31 de agosto de 20XX; 18h22min
Point of view; Chihiro Asami.

Hoje é um dia especial, especial demais! Está cheio de comemorações;

O primeiro mais importante; aniversário do meu Daiki. O que não importa muito; faz um ano que entrei em Touou. Segundo mais importante e último; dez meses que namoro com meu moreno! Começamos dia 31/10.
Como isso aconteceu? Ah... Uma história comprida, porém faço questão de lembrar.

Vamos começar com a minha entrada na escola...

Flashback;
Um ano atrás; hora não lembrada.

Eu estou correndo freneticamente.

Por quê? Porque eu estava atrasada para o meu primeiro dia de aula em Touou. Que cabeça a minha pedir para meu irmão me acordar! Ele não é responsável nem consigo mesmo, imagina se for com outra pessoa.
No dia em que isso acontecer o mundo cai, de certeza.

Chegando a frente ao prédio, paro por três segundos, respiro, inspiro e limpo meu suor. Espero meu coração se acalmar e enfim dou um passo, logo trombando com algo. Ou com alguém... Olho para os seus pés imediatamente e os vejo virar.

— Oe, olhe para onde anda! – Levanto minha cabeça, timidamente, para encarar meu carrasco, que devidamente estava atrasado igual a mim. Paro de respirar por segundos quando me deparo com aquelas orbes azuis escuras. Eram intensas e entediantes igual à pessoa em que as carregava.

— D-desculpe-me – gaguejo e sinto minhas bochechas esquentarem. Antes de mais nada, saio de sua frente e começo a andar normalmente a procura de minha classe.

[...]

Depois de alguns minutos, acho a minha classe. Bato na porta e imediatamente, um senhor não muito velho, que chuto ser o professor, abre a mesma.

— Ah! A aluna nova que estavam comentando nas salas dos professores, certo? – Pisquei inúmeras vezes e afirmei com a cabeça. – Oh, seja muito bem-vinda, entre! – Ele me deu espaço para eu passar, e então deu um sorrisinho e eu o correspondi. Logo entrei na minha sala, depois o professor fechou a porta, então foi para o meu lado... Olhei para todos os alunos dali e os mesmos sorriram juntos. Meu coração imediatamente acelerou tamanha felicidade de já estar sendo bem tratado por todos. – Então... Pode se apresentar, se quiser...

— Sim! – Falei antes que ele terminasse sua frase, sorrindo. – Meu nome é Chihi... – Fui cortada, pela porta que foi aberta brutamente, fazendo-me pular com o susto. Olho de relance para quem estava nela e era tal pessoa que sem querer eu esbarrei antes...

— Aomine Daiki! – O professor reprendeu o carrasco, em que agora eu sabia o nome. – Você novamente atrasado em minha aula! – Vendo agora, melhor, ele é MUITO, mas MUITO alto... – Entre! Esta é a ultima vez que deixo passar, na próxima você não entra, ENTENDIDO?! – Ele aumenta a voz na última palavra, demonstrando agressividade em suas frases recém cuspidas...

Alguém me lembra em nome de todos os deuses de não deixar meu irmão me acordar na próxima!

O maior revira os olhos sem que ninguém perceba e enfim fala em um tom quase inaudível;

— Então na outra aula eu nem venho.

— Você falou algo? – O professor volta ao moreno, o olhando com um ódio evidente.

— Nada. – Aomine continua com sua feição tediosa e logo me olha, e eu me abraço, sem graça, instantaneamente.

E então brotou um sorriso de lado em seus lábios...

Fim de flashback.

Nh... Esse sorriso dele foi o que me conquistou, mas não vem ao caso agora. Nesse mesmo dia o professor fez um trabalho em dupla e eu tive que fazer com ele. Todo mundo estava se recusando fazer com o Aomine, eu não entendi no começo, mas logo dei conta em que ele era meio... Preguiçoso. Tive que fazer quase tudo sozinha e ainda por piedade de minha parte, menti para o professor que ele tinha me ajudado só para o moreno ganhar nota. E mais tarde descobri que era o aniversário dele e... Disseram que ele tinha em mente de, sabe... Pedir um beijo a qualquer garota de presente, e sem mais delongas, eu fui a escolhida. O Porquê? Nova na escola e a única que ele não tinha pegado.

Não que eu tenha aceitado seu beijo (e nem recusado), porém, rolou.

Ah mas ele podia pedir a qualquer garota, QUALQUER. Podia dar replay com qualquer uma o tal beijo, mas foi logo comigo. A menina boca virgem e que recém tinha entrado na escola. Ele nem me conhecia. Sorry pela palavra de baixo calão, mas catapimbas, não teve explicação!

Eu não sei se digo se me arrependo ou não. Enfim.

Outra coisa que me lembro é que ele riu da minha cara porque meu beijo foi desajeitado, era meu primeiro beijo.

Mas digo mais, o estranho de tudo era que, ele pediu para ficar comigo de novo. Bom, eu não disse não e nem sim para isso...

O final de semana tinha passado e nisso, na segunda, Momoi veio falar comigo. Minha primeira amiga. Eu a contei tudo que tinha acontecido e ela estranhou e disse que Daiki nunca pediria para ficar mais de uma vez com a mesma garota. Explicou-me que ficava uma vez com tal garota, depois não queria mais nada e a ignorava como se não a conhecesse. Claro que fiquei com medo... Iria ficar com alguém que nem conheço e é bem provável que eu iria me apegar nele de um jeito ou de outro.

Aí chegou à segunda vez...

Segundo flashback;
19/09; hora não lembrada.

Hoje eu iria sair com meus novos amigos! A Momoi-chan, Ryo-kun, Kosuke-kun, Shoichi-kun, Aomine-kun e mais alguns que eu definitivamente não conhecia.

Eu já estava a caminho da lanchonete e minha companhia nesse momento era o Ryo, ele morava perto de minha casa.

— A-Asami-chan, desculpe-me a pergunta, mas... Você vai ficar com alguém hoje?

— Huh? Ficar? – Cerrei os olhos e suspirei de vagarosamente. – Eu não quero ficar com ninguém, Ryo-kun... – Menti. Eu ia ficar com o Aomine, mas...

Realmente não tinha “mas”, só não queria. Nem com o moreno eu queria...

— Ah, etto... É que um amigo meu queria ficar com você, né. Mas irei passar o recado para ele. Mil vezes desculpa por essa pergunta, Asami-chan. – Ryo corou e olhou para o lado. Sorri com esse ato. Se não é ele, é o Nagoya Ren, amigo de Sakurai que diz gostar de mim.

Nagoya Ren não é a melhor pessoa em que eu possa meter meu ferrão de abelha, então seria nem agora nem n u n q u i n h a. Ele é bonito? É. Um albino de porte médio.

— Chegamos Asami-chan. – Falou Ryo tirando-me dos devaneios.

No outro lado da rua pude ver o pessoal em frente a um Karaokê. Sorri e acenei para todos, junto de Ryo, chamando atenção dos mesmos. Depois disso, minhas írises foram de encontro com as de Aomine. Ele me encarava com suas feições tediosas de sempre, mas eu ignoro e logo sorrio para si e o mesmo deu uma piscadela com seu olho direito. Meu coração atropela algumas batidas e sinto meu rosto esquentar levemente.

Ryo Sakurai puxou meu pulso e atravessamos a estrada.

— KYAHHHHHH! Parece um casal, tão fofinhos. – Falou, ou berrou, não sei, uma garota de cabelos castanhos curto.

— Ah n-não somo-mos, Riko-chan. – Gaguejou Sakurai. Eu ri levemente e neguei com a cabeça também para a garota de minha altura.

— Claro que não são namorados, ela é minha! – Ren apareceu de repente e pôs seu braço ao redor de meu pescoço, fazendo meu coração dar um salto pelo o recém susto.

— Ren-kun... – Suspirei abatida e nervosa por dar um fora nele. – Eu não sou sua. – Tirei seu braço com delicadeza.

— Voc... – Ren começou a falar, mas logo fora cortado.

— Vamos entrar logo, não aguento ficar mais de pé. – Aomine que fora tal pessoa corajosa a fazer isso. Nagoya logo fechou a cara, porém apenas concordou e adentrou o lugar com todos.

[...]

Já tinha se passado uma hora lá dentro, os rapazes já estavam bêbados e Ren estava me infernizando para cantar um dueto com ele.

— Vamos, só uma músiquinha... – Repetiu, soltando um bafo de álcool na minha cara.

— Não quero, Ren. Não insista, por favor. – Respondi, empurrando-o de leve, estava me cansando de tanta insistência. Estava começando a odiar seu jeito teimoso.

— Sakurai... – Depois de eu o ter respondido, Ren imediatamente chama Ryo, na esperança do rapaz de fazer-me cantar com ele. Suspirei e balancei minha cabeça negativamente e então;

— Eu vou embora. – Falei, levantando e pegando minhas coisas. Aomine para de beber e me olha, assim como os outros. – Estou com sono. – Menti e comecei me apressar para sair do local.

É claro que eu iria embora, vim para me divertir e não para um guri ficar me enchendo o saco, aliás, nem sei por que o convidaram. Todos o odiavam por ser metido e sempre querer ser melhor que os outros.

— Eu a acompanho, Asami-chan. – Ryo levantou-se e eu imediatamente neguei com a cabeça e gesticulei as mãos.

— Não precisa Ryo Sakurai. Eu vou sozinha.

Antes que ele pudesse responder, saí da cabine onde eu estava, passei pelo dono do prédio, desci as escadas e enfim cheguei à frente de tal lugar e bufei cansada. Arrumei meus cabelos, mas quando eu ia pô-los para frente, alguém segurou meu braço com agressividade, me puxando. Esse alguém não era nada mais nada menos que Ren. Mereço? Não, mas to aqui, com esse guri que não larga do meu pé.

— Asami... – Meu braço doía e seu olhar me assustava. – Porque está sempre fugindo de mim, ein? – Ele chegou mais perto e quando percebi isso, tentei desvencilhar meu braço de sua mão.

Isso não tinha sido o certo a fazer. Ele estava muito perto agora e usando mais agressividade que antes. Eu não queria isso, não mesmo.

Mecanicamente usei minha outra mão para empurrá-lo – um pouco para longe – e consegui, também o fiz me soltar, porém...

— Você não quer? Como assim? Isso está me deixando irritado! – Ele levantou um pouco do seu tom e voltou se aproximar e eu recuei dois passos e logo fui parada, pois alguém botou o braço ao redor de meu pescoço.

— O que você quer com a minha garota, Ren? – Meu coração saltou em minha caixa torácica e corei violentamente. Virei meu rosto vagarosamente e olhei para o dono da voz, Aomine.

— Sua garota? – O único filho da mãe dali soltou uma risada que por fim chamou atenção de bastante gente que passava por ali, mas logo ignoraram. – Aomine Daiki namorando uma novata? Sério isso? Ah poupe-me, claro que é mentira. Vocês nem devem se conhecer direito, e tu, Aho, namorando? Isso me dá vontade de rir e muito. Puta merda, que mentira do caralho! Asami, fale algo!

— Anh, ele é... – Inicio minha frase, porém Aomine se agiliza.

— Claro que eu sou namorado dela e porque a vontade de rir? Ninguém é palhaço de circo aqui não. – Aomine me cortara e logo me encarava com seriedade por mais irônico que seja (estava bêbado, não?). – Não me chame de Aho.

— Você não deixou nem a garota completar. Claro que está mentindo! Venha Asami. – Ren atreveu-se aproximar de mim e me puxar novamente pelo braço com tudo, tirando-me de Aomine com violência.

— Heh, me solte Nagoya! – Soltei-me dele, empurrando-o. – E-eu... – Olho para Aomine e vou em direção dele o mais rápido possível, abraçando-o pela cintura. – o namoro sim, e você está me irritando muito ultimamente e se não parar, você vai se ver com ele! – Menti também.

— Lie, mas nunca vi vocês juntos... – Seus cenhos franzem e sua boca faz um sorriso desagradável.

— Você não a ouviu? Não insista, deixe a minha namorada em paz, seu doente de merda! – Agora o moreno aumentara a voz botando um pouco de raiva e nisso, Ren rosnou, mas viu que não ia dar em nada se brigasse por mim e saiu dali às pressas, nos deixando ali quase a sós. Eu, ele e as pessoas em volta que passavam.

Solto o moreno e me afasto dele, suspirando um pouco cansada.

— Obrigada Aomine! – Agradeci, coçando a minha nuca.

— De nada, mas não vá se acostumando! Só fiz esse favor hoje, não farei mais algum. – Eu olhei-o um pouco entediada. Oe, mas que sacana! – Agora venha comigo. – Dito isso ele me puxou e eu corei.

— Nani... Não. – Falei, relutante.

— Não? Ah bom, então ficaremos aqui mesmo, estou com uma preguiça do cão de andar. – Crispo os lábios e tomo coragem para falar.

— N-não... – Inicio – não. Não quero ficar com você, Aomine. Nada contra, apenas não... Primeiramente eu não sei beijar, segundamente eu não pretendo ficar com ninguém, sabe? Apenas na minha. Contato físico? Não quero não, obrigada. – Rio sem graça.

O moreno encarou-me por poucos segundos e então soltou uma risada que parecia conter ironia.

— Hum, então está bem. – Ele responde com indiferença e começa dar as costas para mim. Que estranho, de repente meu coração demonstrou-se afetado por isso.

— S-sério? – Sem querer gaguejo, um pouco chateada por sua escolha.

—... – Aomine bufa e vira para mim novamente. – Não. – Em um piscar de olhos eu já estava em seus braços, com o coração galopando que nem louco pelo o contato imprevisto. E sem mais delongas, ele sela nossos lábios em um beijo doce.

Eu não queria, mas cedi, com o coração batendo violentamente e com os lábios entreabertos, apenas aceitando sua devoção.

Fim do segundo flashback.

Esse dia... Foi bonzinho. Adoraria um replay.

Ah e como ficou essa história de namoro? Ren saiu espalhando para classe que enfim alguém tinha derretido aquele coração de gelo do Daiki. Maioria desacreditou das palavras dele, então não colou com alguns, só que com outros...

Terceiro flashback.
30/10; 23h50min

Hoje eu irei ver um jogo de Aomine-kun. Momoi me convidou para assisti-los e eu claro que não recusei mesmo não sabendo absolutamente nada de basquete.

Porém, antes, Momoi pediu para que eu a encontrasse no vestiário dos jogadores e eu estou indo em direção para lá neste exato momento, com o coração pulando fortemente em meu peito.

Ah e estou feliz, pois aparentemente, tornei-me melhor amiga de Aomine e Momoi e em tão pouco tempo que virou um laço tão forte, mas tão forte que às vezes tenho medo quê acabe virando um nó de tão apertado. E mais... Eu venho nutrindo sentimentos por Daiki... Pois veja bem, toda vez que eu o vejo e converso com ele, meu coração acelera, eu soo um pouco frio e sinto algo do tipo de borboletas no estômago. Não vou mentir, gosto disso. Mas também não gosto. E outra, vocês devem ta ser perguntando, como eu comecei a gostar dele? O jeito dele, tão... tão... Eu gosto muito... Mas... Aomine anda tão pervertido com todas as garotas ultimamente (mais que o normal) e meio abusado... Sempre que tem trabalho em dupla ele vem me procurar, mas NUNCA me ajuda. Parece que só me usa na escola para isso.

Suspiro brevemente e abro a porta de minha frente e adentro o lugar.

O local era extremamente claro, com a parede e o piso cheio de azulejos brancos, e cheio de armários cinzas e alguns bancos da mesma cor dos armários. Todos estavam ali, exceto ele.

— Neeeh, achei que não ia vir com essa demora toda, Asami-chan. – Satsuki-chan logo se joga na minha frente, pegando em minhas mãos.

— Oe, que exagero! – Peguei um pequeno costume de Daiki, ficar falando “oe”. – Mas estou aqui, não estou?

— Seu corpo está, mas vai que seu cérebro ou coração está em outro lugar? – Kosuke falou e meu rosto esquenta por sua frase. Depois suspiro, me alertando em levar numa brincadeira.

— Nani, como? – Sakurai perguntou desentendido.

— Não é nada, Sakurai. Concentre-se. – Shoichi respondeu, fazendo Ryo voltar se concentrar em algo que eu não sabia o que era.

— Heh.. Eles estão aqui, Kosuke. – Respondi em um tom brincalhão. – Onde está Aomine?

— Está procurando Aomine?! Vocês estão tendo um caso? – Sakurai solta essa pergunta e todos param para ouvir minha resposta.

— Q-que? – merda, gaguejei. – Nã-não. – Inspirei o ar e logo soltei. – Não temos nada, somos só amigos. Vocês não caíram nas mentiras daquela pessoa, né?

— Nah nah, só que... Ele sempre te olha de um jeitinho diferente. – Kosuke voltou a intrometer-se. – Meu estômago começa a soltar pequenas borboletas pela frase e eu solto um risinho tímido.

— E-ele olha? – Pergunto.

— Parem de iludir a garota, baka! – Momoi deu um tapa de leve na cabeça do maior que logo voltou a se vestir. Estralei meus dedos, um por um, nervosa e sentei em um banco que tinha ali.

— Oe, cheguei! – A porta se abre abruptamente e logo a figura conhecida entra.

— Puta merda, o mundo vai cair! – Shoichi exclama e solta uma risada nasal. – Pela primeira vez eu vejo Aomine Daiki chegar cedo em um jogo de basquetebol. O que será que está acontecendo? – O mesmo olha com cumplicidade para Sakurai e Aomine crispa os lábios.

— Ta reclamando? Vou voltar para casa então. – O moreno vira-se para abrir a porta e eu rio, achando a cena engraçada.

— Nani, você fica! – Momoi puxa-o pelo ombro com violência e o faz ficar. – Agora vá se vestir, o jogo começa em vinte minutos.

— Tá tá... – Aomine resmunga e começa a vasculhar todo o lugar com seus olhos e de repente ele para em mim. Meus olhos se arregalam levemente e eu começo a soar quando percebo que ele estava dando passos em minha direção. Ele estava perto, perto o suficiente para...

Para...

Ignorar-me e ajoelhar-se no chão e pegar o tênis que estava de baixo do banco onde eu estava sentada. Depois de tê-los pego, ele levanta de vagarosamente e então para um pouco acima de mim, acalcanhado. E ele sorri de lado e sinto minhas bochechas arderem. Era um sorriso idiota mas ao mesmo tempo tão lindo...

Antes que ele pudesse se recompor, em 4,5 segundos ele estava perto demais a ponto de eu sentir sua respiração descompassada.

Mas era porque Kosuke havia empurrado ele para cima de mim, não que ele iria me beijar na frente de seus amigos. Eu já estava achando isso, grande iludida, não?

Sai de meus pensamentos quando todos estavam gargalhando. E... Pela primeira vez em quase três meses, vi Aomine corar.

— Que brincadeirinha de mal gosto a de vocês! – a rosada dali falou em meio a uma gargalhada.

— Que nada! Mas vimos que Daiki está a-p-a-i-x-o-n-a-d-o. – Kosuke soletrou a última palavra, querendo deixar explícito.

— Eu? – Aomine indaga. – Apaixonado? – Ele ri com deboche e volta a ter a expressão tediosa que sempre carregava com si. – Eu nunca me apaixonaria, nem por ela. O que está insinuando?

Acho que meu coração falhou duas batidas. O que diabos eu estava esperando? Que ele se apaixonaria por mim em três meses igual a mim por ele? Eu me auto iludi. Como eu sou burra kami-sama. Suspirei e levantei-me.

— Minna, irei para fora pegar um ar. – falei já andando em direção à saída.

— Mas assim do nada? Fica Asami-chan. Se foi pela brincadeirinha, nos desculpe. – Sakurai interrompe minha passagem. O mesmo fazia cara de choro, tentando me convencer a ficar, mas eu o ignoro.

— Não foi por isso não, Ryo-kun. É que me deu um calorzinho. Agora dê-me licença... – Sakurai balançou a cabeça negativamente e deu espaço para eu passar. Botei a mão esquerda na maçaneta, mas logo meu braço direito foi puxado por uma pele morena. Dou um mini pulinho pelo o susto e viro-me para ele.

— Asami, eu vou contigo.

— Heh? Não precisa Aomine...

— Faço questão. – Ele meteu-se na minha frente, abriu a porta e me puxou para fora. Logo fechou o retângulo de madeira. Andamos dois passos e então me empurrou contra a parede e me prensou.

— Q-que vo...

— Chihiro Asami – engoli um seco ao ouvir meu nome ser pronunciado completo. – Você está apaixonada por mim?

Meu estômago faz um revérterio e eu quase desmaio de vergonha (ou pela a aceleração repentina do meu coração) por sua pergunta certeira.

— Heh?!?! De onde você tirou isso? – Falei virando minha cabeça para o lado e junto senti minhas bochechas esquentarem. Eu estava mentindo na cara dura, não queria me confessar e ser rejeitada...

— Como consegue ser uma péssima mentirosa. – O moreno solta uma risada nasal. – Fale a verdade.

— Estou falando a verdad...

— Então fale olhando no fundo dos meus olhos.

— AOMINECCHI! – droga, fui salva pelo gongo!

— O que foi sua loira oxigenada?! – Daiki sai de perto de mim e vira bruscamente para direita. Olho para onde ele estava direcionado e vi um loiro, quase idêntico a mim.

— Nee! Não fale assim... E você, não devia estar se preparando para o jogo? Coitada da garota, deixe-a seu predador.

— Oe, sai daqui desgraça! – O moreno se altera. – Estou no meio de um assunto importante!

— Ah eu vejo o muito importante. Quer pegar a menina, coitadinha... Não acha que já não pega ou ilude garotas demais não? – Engulo seco e saio de perto de Aomine.

— E você não acha que se mete demais nas coisas não?

— Aominecchi, por que tão grosso? – O loiro faz biquinho entristecido. – Agora vá se trocar e você garotinha, vem comigo.

Eu olhei para Daiki e depois para o loiro e fiquei fazendo isso por algum tempo. Me sinto um pouco chateada por escolher o loiro para não me magoar, mas sigo em frente.

— Desculpe-me Ahomine, mas não! – Sai em disparada ao outro lado do corredor, puxando o outro rapaz pelo o braço.

— Ahomine? – o azulado me encara, sua feição volta a ser normal e então o mesmo volta à sala de antes.

Acho que não fora o certo a fazer...

— Neh, baixinha? – Olho para o maior do meu lado. – Sou Kise Ryouta e você é?...

— Chihiro Asami. – Respondi dando um sorrisinho meio forçado.

— Chihirocchi. – Balancei a cabeça positivamente, aceitando o jeito carinhoso de me chamar. – Você é parecida comigo, ein? E você é algo do Aominecchi?

— N-não... – desviei o olhar.

— Nee... Saishūtekini... Vamos logo para as arquibancadas senão, não iremos pegar um lugar bom para assistir o jogo.

— Vamos então. – Ele sorriu e estendeu-me a mão. De começo não entendi, mas ai eu me liguei que era para pegar na mão dele e acompanhá-lo. E eu fiz.

Eu o acompanhava rapidamente para chegarmos onde ele queria. Minhas pernas são extremamente curtas, o que dificultava a minha vida ao segui-lo sem tropeçar no meio do caminho.

Kise era grande, mas não tinha o mesmo tamanho de Aho, só que do mesmo jeito, ainda era maior que eu!

— Chegamos!! – O loiro para e eu também paro, soltando-me com delicadeza dele. Estávamos no meio da arquibancada e um pouco embaixo, perto da quadra para termos uma boa visão.

O maior se senta e pega o celular e começa a mexer no aparelho, esquecendo da minha existência. Apenas ignoro e me sento ao lado dele.

— Cachorro quente e refrigerante por JP¥261,18! – Pulo com susto ao ouvir um vendedor ambulante gritar as peripécias que o mesmo estava vendendo.

— Que barato que está. – Kise comenta, ainda olhando para o visor de seu eletrônico. No momento que eu ia concordar com suas palavras, ele levanta de supetão do seu lugar e chama o vendedor com bastante entusiasmo.

E o senhorzinho não demora muito para chegar a nós.

— Oooi rapaz! Gostaria de um cachorro quente e um refrigerante? – Ele pergunta sorridente e depois olha para mim. – Ou dois pares de lanches? Um para você e outro para sua namorada. – O vendedor pisca para mim e eu coro, sem graça com sua frase.

Me encolho em meu lugar, um pouco constrangida e fico olhando para frente, perdida, observando os lugares serem preenchidos.

Como eu queria ver o Aho logo. Será que ele joga bem? Como ele deve ser em quadra? Será que é tão preguiçoso quanto se demonstra em aulas? Do fundo, espero que não. Espero que seja um dos melhores que têm em seu time. Estalo cada um dos meus dedos, sentindo-me ficar ansiosa para o jogo. Eu queria vê-lo estrelar.

— Chihirocchi? – Kise me chama, fazendo eu sair de meus pensamentos e virar para ele, um pouco desnorteada. Ele estende um braço para mim com dois cachorros quentes. – Pega, para você.

— Qu-que? – Começo a negar com a cabeça. – Não posso aceitar, Kise-kun.

— Pode sim, eu comprei dois combos de cachorro quente para você comer. – Ele sorri e com a outra mão, faz um símbolo com dedos levantados, formando um dois, junto a um biquinho em seus lábios. – O jogo vai ser longo então você pode sentir fome.

— Mas Kise, eu não quero ficar assim nas suas costas, te devendo e eu acabei de te conhecer... – O loiro apenas dá de ombros e bota as caixinhas de papelão do formato do cachorro quente em minhas pernas. Seus dedos roçam levemente em minhas coxas desnudas por conta da bermudinha curta de jeans que eu usava. Coro sem querer e viro meu rosto para o lado, para o rapaz não perceber.

— E então, dona Chihirocchi. Você é o quê do nosso querido Aho? – Viro a cara para ele novamente e arregalo os olhos. – O moreno não tem muito costume de conversar com garotas antes dos jogos. Normalmente ele agarra elas, para ver se ele fica animado, já que é apático em todos os jogos. – Meu coração palpita ao ouvir essa frase e fico desconfortável, fazendo-me virar o rosto para a quadra e fixar os olhos lá.

— Eu sou só uma amiga dele, Kise-kun. – O respondo, um pouco seca. – E você? O que é dele? – Pergunto, ainda virada para frente.

— Só amiga? – Concordo com a cabeça. – Mesmo? Ok então, acredito em você. – Por que eu tive a sensação que ele sorriu? – Bem... Eu sou ex colega de classe dele e ex colega de equipe também. – O que? Kise tem pinta para modelo e não para isso. – Eu jogo basquetebol também, Chihirocchi. Venha um dia me ver jogar, será muito agradável ter uma torcedora bonita como você na arquibancada. – Me engasgo com a saliva e viro para ele um pouco desacreditada por suas palavras, sentindo meu rosto esquentar. – Ti fofinha, meu Deus. – O loiro amassa minhas bochechas e fica brincando com elas, mostrando estar se divertindo. Tento demonstrar que estou incomodada, só que acredito que ele não percebeu pelo o fato do meu rosto estar deformado em suas mãos. Alguns segundos ele para e põe a mão em seu queixo, dando leve batidinhas. – Você já ouviu falar sobre a Geração dos milagres?

— Não. – Respondo, arrumando as minhas madeixas que vieram para frente por conta da ação anterior de Kise.

— Quêêêêêê? – Ele solta um gritinho agudo, fazendo meus tímpanos doerem. – Você ao menos entende algo de basquete, Chihirocchi?

— Não novamente. – Digo, sem jeito e ele me encara, sem expressão alguma. Momentos depois ele dá um sorrisinho ladeado e solta;

— E então? Está aqui para ver seus colegas tentarem a sorte? Ou se declarar para o Aho? – Franzo meu cenho e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, garotas começam a correr em direção de Kise, fazendo o mesmo se levantar e ir contra a elas.

— Ahhh, estamos tão felizes que está aqui, Kise! – Uma delas comenta gritado e ele ri, passando os braços em seus ombros enquanto a garota dava pulinhos de felicidades como se tivesse sendo agarrada por seu ídolo.

— Pode tirar uma foto conosco? – Outra garota pergunta e o loiro aceita se juntando ao meio delas, enquanto uma terceira segurava um pau de selfie.

Estranho a ação das cinco garotas e pego meu celular e escrevo o nome do loiro. Fito as informações que apareciam em meu visor e fico chocada. O rapaz é quase um prodígio com sua idade. Com a minha idade. Uma carranca se forma em meu rosto pelo o fato de eu não ser quase nada ainda.

Desligo o meu celular e continuo chocada, ainda ingerindo os dados que acabara de ler.

[...]

Comia meu primeiro cachorro quente enquanto assistia o jogo, vidrada na quadra, tentando entender o que estava acontecendo. Só via bola passando para cá e para lá, até chegar no moreno e ele fazer cesta como se fosse nada, mesmo sendo bloqueado por duas pessoas. O jogo parecia rolar sem animo algum da parte do time da minha escola, enquanto o outro parecia estar se detonando. Todos arfavam e faziam de vez em quando uma troca de jogadores por conta do cansaço dos titulares.

— Aiai, mais um jogo vencido. – Kise fala e uma garota que estava sentada ao seu lado concorda, encarando-o com olhos estranhos. Ignoro e volto a dar atenção à minha comida.

Enquanto eu terminava meu pão com salsicha e mostarda, o fim do jogo era apitado e meia arquibancada pulava, celebrando com a vitória de Touou. Kise também se levantara e eu fiquei lá sentadinha, consumando o meu lanche sem pressa.

Quando terminei o cachorro quente, amassei o papel que veio junto com ele e botei dentro do bolso da minha bermuda jeans. Me levanto da minha cadeira, segurando o outro pão e saio em direção ao vestiário dos meninos.

[...]

— Boa, meninos! – Falo e faço um high five com a Momoi, que era a única estar feliz no ambiente. Os outros demonstravam-se totalmente entediados, principalmente ele. – Todos jogaram bem, principalmente você, Aomine-kun. – Digo, sorrindo calorosamente para ele. Os rapazes sorriram para mim e logo voltaram a murmurar entre si.

— Eu sei. — Suas palavras foram como água gelada sob mim, me deixando entristecida na hora. Sua indiferença comigo ultimamente estava me chateando muito, matando todas as borboletas em meu estômago e alfinetando o meu coração de todas as formas. Doía e as lágrimas subiam para os meus olhos.

Tranco a respiração para segurar elas e a rosada percebe.

— Seu baka! – Momoi grita com ele. – Ao menos seja caloroso como ela foi com você.

— Eu não pedi para que ela fosse. – Aomine Daiki a respondeu secamente sem olhar para nós duas. Infelizmente eu sentia o líquido escorrer por minhas bochechas.

Mas eu ignoro elas totalmente, e em um ímpeto, taco o meu segundo cachorro quente que estava guardando para o Aho, nele. Acerto em cheio em sua cabeça e ele vira para minha direção, irado. Todos ficam em silencio me olhando assustados, até mesmo Momoi.

— Eu te odeio, seu idiota! – Grito com ele, apontando para o mesmo. Antes de mais nada, deixo a sala e bato a porta do local com força.

As lágrimas vinham com tudo, inundando o meu rosto. O aperto em meu peito era o pior de tudo, me fazendo chorar ainda mais. Ando para o mais longe dali, até chegar à entrada do estádio. Eu me apaixonei por alguém que simplesmente não ligava para o que eu dizia ou sentia. Nem como amiga sequer me via.

— Eu sou trouxa, mil vezes trouxa. – Brigo comigo mesma e choro ainda mais, acocada e de cabeça baixa.

— E-ei... – Sinto uma mão encostar em minha cabeça e instintivamente eu empurro-a. – Chihirocchi, sou eu. – Levanto o rosto e vejo Kise-kun ali, me olhando com dó. O mesmo se acoca na minha frente, ficando de igual para igual comigo. – O que houve?

— O idiota do Aomine. – Grito, expondo meu ódio. – Eu o odeio, muito, muito, muito. Eu quero sumir, Kise. – Choro copiosamente e ele seca minhas lágrimas com um lencinho, delicadamente. – Mas a culpada disso tudo sou eu, apenas eu! Fui eu quem me apaixonei por aquele aho, aquele mulherengo, boboca, convencido, grosso, pornográfico fui eu. E é totalmente platônico. – Cuspia as palavras em meio ao choro e o carinho que eu recebia do loiro fora cessando aos poucos. – Como eu pude me apaixonar em três meses, Kise?

Com os olhos fechados, chorando, sinto agora uma mão quente secar minhas lágrimas ao em vez de tecido. Paro de chorar aos poucos e começo a derreter por conta do toque e do cheiro bom que vinha dali.

Levanto meu rosto e abro os olhos para pedir ao Kise para parar com isso, mas me assusto porque não era ele quem estava ali.

Era Aomine. E estava apenas nós dois, acocados no meio do nada.

Engulo um seco, afasto suas mãos e começo a secar meu rosto sozinha. Me levanto, mas sinto ele me puxar para baixo novamente.

— Quero que você me ouça. Então volte a cocar aí. – Ele pede e eu volto para a mesma posição de antes, relutando. – Eu ouvi tudo o que você disse antes. E eram coisas que eu já sabia antes mesmo de ouvir da sua boca. – Fungo e reviro os olhos pela a arrogância. – Só que eu quero que você saiba de algo, que eu irei falar isso pela primeira vez da minha vida e nem sei como falar. Então acho que vou começar te dando uma certeza. – Aomine pausa a sua fala e eu franzo o cenho, demonstrando impaciência. – Não é platônico.

Arregalo os olhos e volto a sentir o mau estar em minha barriga com as borboletas batendo suas asas extremamente rápido.

— Tá brincando comigo, né, Ahomine? – Pergunto, um pouco ofegante, me iludindo com suas ultimas palavras.

— É... Não. Sei que não parecia, mas era que eu não queria demonstrar e nem aceitar isso, que logo eu, o grande Aomine — Levo os olhos a cima, em brincadeira – estava caindo aos pés de uma garota. – Ele para novamente por alguns segundos. – Eu estou apaixonado por ti, eu querendo ou não.

Em descrença começo a gargalhar e Aomine crispa os lábios.

— Não posso acreditar que ele tá realmente se declarando, isso é um sonho ou uma peça da minha cabeça, não é possível. – Rio ainda mais e começo a chorar de novo.

Aomine, com carinho, pega meu pulso e leva minha mão em seu peito. Eu coro violentamente ao sentir seu coração galopeando como o meu.

— Acredita agora? – Eu arfo, com a minha boca entreaberta. – Ou quer que eu te belisque para ver se é verdade?

— Quero que você me beije, para ver se realmente é um sonho. – Atiro as palavras e viro o rosto, um pouco tímida e nervosa.

— Seu desejo é uma ordem, baixinha.

O moreno se levanta e eu coro ainda mais por continuar no baixo até o presente. Aomine me dá a mão e eu pego, me levantando com a ajuda do rapaz.

Ele se curva um pouco, até ficar em minha altura e eu enlaço meus braços em seu pescoço. E então ele toma a frente.

Fim do terceiro flashback.

Saio de meus pensamentos quando ouço o barulho das chaves do Aho tilintar para abrir a porta. Kise vai correndo até o interruptor de luz e apaga ela e volta novamente para o seu lugar, ansiando a entrada do meu amor como todos nós.

O Aomine abre a porta, logo fechando-a e bufa ao perceber que as luzes estavam apagadas. Não demorando muito ele as acende e nos levantamos todos juntos simultaneamente e gritamos;

— Surpresa! – Em uníssono.

Ele me encara com uma de suas sobrancelhas arqueadas, um pouco desacreditada que aquilo estava acontecendo, enquanto eu gargalhava com alguns dos rapazes do time de Touou. Falei, sem voz alguma para ele lê meus lábios, para apenas curtir sem maldade.

— Parabéns pra você. – Momoi puxa e logo todos entram no coro. – Nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! O Aho faz anos, que ele seja feliz, o Aho faz anos, que ele seja feliz!! – Todos aplaudem com muita felicidade e logo Sakurai chega segurando o bolo com dezenove velinhas para Aomine.

— Seus cabaços. Eu não precisava disso. – Aomine revira os olhos e Kise dá um tapa em sua nuca.

— Sopra essa merda logo, Ahomine. – Kise fala com agressividade e Aomine ameaça a dar um soco nele, mas eu limpo a garganta chamando a atenção dele para mim.

— Sopra logo, meu bem. – Peço, sorrindo calorosamente e ele cora levemente.

— Só porque ela pediu... – Ele resmunga e eu solto uma risadinha. Segundos antes de assoprar, eu o vejo fechar os olhos, seguindo da ação final.

— O que você desejou, Aho? – Momoi pergunta.

— Acho que se ele falar, não vai se realizar. – Sakurai comenta, indo colocar o bolo em cima da mesa de doces e salgados.

— Não me importo. – Aomine fala com indiferença, chegando perto de mim e me selando com os lábios rapidamente. – Eu pedi para poder ficar com Asami por muito tempo. – Momoi e alguns rapazes soltam um awwwn e eu fico levemente corada e feliz por suas palavras. – Eu te amo, minha loira.

Aomine sussurra a última frase no pé da minha orelha e eu derreto em seus braços, quase caindo. Ele me segura, me abraçando com força e eu rio.

Oe, aishiteru Ahomine! – Falo em voz alta em japonês e ele ri nasalmente, me beijando novamente enquanto de fundo todos batiam palmas, felizes conosco.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!