar na cidade?
CRISTINA — Não, não quero, prefiro ficar na fazenda... — Ela sorriu leve. — Gosto muito da fazenda.
FREDERICO — Eu também, Cris, somos iguais. — ele riu e olhou para ela. — O que você quer? Estamos indo a cidade para comprar tudo que você quiser.
CRISTINA — Eu não sei o que comprar, nunca comprei esse tipo de coisa. — Ela falou um pouco tímida. — Nunca nem entrei em uma loja pra comprar essas coisas.
Ele sorriu...
FREDERICO -Vai olhando e me diz o que você quer, eu vou pagando e levando. — ele riu. — É só gostar eu, levo.
CRISTINA — Mas até quanto pode ser? Tem um valor?
Ele sorriu e segurou na mão dela.
FREDERICO - O que você quiser, temos dinheiro, pode escolher o que gostar, não importa o preço.
Cristina sorriu pra ele.
CRISTINA — Está bem...
FREDERICO — Mas é assim, amor, você escolhe e pronto.
CRISTINA — Sim. — Ela sorriu. — Podemos comprar algumas coisas para nosso filho?
Ele sorriu.
FREDERICO — Podemos comprar tudo que quiser, Cristina, tudo, se você disser que quer o shopping eu compro ele pra você. — ele sorriu, tinha dinheiro para isso e muito mais, ela não fazia ideia.
Ela sorriu vermelha.
CRISTINA — Está bem.
Ele a olhou.
FREDERICO — Podemos comprar coisas para você também, meu amor.
CRISTINA — Eu não preciso de nada.
FREDERICO — Mas amor, pode ter coisas que não precisa, pode ter.
CRISTINA — Tá bom, lá vemos.
Eles chegaram no shopping e entraram na loja Cristina olhou tudo com os olhos brilhando... Ela andava e dizia a ele tudo que gostava, sorria e mostrava a ele, e tudo que ela gostava ele comprava.Depois de comprar várias coisas ela escolheu algumas coisas para o quarto do bebê. Saíram da loja e entraram em outra.
Ela escolheu roupas de cama, roupas para o bebê e depois para ela. Quando ele se distraiu olhando outras coisas ela olhou algumas lingeries, eram lindas bem diferente das que ela tinha.
Ela sorriu vermelha tocando as peças e logo uma atendente veio até ela...
ATENDENTE — A senhora quer levar quais? Posso indicar algumas,como é uma menina bem branquinha pode usar vermelho, preto, azul, verde, laranja e rosa. — ela sorriu. — Os homens adoram rosa.
Cristina olhou pra ela vermelha.
CRISTINA — Estou só olhando, não sei se Fred gosta dessa cor...
A atendente falou baixinho.
ATENDENTE — Eu posso dizer uma coisa? Ele tem cara de que gosta sem nenhuma, mas preto, rosa e branco sempre funcionam, olha essas. — a atendente foi tão gentil que mostrou varias e por fim, colocou todas juntas sem que ele visse porque percebeu a timidez dela.
Frederico veio até ela, tinha levado várias sacolas para o carro e voltou de mãos vazias pegando as que ela estava na mão naquele momento. Pagou tudo, sorriu, agradeceu e deu a mão a ela.
FREDERICO — Cris, quero que venha escolher como quer nossa aliança de casamento. — ele sorriu e parou em frente a loja com ela, ele olhou um sapato rosa, queria comprar, mas e se fosse menino? — Se for um menino... — ele disse sentindo o coração acelerado. — Um dia você me dá uma menina?
Ela sorriu pra ele.
CRISTINA — Sim, teremos quantos filhos quiser.
Ele sorriu de volta e deu um selinho nela, entraram na loja e ele pediu as alianças e deixou todas diante dela.
FREDERICO — Escolha, amor, escolha a que você quer.
Cristina sorriu olhando todas elas.
CRISTINA — Eu quero essa, meu amor. — Ela sorriu falando.
Ele sorriu e a beijou de novo.
FREDERICO — Essas, amor, as que você quiser.
CRISTINA — Sim, quero essa.
Ele pediu que reservassem, mediram o os dedos dele e dela... E depois saíram...Ela segurava a mão dele caminhando foram andando até que chegaram perto da praça de alimentação e ela parou olhando pra ele.
CRISTINA — Podemos comer aqui?
FREDERICO — Podemos, amor, quer comer o que? Comida, lanche? O que você quiser.
CRISTINA — Não sei, o que você gosta? Eu vim aqui uma vez com a mamãe, mas não comemos ela só comprou alguma coisa que Paulo pediu e fomos embora.
Frederico sentiu o coração apertar e olhou para ela segurando em sua mão, sentado em frente a ela.
FREDERICO — Pois agora, eu vou te dar um cartão, um pra você e outro para sua mãe e você pode comprar com ele o que quiser.
CRISTINA — Não precisa, eu já comprei muitas coisas, comprei roupas para a mamãe também.
FREDERICO — Amor, eu quero, quero que você seja independente e quero que você e sua mãe estudem. O que você quer fazer? O que gosta?
Ela olhou sem entender...
CRISTINA — Não sei, Fred.
FREDERICO — Amor, precisa estudar alguma coisa que queira.
CRISTINA — Eu não sei Fred, nunca pensei nisso...
FREDERICO — Eu quero você uma mulher independente, vai ser a melhor no que escolher.
Ela sorriu.
CRISTINA — Está bem, eu vou escolher e te falo. — Ela segurou a mão dela e caminharam juntos para a praça.
Eles comeram o que ela quis, pediu um lanche e ele também, ele comeu e observou como ela comia com adoração, aproveitando o momento, ele percebeu como ela era doce, apenas uma menina, que não tinha vivido nada só sofrimento.
Quando terminaram eles conversaram um pouco e depois saíram do shopping e foram para uma praça perto dali. Frederico comprou duas pipocas e foi com ela para o banco, num gesto involuntário sentou Cristina em seu colo e os dois ficaram comendo, ele tinha comprado doce para ele e salgada para ela e os dois riam e pegavam um a pipoca do outro.
Ela sorria feliz, estava perfeito aquele momento era maravilhoso.
FREDERICO — Você gosta de pipoca?
CRISTINA — Sim, eu gosto...
FREDERICO — Eu também adoro pipoca e sei fazer, faço sempre.
Ela sorriu.
CRISTINA — Então, vai fazer pra mim, então.
FREDERICO — Eu faço, sei fazer caramelo e sei fazer mais coisas, eu cozinho também. — ele sorriu e roubou pipocas dela.
Ela riu.
CRISTINA — Eu vou comer tudo que fizer.
FREDERICO — Eu vou viajar por cinco dias, Cristina, preciso acertar uns negócios em outra cidade.
CRISTINA — Está bem..
Ele a olhou...
FREDERICO — Você fala pouco, Cris, quase nada, por que?
CRISTINA — Não sei, não quero falar algo errado.
FREDERICO — Você toda é perfeita, amor, pode falar o que quiser, eu queria que dissesse. Frederico, eu quero ir com você, eu quero você viajando comigo... Vamos?
CRISTINA — Sim, vamos.. — Ela sorriu.
FREDERICO — Sério, amor? — ele sentiu o peito arquear...
CRISTINA — Sim... — Ela riu. — Sério.
FREDERICO — Então, vamos fazer as malas e você vai comigo! Eu vou ser tão feliz com você indo comigo.
CRISTINA — Sim, eu também vou ficar feliz. — Ela passou a mão no rosto dele e o beijou levemente.
Frederico acariciou as costas dela com amor. Ela se soltou e levantou do colo dele.
CRISTINA — Vamos?
FREDERICO — Vamos sim. — ele sorriu e deu a mão a ela pegando as bolsas, colocou no carro. Ajudou Cristina a entrar e dirigiu conversando com ela até em casa. Depois tirou as sacolas, deixou que ela mostrasse tudo para a mãe, que ria feliz com a filha daquele modo. E estavam na sala com as coisas espalhadas com ela sorrindo.
Depois que mostrou tudo ela colocou nas sacolas novamente para guardar, nunca tinha recebido tantos presentes.Frederico estava cansado e riu quando recebeu uma ligação...Era Raquela e chorava no telefone.
FREDERICO — Raquela, se acalme, o que houve? Sim, sei, vou pra ai.... Não chore, se acalme. — Quando Frederico terminou de falar Cristina estava na frente dele o olhando, já eram marido e mulher.
CRISTINA — O que aconteceu? — Cristina estava parada de braços cruzados.
FREDERICO — Ela não está bem, não conseguiu me explicar, preciso ir até lá. — ele ficou de pé e deu um selinho nela.
CRISTINA — Eu vou com você...
Ele a olhou e sorriu.
FREDERICO — Vamos, amor, pegue sua bolsa.
Ela se virou e foi pegando a bolsa e logo voltou, ele deu a mão a ela e saíram apressados.Frederico entrou no carro sentindo uma coisa estranha.
FREDERICO — Cristina, é melhor você ficar, não? Já está tarde, eu acho que não deve ir comigo. — ele estava tenso e preocupado com ela.
CRISTINA — Eu não devo? Ou você não quer? — Ela ficou o olhando. — A pouco disse que eu devia dizer que queria ir com você para a viagem e agora não quer que eu vá.
FREDERICO — O que tem a viagem a ver com isso de Raquela? Só estou dizendo que está tarde, tem que descansar e cuidar de nosso filho. — ele a olhou terno, não queria brigar, mas ela estava sendo ciumenta e ele sabia que ela tinha certa razão.
CRISTINA — Eu quero ir, quero ir... Por que não posso ir? Não é meu marido? Então quero ir...
Ele a olhou e riu.
FREDERICO — Tá bem, minha esposa, então, você irá... Irá e pronto, não adiante eu falar nada que você não vai ficar.
Ela sorriu pra ele. Ele abriu a porta e deixou ela entrar sorrindo para ele.
FREDERICO — Vamos logo, senhora Rivero.
Ela entrou no carro calma e silenciosa. Ele começou a dirigir.
FREDERICO — Ela estava chorando, não sei o que houve, estou preocupado por isso vou.
CRISTINA — Está bem... — Ela o olhou. — Que ela esteja bem...
FREDERICO — Eu quero ela e você bem, está bem para ir comigo? Não te quero alterada e nem brigando com Raquela.
CRISTINA — Não vamos brigar.
FREDERICO — O que você tem contra ela além de saber que estivemos juntos?
Cristina olhou pra ele.
CRISTINA — Foi ela que me preparou.
Frederico freou o carro de modo brusco.
FREDERICO — O que? — ele a olhou com o rosto tenso. — Como ela te preparou, Cristina? Raquela estava com você te ajudando? Por que nunca me disse isso?
Cristina segurou a barriga olhando assustada pra ele...
CRISTINA — Está louco? Quer nos matar? — Ela tocou o coração que batia forte. — Raquela me preparou, ela me preparou pra servir a você naquela noite...
FREDERICO — Ela não te preparou para mim, ela não sabia que seria eu. Cristina eu sei que ela não sabia que era para mim, era para o porco do João telha cinza, ela fez de proposito. — deu um soco no volante.
CRISTINA — Ela poderia não saber, mas eu sabia. — Ela o olhou assustada. — Quem é esse? Porque ela fez de propósito?
FREDERICO — Esse, Cristina, é o homem mais odioso que existe naquele lugar e ele só toma para si, as prostitutas de vermelho. — ela colocou aquela roupa de vermelho em você. — Eu odeio vermelho, por isso mandei que tirasse quando eu cheguei no quarto, ela sabe, sabe e sempre me atendeu de branco, de preto, de rosa, amarelo, vermelho nunca, até seu batom era vermelho, era queria que fosse o homem a ficar com você...
CRISTINA — Mas não foi ele... Foi você... Está tudo bem meu amor... — Ela tocou o rosto dele com carinho e sorriu o beijando.
Ele a tomou nos braços.
FREDERICO — só podia ser você, amor, só você e eu, mais ninguém, eu nunca deixaria que mais ninguém tocasse você. — ele a puxou para ele, estava sempre desejos dela. — Eu te amo, te amo, desde que te vi naquela escada.
Ela sorriu.
CRISTINA — Você é maravilhoso.
FREDERICO — Você que é, meu amor, você que é a minha olhinhos verdes. Esses olhinhos me destroem o coração, Cristina. Eu não vivo sem você amor.
Ela riu.
CRISTINA — Vamos.. Ela está te esperando.
Ele a soltou e sorriu.
FREDERICO — Vamos. — dirigiu rápido e sentiu que o estômago doía.
Cristina ficou calada pensando no que Frederico lhe tinha dito. Não sabia o que pensar...Quando ele parou o carro ela não esperou ele abrir a porta, saiu no mesmo instante. Raquela veio sorrindo porque achou que era Frederico e ela tinha ligado porque queria ele, veio abrir a porta de camisola. Cristina sorriu a olhando.
CRISTINA — Boa tarde Raquela..
RAQUELA — O que está fazendo aqui? — ela recuou perdendo o sorriso e procurando por ele. — Por que está aqui?
CRISTINA — Vim saber o que quer com meu marido!
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