Oh, My Sweet Amazon...

13 O furacão Thanatos...


Notas iniciais
Mais um capítulo com mix de POV! Haverá narrador, além dos personagens. Espero que gostem. Boa leitura!

O grupo entrou nos Elíseos, indo de encontro aos templos. Pelas instruções de Zeus, Thanatos deveria estar nos fundos do local, apreciando seu tempo com música e boas companhias.

Próximo aos templos, a melodia relaxante da lira se fez presente, confirmando as suspeitas. Em frente às construções, uma figura de olhos e cabelos dourados surgiu. Parecia estar a espera daquele grupo.

— Boa dia, Deuses.

— Bom dia, Hypnos. Responderam as deusas.

— E aí, garoto. Como está? disse Eros, dando tapinhas no ombro do outro.

— Estou bem... Zeus. Cumprimentou com um aceno, o qual o Deus respondeu da mesma forma.

— Como vai o mais novo aprisionado? riu Dionísio.

— Casamento é pros fortes, meu caro. Sorriu.

— E os preparativos? comentou o ruivo.

— Estão dando tanta dor de cabeça...

— Quero meu convite, viu? pediu Afrodite.

— Não se esqueça de mim. Emendou Hera.

— Vamos aos negócios, mulheres! Hypnos, aonde está seu irmão?

— Atrás dos templos, tocando essa bela melodia que vocês estão ouvindo.

— Pois bem, então vamos até ele. Disse, seco.

— Espere um momento, Zeus... Não os apresentou ainda. Meneou a cabeça em direção aos guerreiros.

— São meus cavaleiros e amazonas, Hypnos. Disse Athena. Cavaleiros, por favor, apresentem-se.

— Aldebaran de Touro. Curvou-se.

— Afrodite de Peixes. Imitou o amigo.

— Sheily de Gêmeos. Copiou o pisciano.

— Rose de Aquário. Curvou-se.

— E cadê a pretendente? perguntou para Athena.

— Estou aqui, senhor. A morena deu um passo à frente, curvando-se de novo.

— Interessante... sorriu.

— Digo o mesmo... Eros compartilhou do mesmo sorriso.

— Por gentileza, me acompanhem... disse Hypnos.

Ele seguiu templo a dentro, conduzindo o grupo até o lugar aonde um nobre de cabelos e olhos prateados tocava lira, cercado por ninfas e bandejas com frutas.

— Irmão, você tem visitas... anunciou o Deus de cabelos dourados.

— Não estou com tempo para visitas. Retrucou, seco.

— Mas pra tocar lira com um bando de raparigas a tira colo tem tempo, né? alfinetou a aquariana, apenas para a geminiana ouvir.

— Como eu gasto meu tempo não é da sua conta. Levantou-se, passando os olhos pelo grupo e fixando-os na morena.

— Além de grosso é bisbilhoteiro. Retrucou, trincando o maxilar. Ela não se acovardava perante Máscara da Morte e Camus, não se deixaria intimidar por aqueles olhos cortantes.

Eros, que estava ao lado de Zeus, discretamente sequestrou uma tigela com uvas, oferecendo ao companheiro, enquanto o mesmo procurava seu queixo pelos mármores do chão. Isso vai ficar interessante, murmurou o ruivo, prevendo o gênio da garota.

Aldebaran e Dite entreolharam-se, morrendo de vontade de rir, ao contrário de Sheily, que ficou branca de medo/vergonha, não se sabe ao certo... A resposta da aquariana tinha sido bem ousada, e Gaia ficou pálida por conta disso. Athena, por um lado, sentia-se até orgulhosa pela coragem de sua amazona, mas antes de tentar intervir, Hera e Afrodite seguraram seus ombros, num pedido silencioso de que deixasse rolar.

Dionísio fingia prestar atenção no conflito, mas seus pensamentos estavam longe. Seu interesse era em ver a briga piorar e ele ter uma deixa para sair como heroi aos olhos da geminiana. Sorriu, já calculando seus próximos atos.

Thanatos franziu o cenho e estreitou os olhos, claramente aborrecido com a afronta. Deu alguns passos até se encontrar de frente com aquela garota petulante.

— Quanta audácia... Quem é você? cuspiu as palavras.

— Que eu saiba, o anfitrião deve se apresentar primeiro. Devolveu.

— Que eu saiba não chamei vocês aqui, e por sinal, não são bem vindos.

— Mal humorado, você ein? Não é à toa que é um Deus encalhado. Alfinetou.

— O que disse? bradou, elevando perigosamente seu cosmo.

Hypnos, que até o momento encontrava-se entretido com a rixa, resolveu interromper.

— Não seja mal educado, meu irmão. Eu os chamei aqui apenas para um inofensivo encontro. Penso que jogar conversa fora irá nos distrair um pouco. Argumentou.

— Dispenso. Falou, ríspido.

— Desculpe-me pela situação, Thanatos... Minha amazona é bem impulsiva. Explicou-se Athena.

— Não me interessa. Disse, no intento de se retirar.

— Espere, dê uma chance de se apresentarem! impediu-lhe o irmão.

— Athena trouxe alguns de seus santos... Por favor, apresentem-se. Ordenou Zeus.

— Aldebaran de Touro. Deba puxou a fila das reverências.

— Afrodite de Peixes. Seguiu o pisciano.

— Sheily de Gêmeos. Continuou a loira.

— Rose de Aquário. Prosseguiu a morena, com um leve sorriso nos lábios. Deixar Thanatos irritado foi gratificante, mas ter os olhos do Deus preso em si era para se preocupar.

— O motivo da nossa visita é o casamento do seu irmão Começou Hera.

— Está sendo muito comentado pelos Deuses lá no Olimpo... emendou Zeus.

— E como deve saber, ficar sozinho também rende fofocas. Imaginamos que você poderia gostar de companhia. Finalizou Eros, um pouco maldoso.

— Melhor sozinho do que em más companhias. Retrucou, não percebendo as intenções ocultas dos outros Deuses.

Dessa vez Hypnos não conseguiu barrá-lo, o irmão saiu pisando duro para dentro do templo, seguido por suas ninfas. Quando ele já estava ao longe, os outros Deuses se soltaram, rindo sem pudores.

— Você é corajosa garota! parabenizou Eros.

— Vai ser páreo duro pro Senhor Enfezado. Comentou Dionísio.

— Ele é um grosso! reclamou com Gaia.

— Acalme-se querida. Você mal deu chances a ele... reconfortou-a.

— Tem razão, me desculpe Gaia, fui impaciente. Athena, pode me desculpar também?

— Tudo bem, Rose. Controle-se mais da próxima vez. Sorriu, divertida.

— Temos que dar um jeito de aproximá-los. Comentou Hypnos.

— Com tanta ninfa em cima dele, fica difícil.

— Você pode ficar aqui e distrair as ninfas, Zeus. Sugeriu Eros.

Nisso, enquanto os outros Deuses se acertavam, Athena e Gaia juntaram seus guerreiros para uma conversa mais particular.

— Não estou gostando disso. Comentou Deba.

— O que você acha Afrodite?

— Estão aprontando, Athena.

— Também não confio nesses esquemas... Se eles ficarem, é melhor todos ficarmos.

— Talvez não, Gaia, podemos nos dividir. Eu e Afrodite ficamos aqui com Rose e você volta ao Olimpo com Aldebaran e Sheily.

— É um bom plano... analisou Afrodite.

— Athena, eu não posso ficar no lugar do Afrodite? perguntou a loira, tensa por se imaginar no Olimpo, perto de seu perseguidor.

— Não pode, Sheily. Sua irmã precisa ficar sozinha com Thanatos, além disso conto com você para a proteção de Gaia no Olimpo. Explicou.

— Entendo. Murmurou chateada.

O grupo voltou-se para os outros, que terminavam de decidir como se alojariam.

— Eu e Afrodite iremos ficar também. Pronunciou Athena.

— Ótimo. Com vocês são cinco... Estão certos de que não precisam recrutar mais gente? Meu irmão é osso duro. Sugeriu.

— Eu poderia ficar também. Comentou Hera.

— Não será necessário. Antecipou-se Zeus. Com você serão três mulheres, sem falar das ninfas...

— Ele está certo, quanto menos mulher nesta missão, melhor. Por isso, prefiro que Afrodite também retorne ao Olimpo. Concordou Eros.

— Farei como desejar, meu pai. Sorriu a garota.

Ao contrário da moça de cabelos róseos, Hera estava inconformada com a decisão do marido. Talvez fosse excessivamente desconfiada, mas seu alarme interno estava disparado. A tensão da deusa não passou desapercebida pelo cavaleiro de Peixes, que levantou uma sobrancelha, intrigado.

Lentamente, uma parte do grupo se retirou, em direção ao Olimpo. Perséfone os acompanharia até as portas do inferno, enquanto aproveitava para trocar alguns murmúrios com Hera.

Nos Elíseos, Hypnos conduzia seu pequeno grupo de convidados até seus aposentos. Cada um ficaria em um quarto, sendo o da aquariana propositalmente mais próximo ao cômodo de Thanatos. Athena nem precisou pedir um quarto perto de seu cavaleiro, pois ele foi alocado bem ao seu lado. Dentre os quatro, a dependência reservada ao pisciano era a mais próxima da aquariana, e a de Zeus a mais distante.

Enquanto o cavaleiro e a amazona se acomodavam, os Deuses não demoraram a se reunir em uma das salas do templo.

— Amigos, precisamos cooperar para que esse plano dê certo... Tem alguns fatores que podem, e vão, nos atrapalhar.

— O que sugere?

— Sua amazona precisa conviver com Thanatos. Mas fica difícil dos dois se entenderem com tantas ninfas por perto...

— Está sugerindo afastar as ninfas? Meu irmão ficará uma fera, Eros!

— É só por um tempo... Posso ajudá-lo a cuidar disso. acrescentou Zeus.

— Por mim, tudo bem... Sobra para Athena e Hypnos empurrar os pombinhos um para o outro.

— Terei que controlar minha amazona, ou os dois vão acabar saindo no tapa... comentou.

— E eu, acalmar meu irmão... Aquele cabeça dura! reclamou.

— Vocês dois se preocupem em aumentar as chances do casalzinho ficar à sos, eu e Zeus cuidaremos das ninfas.

— Não vai ser muito difícil, Athena. Meu irmão costuma andar pelos mesmos cômodos, ele é muito previsível. Se você incentivar sua amazona a andar pelo templo, certamente os dois se encontrarão por aí. Sorriu Hypnos.

— Combinado! Estamos de acordo então, cavalheiros? sorriu a deusa.

— Sim! responderam os três.

E os quatro dispersaram-se, cada um para seu devido quarto. Dali a algumas horas o almoço seria servido, todos precisariam se arrumar e descansar um pouco. Havia sido uma longa jornada até ali.

[Rose POV]

A manhã foi cheia, eu estava um pouco cansada. Estava deitada na confortável cama do quarto, pensando... Fiquei feliz por ter a companhia de Athena e Afrodite, me deixou mais confortável para encarar essa missão.

Uma ninfa veio me avisar que o almoço seria servido daqui a uma hora, então aproveitei para sair e visitar o Dite. Descansar é uma boa opção, mas ficar sozinha naquele quarto me levaria a formular diversos elogios (leia-se: ofensas) ao irmão irritante do Hypnos.

Fui até o quarto do pisciano, sendo muito bem recebida pelo amável cavaleiro.

— Uau! Será que todos os quartos neste templo são um luxo? comentei, arrancando um sorriso de satisfação do peixinho.

— Não é uma beleza? Estamos literalmente no paraíso... Eu podia morrer aqui, com a cara da riqueza! rimos.

— Como alguém, morando num lugar tão bonito, consegue ostentar tanto mal humor? indaguei, pensativa.

— Pergunte ao Shion, ele tem experiência no ramo.

— Deixa o Shion ouvir isso...

— Negarei até a morte deu língua.

— Dite... Sinceramente, como você acha que isso vai terminar? encarei-o, temerosa.

— Pelo que eu vi, e pelo que conheço de você, se sair viva dessa convivência considere-se no lucro. Contraiu o lábio, numa careta de preocupação.

— Preciso me controlar mais... disse, desanimada. Mas vamos concordar, aquele cara tem um gênio! Sem falar da arrogância.

— Você sobreviveu ao Carlo, pode muito bem sobreviver a ele também. Mas chega de conversa, vamos nos arrumar! O almoço é daqui a pouco. Disse, me despachando do quarto.

Meia hora depois, Dite veio me chamar para irmos juntos até a sala de jantar. Athena e seu pai conversavam com Hypnos quando chegamos, e pediram que eu me acomodasse longe do pisciano.

Thanatos entrou na sala pouco depois e assim que me viu, sua expressão mudou para uma carranca terrível. Suspirei, aquele estupro a minha paciência estava apenas começando...

— Deu alguma ordem às ninfas? Faz umas horas que não as vejo. Disse, aborrecido, ao irmão.

— Sim, elas estão ocupadas recepcionando os hóspedes. Respondeu, com a voz branda.

— Pode dispensá-los, aqui não é hotel. Reclamou.

— Não seja indelicado, também não é pra tanto! Repreendeu.

— Anime-se Thanatos, seu irmão vai se casar daqui a uns meses. Nem assim você melhora essa carranca? descontraiu Eros.

— Vou nem responder sentou-se, ignorando todo mundo.

Alguém chutou a minha canela nesse momento.

— EI! reclamei, olhando feio de Zeus para Eros.

Ambos mandaram olhares sugestivos, para que eu tentasse conversar com o esquentadinho e logo depois disfarçaram, assobiando.

— Muito cara de pau, vocês! reclamei, baixinho.

— Pelo visto vou ter que te aturar também, projeto de gente? retrucou, fuzilando-me com o olhar.

— Projeto de gente é a sua vó, seu prepotente irritante! devolvi.

— Repete o que disse! levantou-se, batendo as mãos na mesa.

— Ah, é surdo? levantei-me, encarando-o.

— Eu devia te expulsar daqui a ponta pés! sibilou, ameaçador.

— Expulse! Aposto que esse teu mal humor é falta de louça pra lavar...

— Sua insolente! berrou, me puxando pelo braço.

— Tire as mãos de mim, eu não sou tuas quengas! puxei o braço, empurrando-o.

— Não ouse encostar em mim!

— Primeira coisa que você diz que presta. Não se preocupe, passarei longe de você!

— Estará me fazendo um favor, sua horrorosa.

— Já se olhou no espelho? Você não é a última batata frita do pacote. Debochei.

— HYPNOS, TIRA ESSA MULHER DAQUI ANTES QUE EU MESMO MATE COM MINHAS PRÓPRIAS MÃOS. enfureceu-se.

— Vem, pra ver se eu não quebro essa cadeira na sua cara! Dê uma de doido não! me defendi.

— ABUSADA!

— ARROGANTE!

— SER INFERIOR, PETULANTE!

— FILHOTE DE CRUZ CREDO!

— DEUSA DE QUINTA CATEGORIA!

— ENCALHADO!

E a baixaria correu solta... A troca de ofensas não haveria fim se Hypnos não tomasse a frente para nos apartar. Os demais estavam de queixo caído com a cena, menos Afrodite que se controlava para não rir da situação ou tacar mais lenha na fogueira.

— Acalmem-se! Parecem duas crianças! bradou Hypnos, pondo-se entre mim e Thanatos. Thanatos, sente-se logo e coma quieto! Rose, troque de lugar com Afrodite, por favor. Ordenou.

— Sim senhor. Respondi, mais calma.

— É um ultraje ter que almoçar na mesma mesa que ela. Alfinetou.

— Não seja por isso, tem bastante capim lá fora te esperando.

— Ora, sua...

Thanatos! repreendeu o irmão.

— Rose, por favor, já chega! pediu Athena, pasma com a discussão.

— Como desejar, Athena.

O almoço seguiu relativamente tranquilo, os outros Deuses mantinha uma conversa trivial, enquanto o irritadinho me olhava enfezado. O ódio dele era tão palpável que dava pra ver no fundo de seus olhos a imagem dele me enforcando com gosto. Imaginei-me chutando seu traseiro e um sorriso de satisfação percorreu meus lábios.

Fiquei avoada por alguns minutos, olhando um ponto qualquer da sala e com aquele sorriso sádico moldurando a face por um tempo. Aos poucos, meu semblante foi suavizando, a medida em que meus pensamentos tomavam outro rumo. Suspirei discretamente, pensando no meu carneirinho.

Depois do jantar, recolhi-me em meu quarto. Descansaria um pouco pensando em Mu, e no quanto eu encheria aquele carneiro de beijos quando voltasse...

Enquanto isso, no Olimpo...

[Sheily POV]

Aldebaran estava descansando em seu quarto, e eu resolvi dar um passeio pelos jardins do local. O grego por sua vez, foi atrás de mim... Não tive um minuto de paz sequer! Desde que chegamos no templo de Gaia, Dionísio resolveu que grudaria eternamente em mim!

— Athena não tem coração, colocar belas damas na linha de frente da sua defesa! Estas belas mãos deveriam estar forjando arte aqui no Olimpo. Tentou segurar minhas mãos, mas eu as retirei.

— Agradeço o elogio, mas eu tenho orgulho de ser amazona. cortei a conversa.

— E não é para menos, deve ser uma excelente amazona... Me desarmou apenas com o olhar. Sorriu, sedutor.

Deixei escapar o riso, as investidas dele me lembravam um pouco ao jeitinho sedutor do cavaleiro de Escorpião..

— Olha, está ficando tarde... Você deve querer ir almoçar no seu templo. Mudei de assunto.

— Vou almoçar com vocês, já avisei Gaia. Sorriu, se aproximando.

Revirei os olhos em descontentamento. Ele sabia ser insistente! Sem melhor escolha, retornei ao templo a procura de Gaia, não queria importunar Aldebaran novamente. Ele aguentou todo o trajeto dos Elíseos até o Olimpo, era justo que descansasse.

Achei a deusa na sala de jantar, dando algumas ordens para suas servas. Meia hora depois o almoço estava servido, e o cheiro era delicioso! Aldebaran e Gaia se esbanjaram com a comida, sendo o taurino quem mais repetiu. Eu por outro lado, quase perdi a fome de tanto que o grego investiu pra cima de mim. A situação estava realmente muito chata.

— Atenção a todos! Em agradecimento a essa maravilhosa refeição, eu gostaria de convidá-los para jantarem no meu templo hoje. Sorriu, estacionando o olhar em mim outra vez.

— Iremos com toda a certeza! respondeu Deba, com os olhos brilhando.

Suspirei. O dia ainda ia render...

Nos Elíseos, momento antes de anoitecer...

[Rose POV]

Sentei-me na varanda, apreciando o ar fresco. Ainda mantinha os pensamentos em Mu, e quando dei por mim a música já escapava pelos meus lábios...

Im hurting baby, Im broken down

I need you loving, loving

I need it now.

A voz saia naturalmente, num acústico. A letra deslizava pelos meus lábios, carregada de emoção pelo tom da minha voz. Aquela canção era pra ele, eu estava cantando pelo meu lemuriano.

When Im without you

Im something weak

You got me begging, begging

Im on my knees.

Cantava, distraída com o refrão da música. Meus olhos estavam fechados, acabei repousando a cabeça numa pilastra, recostando na mesma e me acomodando ali.

— Além de irritante fica aí cantando em línguas estranhas! reclamou, surgindo do meu lado.

Com o susto, dei um pulo, pondo-me de pé. Encarei-o, visivelmente irritada.

— Acho que a falta das ninfas está me fazendo mal. Por uns instantes confundi sua voz de gralha com algo apreciável. Debochou, sorrindo vitorioso.

— Você está sentindo falta é de outra coisa, que eu só não digo o que é, pois seria falta de respeito! disparei, incomodada.

— Você se preocupando em manter o respeito? Ora, não me faça rir...

— Não sou obrigada a aturar isso. Retruquei, me virando para sair dali.

— Cadê o seu respeito? Estou falando com você. Veio atrás, irritado por eu ignorá-lo.

— Pode falar. Virei, encarando-o. Sou toda ouvidos.

Mesmo contra minha vontade, mantive a expressão serena. Estava me auto proibindo de arrumar brigas e responder à altura. Lembrei-me de Shaka, e de como o loiro sempre mantinha a compostura. Quis me inspirar nele...

— Só não mato você agora por consideração ao Hypnos. Retorquiu.

— Tudo bem. Disse, tentando manter a neutralidade. Já disse o que queria, agora, se me der licença...

— Aonde pensa que vai? questionou, seco.

— Dormir.

— Pode deitar aí mesmo, está em casa. Apontou o jardim.

— Não seria educado me deitar no seu almoço. Deixei escapar um riso.

— Você me paga! segurou meu braço, me arrastando para o jardim.

— Me solta, seu perturbado! Eu não te fiz nada! protestei, enquanto me debatia.

— Cale a boca, você vai dormir aonde merece.

— Se acha que eu vou passar a noite com você, está muito enganado!

— Do que está falando, sua maluca? Eu jamais me deitaria com você! Vai passar a noite aqui, no relento! jogou-me numa pequena cabana, cheia de coisas de jardinagem. Cai em cima do feno, contendo todos os palavrões que gostaria de proferir àquele grosseirão.

— Escolheu mexer com a pessoa errada... sibilei, elevando perigosamente meu cosmo.

— Uma reles mortal como você não chega aos meus pés. Falou, saindo do cômodo e batendo a porta. Ouvi alguns barulhos de metal, provavelmente uma tranca ou um cadeado. Vai ficar trancada aí! gritou, já distante da cabana.

— Que Camus me perdoe. Sussurrei, segundos antes do chão ao meu redor começar a congelar.

Dentro do Templo, nos Elíseos...

— Sentiu isso? Athena parou subitamente.

— É o cosmo da Rose. Afrodite se posicionou ao lado da Deusa, apreensivo.

Segundos depois, Thanatos entra na sala, com um sorriso sombrio, demonstrando contentamento.

— Thanatos, aonde está a Rose? o grego perguntou ao irmão, já temendo a resposta.

— Não sei e nem faço questão de saber. Disparou, rude.

— Sentimos o cosmo dela sofrer um pico e depois sumir bruscamente. Comentou Dite, estreitando os olhos.

— Já disse que não sei, não lhe devo satisfação alguma. Grunhiu, irritado.

De repente, a temperatura na sala começou a baixar. Athena e Afrodite entreolharam-se.

— Estou aqui, Athena. A morena apareceu, dando um breve sorriso em direção à Deusa para, logo depois, voltar a ficar com a expressão gélida.

— Que?! espantou-se o Deus da Morte.

Hypnos fitava o irmão desconfiado. Rose foi em direção ao grego malvado, em passos firmes, parando poucos antes de esbarrar nele. O olhar da aquariana estava tão frio quanto o zero absoluto de seu mestre.

— Como eu estava dizendo... pronunciou cada palavra devagar. Vou dormir.

Passou direto, deixando Thanatos sem reação. Alguns passos depois, parou voltando-se para o gêmeo mal.

— E da próxima vez, tenha a certeza de que vou congelar você. Ameaçou.

A temperatura baixou ainda mais com estas palavras. Dite sorriu, a aquariana estava se saindo a cópia fiel de seu mestre. Mas, pra sorte de Thanatos, ela não se interessou em congelá-lo ali mesmo, apenas segui para o quarto, indo dormir.

Notas finais
Eu poderia parar antes e matar vocês de curiosidade, mas eu fui boazinha desta vez! Confesso, fiquei tentada ahahah A música que aparece é "Sugar" do grupo Maroon 5. E aí? A fanfic tá boa? Mudei um pouco meu jeito de narrar, gostaria de saber se está agradando! Beijos, HinaKaulitz!