Oe Satsuki, te amo

1 Ahomine, eu te odeio!


Notas iniciais
Nhaaa~ Minha primeira fic de Kuroko no Basket, anime que comecei a acompanhar à menos de um ano, portanto, me perdoem qualquer deslise no desenrolar da história!

Agradeço a Mari N e a Deathpepper, se não fosse pelas lindas fics de Aomomo delas, esta aqui não existiria. Ela não é, sem dúvida, perfeita como as destas autoras que citei, mas fiz com muito carinho e esforço ♥ Daiki x Satsuki 4ever

Boa leitura~

- Certo, a gente se encontra amanhã. – Ela desligou o celular e percebeu que Aomine a encarava, tinha uma expressão que lhe pareceu curiosidade.

- Que assunto todo é esse com o Imayoshi? – O ala-pivô foi direto. – Nunca vi você ficar tanto tempo com outra pessoa no telefone.

Isto pelo fato da garota só agir dessa forma com ele, o que o incomodava e o irritava, mulheres falam demais, pensou Aomine que esperava uma resposta da rosada.

- Sabia que isso é um saco, Satsuki? Segurar os outros no telefone?

Ele continuou a interrogá-la, mas a garota ainda não havia lhe dito nada, apenas jogou os ombros para trás, se recostando no banco da lanchonete onde estavam. Momoi esperou que Aomine se calasse para poder responder, ela suspirou antes de responder:

- São alguns detalhes sobre o time, já que o Imayoshi-senpai está se formando... Não sei o motivo da sua irritação. – Disse ela agora se inclinando para a frente da mesa, para sorver o suco de frutas que estava em sua frente, ela tocou os lábios no canudo e deu um lento gole na bebida.

- Eu tava falando sobre a possibilidade de criar uma nova jogada. Quero ficar mais forte e poder enfrentar o Kagami novamente! Esse bate-papo com o Imayoshi cortou a conversa.

Depois da derrota contra Seirin, Aomine tinha começado a treinar mais do que o normal, e pela primeira vez pensava em criar novas jogadas e estratégias para nunca mais passar por uma derrota novamente, o que deixava Momoi bastante contente, parecia que aos pouquinhos Daiki estava voltando a se divertir com o basquete.

- Relaxa, Dai-chan, temos tempo para isso. – Ela deu um sorriso gentil e os olhos do rapaz se abriram mais, em sinal de surpresa, ela disse “Dai-chan”?

A última vez que ele ouviu aquilo foi logo depois do jogo da Winter Cup, quando a chamou para sair com ele, e aquelas duas palavras causaram uma sensação estranha no ala-pivô. Não se lembrava quando, mas ela se habituou a chama-lo de Aomine-kun, o que a princípio não o importava muito, mas de uns tempos para cá isso começou a deixá-lo incomodado, mas não sabia o motivo.

- Já terminou seu suco? Podemos ir? – Ele perguntou e ela deu um sinal positivo, balançando levemente o rosto para frente. – Eu te deixo em casa hoje.

- Obrigada Aomine-kun, mas antes de ir para casa, preciso passar em outro local. Pode ir sem mim.

- Eh? – Ele achou estranho, já que Satsuki não tinha o hábito de ficar fora de casa depois de certo horário, e se o ojisan soubesse que ele havia a deixado sozinha, iria encher seu saco. – Vamos para casa, não quero ouvir sermão do ojisan.

- Pode deixar, eu não vou demorar, quer dizer, confie em mim! – Ela disse pegando rapidamente sua bolsa da escola e se levantando da mesa, ela deixou algum dinheiro sobre o local e sem dizer mais nada saiu apressada pela porta da lanchonete.

- Oe, Satsuki! – Ele tentou chamá-la, mas era tarde demais. – Que saco...

Ele praguejou algumas coisas e chamou a garçonete que havia os atendido para poder acertar a conta do consumo, o que não demorou muito e logo ele já estava a caminho de casa. Como era vizinho de Satsuki, era normal voltarem sempre juntos, foi até estranho fazer aquele caminho sem a baixinha tagarelando sobre algum grupo musical que estava na moda ou sobre como ela precisa de roupas novas, enfim, coisas de mulher a qual ele nem dava muito atenção, só escutava pelo fato de não ser surdo.

Já estava anoitencendo e as luzes dos postes da rua começaram a ascender, Aomine olhou para o relógio de pulso e percebeu que havia parado a caminhada em frente a um destes postes e nem percebeu aquela ação do corpo, algo o fez parar e ele não sabia o que era, mesmo sua casa sendo no próximo quarteirão. “Quem sabe ela já não esteja voltando”, pensou o rapaz se encostando no muro de uma casa. “Já que estou aqui, vou esperar então.”

- Que merda, onde está essa mulher? – Já haviam passado uma hora e meia que ele estava encostado no muro de uma casa e nem sinal da rosada, ele não conseguiu ligar no celular dela agora pois a bateria de seu celular havia acabado por ele ter ficado se distraído com um game de basquete. – Não ferra comigo...

De repente, um vulto roseado passou em sua frente, foi tão rápido mas ele pode perceber que era Satsuki, ela corria tanto que passou por ele e nem percebeu sua presença, mas o que deixou o rapaz sem reação alguma foi ver um rastro de lágrimas no rosto dela, o que diabos tinha acontecido? Ele tentou chamar por ela, mas surpreendentemente sua voz não saiu, ficou embargada.

- Nem lembro da última vez que a vi chorar deste jeito...

Na manhã seguinte ele estava saindo para a escola e se encontrou com a mãe de Satsuki, a quem ele se referia como obasan. A mulher sorriu para ele o desejando bom dia e então ele resolveu perguntar aonde estava Satsuki, eles saiam de casa sempre no mesmo horário. A mãe de Satsuki comentou que não viu a menina desde ontem, ela chegou em casa e foi direto para o quarto, sem dizer nada e que havia saído mais cedo do que habitual naquela amanhã.

- Aconteceu alguma coisa ontem, Daiki-chan? – A mulher perguntou e ele desconversou.

- Sei não obasan, ela não falou comigo também. Eu liguei para o celular dela quando cheguei em casa mas deu caixa.

- Entendo, bom, ela deve estar “naqueles dias”. – A mulher deu uma leve risada e aquela frase deixou o rapaz um pouco incomodado, o que fez a senhora de desculpar. – Coisas de mulher, Daiki-chan.

O rapaz se despediu da obasan e seguiu caminho para a escola, por sorte o primeiro horário daquele dia era livre e ele então resolveu ir até o ginásio treinar um pouco, quando chegou na sala para deixar sua mochila antes de ir até a quadra, viu a bolsa de Satsuki na mesa dela, pelo menos ela veio para a escola, ele pensou, mas também lhe veio à mente a cena que presenciou ontem e que foi a causa de sua pouca falta de sono.

- Isso já me encheu, se ela não respondeu minhas ligações e ainda não falou nada, problema dela.

- Deu para falar sozinho, Aomine. – Wakamatsu chama pelo rapaz que o olha com indiferença. – Você vai descer para o ginásio, não é? Vamos trocar alguns passes.

Sem dirigir a palavra ao rapaz, seguiu caminho com ele até chegarem no ginásio e perceberem que o time estava quase todo lá, com a exceção de Imayoshi e Satsuki, o que ascendeu uma luz na cabeça de Aomine.

- Aomine, vá se aquecer. – Katsunori o chamou.

- Já vou... – Ele disse dando as costas e indo em direção ao vestiário, foi o primeiro lugar que veio em sua mente na busca por Satsuki, mas ele não entendia, como sempre, o motivo de estar pensando nela tão constantemente e tudo piorou após a cena de ontem à noite.

Aomine chegou ao vestuário e escutou duas vozes, se aproximando viu uma cena no mínimo curiosa: Satsuki estava contra a parede e Imayoshi tinha o corpo bem próximo ao dela, em seu rosto havia um sorriso maldoso e a face de Satsuki estava nitidamente demonstrando que tinha chorado. Quando Aomine se deu conta, já estava com Imayoshi levantado pelo colarinho do uniforme e o rapaz de óculos estava surpreso e um pouco assustado, apesar de não demonstrar fisicamente.

- Aomine! – Grita Satsuki ao vê-lo.

- Você fica calada aí! – Ele nem a olha, apenas esbraveja com seu tom de voz sério, seus olhos estavam concentrados em Imayoshi e transmitiam muita raiva. – Meu assunto é com este idiota aqui.

- A-Aomine, você finalmente perdeu a sanidade? Me solte, eu sou seu veterano.

- O que você fez com a Satsuki?

- A-Aomine-kun, não é nada disso... – Momoi segura um dos braços de Aomine e tenta fazê-lo saltar o rapaz de óculos.

- Peça ela mesmo para te falar, eu também não sei, mas de repente ela começou a chorar. – Imayoshi respondia de forma direta e tentava se desvencilhar de Aomine, mas o ás de Touhou tinha muita força nos braços. – Eu só achei divertido...

- Imayoshi-senpai! – Momoi demonstra certa decepção, mas aquele humor ácido era comum do armador da Touhou. – Aomine-kun, solte-o, vamos...

Aomine fica encarando o veterano por um tempo e por fim decide soltá-lo, para alívio do próprio que depois de ganhar sua liberdade, não perde a oportunidade em alfinetar o ala-pivô. Satsuki então se senta em um dos bancos do vestuário e esconde o rosto com as mãos, inclinando-se para frente até que os cotovelos repousem em suas pernas.

- Oe, Satsuki... – Ele continuava em pé, apenas acompanhou com os olhos a garota se sentar.

- Tetsu-kun me rejeitou. – Ela disse de forma pesarosa e logo em seguida começou a chorar. – E-Eu não consigo carregar esta dor...

- Eh? – Aomine tinha no rosto uma expressão de confusão, até ele entender as palavras da rosada demorou algum tempo, e depois de compreender a situação ele suspirou com certa indiferença. – Deixa para lá, essas coisas acontecem.

Ele não podia ter feito aquele comentário, Momoi simplesmente não acreditava no que ouvira: “essas coisas acontecem?” Como alguém podia ser tão estúpido com as palavras em uma situação como aquela? Mesmo que Aomine fosse indiferente com relação à tudo, exceto o basquete, é natural que um ser humano evite palavras que possam deixar o outro ainda pior. Ser rejeitada pelo homem que amava não era coisa simples, muito menos algo para se “deixar para lá”, era um sentimento cultivado a alguns anos que estavam em pedaços agora, finalmente quando ela teve coragem para falar abertamente com ele sobre seus sentimentos, de forma séria, escutar a rejeição de Tetsuya foi como se arrancassem seu coração, mesmo que ele tenha sido o mais gentil possível com suas palavras.

- Ahomine! – Ela se levanta e grita com o rapaz, em seguida dá um tapa na cara dele. – Eu odeio você!

Era impressionante como ultimamente ela estava o deixando sem reação, mas ele sentiu uma pontada no peito e que foi aumentando gradualmente para uma dor que ele não tinha sentido antes, não foi por causa do tapa certamente, que na verdade nem doeu, mas foi por ela dizer que o odiava. Tudo bem que já tinha discutido e brigado várias vezes mas as palavras dela, diferente das outras brigas, tinham um peso que Aomine sentiu como se seu corpo fosse esmagado por uma montanha inteira.

- Oe, Satsuki! – Ele vai atrás dela, mas foi uma corrida em vão, a garota já havia sumido. – Droga Satsuki, não ferra comigo...

Notas finais
Yeah~ Agora é terminar o segundo capítulo! Eu ia fazer one-shot, mas acho que ia ficar muito grande e a leitura ficaria bem cansativa, daí a ideia de dividir em capítulos (no máximo uns três, se tudo correr como planejei).

Espero que tenham gostado e que acompanhem o desenrolar dessa fic. Não se esqueçam dos comentários para que eu possa saber a opinião de vocês! E obrigada por terem chegado até as notas finais~ Hehe :3

Glossário:

Obasan - Tia;

Ojisan - Tio;

Chan - Para demonstrar informalidade, confiança, afinidade ou segurança com a outra pessoa;

Kun - Utilizado entre jovens quando existe alguma intimidade, sendo geralmente utilizado para nomes masculinos;

Senpai - Sufixo para tratar colegas mais velhos ou figuras mentoras. Aplica-se a estudantes mais velhos de escolas, a atletas mais experientes, etc.