Old Nightmare

3 Minha Máscara de Chuva


Notas iniciais
Sejam bem vindos,seus ozados!Leiam o capitulo antes que eu contre pra mainha!-Q Enfim,espero que gostem do cap,eu tinha escrito MUUUUUUUUUUUU(UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU)ITO mais dele,só que como achei grande decidi dividir em dois!Então,espero que gostem!Enjoy!

P.O.V Lucas
Aquele lugar o trazia lembranças. Más lembranças.
Não era o cheiro de mofo ou a poeira no ar que faziam seu passado vir a tona, nem ao mesmo Leonardo ao lado resmungando coisas que deixariam qualquer freira indignada e Melissa tentando se livrar de um chiclete no sapato que provavelmente teria vindo direto de Narnia já que aquele lugar estava totalmente abandonado. Após acharem uma porta no fim da sala, encontraram um corredor de tijolos vermelhos e piso de terra batida que parecia totalmente abandonado e tomado pela poeira. Pareciam não estar muito longe da saída, já que o som das gotas de chuva se chocando contra algo ecoava adentro,a chuva trazia junto com a agua varios sentimentos, para algumas pessoas, alegria,saudade,momentos bons...Já para Lucas, o trazia lembranças que ele gostaria muito, muito, de ter esquecido.


—Sete de Maio de 2010, sejam muito bem vindos, caros ouvintes!Hoje, após a nossa programação, teremos uma entrevista...
—Ah, fala sério, quem gosta desse cara?Ele só sabe falar asneiras e as musicas que ele coloca são tão depressivas que dá vontade de chorar.—Disse Marcus, no banco do motorista, criticando o âncora da rádio como fazia todas as manhãs.
—Olhem, crianças!Um carro vermelho, oras, parece que eu ganhei!— Comemorou Patricía, sorrindo para os filhos, Lucas e Eduardo, de doze e seis anos, sentados no banco de trás do carro.
—Ah, mamãe!Isso não vale, eu, eu...eu tinha visto...isso!Eu tinha visto uma vaca.Vacas contam, não é?Ela tambem é preta.— Retrucou o pequeno Edu, na tentativa de uma vítoria.
—Bom, se valesse, eu tambem ganharia, afinal, vacas tambem tem branco, na verdade, a maioria delas é branco, então, você teria de dividir a maioria dos pontos comigo.— Lucas tentou convencer o irmão, rindo.
—Ah.-Cruzou os braços- Então eu não quero.Espera...motos contam, não é?
—Olha, querido, acho que vai chover.— Alertou Patrícia, observando as nuvens escuras no céu.
—Ah, isso é bom.Pelo menos uma chuvinha pra tirar esse calor todo, eu estava quase derretendo em cima do volante!
E logo o tempo começa a passar, e a chuva começava a cair e a escorregar nos vidros do carro, a familia brincava, conversava e até mesmo tentava contar ou fazer corrida com as gotas que caiam, já era noite, o céu estava estrelado e a lua cheia, era uma noite perfeita.
Então, em um clarão surge na frente do veículo.
Não era uma estrela.
Não era a lua.
Desesperado, Marcus tenta desviar da luz, virando rapidamente o volante para a esquerda, mas ele não contava com um precípicio ao lado, e o carro caiu sem rumo terra a baixo.
Naquela noite, Eduardo se fora.
E tudo que restara,foram as dolorosas lembranças de uma noite quase perfeita.


Naquele dia, ao acordar do acidente, o que Lucas mas queria era conversar com toda a sua familia, garantir que todos estavam bem, voltar a sua rotina normal, mas isso não foi possivel.
Lembrou de quando Eduardo o chamava para brincar de carrinho, e de como sempre escolhia o vermelho.Lembrou de como fazia pirraça na hora de ir a escola, lembrou de como dizia que quando crescesse, seria o motorista de formula um mais conhecido do universo, lembrou de como ele babava, se mechia e murmurrava coisas sobre rodas enquanto dormia, e se lembrou, principalmente, de que agora ele dormiria para sempre.
. . .
—Ok, isso é serio, esse chilete já está me irritando.— Melissa parava a cada dois segundos apoiando a mão na parede para tentar arrancar o chilete do tênis.
—Dá pra parar de pensar só nisso, alô, nós estamos no meio de um apocalipse zumbi aqui, e você se preucupa com um chilete?—Leonardo revirou os olhos.
—Tenta trocar de tênis comigo, então, convencidinho.
—Calma aí, calma aí...CALMA AÍ!— Disse Bianca parando com tudo fazendo com que esbarrassemos uns nos outros.
—Moça...eu to calma...—Melissa afirmou, baixinho, e olhou Bianca de cima a baixo como se tentasse adivinhar se estava em efeito de drogas ou algo do tipo.
—Eu estou um ouvindo um barulho, vejam, fiquem quietos, ouçam...—Ficaram todos quietos por cerca de cinco minutos, mas não ouviram um som sequer, então, Melissa cortou o silêncio.
—Miga, acho que você está brisadona já, que eu não ouço nada.—O resto do grupo assentiu, rindo do comentario.
—Não, não não e não, eu não estou louca, aproximem-se, ouçam!— Aproximaram-se de Bianca e então foi possivel ouvir alguns murmurios vindos de algum outro lugar.
—Tem razão, esse corredor dá em algum lugar, acho melhor tentarmos achar.—Lucas tomou a iniciativa, sussurando a primeira frase desde que entraram no corredor.
Depois de andarem cerca de mais de dez minutos, e encararem um corredor sem fim, o grrupo já começava a cansar.
—Ok, ok, JÁ CHEGA!Eu definitivamente não aguento mais esse chiclete.—Melissa levantou o pé esquerdo, levou a mão direita ao sapato e quando foi apoiar a mão esquerda na parede, os tijolos simplesmente cederam e ela tropeçou quase caindo em um lugar totalmente escuro.—Opa, acho que fiz merda...
—Mas o quê...—Leo entrou no local, iluminando-o com o celular de Bianca, revelando um tipo de porão com um alçapão.—Que lugar é esse?
—Não sei, parece algum tipo de dispensa—Observou Lucas notando as caixas de produtos de limpeza espalhados pela sala.
—Eu acho que o barulho vem desse alçapão.—Bianca apontou para o alçapão de madeira não muito longe dali.—Subimos?
—Bom, não temos nada a perder não é?— Sugeriu Melissa.
—Vamos,então...—Leonardo puxo uo alçapão,fazendo com que caisse uma escada de madeira.
—ESPERA!—Alertou Melissa,tirando os sapatos e guardando na bolsa.—Agora sim, vamos.
...
—Wow!Eu não fazia a minima ideia de que existia essa passagem!Caramba,zelador ostentação!—Notou Bianca, rodando os olhos para o patio onde se estendia a cantina, haviam saido ali quando o alçapão os trouxe ao pequeno armario do zelador, que dava acesso ao refeitorio do colégio.
Conseguiram sair da bibliotica e do corredor assustador que dava arrepios a qualquer um, só que tinham mais um desafio,o pátio estava todo cheio de zumbis para todo lado, seriam provavelmente devorados no primeiro passo que derem para fora do armario.
—E então, o que sugerem?—Leo cortou o silêncio.
—Tem uma escada aqui que dá a volta no pátio e para perto da porta de emergência, não é?—Perguntou Lucas, que notou a escada a nossa esquerda.
—Tem.—Afirmou— Mas é só para funcionarios,teriamos de pegar a chave na sala dos representantes.
—Bom...—Bianca tossiu falsamente—Quem sabe se tivesse uma representante de classe aqui do lado, sabe...—Tirou um bolo de chaves de bolso,sorrindo.
—Perfeito!Isso é ótimo!Só temos de subir lá encima, sem fazer nenhum barulho de preferencia, vamos?—Assentiram e sairam, subindo as escadas tentando fazer o minimo de barulho possivel, assim que subiram, esperaram na frente do portão Bianca encontrar a chave da passagem então entraram no longo corredor branco com janelas de vidro, andaram até a metade do mesmo até que avistaram grandes hordas de zumbis vindo de todos os lados, não necessariamente na direção deles, mas ainda sim era perigoso.
—Ah, droga, isso não estava nos meus planos...—Sussurrou Lucas recuando até encontrar as costas com a parede, estava obviamente decepcionado, sua ideia colocara todos em risco e agora estavam encurralados, não foi proposital, mas ainda sentiu-se mal.Desde o acidente, no qual se culpava pela morte de seu irmão, tentava ser perfeito em tudo, odiava brechas mal feitas e acreditava que até pequenas coisas feitas abaixo do perfeito pudessem causar uma grande catástrofe, nos dias de chuva,se trancava no quarto e estudava o maximo que podia, tentando livrar sua mente de ouvir o barulho das gotas que traziam automaticamente o flashback em sua cabeça, ele era o filho perfeito,o estudioso , o inteligentão , mas na verdade, isso era apenas um disfarce, uma capa, uma máscara mal feita pelo seu passado, por seus acontecimentos, pela decepção, pela culpa...pela chuva.
—Esperem!Eu...acho que tive uma ideia!—Afirmou Bianca, visivelmente com animação no rosto, virando-se para o botão que aciona o alarme do colégio.
—BIANCA!ESPERA, NÃO FAÇA IS...—Gritou Leo, sendo parado pelo barulho absurdamente alto do alarme, que por acaso do destino, estava bem em cima deles, atraindo todos os zumbis em sua direção.
—FALA SÉRIO,O QUE VOCÊ TINHA NA CABEÇA?—Gritou Melissa,que agora olhava para todos os lados rapidamente,em busca de alguma arma que pudesse usar.
—E-eu,bem,eu achei que,poderia...—Gaguejou,sem palavras ou explicações concretas.
—O que fazemos agora?!—Disse Lucas,emitindo a raiva,mas sentindo-se com um peso esvaido dos ombros,já que agora o "plano perfeito" não era dele,vendo as ameaças se aproximando cada vez mais.
—Agora?—Leonardo riu cínico—Bom, agora, já que não temos mais alarmes para acionar...—Agarrou um machado encravado na testa de um zumbi que se aproximava, puxando-o pelo cabo e levantando-o rapidamente,dando uma volta no ar que atinge o mesmo alvo.—Vamos desmiolar alguns cérebros.
E a luta começou, quatro a dezenas, não era justo, mas não tinham que matar todos, somente abrir caminho, certo?Pensou Lucas, rodou os olhos por todos eles, mas não achou sequer um com uma arma, até que avistou um deles ao fundo com um cabo atravessado no corpo.E numa ação comandada pelo desespero, correu "atropelando" varios pelo caminho até chegar no desejado, o dando um chute,assim que seu inimigo caiu no chão, Lucas lembrou do que o amigo fez mais cedo.Agarrou um extintor de incêndio, só que dessa vez, deixou cair na cabeça do alvo, esparramando sangue para todos os lados, e assim, torcendo para que não fosse uma vassoura, puxou o cabo, revelando uma longa foice de bico torto.
—Bom, não é o que eu esperava, mas...—Usou a foice, cortando um zumbi ao meio rapidamente.— Acho que serve.
Os proximos movimentos foram como um borrão, Lucas manuseava e cortava com a foice como se praticasse isso a séculos, por onde passava, fazia uma trilha de corpos cortados ao meio, e assim continuou, cortando e cortando, até que encontrou Leonardo, que se defendia com o machado que havia pego minutos atrás, e Bianca, que usava um pedaço grande de madeira, assim que Leo viu o amigo, arregalou os olhos, em admiração.
—Caramba!Aonde que você arrumou essa foice maneira aí?Eu tambem quero, véi!
—Agora não é momento de admirar a grama do vizinho, Leo.Cadê a Melissa?
—Aqui!—Disse,chegando pela diagonal segurando uma peixeira na mão direita.
—Fala sério!Porque todo mundo tem uma arma legal e eu não?!—Reclamou Bianca, emburrada.
—Desde quando você sabe usar uma foice?—Comentou Melissa.
—Desde quando você sabe usar uma peixeira?—Retrucou Lucas
—Eu não sei.— Disse atacando um zumbi com a arma,que emperra no meio do pesçoco, fazendo Melissa grunir de raiva e fazer mais força para empurrar a peixeira e fazer a cabeça voar com sucesso.
—Já que estão todos aqui, vamos em frente.—E seguiram seu caminho, cada um se defendendo como podia.
Logo chegaram ao outro lado do corredor, fechando o portão e suspirando, aliviados.
—Cara...—Disse Bianca limpando o suor da testa, ofegante.—Eu...nem sei o que dizer, eu só queria ajudar, nem sei o que me passou pela cabeça,desculpa...
—Ei, relaxa,você só estava tentando ajudar, se enxergarmos por outro lado, foi até engraçado.— Disse Leonardo reconfortando a amiga.
—Tem razão, se olharmos por outro lado, até que foi engraçado.Fala sério,quem em sã conciência aperta um alarme quando estamos em baixo dele?Mesmo se não tivesse zumbis por toda parte, ainda seria burrice.—Riu Melissa.Logo todo o grupo ria, acompanhados até mesmo de Bianca, que ria da sua ação sem calculo, até que levantaram e seguiram em frente.Parando na frente do portão de saida, o abrindo e revelando uma rua que seguia na horizontal, rodeada de casas sem qualquer movimentação.O pôr-do-sol coloria o céu e as nuvens em rosa, roxo e laranja, o que chegava a ser irônico na situação que estavam.
Assim que pisaram na rua, a realidae chegou como uma voadora bem mirada no rosto.E agora?O que fariam?Para onde iriam?Seus pais,que trabalhavam na mesma empresa,estavam em viagens de trabalho na França.Todos seus parentes moravam em outras cidades e não tinham visto mais nenhum de seus amigos até agora.Pra quem recorreriam?Por que viveriam?Se tudo que conheciam havia acabado, pra que prolongar o sofrimento?Pra que viver...sem motivos pra viver?Todos pareceram atordoados no momento, segurando a mesma pergunta.E agora?Foram despertados pelo barulho do portão que trancaram na volta do corredor sendo quebrado e mais zumbis vindo em nossa direção.
—Ah,não,não...Quando isso vai acabar?—Bianca murmurrou chamando atenção do grupo, que desviava de alguns mortos-vivos que caiam rolando da escada.
—Eu...sinceramente não sei mais o que fazer.— Anunciou Leo aos amigos aflitos,que se distanciavam aos poucos de alguns inimigos que seguiam em sua direção lentamente.
—Galera,não temos mais nada a fazer,sinceramente...—Começou Lucas,sendo parado por um barulho de motor vindo do outro lado da avenida.—O que é isso?—Correram até o barulho e puderam ver, um pouco a longe seguindo na direção contraria deles, um carro Eco Sport, que eles conheciam muito bem, era o carro da familia de Enzo,um amigo da escola.—ISSO É O CARRO DO ENZO?
—Parece que é...ENZO!—Começou Melissa e logo o grupo começou a correr atrás do carro, jogando pedras e gritando o nome do colega.Logo o carro para bruscamente, e todos entram fugindo da horda que os seguia.—ENZO,VAI,ACELERA!
—Nossa Enzo, você tem um carro, será que eu posso entrar nele?—Disse Enzo fazendo uma pessima imitação de uma voz feminina, voltando a sua voz na proxima frase.—Ah,é claro, amigos!Entrem!São todos bem vindos!Porque depois do passeio não paramos em um Starbucks e tomamos um chá com biscoitos?
—ACELERA LOGO,IDIOTA!—Gritou Bianca já sem paciência.
—Nossa, então tá, não precisa agredir.—Acelerou o carro, deixando os inimigos para trás.
...
—CARAMBA!É serio que vocês fizeram isso?tipo...
—Eu sei, é horrivel...
—Horrivel?Você acha isso horrivel?ISSO FOI DEMAIS!Fala sério, vocês foram muito ninjas, que fodasticalidade!
—Fala serio, Enzo,isso não foi nada "fodastico" como você diz, foi puro desespero.—Disse Melissa revirando os olhos.
—Ah, estão de brincadeira, gente?Eu como desespero no café da manhã!
—Claro, junto com seu cereal rosa da barbie e seu babador da galinha pintadinha.—Provoca Leo fazendo todos rirem, menos Enzo,que freia o carro em velocidade, fazendo com que Leonardo que estava de pé caisse de cara no rádio.
—Ops—Sorriu Enzo—Foi sem querer querendo.
—Idiota.—Sussurrou Leo levantando, e quando apoiou a mão no radio para levantar-se, ele ligou e uma musica começou a tocar no radio.
—WOW,É SERIO!EU AMO ESSA MUSICA!NOVINHA SAFADINHA,MC...—Enzo começou a cantar e Lucas desligou o radio.—Ah,seu chato.
—Chega disso, não é hora de distração,precisamos pensar no que fazer daqui em diante.
—Cara, agora é que precisamos relaxar mais, acalmar o cérebro, o mundo está acabando lá fora, qualquer um de nós pode acabar pensando nas consequências e enlouquecer!Temos que manter todos o mais sãos possiveis, agora não é só eu, ou você, agora somos nós, somos um grupo, somos um, e temos que prezar pelos outros.
—O que te faz pensar que somos um grupo?—Lucas cruzou os braços.
—Bem...agora nós somos,não somos?
—Eu acho que sim...—Disse Melissa
—Fechado,então!—Enzo puxou um CD do porta-luvas.—Quem quer ouvir Calypso?

Notas finais
O que dizer sobre a Bianca nesse cap?LUCAS RANGEL WINS! Menina Burra(8'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.