Oda Dragon
4 Um dragão! O samurai conhece o medo!
Notas iniciais
Aquele dia passou rápido, e Oda encarou Mei brincar com as crianças por todo tempo. Ele não sabia se estava ficando louco junto com aquela garota, ou se ela realmente oferecia perigo. Ele optou por se preparar para o pior.
A noite já vinha a cair. Todos foram dormir e Mei vinha em direção ao samurai que tinha a mesma expressão séria de sempre, porém, dessa vez era fica no olhar de Mei.
– Samurai-san! Anoiteceu rápido – disse a garota charmosa – Acho que eu preciso ir para casa.
– Faça o favor de não voltar mais.
– Hum... – a garota se aproximou de Oda, chegou com a boca bem perto de seus ouvidos e disse – Eu não posso. Até breve – e fez dois sons similares a um riso.

Oda tinha seu olhar sério, porém assustado. Ficou calado enquanto a garota respirava em sua orelha. Oda sempre foi dedicado em apenas proteger sua vila, nunca soubera antes o que era o amor. Mas via o fazendeiro Breader com sua esposa e se perguntava “Como eles chegaram na conclusão que deviam viver juntos?”. Oda via casais se beijando e se perguntava “Pra que tal nojeira?”. Oda não entendia nada daquilo tudo, mas agora sabia que estava prestes a entender.
A garota afastou seu rosto até ficarem olho no olho, foi quando seus olhos azuis tomaram uma coloração amarela e a pupila de seu olho se tornou estreita. Nesse mesmo momento a garota correu para o norte da vila. Oda ficou sem reação, paralisado olhava a garota correr e pensava consigo mesmo “Isso é realmente possível?”, “Que honra tem um samurai que mata garotas?”, “Eu tenho que correr atrás dela”, “Isso! Eu vou correr atrás dela!”.

Os dois corriam em meio a cumes no meio da noite, Oda só conseguia enxergar uma mancha branca e podia deduzir que era Mei. Ele estava assustado, mas não queria perde-la de vista. Correram uns 500 metros até que Mei parou de frente. Ela estava com uma expressão séria que Oda nunca vira antes.
Oda decidiu agarra-la ali mesmo e aprisionar a garota de algum modo, porém quando chegara próximo algo muito estranho aconteceu.
Um raio azul ciano vivo surgiu em meio a garota. Era um raio estranho que surgira de baixo para cima e de um segundo para o outro, Misuka Mei havia sumido. O que deixou Oda perplexo.
– N-Não pode ser – sua expressão séria havia sumido totalmente – Não pode ser!! – gritou.
Oda adquiriu uma expressão que nunca usara antes, pânico.
– Se... Se ela realmente é um dragão... – pensava consigo mesmo – A vila!
Oda correu muito mais desesperadamente que antes em busca da segurança de sua vila. Estava tão preocupado que já tinha tirado Drakörazor da cintura. Estava preparado para matar qualquer horda de dragões que estivesse em sua vila, porém teve uma surpresa ao chegar lá. Não havida nada além de paz e silêncio.
A única alma perplexa lá era a de Oda.
– Ela ainda não chegou – Dizia ofegante – Ótimo.
Oda correu para baixo de sua cerejeira como sempre fazia e antes que pudesse se sentar para vigiar a vila se lembrou de algo.
“Bom, eu estava analisando e... Daquela posição que você fica é meio difícil detectar um dragão vindo do norte. Talvez eu use essa estratégia, será mais fácil realizar o plano, sabe...”
A suposta dragão sabia de um ponto vulnerável na vila.
– O norte da vila! Ela virá de lá! – pensava consigo mesmo desesperado – Se ela seguir esse tal plano, ela vira de lá!
Oda chegou ao norte da vila, e podia ver os cumes pelos quais ele perseguiu a garota e também podia ver a fumaça causada pelo desaparecimento de Mei.
– Certo! Eu tenho tudo sobre controle – dizia ofegante, claramente podia se ver que Oda estava fora do normal – Nada passará daqui. Nada passará daqui!
Oda estava sentado em posição de relaxamento mas sua cara de pânico era clara. Soava pelo corpo todo, segurava Drakörazor com tanta força que suas mãos chegavam a tremer. Seu olhar não era fixo. Olhava para o mar, os cumes, a fumaça, o céu, o horizonte e repetia consigo mesmo.
– Nada passará daqui. Nada passará... – os pensamentos de Oda foram interrompidos.
Atrás dele foi ouvido um barulho que era claramente um bater de asas de dragão e logo depois o peso da criatura pousando no chão causou vibrações que levantaram o samurai que continuava de costas para a vila. Se virava pouco a pouco, quando finalmente pode ver a criatura.

Um dragão de cor esverdeada parado no meio da vila. Oda nunca sentira medo de um dragão antes, mas com este era diferente. Uma batalha no meio da vila seria devastador, Oda não sabia o que fazer. Foi quando o dragão abriu a boca e soltou o maior rugido e mais aterrorizante que Oda pudera ouvir em toda sua vida. A vila acordou.
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