Odeio minha Prima
1 Invasão... invasões
Notas iniciais
Categorias: Violetta, Teen Wolf, Percy Jackson, Glee, etc.
POV Alaska
Estava na porta de entrada quando vi o carro preto envelopado.
Flash Back On>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Tinha acabado de sair da escola e quando entrei na sala gritei:
—Oi pai!
Não houve resposta, até que cheguei mais para dentro de minha casa e ouvi um choro agudo.
—Calma, calma. Tudo vai dar certo. Calma.- só podia ser a voz do meu pai.
—Fazia quase um ano que a gente não se via! E agora... isso!- essa voz era chorosa e aguda. “É a voz da minha mãe?”, me perguntei.
Entrei na cozinha com calma, mas quando vi minha mãe chorando, e meu pai segurando as lágrimas fiquei assustada. Para começar nessa hora do dia minha mãe não ficava em casa, meu pai mal chorava, e minha mãe raramente perdia o controle, sem falar que eles estavam com cara de velório. Sem saber o que estava acontecendo, saí correndo para abraça- los, mas minha mãe me deteve e disse:
—Seu tios...- ela voltou a chorar, mas depois disse- Eles foram para uma festa e... e...- ela voltou a chorar.
—Eles o que mãe?- disse preocupada.
—Bateram o carro, querida- me respondeu meu pai.
Comecei a chorar, e ainda corando disse:
-Me digam, B. e meus tios morreram?
—Não filha... Eles não....- minha mãe nem tinha acabado de falar quando voltou a chorar.
—Eles não morreram!- gritei animada.- Nós podemos visita- los logo nesse...
—Querida...- fui cortada por meu pai- Seus tios estão mortos, mas sua prima não.
—B está viva!- exclamei ávida, logo depois lembrando que mortes haviam ocorrido disse- Mas, meus tios morreram.
—E... e... ela vai morar conosco....- disse minha mãe, antes de voltar a chorar.
Flash Back Off>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
B saiu do carro preto com uma mala na mão esquerda e outra no ombro. Nos olhamos indecisas. Eu não sabia se a abraçava desajeitadamente ou só batia nela mesmo.
Ela quebrou a troca de olhares, ao afastar o rosto e vir andando em direção a porta. Soltou a mala na porta. Na minha frente.
-Tia!- gritou B.
Elas se abraçaram, e minha mãe disse:
-Alaska, mostre para B o quarto dela!
Olhei para minha mãe, com cara de saco cheio (expressão ridícula, que eu usei, mas tudo bem, era como eu estava).
—Ela não vai te matar!
—Isso é o que você acha!- respondi.
—Não encare isso como uma invasão, só como uma chance única de aprendizagem.
Revirando os olhos andei ao encontro de B. Se você não percebeu, o que é bem improvável, eu e B não nos damos nem um pouco bem. Tudo começou a alguns anos, estávamos com seis anos na época. Não. Nos odiamos desde sempre mesmo, sem explicação, como cão e gato (mas fique sabendo que a gata sou eu. Ela é a cachorra!). Continuando, eu sou Alaska Begginete, morava em Seattle até completar quatro anos, meus pais, Fabeni Begginete e Endem Romano se mudaram para Beacon Hills (fiquei seriamente chateada, quando descobri que não era a cidade dos bacons). Me mudei para uma casa perto da floresta e atualmente estudo na Beacon Hills Fundamental School. Bárbara Jackson é minha prima, viveu a vida inteira em Seattle com meus tios Gisele Jackson e Andrel Beggin (sim, o sobrenome muda, tipo Belikov e Belikova).
POV Bárbara
Ela me olhou com aquela cara estranha dela e disse.
—Oi.
—Oi- respondi, sem deixar de reparar no “oi” sem emoção dela.
Eu odiava minha prima. O-D-I-A-V-A. Melhor, O-D-E-I-O. Nós somos como cachorra e gata (só que eu sou a gata =D).
—Minha mãe mandou eu te mostrar seu quarto e a casa- me disse ela.
—Então está bem- respondi.- Mostre-me.
A casa dela era legal. Era nova e de alvenaria, com um jardim de girassóis na frente. Dentro da casa havia um corredor cheio de estantes nas paredes. E é aí onde eu estava. Alaska seguiu em frente e nós paramos na sala. Nela tinha um sofá de imitação de couro, uma televisão encostada na parede direita e uma mesa de vidro baixa no centro, no final do cômodo havia uma grande escada de madeira que levava ao segundo andar, e embaixo dela um banheiro.
—Aqui é a sala- ela apontou para parede esquerda, que continha uma porta de madeira.- Lá é o escritório.
Segui- a enquanto subia as escadas, e quando cheguei ao fim me deparei com um misto de sela de estar e sala de jantar. Tinha uma mesa de ferro bem grande, mas ao invés de cadeiras haviam dois sofás de imitação de couro, iguais o da sala.
—Sala de jantar, lá atrás a cozinha, um banheiro aqui no canto, o quarto dos meus pais à direita- disse minha prima com pressa.- Agora o seu quarto.
Eu vivo dizendo que a Alaska tem problemas mentais. Olha só, ao invés de ela me mostrar o meu quarto logo no começo, não, ela me mostrou a casa inteira, e depois desce a escada, volta para o corredor e fala:
-Está vendo, isso aqui?- ela apontou para parede, onde, entre os livros, bem escondidinho, tinha uma porta de ferro- Esse é meu quarto, se você olhar bem, naquela parede, verá uma porta igual a essa. É seu quarto.
Olhei fixamente para parede cheia de livros, enquanto Alaska entrava no quarto dela. Por fim achei a porta de ferro, e então a abri.
-B!?
-Tio?
Meu tio estava arrumando minha roupa dentro do armário.
-Desculpe- me- respondeu meu tio.- Estava arrumando suas coisas.
Meu tio é dono de um restaurante na cidade vizinha, e minha tia dona de uma loja de roupa. Nenhum dos dois gostava de tarefas do lar, então se dividiam (irônico não? Os dois trabalham com coisas do gênero), e hoje era dia do meu tio, pelo visto.
-Querida, já acabei aqui. Pode aproveitar seu quarto, afinal amanhã tem aula, não é mesmo?
-É.
8horas e 37 minutos da noite.......................................................................
POV Alaska
Não costumava ir para cama a essas horas, mas odiando a B, qualquer horário seria bom, desde que eu não tivesse de olhar para ela.
Minha cama já estava arrumada, mas não conseguia dormir direito. Abri a porta do armário e peguei um livro velho. O livro falava sobre criaturas sobrenaturais. Não liguei a luz, então estava usando a lanterna do celular. Ouvi um barulho estranho de repente, mas não dei importância, era um TUM.
Não sei como aconteceu, só sei que um segundo depois uma montanha de baratas estava em cima de mim, e o teto do meu quarto tinha caído. Dei o grito mais alto que já tinha dado na minha vida.
POV Bárbara
Ouvi um grito e saí do quarto, meus tios já estavam aqui em baixo e abriram a porta do quarto de minha “adorada” prima.
Um riso involuntário e indesejado saiu de meus lábios. Minha prima estava envolta de baratas, dos pés à cabeça.
Um tempo depois.........................................................................................
Alaska já tinha tomado banho e trocado de roupa, um cara com pesticida tirou umas roupas do quarto dela trancou a porta e jogou tanto veneno, que se alguém entrasse lá, morreria na hora. Minha tia colocou um colchão no chão do meu quarto, e quando deu 10 horas Alaska, sem abrir a boca por nada, se deitou no colchão e desligou a luz.
Não queria dormir, fiquei pensando em Seattle, de quando ganhei o prêmio de mais comportada, quando fui no teatro com meus pais... Não! Eu não podia pensar neles. Mas não pude evitar, e em menos de três minutos eu estava sonhando com meus pais.
Notas finais
--A
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