Passamos um dia inteiro tancados naquela sala. Foi simplesmente horrível. Quando saímos a primeira coisa em que pensei foi em voltar para minha casa, mas Dean me falou que Anna controlava Mary com o amuleto, e que era perigoso me deixar sozinha. Eu deveria ficar ao lado dele, o que não seria uma tarefa nada difícil para mim. Era tão bom estar ao lado dele, mesmo correndo perigo… Mas eu tinha que esquecer a vontade de beija-lo, devia me concentrar em… ficar viva! E torcer para que os meninos conseguissem matar Mary. Nós entramos na universidade e fomos direto para o corredor. Não havia ninguém lá. De repente o corredor ficou frio, eu comecei a sentir arrepios. Dean percebendo o que estava acontecendo falou:

-Sam, me alcance o sal…

-Sal? Para que você quer sal? Eu perguntei.

-Para fazer um circulo, daí ficamos dentro dele e a Mary não poderá nos pegar! Respondeu Sam.

-Mas por quê? Perguntei novamente.

-Olha, apenas fique quietinha aqui, nós vamos fazer o circulo e você não vai sair de dentro dele, está me entendendo? Disse Dean preocupado.

-Okay, só não sei como isso vai ajudar.

Quando eles terminaram de fazer o circulo de sal, Anna apareceu no final do corredor com Mary ao seu lado. Anna falou umas palavras estranhas e no mesmo instante Mary já estava lá, na nossa frente, porém sem cruzar o circulo de sal. Não é que o sal funcionava mesmo? E a Mary? Ela devia ter uma supervelocidade de fantasma, sei lá, eu não entendia direito essas coisas. Mary ficou lá nos encarando por um tempo, quando Sam atirou nela e ela na mesma hora sumiu. Então era isso, ela havia morrido? Não mesmo. Ela logo voltou, e dessa vez ela de alguma forma fez o vidro das janelas quebrarem, começou a ventar muito forte e o circulo de sal se desfez. Eu me apavorei e comecei a gritar:

-E agora Dean, o que a gente faz?

Dean atirou novamente em Mary e disse:

-Corre Louise, corre. Nós estamos aqui, perto de você , mas corre.

Começamos a correr, entramos em uma sala vazia, trancamos a porta e colocamos sal. Eu estava completamente desesperada, e aquilo não estava ajudando. Sam resolveu sair para tentar roubar o amuleto. Dean disse que ele não iria até lá sozinho, que era loucura, mas que também não poderia me deixar sozinha ali, naquela sala. Como ele era fofo, se preocupava mais com nós dois do que com ele mesmo. Então vendo que se ninguém tentasse impedir Anna, poderíamos ficar ali por muito tempo, eu disse:

-Hey, vamos sair. Dean, eu e você distraímos a Mary enquanto o Sam tenta pagar o amuleto.

- Não, é perigoso… Você acha mesmo que eu vou deixar você servir de isca Louise? Não mesmo, que ideia idiota! Disse Dean

-Olha Dean, para falar a verdade eu acho que esse é o nosso melhor plano. Você tem armas, pode proteger a Louise, enquanto isso eu pego o amuleto. Respondeu Sam.

Dean pensou bastante, pareceu ficar meio brabo, porém aceitou a ideia. Então saímos da sala, e Mary veio direto em nossa direção. Sam correu para perto de Anna e Mary veio até Dean e eu. Quando Dean iria atirar novamente em Mary, ela fez um gesto com as mãos e a arma foi parar do outro lado do corredor. Agora sim tudo estava pedido. Mary começou a chegar cada vez mais perto. Ela iria me atacar, então Dean me empurrou para o lado e se jogou na frente de Mary para me proteger. Ela derrubou Dean, pegou uma faca e quando estava quase cortando o pescoço dele, ela simplesmente virou-se e atacou Anna. Foi horrível. Ela arrancou os olhos de Anna calmamente, e depois cortou seu pescoço. Anna gritava, se debatia, e ninguém podia ajudar. Assim que Anna parou de respirar engasgada com seu próprio sangue, Mary sumiu. Eu não entendi nada, então perguntei:

-Por que ela fez isso? Por que ela não me matou, ou matou o Dean?

-Por que o amuleto a controlava, e Anna para não me dar o amuleto resolveu quebra-lo, então Mary ficou livre para agir por si só, matando aquela que havia tirado-a de seu descanso. Respondeu Sam ofegante.

-Então é isso? Tudo está acabado? Perguntei olhando para Dean.

-Provavelmente! Respondeu Dean olhando no fundo dos meus olhos.

Eu sabia que aquele fim tinha um duplo significado. Eles iriam embora… Como viveria sem Dean?