Notas iniciais
Oie. Tudo bem com vocês? Bom, espero que gostem. Ah! Eu não sabia se a planta chamada visco, que sempre aparece em filmes e o casal de namorados que está embaixo se beijam para não dar azar (pelo menos acho que é isso), poderia ser considerada um símbolo do Natal. Acho que isso é mais coisa de "Americanos".

Era dia 25 de dezembro. O Natal já havia chego em Seattle. Todas as casas estavam decoradas, pessoas pediam doação para caridade e outras apenas cantavam canções natalinas na porta da casa de seus vizinhos. Mas em um apartamento, duas garotas estavam se preparando para, de acordo com elas, " a melhor festa de todos os tempos". A morena cujos olhos eram verdes, estava no seu quarto se arrumando, enquanto a garota com os cabelos negros e olhos castanhos, estava preparando alguma comida para levar. Eliza Wonderbits saiu do quarto e caminhou rumo a sala de estar. Allen Thunderswore estava muito animada. Ela adorava festas. Sua amiga atravessou a porta da cozinha e quando viu que ela havia feito torta para a noite de Natal, não pensou duas vezes: Eliza pegou um pedaço para experimentar sem pedir permissão a Allen, que a olhou com reprovação:

— Eu deixei você pegar um pedaço da minha torta, Eliza? — Perguntou Thunderswore batendo a ponta dos dedos na mesa, indicando que a mesma estava irritada.

— Calma aí. Olha só, eu preciso experimentar e saber se os outros vão gostar. Ninguém quer que você passe vexame na frente da festa inteira, não é? — Wonderbits perguntou olhando para ela como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— É. Ninguém quer que você seja humilhada porque sua comida é ruim. —Uma voz que vinha da janela do apartamento do lado exclamou fazendo as duas olharem através da pequena vidraça da cozinha. Era Thompson, um vizinho que sempre estava observando as duas garotas. Ele era alto, magro e tinha os cabelos loiros.

— Viu, Allen? Até o Thompson concorda comigo. Toca aqui. — Pediu a morena colocando a mão para fora da janela e dando um "high-five" na mão dele.

— É... Argumento convincente. — Allen deu de ombros, colocando sua torta na geladeira e sentando-se no sofá.

­— Meu Deus, Eliza! Estamos atrasadas. Vamos. — A mulher de cabelos negros olhou no relógio de pulso, arregalou os olhos, pulou do sofá e correu para a geladeira para pegar seu prato de comida. Eliza, que estava papeando com Thompson, somente pegou sua bolsa, se despediu do garoto e acompanhou a amiga até chegarem ao salão. Lá, a festa já havia começado e estava estourando. As garotas ficaram perdidas. Na verdade, Allen foi até o bar e pediu várias bebidas. E ela não gostava de pagar. Por isso, ela contava várias mentiras para o barman.

— Então, você sabia que eu já fiz o filme " 60 tons de arco-íris"? Original, não? — Ela perguntou apoiando os ombros na mesa e xavecando o garoto, que aparentava ter menos de 26 anos.

— Wow! Você fez o papel de Suellen Gran? —Perguntou o barman maravilhado com o suposto"ícone" a sua frente.

— Fiz sim? Quer um autógrafo? — Ela perguntou pegando um guardanapo, uma caneta e em seguida, anotando seu número de telefone.

— Ah, me desculpe, Senhor! Você já conheceu o Steven Grant? Ele é muito bom, não?— Eliza sorriu aparecendo no meio dos dois, interrompendo a conversa fiada de Allen.

Depois que o barman finalmente saiu da mesa, a morena desfez seu sorriso e olhou para a garota a sua frente irritada:

— Você vai acabar caindo no seu próprio buraco de mentiras. Vê se toma jeito! — Ela bufou preocupada com a colega de apartamento, que somente virou de costas e puxou papo com o rapaz da mesa ao lado:

— Você acredita que ontem eu estava na casa do James Boltroy? Eu e ele somos amigos de longa data. — E Allen afirma inventando mais outra mentira.

— Garçom! Traga um Whisky a essa estrela. — O garoto, cujo nome parecia ser Jefferson, exclamou batendo fortemente na mesa.

O moço, que há pouco tempo atrás estava flertando com Thunderswore, chega com a bebida, depositando-a na mesa e voltando ao seu posto.

— Então, já ouviu falar da Mourlen Merron? — Eliza interrompe a conversa dos dois mais uma vez, fazendo Jefferson levantar e se afastar da garota com os cabelos negros. Em seguida, com raiva, Allen sacode a morena pelos ombros e praticamente berrando, perguntou:

— O que é que deu em você hoje, garota?

— Nada não. Só quero que você pare de mentir para conseguir bebida de graça.— Ela respondeu cruzando os braços e levantando a sobrancelha, o que fazia a Thunderswore se morder de tanta raiva.

— Pessoal, hora de curtir ainda mais a festa com as danças agitadas! Quero ver todo mundo dançando! — O anfitrião daquela festa anunciou, fazendo os melhores hits do momento tocarem. Eliza se distanciou de todos e foi se sentar perto de uma escada. Allen, estranhou o desaparecimento da amiga, deixou a festa e foi procurá-la. A encontrou num corredor muito vazio. Ela estava cabisbaixa e arfava várias vezes.

— O que aconteceu, Eliza? — Pergunta a garota sentando ao lado da amiga, que continuava com a cabeça baixa.

— Nada, é só que não sei dançar. Só isso. — A morena respondeu arfando mais uma vez.

— Ei, eu te ensino. É fácil!

— Para você é fácil falar, não é?

— Bom, lembra daquela vez que éramos crianças e que era dia de Natal?

— Lembro! — A morena respondeu, dessa vez, olhando para a amiga.

— Lembra que nos conhecemos debaixo do visco, nesse mesmo lugar? Você era tímida e fechada e ninguém queria brincar comigo. Te vi sentada e percebi que você estava muito triste. Vim para perto falar com você e acabamos virando amigas desde então. — Allen lembrou da história que acontecera a 25 anos atrás.

— É verdade, não é? — Eliza perguntou bem mais animada. Ela adorava ouvir e contar essa história.

— Sim!Olha só! Estamos debaixo do mesmo visco que nos conhecemos a anos atrás. — A garota exclamou, olhando para cima e apontando para aquela inocente planta.

— Ah Não! Nós estamos debaixo do visco de novo? — Perguntou a morena olhando para cima e ao mesmo tempo, abraçando a amiga e dando risada, o que fazia Allen rir mais ainda. E aquele Natal significava tudo para as duas. Fora naquele mesmo lugar, naquela mesma escada, debaixo daquele mesmo Visco que as duas se conheceram e se tornaram tão amigas. É. A vida é uma caixinha de surpresas. Cabe a nos desvendá-las.

Notas finais
Até mais. Espero que tenham gostado. Beijos. Até o próximo desafio. :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!