Oh, Dammit! [A SER REESCRITA]

12 Tudo bem, só seja gentil.


Notas iniciais
Ér... Olá pessoas ~sai de fininho de trás do escudo do Cap. América~ '-' Como cês tão? Eu sei, eu sei ~desvia dos tomates e pedras~ demorei quase 4 fucking meses para postar (é tempo pra porra, eu sei D:) Mas cá estou eu postando mais um capítulo para vocês! E antes do ENEM! Então vocês têm a obrigação de me amarem -ou não u.u Aproveitem o capítulo, desculpa pela demora e espero que eu não os decepcione u.u PS: Eu dei uma revisada beeeeem cagada, então deve ter bastante erro e tem partes que eu não li, então deve tá meio lixo, mas depois eu concerto direitinho ;D Enfim, não tenho mais o que falar '-' Kissu Kissu ~Marceline

Percy

Após Nico sair do ginásio como se fosse um furacão, todos ficaram encarando o local por onde ele saíra, abismados, é claro. Eu não estava muito diferente deles, não sabia que Nico teria uma personalidade explosiva igual aquela.

Mas aposto que esse era o objetivo dele. Quero dizer, Nico parecia um cara pouco competitivo, mas muito vingativo. Dava pra ver a expressão de seriedade e ódio que estava em seus olhos quando ele encostou na bola que Will havia batido. Dava pra ver que ele estava querendo que todos engolissem o que falaram dele.

– Não é que o garoto é bom mesmo? – disse Will ainda com cara de taxo.

– Ele é um frangote fugindo desse jeito – rosnou Luke, que ainda estava completamente enraivecido por ter "deixado" Nico lhe driblar tão facilmente.

– Tão fraco que te driblou em um estalar de dedos, né? – eu disse de forma divertida.

Eu era o único que conhecia as verdadeira habilidades do moreno, ou pelo menos, algumas delas. Sabia que ele poderia vencer Luke em um mano a mano facilmente. Tanto que não pude deixar de tirar uma com a cara dele.

– Escuta aqui, Jackson – ele disse me pegando pela gola da camisa e chegando bem próximo do meu rosto – Não me deixe mais puto, ou sofrerá as consequências.

– Não estou nem ai pras suas ameaças, Luke — eu disse sarcasticamente – Voc...

– Vamos parar com essa porra, okay? – gritou Reyna chegando perto de nós e nos afastando. – Vocês dois são uns idiotas!

Então ela começou a nos dar um pequeno sermão, dizendo que nenhum dos dois deveriam agir daquela forma e que nenhum de nos dois mereciam o cargo de capitão. E também disse que se Jason não fosse um retardado e aceitasse o cargo, ele com certeza tiraria o título facilmente de nós dois.

– Escolham que vai sair no time de vocês, Luke – ela disse após um segundo de pausa, enquanto todos a olhavam com medo, menos Mírian, que tentava conter um riso – Vocês não podem...

– Er... Se você quiser, eu posso completar o time, Rey-san – disse Mírian chegando perto de nos com seu jeito "fofo".

– Rey-san? – Reyna disse confusa e suas bochechas adquiriram um leve tom avermelhado.

– Ah, deixa pra lá – disse Mika abanando a mão com os olhos fechados para logo depois abri-los – Então, posso jogar?

– Oras, você não disse que não iria nos ajudar? – perguntou Reyna de forma desconfiada.

– Não estarei dando a minha opinião sobre nada, ent]ao não será bem uma ajuda... Encare como se eu fosse uma reserva – ela disse sorrindo para mim.

– Bom, já que você insiste, fica a vontade –Reyna disse dando um passo pra trás e fazendo um gesto com a mão para que Mírian passasse para a quadra.

Sentia que aquilo não iria prestar.

– Percy, faz um favor? – ela perguntou com um sorriso sádico – Troca de time com algum de seus colegas.

Sabia que isso iria acontecer.

Era uma forma de nos competirmos e sempre que tínhamos essa chance, aceitávamos sem hesitar. Afinal, um de meus maiores objetivos era superar Mírian.

Apenas assenti e chamei um dos caras do outro time para trocar de lugar comigo. Agora seria Jason e eu contra nossa habilidosa treinadora. Podem pensar que estamos em vantagem por estarmos em dois ou por sabermos suas habilidades e truques, mas ela sempre foi uma caixinha de surpresas, era quase impossível prever seus movimentos. Sem contar que não nos vimos há séculos e assim como nós, ela com certeza aprimorou suas técnicas.

– Podemos? – perguntei encarando minha maior adversária.

– Podemos – ela disse com um sorriso sádico no rosto. Tenho que admitir que aquele sorriso dela me deixava arrepiado.

– Você vai jogar de calça jeans e All Star? – perguntou Reyna olhando para Mírian.

– Bem, eu não trouxe nenhuma outra roupa, ou meus tênis de basquete, então... Sim – ela disse dando de ombros.

– Eu tenho um short reserva, uma camisa do time de vôlei e um tênis, você quer? – ela disse olhando pra Mírian de forma amigável.

– Quanto você calça? – perguntou a morena.

– Trinta e cinco... – respondeu Reyna – O short é de lycra e a camisa fica larga em mim, então devem caber em você.

– Então fico com eles, meu pé é um pouquinho maior que o seu – riu Mírian.

Lógico que ela calçaria mais que Reyna, a diferença de tamanho das duas era notório. Mírian continuava com seus 1,70cm e alguma coisa enquanto Reyna não passava dos 1,60cm. Não sei como ela faz parte do time de vôlei, mas tudo bem. Se bem que Nico havia provado pra nós que tamanho não é documento.

Reyna entregou as coisas à Mírian e a guiou até o vestiário feminino que tinha dentro do ginásio. Sentei no chão para esperar as duas e depois de uns minutos, Jason veio até mim.

– Sério mesmo que vocês vão fazer isso? – ele perguntou.

– Qual é a sua, cara? – perguntei meio irritado me levantando e ficando cara a cara com ele – Porque ultimamente tem pegado tanto no meu pé?

– O que? Mas eu...

– Faz tempo que você anda estranho e julgando cada passo que eu dou! – exclamei jogando os braços pra cima.

Jason revirou os olhos resmungando alguma coisa e voltou a me encarar. Sua expressão era completamente fria e calculista. Nunca tinha visto meu primo daquele jeito, geralmente ele era animado e certinho demais. Ele me analisou por longos segundos e quando abriu a boca para poder responder, fomos separados brutalmente por uma Mírian com um short minúsculo e uma regata um pouco apertada em seus seios e sua barriga.

– Obrigada, Mírian – disse Reyna lhe lançando um sorriso agradecido.

– Disponha... Detesto quando esses dois inventam de brigar – disse Mika dando de ombros, fazendo com que Reyna apenas assentisse e nos encarasse um tanto enfurecida.

– Vocês dois... Pra quadra, vamos começar o jogo – ela disse autoritária.

Reyna trocou algumas palavras com Mírian e ela foi para quadra, chamando a atenção de todos os meninos, que estavam distraídos conversando. Assovios e palavras do tipo "gostosa", "delícia" foram ouvidos assim que ela apareceu. Tinha que admitir que ela estava extremamente gostosa, mas o que me deixava com raiva era o modo como aqueles idiotas que eu chamo de colegas estavam tratando a minha melhor amiga.

– Ei!! – eu exclamei com certa raiva na voz – Não... – fui prontamente interrompido por ela, que segurou meu ombro.

– Relaxa... – ela disse sorrindo sadicamente pra mim – Se vocês continuarem, eu vou arrancar o pau de cada um com as unhas e enfiá-los em um lugar não muito agradável.

Então todos pararam. Aquele sorriso sádico realmente dava medo em qualquer um, não só a mim ou a Jason.

– Já que pararam com a macacagem, vamos começar – disse Reyna indo para o centro da quadra com a bola laranja debaixo do braço e um apito pendendo em seu pescoço.

Fomos paras nossas devidas posições enquanto Jason e Will iam para o centro da quadra para ver quem começaria com a bola. Reyna jogou a bola para cima e soprou o apito, dando inicio ao jogo.

Jason conseguiu bater na bola antes de Will e eu a peguei, correndo rapidamente para a área do time adversário. O loiro correu na minha frente, indo direto marcar a Mírian. Eu driblava todos os oponentes que estavam sem marcação e vinham até mim.

Estava indo tudo bem, mas então aconteceu: a bola simplesmente sumiu da minha mão. Olhei para onde Jason deveria estar marcando Mírian e ela não estava mais lá. Virei pra trás e a vi com a bola, sozinha, e marcando uma perfeita cesta de três.

O jogo simplesmente parou. Todos, menos eu e Jason, ficaram encarando a garota como se ela fosse um monstro, o que na verdade ela era. Mírian tinha habilidades incríveis e como eu tinha imaginado, ela aperfeiçoou até demais sua técnica no jogo.

– Como? – perguntou Reyna boquiaberta – Eu nem vi você passando direito!

Mika soltou um riso em escárnio e olhou para mim. Aquela coisa tinha melhorado, muito mais que eu. Uma voz na minha cabeça dizia que eu não conseguiria vencê-la, mas meu cérebro estava sendo tomado pela raiva. Eu tinha que ganhar dela.

– Então, vamos continuar? – ela perguntou vindo em minha direção e batendo a bola no meu peito com força para que eu segurasse.

Com a boca quase espumando, sai correndo para debaixo da tabela para dar continuidade ao jogo. Joguei a bola para um dos novatos e ele avançou meia quadra, porém Mírian aparece rapidamente, roubando a bola e fazendo uma bandeja.

A garota sempre fora muito rápida, porém um dos poucos pontos fracos dela era a falta de equilíbrio para fazer os dribles. Mas olhando-a agora, ela estava muito mais rápida e seu equilíbrio estava mil vezes melhor. Tinha uma leveza estranha em seus movimentos, parecia que ela flutuava ao invés de correr.

E aquilo me deixava com mais raiva.

O jogo foi se passando, até o placar do terceiro quarto ficar 50 a 15. Nunca joguei um jogo tão humilhante, ainda mais com apenas uma jogadora forte no time adversário. Odiava admitir, mas Jason e Luke eram excelentes jogadores e nem eles juntos conseguiram parar Mírian. Ela era verdadeiramente um monstro.

Meu time estava completamente acabado. Quando Reyna apitou dando por encerrado o terceiro quarto, todos desabaram no chão. Não conseguíamos levantar de tão cansados que nós estávamos em tentar impedir a Mírian de marcar ou passar a bola para os outros jogadores. O problema era que ela dava conta de uma marcação com três pessoas e sempre que estava marcada, jogava a bola para um jogador desmarcado de seu time, que fazia a cesta facilmente por estarmos concentrados nela.

– Vocês ainda querem continuar? – perguntou Reyna chegando perto de nós.

– Mas é claro... – eu disse com a voz fraca tentando me levantar.

– Você tem certeza? – ela disse se agachando ao meu lado – Vocês todos me parecem exaustos e precisamos de energia para o treino de hoje a noite.

– Nós aguentamos mais um quarto – disse Jason chegando perto de nós com uma garrafa na boca.

Apenas assenti e fechei os olhos rapidamente, vendo pontos vermelhos. Minha cabeça estava estourando de dor. Meus olhos parecia que iriam explodir a qualquer momento. Tinha saudades de jogar contra a Mírian, mas tinha me esquecido que eu ficava assim, complementa acabado, após jogar contra ela.

Levantei-me com a ajuda de Jason e tomei a água que Reyna me ofereceu.

– Ei, onde você a conheceu? Ela é realmente muito foda – perguntou Reyna animada ao meu lado.

– Quando eu me mudei pra Nova York... Ela que treinou Jason e eu – respondi – Ela já participou de vários campeonatos e até chegou a ser jogadora profissional, mas ai...

– Podemos voltar? – Mírian disse chegando perto de nós com uma garrafa na boca.

– Claro – disse Jason levantando-se rapidamente.

– Então vamos – ela disse sorrindo.

Jason e Reyna saíram na frente para chamar o resto do time e quando eu estava prestes a andar na direção deles, Mírian me impede com a mão no meu ombro.

– Não quero que você fique espalhando o que aconteceu comigo para qualquer um – ela disse com um tom ameaçador. Aqueles olhos ligeiramente vermelhos estavam mais intensos e medonhos. Engoli em seco.

– Qual é o proble...

– Só não quero que conte, okay? – ela me interrompeu – Eu confiei esse segredo à você e Jason... Além de ser uma coisa pessoal.

– Tudo bem então... – eu disse e ela assentiu, passando por mim e indo para sua devida parte da quadra.

Voltamos a nossas posições iniciais e começamos o jogo novamente, porém com a posse de bola inicial com o time de Mírian. Ela pegou a bola e eu rapidamente fui lá marcá-la, mas, em poucos segundos, a bola estava na mão de Will, que fez a cesta rapidamente.

– Vamos reagir gente! – gritou Reyna

A raiva subiu mais um pouco. As vezes que Reyna nos mandava reagir era porque a coisa estava realmente feia para o nosso lado.

Corri para tentar tirar a bola do primeiranista do time de Mírian, o que consegui com sucesso e voltei para poder fazer a cesta. Não sei se foi sorte ou se Mírian tinha deixado eu fazer aquele ponto, mas de qualquer forma o fiz e não fiquei contente com isso, estávamos muito atrás.

– Essa sua amiga é irritante, hein? – disse Luke passando do meu lado – Acho que vou dar um jeito nela – o sorriso maléfico estava estampado em seu rosto.

– Não ouse... – ameacei ferozmente.

Prosseguimos com o jogo e quando ele estava pela metade, aconteceu o que tinha certeza que ia acontecer quando aquele maldito loiro disse que daria um jeito em Mírian.

Mesmo morrendo de cansaço, corri o mais rápido que eu pude até uma Mírian sentada no chão com a mão no nariz. Agachei-me ao seu lado e vi suas mãos completamente ensanguentadas pelo sangue que escorria de seu nariz. Aquele filho da puta!

– Olha o que você fez desgraçado! – gritei com raiva pegando Luke pela gola, que estava com um sorrisinho satisfeito no rosto.

– Foi ela que foi com o nariz com tudo no meu cotovelo, a culpa não é minha – ele deu de ombros me afastando com um empurrão.

– Eu vi que foi você, Luke, admita e peça desculpas ou eu me junto ao Percy para bater em você – disse Jason seriamente ao lado Mírian, levantando seu rosto para parar o sangramento.

– Vocês são mesmo uns animais! – gritou Reyna chegando perto de nós – Você está bem, Mírian?

– Sim – ela disse com a voz de quem fica com nariz entupido – Não é como se eu nunca tivesse levado uma cotovelada no nariz – deu de ombros. Mírian sendo Mírian...

– Quantas vezes eu já falei que não aceito a bosta de jogo sujo, Luke? Não me importo se você aprendeu a jogar basquete assim, não vou aceitar tal coisa dentro do meu time! – Reyna estava realmente com raiva, até porque não era a primeira vez que Luke fazia isso. Até eu e Jason havíamos sido vítimas de seus golpes baixos em algum momento. – Peça desculpas agora!

– Vocês falam como se fosse o fim do mundo – ele resmungou cruzando os braços e revirando os olhos – Desculpa, moça.

– Que seja, vamos voltar a jogar – ela disse levantando-se com a ajuda de Jason.

– O que? Não, não! Você está machucada! Não vou deixar que jogue mais – disse Reyna preocupada.

– Agradeço pela preocupação, Rey-san, mas eu estou bem – ela disse sorrindo, o rosto todo cheio de sangue.

– Não, não vou aceitar! – ela disse negando com a cabeça – Na verdade, o clima não está muito bom para continuarmos depois disso tudo, vamos encerrar o jogo por aqui. Eu vou te levar a enfermaria.

– Não precisa disso, Rey-san, eu realmente estou bem – disse Mírian tentando fazer a morena mudar de ideia, mas eu sabia que isso não aconteceria. Quando Reyna decide algo nada consegue fazê-la mudar de ideia.

– Ela é teimosa sempre? – perguntou para mim e Jason, nos fazendo rir e balançar a cabeça confirmando – Entendi... Vamos, moça, vamos para a enfermaria.

– Aff – bufou Mírian revirando os olhos

– Dispensados e não se esqueçam que temos treino no clube às 19h, sairemos daqui do colégio no máximo 18h40, estejam todos aqui no horário certo. Percy e Jason, fiquem.

Obedecemos sem questionar, vendo os outros meninos entrarem no vestiário. Então Jason foi até a mochila de Mírian, tirando uma toalha e a molhando-a com minha garrafinha, para logo depois ir limpar o sangue do rosto dela, que já tinha sido guiada por mim e Reyna até o banco, para que ela se sentasse, mesmo sob seus protestos.

– Porque pediu para que ficássemos? – perguntou Jason tirando as palavras da minha boca enquanto passava a toalha no rosto de Mírian, que ás vezes reclamava de dor.

– Porque eu sei que vocês se meteriam em confusão com Luke por causa disso – respondeu Reyna séria.

– É, essa mania de eles fazerem tudo pelos amigos irrita ás vezes... Ai! – brincou Mírian para depois resmungar, pois Jason havia passado a toalha em uma parte dolorida.

– Desculpa – ele disse sem parar de limpá-la.

Depois de muita reclamação por parte de Mírian, que não queria ir a enfermaria, Reyna conseguiu convencê-la e fomos junto com as duas depois que tomamos um banho rápido no vestiário e trocamos de roupa. Chegando lá, a enfermeira a examinou e disse que não tinha quebrado nem nada, mas que era bom ela colocar gelo, pois estava um pouco inchado.

Então fomos para o meu carro, onde Thalia esperava impacientemente que chegássemos. Explicamos a ela o que tinha acontecido, mas mesmo assim ela ainda reclamou mais um pouco antes de entrarmos no carro. Deixamos Reyna na sua casa, já que era caminho para a minha. Ficamos conversando e relembrando os velhos tempos até chegarmos em nosso destino. Entramos em casa, cumprimentamos Mellie e Tyson que estavam estudando na sala e subimos para o andar de cima.

– Mellie, Nico já chegou? –perguntei no meio da escada.

– Sim, senhor Jackson – ela disse maneando a cabeça em um sinal positivo

– Okay, obrigado – eu disse e voltei a subir

Deixei minhas coisas no meu quarto e me direcionei para o de Nico, porém fui interrompido por Jason, que segurou meu braço antes que eu pudesse bater na porta.

– Se pensa que você vai jogar na minha cara que eu sou um perdedor por causa da minha "derrota" para Mírian, está muito enganado – eu disse prontamente assim que ele chegou perto.

– Você sabe que eu acho essa "guerrinha" entre vocês uma das coisas mais infantis vindas dos dois – ele disse revirando os olhos azuis gelo e soltando meu braço para cruzar os braços.

– Olha com quem estamos lidando – eu disse soltando um riso – A Mírian vai ser uma eterna criança! Sem contar que o jogo não acabou, não podemos considerar uma derrota e tenho certeza que...

– Com um placar daqueles nunca que nós iríamos virar. Não seja ingênuo, Percy. Mírian é e vai continuar sendo melhore que nós – ele disse me interrompendo

– Nós tínhamos que tentar! E também eu...

– "Não suporto a ideia de perder" – ele disse fazendo aspas com as mãos e imitando bem mal a minha voz. Fechei a cara e o encarei – Vamos crescer, Percy.

– O que você veio falar comigo? – cortei o assunto rapidamente – Já que não e sobre a Mírian é sobre o que então? Nico? – eu disse com um sorriso desdenhoso

– Acha que eu não o vi olhando para mim e para ele enquanto fazíamos o alongamento? – ele disse com irritação na voz – Admita que você gosta dele.

Por uns segundos, fiquei encarando seu rosto com cara fechada. Uma coisa era você sentir algo e guardar apenas com você, outra é você dizê-la em voz alta e ainda mais para um suposto "inimigo". Mas a real era que eu não sabia exatamente sobre meus sentimentos por Nico. Claro que eu sabia, tinha certeza, que sentia algo estranho e inexplicável por aquele idiota, mas ainda não sabia ao certo o que era.

Mas ai é que está a questão toda da coisa: se eu sentia algo que eu não sabia por Nico, isso me fazia homossexual? Tipo, ele tem um pênis. Eu tenho um pênis. Simplesmente não consigo ver uma relação sexual dessa forma. Poderia até perguntar para Jake, mas isso é vergonhoso demais e por mais que eu seja cara de pau, as coisas têm limite.

E ainda tinha Annabeth. Por mais que eu quisesse terminar com ela, eu não queria de forma alguma magoá-la e trocando-a por um cara provavelmente levaria ela a loucura. Ela sempre fora uma boa pessoa pra mim, mas eu também tinha ciência de que ela não era a certa. Se eu fizesse algo sem pensar antes e ter certeza de algumas coisas, eu estaria trocando a certeza pela incerteza. Não sabia se Nico compartilhava dos mesmos sentimentos que eu.

– Eu não gosto dele – eu disse firmemente, mas aquilo de certa forma soou estranha para os meus ouvidos – Eu apenas... Eu... Argh... Você não entenderia.

– Não importo se eu entenderia ou não, só quero que fique longe dele, eu já te avisei – ele disse ameaçadoramente apontando o dedo pro meu rosto. Sorri sacana.

– Então você gosta mesmo dele, né? – eu disse com desdém e ele trincou os dentes corando.

– Isso não é da sua conta – Jason disse entredentes.

– Quem diria, o cara que levava todas pra cama e quase chegou a namorar a universitária gostosa da Piper, é gay e está afim de um cara que acabou de conhecer – eu disse sarcástico.

Em poucos segundos, senti a mão dele em minha garganta e seu rosto bem próximo ao meu, fazendo com que eu sentisse seu hálito quente batendo em meu rosto. Ele estava extremamente vermelho, eu não sabia se era de raiva ou vergonha. Mas mesmo assim, não tirei o sorriso sarcástico do meu rosto.

– Já falei que não vou deixar você me machucar de novo – ele disse com os olhos gelo grudados aos meus.

– Eu sei que já, mas como não sei do que se trata, não posso fazer nada – disse com irônia por mais que eu estava curioso em saber o porquê de eu ter supostamente machucado ele. Logo Jason que sempre foi tão forte com relação aos seus sentimentos. – Não quer me contar, priminho?

– Cale a boca!– ele disse alto – Se você entrar nesse quarto agora, eu te quebro em pedaços.

Okay, aquilo realmente me deixou com medo. Nunca tinha visto Jason com tanta raiva a ponto de ameaçar alguém, ainda mais por uma coisa tão trivial como aquela. Meu sorriso sarcástico desapareceu do meu rosto e eu engoli em seco.

– Então estamos entendidos – ele disse me soltando e esperando que eu saíssse dali para ele ter certeza de que eu não iria entrar no quarto de Nico.

Então revirei os olhos e fui para o meu quarto. Para o meu azar, o quarto de Nico ficava exatamente em frente ao quarto de hóspedes onde Jason e Thalia estavam, então eu não tinha outro jeito a não ser aceitar e ficar na minha. Nunca vi Jason acabar com ninguém, mas também não queria ser o primeiro a ser massacrado pelo loiro.

Como já tinha tomado banho no colégio e estava com uma puta preguiça de estudar, subi as escadas que davam para minha cama e joguei-me lá. Esperava que eu pudesse dormir um pouco, mas a campainha toca. E foi com isso que lembrei que Annabeth viria aqui em casa.

Ela tinja me mandado mensagem, mas eu nem tive o trabalho de responder a loira, até porque, não importasse o que eu iria falar, ela viria de qualquer jeito, ou seja, eu não tinha escapatória.

Depois de uns minutos ouvi a porta do meu quarto se abrindo, fazendo com que eu olhasse a loira passando por ela. Fiquei parado e esperei que ela viesse até mim. Annie entendeu o recado e subiu em minha cama, sentando ao meu lado me dando um selinho.

– Oi amor, como foi o treino?– ela perguntou com um sorriso.

– Normal – respondi sem muita paciência ou animação.

Com ela era sempre assim, sempre a mesma coisa e sempre a mesma rotina. Nada mudava e também parecia que ela não ligava para esse relacionamento monótono e rotineiro que nós tínhamos. Novidades para ela eram assustadoras, tanto no dia-a-dia quanto na cama.

– Mais detalhes – ela disse com certa paciência.

– Ah, Annabeth, a mesma coisa de sempre... Você está cansada de saber como são os meus treinos – eu disse levantando-me e descendo da área elevada. Ela veio atrás.

– Nossa, Percy! Que mau humor é esse? Bem que eu tenho notado que você está meio sem paciência com as coisas – errada, eu estava sem paciência com ela – Ainda é a história do Nico? Qual é, ele...

– Não tem nada a ver com ele, eu só estou de saco cheio da vida, apenas isso – menti me alterando um pouco.

– Tudo bem, você pode estar puto com a vida, mas não é motivo para me tratar mal – ela disse alterando-se também.

– Pra mim é motivo sim – disse simplesmente sentando no sofá e ligando a TV.

– Não acredito que você vai me ignorar desse jeito! – ela exclamou com raiva – Percy, eu sou sua namorada, você me deve alguma satisfação!

– Eu não te devo satisfação nenhuma, os problemas são meus – disse seco.

– Eu sei que você não gosta de me preocupar com suas coisas pessoais, mas eu acho que você deve me dizer porque está assim por mísera consideração comigo!

– Olha aqui, Annabeth, eu não estou a fim de falar nada, to pouco me fodendo se isso te preocupa ou não e também... – era esse o momento que eu tinha para dizer "Eu não quero mais ser seu namorado" ou algo do gênero, mas não... – Deixa pra lá

– E também o que? Agora continua! – ela disse já completamente irritada e provavelmente ofendida com minhas palavras.

– Nada, não vou falar – eu disse simplesmente voltando minha atenção para a TV.

– Ah você vai falar! Você está me traindo, é isso? – ela gritou, lágrimas ameaçando a sair. Que menina louca.

– Onde diabos você tirou essa ideia? Eu não sou cafajeste para te trair! – exclamei olhando para ela e me levantando.

Então a conversa com Jake veio em minha mente. Segundo ele, eu havia traído sim Annabeth, mas foi com um homem, então para mim não era traição. Apesar de antes eu achar que ela não ligaria, de uns dias para cá eu venho achando o contrário. Ela não sabia esconder seus sentimentos e eu era lerdo o bastante para não perceber, mas depois de tanto ver e aturar os ciúmes dela, eu já sabia identificá-lo. E ela ás vezes ficava assim quando eu falava de Nico para ela.

– Do jeito que você está me tratando, não posso concluir outra coisa – ela disse segurando as lágrimas – É a Rachel né? Aquela vagabunda sempre arrastou asas para você! Ou pode ser a vadia da Calipso...

E ela começou a falar a lista de meninas que davam em cima de mim antes de nós começarmos a namorar e por coincidência ou não, eu tinha ficado com todas elas.

– Acabou? – eu disse de braços cruzados quando ela parou de falar –Você está paranoica!

– Paranoica? – ela riu em escárnio – Você que anda estranho comigo e eu que sou a paranoica?? Vai se foder, Percy!

Ela gritou a última parte e saiu do meu quarto pisando forte. Quando a porta foi batida com força, desabei em meu sofá bufando. Eu poderia ter acabado com tudo aquilo, mas fui idiota e covarde o suficiente para fazê-lo. Se eu não consegui fazer isso durante uma briga, não sabia o que faria ou impulsionaria eu terminar com Annabeth, já que vontade não era o suficiente e não era maior que a aversão que eu tinha a decepcionar as pessoas. Eu não queria enganá-la, mas também não queria chateá-la.

Depois de um suspiro, pensei em ir desabafar com Mírian, mas lembrei que ela não parava em casa por causa do Intercolegial e provavelmente já tinha saído. Então deitei em meu sofá e adormeci ali mesmo, sendo acordado horas depois por Jason me chamando para podemos ir ao treino.

Levantei rapidamente, arrumei minha bolsa e saimos em silêncio para meu carro. Como ele e Thalia ainda estavam hospedados lá em casa e a única q havia trago o carro era Thalia, sempre iríamos em meu veículo. Ficamos o percurso inteiro em um silêncio ameaçador e totalmente desconfortável. Havia brigado com três pessoas no mesmo dia, deveria ganhar um prêmio por isso.

Finalmente chegamos ao colégio e o silêncio entre nós só se dissipou quando chegamos perto dos outros, que estavam animados conversando. Falamos com Reyna e ela marcou na lista que tinhamos chegado e falou que só faltava Luke, como sempre. Era raro ele chegar na hora para qualquer coisa. De cada 10 treinos, 9 ele chegava atrasado.

Quando deu 18h30, Reyna nos mandou entrar no ônibus que nos levaria até o tal clube para esperarmos a donzela do Luke mais a vontades. Como o time não era tão grande, o colégio disponibilizara um micro-ônibus para nós. Sentei-me ao lado de Will após brigarmos pra ver quem ficaria na janela e tiramos no cara o coroa para resolvermos isso. Ele ganhou e comemorou, fazendo com que eu bufasse e tivesse que aceitar a "derrota". Ultimamente a sorte não está ao meu favor. Então ele começou a falar animadamente sobre como Mírian era muito boa e quq ela deveria dar umas dicas para nós.

– Nem em sonho, ela é minha treinadora – eu disse dando ênfase no "minha". Sim, eu sou possessivo.

Depois de alguns segundos trocando algumas palavras com um primeiranista que estava ao nosso lado, Luke chegou com um sorriso malicioso no rosto, ignorando completamente os xingamentos de Reyna as suas costas. Seu olhar caiu sobre mim e seu sorriso aumentou enquanto caminhava em nossa direção.

Ele mandou o primeiranista que estava sozinho sentar na janela e ele se sentou na cadeira do corredor ao meu lado.

– E ae, Percy? – ele disse ainda sorrido da forma estranha.

– Oi – eu disse estranhando.

Quando ele ia falar alguma coisa, Reyna nos interrompeu para dar os avisos.

– Como ninguém ganhou, eu escolherei as cores da camisa, que serão as mesmas da nossa jaqueta, preta, vermelha e branca. Vocês terão que me pagar 15 dólares até o final dessa semana para eu mandar fazê-las. Então apressem-se. Vamos primeiro fazer um amistoso com o time do clube, que pra falar a verdade, eu não sei o nível deles. Então estamos sem nenhum tipo de vantagem. Quero que vocês joguem como sempre, lá veremos o que temos que mudar e vamos escutar todas as críticas e dicas do treinador deles. Bem, é so isso, vamos partir.

Ela falou algo com o motorista e ele deu partida. Ela se encaminhou até nós, sentando-se ao lado de Jason na poltrona a minha frente. Estávamos empolgados, então a conversa excessiva não era novidade. Depois de alguns minutos, Reyna e Jason apoiaram-se no encosto de suas cadeiras e começaram a conversar com a gente. Na verdade, eu ficava apenas escutando, enquanto Will tagarelava, Luke e o primeiranista faziam alguns comentários engraçados, fazendo Jason e Reyna rirem. Clima ótimo se Luke e Jason não estivessem me encarando estranho.

Os minutos se passaram rápidos e às 19h em ponto, paramos em frente ao tal clube. Saímos rapidamente e eu gelei quando vi a fachada do local. Era exatamente o clube a qual Nico treinava. Se iríamos treinar com eles, estaríamos completamente fudidos.

Fui um dos últimos a descer do ônibus, então corri até Reyna que liderava nosso grupo.

– Reyna, lembra o vídeo que te mandei? – perguntei em um sussurro.

– Sim, o que tem? – ela perguntou sem olhar para mim.

– Eu gravei o vídeo aqui... Nico joga aqui... Aquele time... – engoli em seco – Vamos mesmo ter que jogar contra eles?

Ouvindo minhas palavras, ela parou estagnada com um misto de emoções passando por seus olhos.

– Você está de brincadeiea comigo, né? – ela perguntou sem acreditar – Meninos, vão na frente e me esperem na portaria.

– Não... Você não veio aqui saber mais sobre o clube ou sei lá, sobre o time? – perguntei – Vamos ser massacrados!

– Não, estava ocupada revisando matéria e montando o treinamento, apenas aceitei e nem cheguei a vim ver o local – ela disse meio receosa mordendo o lábio inferior.

Reyna passou a mão pelos cabelos que compunham sua franja, já que o resto estava preso pela trança, o os segurou no topo da cabeça. Ela pensou um pouco e soltou o ar olhando para mim.

– Vamos pensar pelo lado positivo, eles vão forçar vocês a se empenharem... O treinador pode nos dar dicas de como alcançar o nível deles e... – ela se interrompeu e soltou o ar mais uma vez – Calma, vai dar tudo certo, é só não nos desesperarmos.

Apenas assenti, mesmo não sentindo firmeza em suas palavras. Sabia que ela estava dando graças a Deus que eles não jogariam no Intercolegial, mas também sabia que estava aflita, pois as chances de ter times no mesmo nível ou até melhor que eles era grande.

Caminhamos em silêncio até os outros na portaria, com Reyna tentando acalmar-se. Ela falou com o porteiro e ele liberou a entrada. A conversa estava grande, enquanto Reyna estava de cara fechada, andando um pouco a nossa frente junto com o porteiro que nos acompanhou até o ginásio.

O som de bolas batendo e tênis atritando no chão com a corrida podia ser ouvido do lado de fora e assim que nós entramos, o barulho cessou. Todos os outros olharam pra nós e logo focalizei Nico com a mão enfaixada em frente ao cara que mexeu em seus cabelos naquele dia. Uma raiva subiu, mas o olhar gelado de Nico fê-la ser substituida pelo medo.

Ele falou alguma coisa para ninguém em especial e ficou nos encarando. Todos haviam parado de falar, a tensão no ar era notória e estranha. Não que eles não fossem amistosos, mas o fato de Nico estar ali deveria ter chocado os outros do nosso time, menos eu e Reyna.

– O que diabos a nossa princesinha está fazendo aqui? – perguntou Luke com desdém.

– Achei que ele não iria fazer parte dos treinos a noite – comentou Jason.

– E ele não ia porque estaria no clube que ele sempre treinou, antes de entrar pro nosso time – respondeu Reyna – Que pelo visto é esse aqui...

– Ei, você deve ser Reyna Raminez, certo? – perguntou um homem baixinho de uns 40 e poucos anos vindo em nossa direção. Parecia ser o treinador.

– Eu mesma – ela disse apertando a mão estendida do homem.

– Prazer, sou Gleeson Hedge , o treinador – ele disse sacudindo a mão de Reyna – Onde está o treinador de vocês?

Reyna o encarou por alguns segundos. Ela provavelmente já estava acostumada aquele tipo de coisa, pois ninguém nunca acreditava que uma garota de 17 anos poderia ser treinadora de um time de basquete masculino. Sinceramente, era estranho, mas ela era uma excelente treinadora. Não trocaríamos ela por qualquer outro professor do colégio.

– Eu sou a treinadora deles – ela disse simplesmente

– Você? – ele perguntou realmente incrédulo. – Achei que fosse apenas a assistente ou qualquer coisa do gênero, garota.

Vi Reyna trincar os dentes para logo depois esbolçar um sorriso falso. Ela realmente se irritava com essa situação.

– Bom, não viemos aqui para falar de que garotas não servem para serem treinadoras – ela disse antes mesmo que o treinador Hedge pudesse começar a falar algo do gênero.

– Ah, sim... Claro – ele disse semicerrando os olhos em direção a ela. – Venham.

Então seguimos o treinador até os bancos dispostos ao lado da quadra. Ele chamou o time para se juntar a nós e em poucos segundos todos estavam ali, porém Nico estava um pouco mais atrás nos encarando de forma raivosa.

– Esse é Chris Rodriguez, nosso pivô e capitão do time – apresentou Hedge o cara que estava com Nico agora pouco – Essa pe Reyna Raminez, a treinadora deles.

Chris levantou ambas as sobrancelhas de forma surpresa e Reyna revirou os olhos apertando a mão estendida dele.

– Pode escolher os jogadores que você quiser para jogar contra eles – disse o treinador – Isso serve para você também, garota. Podemos fazer dois jogos, se quiser testar ou sei lá o que queira fazer com seus jogadores.

Os dois assentiram e viraram-se cada um para seu repectivo time. Ela deu uma boa olhada para nós e começou a dizer os nomes. Luke, Jason, Will, eu, o primeiranista e o segundanista que eu nunca lembro os nomes. Os outro sentaram-se no banco junto de Reyna e nós fomos para o lado direito da quadra.

Então uma coisa me surpreendeu, Nico veio até nós e parou a nossa frente com os braços cruzados, porém antes que ele pudesse começar a falar, Luke começou com a palhaçada.

– A princesinha precisa de um timezinho para te proteger, é? – ele disse fazendo uma voz fina. Nico trincou os dentes.

– Só estou aqui para dizer que vocês vão ver o que é jogar e verdade – ele disse fuzilando Luke com seus olhos negros.

Luke deu uma gargalhada sarcástica, porém parou rapidamente quando ninguém o acompanhou. Estava claro para todos nós, principalmente para mim, que Nico não estava para brincadeira. Não depois do que ele passou com a gente mais cedo.

– Vai rindo, Luke – Nico disse aproximando-se dele. As tatuagens lhe tavam um ar mais ameaçador ainda – Quando você engolir aquela bola, quero ver continuar rindo desse jeito.

– Ora seu... – Luke ameaçou segurar a camisa de Nico, mas logo interrompeu-se quando viu o pivô deles se aproximando e colocando a mão grande nos cabelos de Nico.

– Vocês se conhecem? – ele perguntou encarando os dois. O di Angelo não pareceu incomodado com a mão dele em sua cabeça.

– Esse é o time da escola, a qual entrei recentemente – disse Nico ainda de braços cruzados e sem olhar para Chris. A raiva bateu em meu ser como um taco de baseball bate em uma bola em jogo.

– Ah sim... – ele disse vagamente para depois sorrir – Prazer em conhecê-los e é uma honra jogar com o time do Ghost King.

– Não seja idiota, Rodriguez – repreendeu Nico de forma divertida. – Isso vai ser fácil.

– Não se esforce, garoto – o outro disse bagunçando seus cabelos – Essa mão ai tem que melhorar. Ainda não acredito que me fez te colocar pra jogar.

– Não se preocupe comigo – disse Nico firmemente encarando Luke. Chris suspirou, parecia já até acostumado com a teimosia de Nico.

– Vamos jogar então – disse Chris e nós apenas assentimos.

– Nós vamos acabar com vocês – disse Nico ameaçadoramente antes de se virar e seguir Chris.

[…]

Nunca tinha sido tão humilhado na minha vida.

É certo que levei a ameaça de Nico a sério, mas não pensei que ele estivesse falando tão sério assim. Eu sabia que ele era um ótimo jogador, mas naquele jogo ele se mostrou um verdadeiro monstro, como seus colegas de time.

Estávamos jogados no chão tentando recuperar o folêgo de alguma forma. Basquete já é um esporte cansativo quando é jogado contra um time mais ou menos, contra um completamente forte e monstruoso, torna-se quase impossível sobreviver após uma partida.

– É só isso que vocês têm a oferecer? – perguntou o treinador Hedge.

O outro time parecia nem ter suado direito. Estavam em pé tomando água como se acabassem de sair de um treinamento leve, enquanto estávamos acabados como se tivessemos acabado de correr mais de 30 km sem pausa.

Reyna já havia desistido de nos incentivar no segundo quarto quando o placar estava 78 a 10. Era humilhante o fato de termos conseguido fazer apenas cinco cestas e o pior, completamente díficeis de se fazer. Pelo menos mantemos nossa dignidade e terminamos o jogo, pois desistir naquela altura do campeonato me faria sentir péssimo.

O jogo terminou em 184 a 20, o placar mais horrendo que eu já vi em toda a minha vida. Eles jogavam pra valer e definitivamente não estavam para brincadeira.

Nico deveria estar triunfante naquele momento.

Mesmo com a mão machucada, sei lá diabos porque, Nico conseguiu jogar perfeitamente, impressionando todos nós, inclusive seus colegas de time. Pelo que pude notar, eles nunca tinha visto Nico jogando daquela forma, talvez ele nunca tenha tido um objetivo maior para que o fizesse.

– Treinador, podemos conversar? – suspirou Reyna chegando perto de Hedge.

– Claro, garota – ele disse – Coloque os seus outro jogadores para jogar, os meninos aguentam mais uma.

– Acho que não será necessário. Não vou sacrificar os outros a toa. – ela disse com firmeza.

Eu estava de olhos fechados e apenas escutando a conversa, pois estava deitado ali perto.

– Já que você quer... – ele disse com indiferença – Podem tomar uma ducha meninos! Acabos por hoje!

– Vão vocês também, gente – disse Reyna.

Então eles começaram a conversar e parei de prestar atenção. Depois de alguns segundos, meu pé é cutucado e eu abro os olhos, já com o fôlego um pouco recuperado.

– Vamos – disse Jason me encarando com uma expressão vazia.

Ele estendeu a mão para mim e eu a segurei tendo dificuldade para levantar, mas Jason me amparou quando eu quase cai.

– Eu estou bem – eu disse recompondo-me rapidamente e ficando de pé sozinho – Só meus músculos que... Ai! – reclamei assim que dei o primeiro passo.

Meus músuculos gritavam por gelo, remédio para dor e um bom descanço. Porém teria que forçá-los mais um pouco até que eu pudesse descansar em casa. Então segui Jason até o vestiário, onde todos os outros caras estavam.

O falatório entre os caras do outro time era audível, enquanto nós ficamos em silêncio, provavelmente cada um se martirizando por conta de derrota horrenda.

O vestiário era grande, porém cabia uma determinada quantidade de gente nos chuveiros. Os caras que jogaram contra nós foram direito para lá e Luke e Will aproveitaram que tinha dois chuveiros vagos, fazendo com que Jason, os novatos e eu tivessemos que esperar.

Trocamos algumas palavras, porém o clima não estava ajudando a manter uma conversa ali. Mas não ficamos tanto tempo em silêncio, pois Nico apareceu na nossa ala do vestiário.

– Ainda acha que meu tamanho influencia no basquete, Jason? – disse ele de forma sugestiva olhando para meu primo.

– É, realmente você provou que baixinhos podem jser verdadeiros monstros. – ele disse lhe encarando. Nico deu um sorriso macabro com aquelas palavras.

– Eu disse que seria fácil – ele falou distraidamente – Vocês não tem nada que um time de verdade precisa.

– O que quer dizer com isso? – perguntei semicerrando os olhos.

– Vocês podem até ser bons individualmente, mas como time são um lixo – ele cuspiu as palavras – Vocês não tem o que é preciso pra vencer o Intercolegial.

Eu realmente estava ficando furioso com aquelas palavras. Quem ele pensa que é para falar assim do meu time?

– Você se acha demais né? – eu estourei. Definitivamente não estava bem aquele dia. – Acha que é o melhor jogador de todos! Acha que nosso time vai pra frente se tivermos você como titular!

– Ei, vamos parar com essa babaquice, ok? – ele disse com raiva na voz. Com certeza eu tinha cutucado a fera. – Primeiro, foi VOCÊ que me meteu nessa! Você é que fez Reyna me colocar no time – ele chegava cada vez mais perto e logo seu dedo indicador estava no meu peito – Eu não me acho melhor que ninguém. Sou um jogador normal como qualquer outro. Só sei o que é trabalho em equipe, coisas que aposto que você nem sabe o significado.

Com um leve empurrão em meu peito com o dedo, Nico virou-se e saiu pisando fundo, demonstrando sua raiva claramente.

– Acho que você despertou o lado raivoso do Nico – comentou Jason com os olhos arregalados.

– Cala a boca, Grace. – bufei revirando os olhos.

[…]

Todos já estavam prontos e estávamos quase saindo do vestiário quando Luke bate na própria testa e fazendo um estalo com a boca, fazendo com que virássemos para encará-lo.

– Putz, eu não acho minha blusa, acho que a perdi – ele disse com a bolsa tira colo aberta – Podem ir na frente, eu e Percy vamos procurar aqui.

– Ei, porque eu? – perguntei incrédulo.

– Porque eu estou pedindo – ele disse com o mesmo sorriso estranhamente malicioso de antes, nem parecia que tinha perdido de lavada pada o outro time – Sem contar que irá mais rápido se você me ajudar.

– Tem certeza q está aqui? – perguntei cruzando os braços.

– Claro! Eu estava com ela até antes de tomar banho – ele disse dando de ombros.

– Bem, eu estou fora dessa. Aviso a Reyna que vocês vão demorar mais um pouco – disse Will.

Prendi o ar tentando não perder mais a paciência e soltei em uma bufada contrariada.

– Tudo bem, vamos logo – eu disse seguindo-o até os últimos armários do vestiário, que estava completamente vazio a não ser por mim e Luke.

Ouvimos a porta batendo, anunciando que nosso time havia saído. Após isso, Luke prendeu-me contra os armários, com os braços em ambos os lados da minha cabeça, impossibilitando minha saída, já que Luke era maior que eu.

– Mas que porra é essa? – controlei o impulso de gritar para não fazer eco – Me solta, Luke!

– Percy, Percy – ele disse com o mesmo sorriso malicioso e balançando a cabeça negativamente como se desaprovasse alguma atitude minha – Eu fiquei sabendo de coisas bem interessantes a seu respeito.

Revirei os olhos e bufei. Eu sabia exatamente o que ele estava falando. Annabeth com certeza havia contado a ele sobre a nossa briga. Tudo bem, mas e dai?

– Briguei com Annabeth mesmo, e daí? – eu disse de forma desdenhosa.

– Sim, Annabeth me contou, afinal, somos primos, não é mesmo?

Pois é. Eu odiava o fato de eles dois serem primos e não contentes, eles eram melhores amigos também. Annabeth contava tudo o que acontecia com ela para Luke, tudo mesmo, nada escapava de ser contado para o loiro.

– Foda-se, não vai ser você que vai me fazer pedir desculpas a ela – rosnei já irritado com aquela situação e Luke deu um riso sarcástico.

– Não era bem isso que eu queria falar... – ele disse mantendo o sorriso, agora maléfico – Até porque seria bem ruim para Annabeth saber que você anda traindo-a com o di Angelo.

Após ouvir aquilo, meu corpo inteiro gelou e eu tentei manter a expressão neutra para que Luke não percebesse que tinha me afetado com aquelas palavras. Então, fiz a coisa que mais me parecia certa no momento: mentir e rir.

– Você anda bebendo antes dos treinos ou o que? – eu disse finguindo sarcasmo – Essa é uma das coisas mais rídiculas que saiu de você, Luke.

Seu sorriso desmanchou-se e um de seus braços foi parar em minha garganta, forçando-a. Engasguei um pouco, mas ele não me soltou.

– Eu sei o que você anda fazendo, Jackson – ele disse ameaçadoramente – Eu vi vocês dois na quadra perto de sua casa aos beijos. Annabeth tornaria sua vida um inferno se ela descobrisse e pode ter certeza que eu não vou ficar apenas observando.

– Ela não acreditaria em você – eu disse tentando convercer mais a mim do quq a ele. Seu sorriso voltou e ele riu.

– Você acha mesmo que ela não vai acreditar em mim? A Annie confia cegamente em minha pessoa e além de ela já estar desconfiada, ela sabe que eu não sou capaz de inventar uma coisa dessas sem ter visto. Eu fiquei chocado quando vi vocês dois, nunca me passou pela cabeça que você era um viadinho enrustido.

– Cala a boca! – eu disse com raiva. Era a única coisa qur eu poderia fazer. – Você está blefando.

Outra gargalhada sarcástica e seca saiu de sua boca. Aquilo já estava me irritando profundamente.

– Você não tem provas – eu disse querendo sorrir vitorioso, mas sentia que esse argumento não seria válido.

– Há, eu não preciso de provas para Annabeth acreditar em mim e ninguém do colégio precisa de provas para acreditar nela. – ele disse com um sorriso de canto – Você sabe como ela é influenciável naquele lugar, mil vezes mais que nós dois juntos.

Engoli em seco. Ele tinha razão e eu não podia contestar, nem tinha argumentos contra, isso uma vez que eu sabia que, se Annabeth quisesse, ela teria o colégio em mãos. A loira era super influenciável, manipuladora, inteligente e fazia de tudo para manter a pose de boazinha, poucos duvidariam das palavras dela.

Derrotado, suspirei fundo e encarei os olhos azuis escuros de Luke, pelos quais passavam uma mistura de vitória, alegria, malícia e maleficidade. Eu iria me odiar e meu pai também, pelo o que eu estava prestes a falar.

– Quanto você quer para você ficar de boca fechada? – eu disse com um semblante sério – Mas não é para abrir a boca para ninguém. Nem Annabeth, nem qualquer outra pessoa, tanto da escola quanto fora dela.

Porque meu pai me mataria? Bem, eu já gastei toda a minha mesada desse mês e meu pai detestava e se recusava a me dar dinheiro além da mesada, a menos que seja extremamente necessário. Sem contar que eu não tenho nenhun motivo em mente para pedir dinheiro a ele.

Luke, por sua vez, deu mais um de seus sorrisos sarcásticos. Já disse que destetava essas risadas dele?

– Percy, Percy – ele começou – Eu não quero nenhum dinheiro vindo de você.

O olhei incrédulo. Isso não ia prestar.

– O que voce quer? – eu disse com os olhos semicerrados.

– Quero que você me chupe – ele disse simplesmente como se fosse a coisa mais normal do mundo e meu queixo caiu de imediato.

– Espera ae. Você quer o que? – contive um grito – Não mesmo! Eu te dou o que você quiser, menos isso!

– Então tá – ele disse dando de ombros e começou a puxar minha camisa pra cima, tirando-a rapidamente.

– O que você pensa que está fazendo, seu desgraçado? – dessa vez deixei o grito sair, ecoando pelo vestiário.

– Oras, se você não quer me chupar, eu vou arrombar essa tua bunda – ele disse com extrema naturalidade, desabotoando meu short e me deixando apenas de cueca.

Não, isso não estava acontecendo. Eu não podia ser estuprado desse jeito dentro de um vestiário.

– Para! – eu disse o empurrando com força –Tá bom, eu faço, mas para agora!

Eu não tinha saída. Estava querendo me matar por causa disso.

– Bom garoto, fico feliz que tenha aceitado – ele disse sorridente – Espero que seu amigo gay tenha razão.

– O que você quer dizer com isso? – eu disse tenso. Meu coração batia contra meu peito deseaperadamente.

– Ah, um dia desses eu ouvi ele no bar gritando que homens pagam boquete melhor que mulheres. E adivinha quem eu vejo saindo logo em seguida do bar? – ele disse retoricamente e riu depois – Porque você acha que escolhi você para fazer isso?

Engoli em seco e respirei fundo. Eu estava parecendo uma menina indefesa daquele jeito. Mas se eu recusasse tudo isso, minha vida estaria simplesmente arruinada. Com certeza ela viraria um inferno.

– Tsc, vamos acabar logo com isso – eu disse fechando os olhos e abrindo-os logo em seguida.

– Tudo bem, só seja gentil – ele riu em escárnio e apoiou as costas no armário, esperando eu fazer o trabalho.

Engoli em seco pela milésima vez e me ajoelhei na frente de Luke, após colocar meu short novamente, ficando com cabeça batendo na altura de seu abdômem. Respirei fundo de olhos fechados e levei minhas mãos para sua bermuda descendo-a lentamente.

– Anda logo, Jackson – ele apresssou – Não temos todo o tempo do mundo.

– Cale a boca – disse com raiva.

Luke revirou os olhos, mas não disse mais nada. Então continuei com aquilo, mesmo querendo me matar. Abaixei sua cueca, revelando seu membro adormecido. Fiz uma careta e fiquei pensando em uma forma de me livrar daquilo. Talvez morder o pau dele não seria uma má ideia.

– Se tentar alguma gracinha, já sabe as consequências, Jackson – ele disse encarando-me. Parecia tão nervoso quanto eu.

Apenas revirei meus olhos vendo meus planos indo por água a baixo. Não tinha como fugir.

Envolvi o membro de Luke com a mão, começando a masturbá-lo lentamente. Como não sabia o que fazer ao certo, baseei meus movimentos nos de Annabeth quando ela fazia isso comigo. Enquanto movimentava a mão, olhei para cima, vendo Luke apoiado com a cabeça no armário olhando para cima. Como ele não disse nada, apenas continuei os movimentos de vai e vem até seu membro ficar enrijecido.

Luke tentava manter-se calmo, mas eu podia ouvir sua respiração pesada. Continuei com aquilo, aumentando a velocidade gradativamente para agilizar aquilo tudo. Depois de um tempo, seu falo estava completamente duro e eu olhei para cima, vendo que ele estava me encarando com o rosto um tanto avermelhado.

– Pode ir logo – ele disse e eu apenas assenti.

Respirei fundo antes de colocar seu membro lentamente em minha boca, dando leves lambidas em sua glande. Se for parar para pensar, não é nojento se você já tenha feito sexo oral em uma mulher. Enfim. Continuei com as carícias em sua glande, fazendo com que ele reprimisse gemidos. Eu não estava totalmente a vontade, mas também não era péssimo apesar de tudo.

Então fui aprofundando aquilo, colocando mais um pouco de seu pênis em minha boca e sugando-o firmemente. Luke levou as duas mãos para a minha cabeça e começou a forçá-la contra sua pélvis, mostrando bem o que ele desejava. Comecei a seguir os movimentos de suas mãos, fazendo movimentos de vai e vem em seu pênis.

– Ai porra! – ele reclamou quando eu acidentalmente (juro) esbarrei com o dente em sua pele. – Isso machuca!

– Desculpa, mas eu não sou um chupador de pênis assíduo. – eu disse sarcasticamente revirando os olhos após livrar-me de seu membro.

– Tá bom, tá bom. Só continua – ele disse quase esfregando seu pau em meu rosto.

Revirei os olhos mais uma vez e continuei meu “trabalho”. Lambi toda a extensão do pênis de Luke e assim que cheguei em sua glande, deu uma chupada forte, que fez com que ele soltasse um gemido. Lambia aquela área rapidamente enquanto masturbava a base de seu pênis, deixando-o com a respiração pesada e hora ou outra soltando gemidos contidos.

Suas mãos voltaram para os meus cabelos, porém fazendo carinho nos fios de minha nuca. Estranhei sua ação, mas não parei com o que estava fazendo. Voltei a fazer os movimentos de vai e vem em seu falo, porém de forma mais rápida e precisa que a anterior.

– Caralho! – exclamou Luke em aprovação – Isso... Continua, não para. – ele disse em meio a gemidos.

Fui acelerando os movimentos gradativamente e Luke forçava minha cabeça contra seu pênis com mais rapidez e força, porém não acompanhei seus movimentos senão iria vomitar com certeza. Com a mão livre, já que a outra estava na base de seu membro, tirei suas mãos da minha cabeça e levantei um pouco o rosto para olhá-lo, sem parar com os movimentos.

– Isso... – ele disse em um sussurro de prazer.

Ele me encarava com o rosto tomado pelo prazer que estava sentindo e não tirava os olhos do seu pênis entrando e saindo da minha boca. Eu já estava cansando dos movimentos e minha boca estava começando a ficar cheia com a baba e o pré-gozo acumulados, porém Luke não me deixou parar com os movimentos puxando meus cabelos de leve.

Após muitos minutos, sério pareceu uma eternidade, seu membro começou a dar leves espasmos e logo senti o líquido quente e salgado invadir minha boca por completo, junto com um gemido alto que ele soltou. Logo, separei-me dele limpando o sêmen que escorria pelo canto de minha boca e levantei para cuspir aquele troço.

Cuspi todo o seu gozo na pia e lavei a boca rapidamente com a água gelada. No caminho de “volta”, já que as pias ficavam um pouco mais na frente do vestiário, peguei minha camisa que estava jogada no chão do corredor e a vesti, vendo Luke ainda apoiado nos armários e com a respiração ofegante.

– Agora você promete que não vai contar para ninguém? – perguntei cruzando os braços olhando o loiro a minha frente.

Luke olhou para mim e desapoiou as costas dos armários, vestindo suas roupas rapidamente e pegando sua bolsa.

– Eu cumpro com minha palavras, Jackson – ele disse sorrindo maliciosamente para mim.

– Tsc, acho bom mesmo – eu disse revirando os olhos e pegando minha bolsa. – E o que aconteceu aqui, fica aqui.

Ele revirou os olhos com um sorriso sarcástico e apoiou o braço em meu ombro.

– Pode deixar, boqueteiro – ele disse para logo rir alto.

Tirei seu braço de meu ombro com brutalidade e antes que eu pudesse xingá-lo com algum palavrão, ouvimos a porta sendo aberta e depois fechada. Ficamos encarando o corredor para ver se alguém aparecia, mas estranhamente não apareceu nenhuma alma viva. Dei de ombros e segui naquela direção com Luke a meu encalço.

– Sabe Jackson – ele disse ainda com o sorriso malicioso. – Seu amigo tinha razão. Homens pagam boquete melhor do que mulheres.



Notas finais
Capítulo sem capa porque estou sem editor de imagem, lidem com isso '-' Depois eu colocarei, okay? Okay u.u Enfim, esse foi o capítulo que eu tive bloqueio criativo na metade hehe Sem contar estudos e essa picuinha toda. Então espero que tenham gostado e por favor, mandem os reviews para eu saber se estão gostando ou não! "Spoiler" do próximo capítulo: será um capítulo totalmente voltado para o cotidiano da America e da Bianca, com o POV da divissima Mare u.u Todas as dúvidas sobre o que está acontecendo com a Bia serão sanadas ;D Weeeeeeeeell, próximo capítulo só será postado quando eu terminar de responder todos os reviews pendentes, mas prometo não demorar a fazê-lo, pois estarei LIVRE depois do dia 9 de novembro :3 AMÉM Então me desejem sorte nessa porra porque eu fui muito legal :3 Bom, é isso meu povo e minha pova u.u Até daqui a algumas semanas /o/ Kissu Kissu ~Marceline :3