Oh, Dammit! [A SER REESCRITA]
15 Fale menos, enfie mais.
Notas iniciais
Capítulo 15: Fale menos, enfie mais.
Antes que Nico pudesse atingir o chão, inconsciente, joguei a garrafa de plástico dois litros de água, que eu tinha pego pra ele, no chão e o peguei por debaixo dos braços, arrastando-o até que ele ficasse longe da própria poça de vômito e não corresse o risco de cair em cima dela.
Cuidar de Nico não estava nos meus planos, mas eu não poderia deixá-lo naquele estado, mesmo estando com certa raiva dele.
A verdade é que eu estava desistindo. Desistindo de tentar alguma coisa com ele. Já era difícil demais para mim confessar que eu sentia alguma coisa por ele e Nico definitivamente não ajudava em nada. Tem uma hora que cansamos de correr atrás e a minha já tinha chegado. Se ele preferia Jason à mim, tudo bem...
Na verdade não, isso me deixa extremamente puto, mas não é como seu eu pudesse obrigá-lo a ter sentimentos por mim.
Acho que eu já me sentia assim com relação a ele desde que éramos pequenos. Eu só não sabia o que aquilo significava de verdade. Doeu quando ele foi embora, assim como doeu quando nos reencontramos e ele me tratou como um desconhecido. Eu não desgrudava de Nico, sempre queria brincar com ele e estar por perto. Ficava puto quando ele fazia besteira e ficava de castigo, como consequência, eu não podia vê-lo. Ele me fazia feliz, me fazia sorrir e querer a companhia dele para sempre. Se isso não era sentir algo a mais, eu não sabia o que era.
Como já tinha cuidado de várias pessoas com ressaca, isso incluía Jason, Thalia, Annabeth e Megan, joguei o corpo inconsciente de Nico sobre meu ombro, peguei a garrafa do chão e o levei até a suíte. Coloquei-o sentado vaso sanitário, fiquei de frente pra ele e comecei a lhe forçar tomar a água da garrafa. Mesmo meio dormindo, ele bebia a água aos poucos. Depois que ele tomou uma boa parte do líquido, comecei a tirar suas roupas. Tirei primeiro a camisa, revelando seu corpo esguio e levemente definido, coberto pelas lindas tatuagens. Encostei seu tronco na parede para poder tirar sua calça, o que não foi tão difícil quanto tirar a calça de Jason.
Nico usava uma cueca listrada preta e azul escuro com o elástico cinza escrito Calvin Klein. Suas pernas também eram bem definidas e em uma delas havia uma caveira com duas espadas cruzadas atravessando a boca aberta, flores compunham o background da tatuagem. Nunca achei que ele tivesse um corpo assim, já que ele nunca tirava a blusa nos treinos e não se trocava com pessoas por perto. Parecia que ele tinha vergonha de seu corpo e eu não entendia o porque. Ele até tinha o osso do quadril saliente, o que eu achava extremamente sexy.
Enfim.
Fiquei alguns segundos pensando se tiraria sua cueca ou não e cheguei a conclusão que teria que tirá-la, pois se molhasse agora, não seria bom para ele dormir com ela desse jeito, então teria que trocá-la. Tirei-a rapidamente, pois não queria prolongar meu sofrimento. Já era complicado ver seu corpo de cueca, completamente nu era pior ainda.
Tirei minha blusa e troquei a calça por um short que estava jogado em cima da pia. Eu com certeza ia me molhar e odiava calça jeans molhada. Peguei seu corpo novamente, o guiei até o box e liguei o chuveiro. Fui colocando seu corpo aos poucos embaixo do chuveiro, tomando cuidado para ele não escorregar ou qualquer outra coisa que poderia ser desastrosa.
Quando seu corpo estava totalmente embaixo da água pude relaxar um pouco. Até então seu corpo estava completamente colado ao meu, com sua bunda nua roçando em partes não muito legais que já estavam começando a ser despertadas. Seu corpo era sustentado pelos meus braços esticados, com minhas mãos segurando seus ombros.
Fiquei alguns segundos segurando seu corpo embaixo do chuveiro e nesse meio tempo reparei o quanto ele era desprovido de pelos em quase todas as partes do corpo. Os de suas pernas eram extremamente ralos e os do braço eram inexistentes assim como do peito. A única parte que tinha uma quantidade maior era a suas partes baixas, porém não tanto quanto eu acho que deveria ter.
Nico resmusgou um pouco, fazendo com que eu saísse de meus devaneios, e tentou abrir os olhos, porém os fechou quase que imediatamente e resmungou mais um pouco. Com isso, sentei seu corpo com cuidado no box para eu poder pegar uma toalha, pois não tinha nenhuma no banheiro naquele momento.
Quando me certifiquei que ele não iria cair para frente, sai do box enxugando minhas pernas com a micro toalha de rosto que tinha ali, o que não adiantou muita coisa, pois molhei um pouco o caminho até meu quarto.
Vasculhei com os olhos o quarto para ver se tinha alguma toalha que eu pudesse usar, pois as toalhas limpas ficavam na área de serviço, onde havia praticamente tudo limpo e arrumado, para os empregados reporem as coisas com o conteúdo de lá. Então toalhas, roupas de cama, travesseiros extras e essas coisas nunca ficavam em nossos quartos. Eu não ia me dar o trabalho de ir até lá, então fui até o quarto de Nico e peguei sua toalha preta que estava devidamente esticada no banheiro de seu quarto.
Quando voltei para o meu quarto, vi um negócio que me deixou levemente em pânico. A garrafa de Keep Coller estava completamente vazia e jogada em frente ao armário, perto da entrada do quarto.
“Não” foi a única coisa que pensei e fechei os olhos. “Ele não fez isso...”
Não podia fazer mais nada quanto aquilo. Ele já tinha bebido e o negócio poderia fazer efeito ou não. A água que ele havia tomado poderia ajudar a diminuir os “sintomas”? Eu não fazia ideia. Uma parte minha queria sinceramente que ele não tivesse nenhuma reação, mas a outra queria desesperadamente que sim. E aquilo estava me deixando louco.
Respirei fundo e voltei ao banheiro. Não podia me dar ao luxo de deixá-lo sem ajuda, mesmo podendo ocorrer um grave problema. Quando cheguei, Nico estava de pé, de costas para mim e apoiando a cabeça e uma mão na parede em que estava o registro. Seu outro braço estava na frente do seu corpo e pude notar que fazia leves movimentos. Logo fiquei tenso e minha voz tremeu quando eu o chamei.
– Nico?
Seu rosto virou para me olhar e ele estava completamente corado, como se a água que estivesse caindo em seu corpo fosse bem quente.
– Percy eu... – ele disse com a voz baixa e completamente manhosa. – Por favor me ajuda...
– Ajudar com o que? – perguntei aflito.
– Está doendo – ele arfou e voltou sua cabeça para a parede – Faz parar, por favor...
Ele estava ofegante e tão frágil que achei que ele fosse desmaiar a qualquer minuto. Fechei o registro antes de tocar seu ombro delicadamente e virá-lo para mim, vendo que ele estava com uma das mãos ao redor de seu pênis. Então ele estava mesmo se masturbando quando eu cheguei. Então aquele troço fez mesmo efeito.
Eu demorei um pouco para processar o que tinha acontecido quando nossos olhos de encontraram. Nico avançou em mim com tanta rapidez que a única coisa que eu pude fazer foi segurar sua cintura para que ele não caísse. E depois processei que nossos lábios estavam unidos de maneira completamente desajeitada enquanto ele arranhava e apertava minha barriga.
Quando me dei conta de tudo isso, o afastei e encarei seus olhos. As íris negras estavam vulneráveis, com um tom de suplica e dor nelas. Eu não pude deixar de sentir mal por aquilo, não deveria ter aceitado aquela garrafa de Jake. Mas a merda já estava feita, a única coisa que eu podia fazer era tentar resistir.
– Não Nico – eu disse segurando seus ombros.
– Argh – ele arfou segurando seu membro rapidamente enquanto encostava a testa no meu peito desajeitadamente – Dói... Por favor...
Meu coração já estava acelerado desde que entrara naquele local e com aquele pedido tão tentador e totalmente suplicante era difícil resistir. A parte que não queria que ele ficasse assim estava sendo tomada pela outra. As coisas estavam acontecendo tão rápido e de uma forma que eu tenho desejado há algum tempo que estava me deixando completamente louco.
E eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu ia sucumbir ao desejo. Só não sabia que ia ser tão rápido assim.
Juntei nossos lábios novamente, podendo agora senti-los de verdade. Não eram macios, estavam levemente rachados, mas não estava me importando muito com aquilo. Além disso, eles estavam mais gélidos do que eu lembrava por conta da água gelada, o que me dava uma sensação boa.
Seu corpo colou ao meu em um desespero sôfrego. Suas mãos com as unhas curtas voltaram a arranhar meu abdômen com força, mas eu não liguei, a sensação era gostosa. As minhas apertavam sua cintura com possessividade, como se alguém pudesse tirá-lo de mim naquele momento. Nico enfiou sua língua em minha boca com ansiedade, fazendo com que eu pudesse sentir o gosto da bebida assim que ele tocou sua língua na minha.
Nossas línguas se tocavam com desejo enquanto ele lentamente me empurrava até que eu encostasse minhas costas na parede. Eu podia sentir seu coração batendo contra meu peito, assim como ele poderia sentir o meu, pois ambos estavam totalmente acelerados.
Suas mãos deslizaram pelo meu corpo até chegar no meu short e tirá-lo com rapidez, deixando-me apenas de cueca. Ao contrário do que eu pensei, ele não pegou em meu pênis, mas fez uma coisa que me surpreendeu: tirou uma de minhas mãos de sua cintura e a colocou em seu próprio membro.
Quando toquei sua carne, ele separou o beijo para arfar. Seus olhos estavam fechados e ele acabou apoiando a cabeça em meu ombro, com o rosto virado para baixo. Comecei a movimentar a mão lentamente, ouvindo-o respirar mais fundo e arfar com prazer. Aquilo estava me deixando louco. Nico continha-se para não gemer, mas estava difícil para ele. Suas mãos apertavam meus ombros a cada movimento que eu fazia em seu membro completamente duro.
Então notei que eu queria mais. Queria fazer com que ele sentisse mais prazer, fazer com que ele gemesse meu nome enquanto eu lhe dava tudo o que poderia. Queria vê-lo bem acima de tudo.
Comecei a beijar seu pescoço molhado, sua pele estava fria e seu pescoço tinha um leve gosto azedo por conta do perfume forte que, pelo visto, não saia só com água. Eu podia senti-lo também, um aroma amadeirado bem forte, que combinava perfeitamente com ele.
Isso fez com que Nico arfasse ainda mais e soltasse um leve gemido, agarrando-se ainda mais a minha nuca. Enquanto isso eu continuava a masturbá-lo. Estava sendo fácil por conta da água ainda presente em seu corpo, mas de qualquer forma comecei a sentir o pré-gozo saindo de sua glande depois de um certo tempinho.
O pênis de Nico não era grande nem pequeno, nem muito fino, nem muito grosso. Era na medida certa para o seu corpo e a sua pele em contato com a minha mão estava me deixando completamente excitado. Masturbava-o devagar para que ele pudesse sentir o prazer que eu queria proporcionar a ele. Vez ou outra passava o dedão em sua glande, espalhando o pré-gozo no início de seu membro. Notei que isso fazia com que ele gemesse um pouco mais alto que o normal.
Ele estava gostando. E eu estava gostando por fazer ele gostar.
– Mais... – ele sussurrou ao meu ouvido – Por favor, Percy... Me dê mais.
Aumentei a velocidade e a firmeza de meus movimentos imediatamente, fazendo com que ele mordesse meu ombro com certa força. Podia ouvir os gemidos abafados contra meu ombro, denunciando que ele estava aprovando a ação. Eu estava preso a ideia de fazê-lo sentir prazer acima de tudo.
Pela primeira vez eu não estava pensando somente em mim quando o assunto era prazer. No meu namoro com Annabeth tudo o que eu queria era que ela proporcionasse prazer a mim, estava pouco me fudendo com o que ela estava sentido ou deixando de sentir. Mas com Nico não. Nico merecia sentir todo o prazer do mundo e eu seria essa pessoa a fazê-lo.
Ele estava ofegante, mas mesmo assim conseguiu capturar meus lábios para mais um beijo. Dessa vez o beijo foi mais intenso e selvagem, como uma disputa por dominância. Ele passava a língua pelo meu lábio inferior para logo em seguida dar uma leve mordida nele, fazendo com que eu soltasse um suspiro. Ele não estava muito atrás, gemendo contra minha boca a medida que eu tocava cada vez mais seu membro completamente excitado.
Nico separou o beijo, arfando mais ainda e jogando a cabeça para trás.
– Percy... Eu vou... – ele começou, mas eu sabia o que viria.
Seu membro começou a ter leves espasmos antes de expelir o liquido branco e grosso em minha mão e abdômen. O gozo de Nico tinha um cheiro forte e era levemente mais grudento, o que me fez pensar qual seria o sabor daquele líquido.
Mesmo depois de gozar, Nico não deixou de ficar com o pau duro, provavelmente resultado daquela droga que havia tomado. E eu podia ver em sua face que ele precisaria de mais algumas sessões de masturbação para poder se sentir melhor.
– Você está bem? – era um pergunta idiota, mas eu precisava fazê-la.
– Quarto. Agora. – ele disse ofegante e agarrou meu corpo, na intenção de nos tirar do box.
Se não fosse por mim, ele teria escorregado feio, então dei graças a Deus que estávamos com os corpos colados. Segurei seu braço e ele me olhou novamente com aquele jeito suplicante.
– Calma, já vamos.
Coloquei-o de volta debaixo da água para limpar o gozo de sua barriga. Desliguei o registro e o guiei para fora do box.
– Okay, agora podemos ir.
Ele assentiu, então peguei a toalha que havia pego, enrolei em seu corpo esguio e eu o abracei de maneira forte e na tentativa de ser afetivo. Não queria que ele sofresse, ainda mais por minha causa, então eu tinha que dar um jeito de fazê-lo se sentir melhor o mais rápido possível. Eu não queria me sentir culpado por fazê-lo sofrer.
Peguei a garrafa de água e lhe dei mais um pouco, mesmo ele recusando, forcei mais um pouco e ele acabou por tomar quase metade. Eu estava carregando-o praticamente para fora do banheiro. Sabia que ele estava sem condições de se locomover muito.
Nico tremia em meus braços, o que estava começando a me deixar ligeiramente aflito. Não estava uma noite fria, não tinha vento entrando pela janela. Na verdade o clima estava até quente e é difícil sentir frio assim, mesmo que ele tenha acabado de sair de um banho gelado. Então o carreguei até minha cama, carregando-o no colo da mesma maneira que o tinha carregado no dia em que ficou doente.
Aconcheguei seu corpo na minha cama desarrumada e usei meu lençol para terminar de enxugar suas pernas. Olhei para o seu rosto e Nico me encarava da mesma forma de antes: olhar suplicante e corado. Nunca pensei que fosse vê-lo daquela maneira, tão submisso e entregue. E eu não deveria me aproveitar disso, mas não conseguia me controlar, minha mente sã já tinha ido para o espaço.
Em um movimento rápido, Nico se levantou, fazendo com que a toalha escorregasse de seus ombros, deixando a mostra suas tatuagens no ombro e peito. Ele foi se aproximando de mim lentamente, enquanto eu permanecia parado, sem ter o que fazer.
– Sabe... – ele começou, sem quebrar o contato com nossos olhos. – Talvez seja o maldito álcool, mas quero você agora.
E lá estava o Nico controlador novamente.
Ele avançou em mim rapidamente, sentando em meu colo e me empurrando até que eu deitasse na cama. Seus lábios tocaram os meus novamente e começamos a nos beijar de novo, sendo que dessa vez ele que comandava o beijo e me pressionava contra o colchão.
Segurei sua cintura firmemente, não deixando que ele caísse ou saísse de cima de mim, pois eu tinha que admitir, era uma sensação muito boa. E tudo estava ficando cada vez mais gostoso e excitante, Nico puxava meus cabelos de forma dominadora enquanto rebolava sem vergonha alguma em meu colo.
Depois de alguns minutos naquela posição, levantei-me lentamente, fazendo com que Nico ainda ficasse sentado em meu colo, enquanto me beijava e arranhava minhas costas com as unhas curtas. Separei-me delicadamente dele para que pudéssemos respirar um pouco, mas Nico não parecia saciado, pois avançou em meu pescoço tão rápido que fui pego completamente de surpresa.
Soltei um gemido quando sua boca começou a sugar a pele do meu pescoço com certa força. Nico mordia, lambia e sugava meu pescoço de maneira desajeitada, porém não deixava de ser gostoso, muito pelo contrário. Eu estava apreciando muito a carícia, mas estava a ponto de explodir. Ainda estava de cueca e todo aquele jogo de provocação estava me deixando totalmente excitado.
Nico pareceu perceber isso, pois desgrudou os lábios de meu pescoço para me olhar de forma maliciosa e debochada.
– Acho que alguém está com problemas aqui embaixo... – ele disse apertando meu pênis sobre a cueca, fazendo-me gemer.
Não tinha como aguentar aquilo.
Joguei Nico na cama de maneira violenta, me deixando por cima dele, e antes que eu pudesse fazer alguma coisa, ele me puxou para mais um beijo. Quando teve certeza que eu não iria me afastar (claro que não, porque faria uma atrocidade dessas?), Nico começou a brincar com o elástico da minha cueca, ameaçando tirá-la, porém ele não o fez imediatamente.
Meus braços, que estavam ao lado da cabeça de Nico sustentando meu corpo, vacilaram quando sua mão adentrou minha cueca, acariciando a glande do meu membro totalmente rígido. Tive que sufocar um gemido no pescoço de Nico, pois aquela sensação estava me deixando sem forças. O membro de Nico roçava em meu abdômen, fazendo com que ele gemesse mais alto que eu pelo contado entre nossas peles.
Quando percebi que Nico queria finalmente tirar aquela peça de tecido, o ajudei a tirá-la e ele jogou em algum canto, deixando ambos nus. Nico olhou meu membro para logo em seguida me olhar divertido e malicioso. O seu jeito submisso fora substituído pelo seu jeito dominante, levando-me a achar que era por conta da bebida essa súbita mudança de jeito.
A mão de Nico não era macia, longe disso. Ele tinha uma mão áspera e calejada, mas isso não impedia que sua carícia em meu pênis fosse deliciosa. Apesar disso, ele estava sendo delicado ao me masturbar, mantendo um ritmo firme e devagar do maravilhoso vai e vem, hora ou outra passando o dedão na minha glande com o pré-gozo liberado.
A essa altura nossos corpos já estavam completamente suados e estávamos ofegantes. Nos beijávamos ferozmente enquanto Nico batia uma pra mim. Estava amando todas aquelas sensações que Nico estava me proporcionando, mas eu não podia gozar agora. Não antes de ele gozar mais uma vez.
Interrompi o beijo para começar a distribuir beijos pela sua mandíbula e pescoço. Acariciei a pele gélida de Nico com a boca, ouvindo os gemidos bem pertinho de minha orelha. Aquilo era extremamente sexy, pois Nico estava começando a se entregar a mim novamente. Suas mãos pararam de me estimular para puxar cabelos com força quando eu arrastava os dentes sobre sua pele. Ele se contorceu levemente embaixo de mim quando dei uma mordida em sua clavícula.
Fui descendo os beijos e as lambidas pelo seu tórax, deixando marcas de mordida pelos locais que minha boca passava. Mordia, lambia e chupava a pele de Nico com luxúria e ouvi-lo gemer e se contorcer sob mim, me deixava ainda mais desesperado por penetrar aquele corpo delicioso.
Marcas e mais marcas eram feitas enquanto eu descia para a virilha de Nico. Hora nenhuma suas mãos deixaram meus cabelos e a cada vez que ele os puxava, eu sabia que podia continuar. Ele estava gostando.
Assim que cheguei em meu destino, segurei o membro de Nico e o olhei em expectativa. A princípio ele estava imerso nas carícias, não prestando atenção em meu rosto, mas assim que parei completamente qualquer movimento, ele me olhou com uma cara de poucos amigos.
– Anda logo com essa merda. – ele disse levemente irritado.
– O que você quer que eu faça, Nico? — perguntei malicioso, esperando que ele corasse e se escondesse embaixo do travesseiro, mas a reação dele me surpreendeu.
Nico levantou o tronco, sem quebrar o contato visual e segurou firme meus cabelos, fazendo com que eu não desviasse o olhar de seu rosto corado.
– Eu quero que você me chupe até eu gritar seu nome como um louco. – ele disse firme e com os olhos totalmente negros pela excitação.
Engoli em seco, não esperava aquilo dele, muito menos que ele forçasse minha cabeça na direção de seu pau. Não protestei, afinal, eu queria aquilo tanto quanto ele. Nico permaneceu sentado, olhando para mim enquanto eu começava a lamber a glande de seu pênis.
– Ugh – ele conteve um gemido quando minha língua passou a descer pelo seu membro.
Com a mão livre, Nico tirou minha mão da base de seu pau, para que eu pudesse descer mais ainda. E foi o que eu fiz, lambi toda a sua extensão enquanto olhava para Nico, vendo-o corado e de olhos fechados. Quando cheguei ao topo novamente, abocanhei sua glande, o que fez Nico jogar a cabeça para trás, aparentemente gostando da carícia.
Desci mais um pouco, minha língua fazendo movimentos circulares em seu pênis. Fiz movimentos de sucção algumas vezes, minha cabeça sendo forçada para baixo pela mão de Nico. Fui indo cada vez mais fundo, ouvindo-o ofegar e gemer cada vez mais alto. Logo seu corpo caiu para trás, suando e ofegando alto. Foi então que comecei a fazer os movimentos de vai e vem com a boca na parte superior ao mesmo tempo que minha mão masturbava a base de seu pênis.
– Percy... – ele gemeu se agarrando aos lençóis.
Por mais que eu quisesse que ele realmente gritasse meu nome, eu não poderia deixar isso acontecer. Tinha muita gente em casa, não podia ariscar sermos pegos, apesar de eu ter trancado a porta. Fariam perguntas. Principalmente Mírian e Jason.
Mesmo assim, não parei com o que estava fazendo, porém não coloquei toda a intensidade que eu queria para não corrermos qualquer risco. Antes mesmo que Nico pudesse dizer alguma coisa, senti novamente seu membro dar espasmos, indicando o orgasmo iminente.
Logo pude sentir o gosto salgado do gozo de Nico. Tinha a mesma visgosidade e o mesmo cheiro, mas agora podia sentir o sabor. Engoli tudo rapidamente e engatinhei para cima dele, deixando nossos rostos próximos. Ele estava com os olhos fechados e ainda ofegante. Fiquei apenas observando-o se recuperar.
– Meu Deus Percy... – ele disse colocando um braço sobre os olhos. – Melhor boquete, apesar de você não ter me feito gritar.
Apenas ri e lhe dei um selinho.
– Tenho um talento natural. – disse lembrando rapidamente da cena do vestiário com Luke, mas logo esse devaneio foi embora, pois recebi uma leve batidinha no rosto, para me chamar a atenção.
– Agora você já pode ganhar seu prêmio de melhor boqueteiro. – resmungou Nico fechando os olhos novamente. Ele parecia um pouco melhor e um pouco mais sóbrio.
De repente, senti uma coisa cutucando meu abdômen. Olhei para baixo e me deparei com o pau de Nico ereto novamente. Pelo visto a coisa é poderosa.
– Acho que alguém ainda não está satisfeito... – comentei sorrindo malicioso para Nico.
Ele olhou para baixo e ao constatar sua situação, deitou novamente a cabeça e revirou os olhos.
– Minha cabeça vai explodir... – ele disse esfregando os olhos. – As duas, quero dizer.
Ri com aquilo e segurei seu membro novamente, começando uma nova masturbação. Depois de alguns minutos, Nico gozou pela terceira vez e fiquei chocado quando seu membro não desceu pela terceira vez.
– Mano do céu, vou arrancar esse troço fora... Porra – gritou Nico com raiva.
Tampei sua boca rapidamente com minha mão.
– Não grite, vai acordar os outros.
Nico revirou os olhos.
– Me fode logo, não aguento mais ficar excitado. – ele resmungou e eu ri novamente. – Ainda babacão, essa merda tá doendo pra caralho! É a terceira vez. Mas que porra...
Os inúmeros palavrões que saiam da boca de Nico me fizeram rir mais uma vez e calar sua boca com a minha. Ele abraçou meu pescoço, aprofundando o beijo cada vez mais, nossas línguas se tocando de forma sensual. Tudo em Nico me excitava e me deixava com uma sensação maravilhosa de totalidade.
Depois de uns segundos no beijo, a ficha caio que Nico tinha pedido pra eu fodê-lo. Nesse instante meu corpo enrijeceu e eu me separei de Nico tenso.
A verdade é que eu não sabia o que fazer.
Não podia ser tão difícil. Forcei um pouco a mente, lembrando das vezes que Mírian me obrigava a ver animes yaoi com ela e quando ela falava de como funcionava quando eu, inocentemente, não fazia ideia do que eles estavam fazendo no anime. Mas valeu a pena, era impagável vê-la morrendo de medo por causa de um filme de terror. Troca justa, apenas.
Aquele momento lindo em que eu me arrependo de dispensar os detalhes da transa do Jake e do namorado dele.
Okay.
Deveria funcionar igual sexo hétero, só que na parte de trás...
– Porque diabos você parou? – resmungou Nico.
– Eu ér... – cocei a nuca e Nico começou a rir. – Ei! Do que você está rindo?
– Você não sabe o que fazer – ele riu mais ainda. – Certo?
Corei até meu ultimo fio de cabelo. Eu deveria ser um desastre mesmo, porque francamente...
– Você nunca comeu um cu feminino não? É a mesma coisa. – ele disse numa simplicidade impressionante. Alerta álcool.
– Ah, o senhor é super experiente no assunto né? – revirei os olhos.
– Ué... Eu tenho amigos que dão a bunda. Além do mais, não é um mistério. – ele disse dando de ombros. Nem parecia que estava implorando para eu fodê-lo. – Lubrificante, dedo e pau. Simples. E não se esqueça da camisinha.
Revirei os olhos e respirei fundo. Talvez eu ainda estava com dificuldade de assimilar que eu estava prestes a foder o Nico. Depois de negar tanto, aceitar e me matar de ciúmes, eu finalmente consegui algo a mais com ele. Nico estava bêbado. Tinha bebido uma espécie de viagra monstra. Eu não deveria estar fazendo nada disso, mas também não importava mais.
Não podia pensar muito.
Abri a mesinha de cabeceira, tirando o lubrificante e uma cartela com quatro camisinhas. Annabeth sempre foi fresca e dizia que lubrificante ajudava a não doer tanto. Enfim.
Abri o frasco e despejei um pouco nos meus dedos, levando até sua entrada. Parei um segundo, olhando para Nico, esperando permissão para prosseguir.
– O que é? – ele disse hostil.
Franzi o cenho.
– Ér... Posso? – perguntei meio envergonhado. Nico revirou os olhos.
– Se não pudesse eu não estaria com as pernas abertas pra você. Agora não enrole mais e acabe logo com isso.
Arqueei as sobrancelhas, surpreso, mas já que ele estava querendo, vamos lá.
– Eu... Eu acho que vai doer. Se estiver doendo muito me fale. – eu disse tentando ser cuidadoso.
– Eu tenho certeza que vai doer. – ele disse resignado. – Eu não sou de cristal, Percy. Agora fale menos, enfie mais.
Revirei os olhos e fiquei quieto. Concentrei-me em manter o contato visual com Nico enquanto eu enfiava o dedo do meio em seu interior. Pude ver as expressões dele de desconforto, mas não parei até que ele fechasse os olhos, o rosto contorcido em uma careta de dor.
– Você tá bem? Tá doendo? – perguntei aflito.
– Agora sei como as mulheres se sentem... Meu Deus... – ele disse arfante. – Continue, não se preocupe comigo.
“Como se isso fosse possível...” pensei.
Respirei fundo e continuei introduzindo meu dedo em seu ânus. Eu podia sentir a pulsação e o seu interior esmagando meu dedo. Nico era extremamente apertado. Aquilo iria me dar trabalho.
Seu interior era quente e com a ajuda do lubrificante, meu dedo conseguia explorar aquela área, mesmo com um pouco de dificuldade. Fiz movimentos circulares com o dedo e depois comecei a tirá-lo e enfiá-lo de volta, vendo o rosto de Nico formando caretas engraçadas a medida que meu dedo ia mais fundo. Ele estava ofegante e gemia de vez em quando.
– Mais um... – ele conseguiu dizer com a respiração desregulada.
Assenti prontamente e enfiei o indicador, vendo mais uma vez a cara de dor de Nico. Mas dessa vez não parei, me preocuparia com sua dor quando algo maior entrasse, se é que me entendem.
Assim que meus dois dedos estavam inseridos, comecei a fazer movimentos de tesoura para alargar o caminho. Só sabia disso por conta de uma tirinha no Facebook de Mírian que pedi para ela me explicar e na época, me arrependi amargamente.
Mas o conhecimento veio a calhar.
Quem diria.
– Percy... – gemeu Nico se contorcendo embaixo de mim com os olhos fechados. – Mais... Por favor...
Curvei meu corpo sobre o dele para que eu pudesse beijá-lo, não deixando de continuar com a masturbação em seu interior. Aumentei os movimentos com ritmo e firmeza, fazendo Nico gemer muito alto quando lhe toquei em um ponto sensível. Ele desfez o beijo e mordeu meu ombro para conter os gemidos mais altos que saiam de sua garganta enquanto eu acertava aquele ponto repetidas vezes.
– Porque você não vira para ficar mais confortável? – sussurrei sensualmente em seu ouvido.
Sem dizer uma palavra, Nico fez menção de se virar, então tirei meus dedos de dentro dele para que ele pudesse deitar de bruços. Logo pude ver suas costas nuas e parcialmente tatuadas, mas não prestei muita atenção nos desenhos, apenas me foquei em marcar a pele sem tatuagens enquanto continuava o trabalho em sua entrada.
Nico empinava cada vez mais a bunda, reagindo aos estímulos da masturbação e das mordidas em suas costas e cintura. Seu rosto estava contra o travesseiro, abafando os gemidos, que mesmo assim saiam altos.
Quando suas costas estavam suficientemente marcadas para mim, tirei meus dedos de seu interior, pegando a camisinha para vestir. Rapidamente coloquei a proteção, fiquei ajoelhado no colchão e posicionei meu pênis em sua entrada.
– Pronto? – perguntei, esperando por uma resposta ácida, mas o que recebi foi um pedido suplicante.
– Por favor...
Um frio na barriga me atingiu e um arrepio percorreu meu corpo. Eu estava pronto, queria aquilo, mas algo estava me impedindo de continuar com a transa.
Eu tenho problema.
– Percy, anda... Por favor... – implorou Nico e aquilo foi o suficiente para me motivar novamente.
Comecei a abrir passagem lentamente, Nico empinando a bunda cada vez mais, facilitando a penetração. Nico gemia muito alto de dor contra o travesseiro, mas mesmo assim não parei. Estava indo devagar e quando a glande de meu pênis estava dentro de Nico, pude sentir o quanto seu interior me apertava de forma deliciosa.
– Nico... – suspirei enquanto entrava cada vez mais, sentindo o prazer delicioso percorrer todo meu corpo.
Não percebi quando Nico tinha ficado de quatro pra mim, se sustentando pelos antebraços e não pelas mãos. Metade de meu pênis já estava dentro e tive que segurar na cabeceira da cama para ter mais firmeza, pois aquele local quente e apertado estava me deixando totalmente enevoado de prazer.
Nós dois gemiamos enquanto eu penetrava Nico vagarosamente, torturando a nós dois. Mas eu não podia e nem queria ser bruto com ele. Esse tipo de tortura era uma parte boa do sexo. Via as costas de Nico subindo e descendo pela respiração ofegante, totalmente irregular.
Finalmente consegui penetrar tudo, sentindo a pulsação deliciosa em meu membro inteiro. Fiquei parado por alguns segundos para que Nico se acostumasse, mas parecia que ele estava apressado...
– Quer permissão pra me foder também? – ele disse voltando a sua forma hostil. – Me. Fode. Agora. Porra.
– Estou tentando ser delicado aqui. – rebati revirando os olhos.
– Eu não sou uma mulher, Percy. Posso estar de quatro pra você, mas ainda sou homem.
Não posso com essas oscilações de humor.
Estoquei uma vez, vendo Nico engasgar com a força que coloquei.
– Melhor assim? – disse desdenhoso.
– Tá fraco ainda. – respondeu olhando pra trás com um sorriso malicioso.
Sai parcialmente e entrei de volta, com mais força. Nico gemeu de dor e eu me arrependi imediatamente de ter feito aquilo.
– Acho que podemos voltar pra primeira estocada. – ele disse.
– Melhor. Não quero você sangrando na minha cama. – respondi sorrindo.
Não podia ver sua face, mas pude jurar que ele tinha revirado os olhos. Com isso, continuei os movimentos de entra e sai devagar para que Nico pudesse se acostumar com as novas sensações. Mesmo com a camisinha, que as vezes me impossibilitava de sentir muita coisa, eu estava completamente imerso na pressão Nossos gemidos começaram a se misturar a medida que eu estocava mais forte e mais fundo. Não precisei do pedido de Nico para acelerar, pois eu mesmo estava ansiando por isso e seu gemidos deixava claro que o prazer estava predominante.
Estocando mais rápido e mais fundo, começamos a ficar cada vez mais suados e cada vez mais ofegantes. O cheiro de sexo empesteava o ar, assim como os gemidos, sussurros e as respirações pesadas. E tudo ficou ainda mais gostoso quando atingi o mesmo ponto que havia acertado com os dedos, fazendo Nico gritar.
Imediatamente tampei a boca dele com uma mão enquanto segurava na cabeceira com a outra, entrando cada vez mais forte em Nico. Seu interior correspondia as investidas me apertando cada vez mais.
– Percy! – gritava Nico a cada investida que eu dava em sua próstata.
Seu corpo estava sedendo ao cansaço, seus braços estavam vacilando e logo ele estava deitado no travesseiro com a bunda empinada pra mim. Segurei sua cintura com a mão que estava em sua boca para que eu pudesse estocar mais forte e mais rápido.
– Nico... – gemi alto jogando a cabeça pra trás.
Ele começou a pressionar sua bunda contra minha virilha e de vez em quando rebolava deliciosamente em meu membro. O prazer estava me tirando as forças, tanto que comecei a sentar em minhas pernas, trazendo Nico junto.
Ele estava sentado no meu colo, de costas para mim e sem pensar muito, começou a subir e descer em meu membro, as mãos apoiadas no colchão na frente do corpo, impedindo que ele caísse para frente.
– Percy... – gemeu enquanto rebolava e quicava em mim depravadamente. – Meu Deus, você é muito gostoso.
Isso me incentivou a ajudar no processo, estocando na amplitude que eu conseguia, puxando os cabelos de Nico para trás. Estávamos em uma sincronia perfeita.
Com uma das mãos, segurei o membro negligenciado de Nico, notando que ele estava sujo de gozo. Nico tinha gozado pela quarta vez sem eu ter ao menos tocado em seu pênis e mesmo assim ele continuava duro.
Empurrei Nico de volta a posição inicial, pressionando sua cabeça contra o travesseiro enquanto lhe masturbava ao mesmo tempo que lhe estocava com mais força ainda. Eu estava louco, minha mente estava nublada pelo prazer e eu queria que aquilo não tivesse fim.
Não sei quanto tempo se passou desde que começamos a transar, mas eu sentia que estava começando a chegar no meu limite e Nico parecia exausto, principalmente com o tanto de orgasmos que ele teve em um curto período de tempo.
– Agrh... Mais rápido... – gemeu Nico e fiz o que ele pediu, se isso era possível.
Após mais algumas estocadas e masturbadas, senti mais uma vez o pênis de Nico dar leves espasmos e ele gozou pela quinta vez em minha mão e ele desabou na cama. Tive que dar mais algumas estocadas para sentir uma sensação surgir, percorrendo meu corpo por inteiro. Pernas, costas, braços, mãos... Até chegar na parte principal e eu soube que iria gozar. A pressão em minha virilha foi rápida, tão quanto os jatos que saíram quando cheguei finalmente ao orgasmo.
Com um gemido, cai em cima de Nico, ofegando e suando de maneira absurda. Tive que ficar alguns minutos parados e dentro de Nico para recuperar o fôlego. Fiquei com medo de estar o machucando, então sai de dentro dele rapidamente e deitei ao seu lado de barriga para cima.
– Cara... – comecei. – Isso foi demais.
Sem receber uma resposta, virei-me de lado, vendo o rosto angelical de Nico adormecido. Sorri com a cena, ele deveria ter esgotado todas as suas energias com isso tudo. Cheguei meu corpo perto do dele e lhe abracei, dando um beijo em sua testa suada.
– Foi o melhor sexo da minha vida. – eu disse sorrindo, mesmo que ele não pudesse me ouvir.
Logo juntei-me a ele em um sono sem sonhos.
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