Notas iniciais
Olá! Viu?! Cumpri minha promessa! Bem, tudo acaba amanhã e amanhã vou postar os agradecimentos, viu? Meu bb tá indo embora ]= Hoje eu to muito gamada na música stay da rihanna, então EU PEÇO, IMPLORO para que leiam com essa música. Casou bem, ok? Vamos lá! Um pouquinho de mamão com açúcar! E vou querer a opinião sincera de todos vocês, ok? Eu chorei escrevendo, reescrevendo e lendo por fim. Beijinhos!

Nora

A brisa gélida entrava pelo tecido fino de algodão da blusinha do meu pijama, a noite estava fresca e o ar que entrava e saia dos meus pulmões tornava a respiração mais fácil. Olhei para cima, fitando as estrelas, contando-as, sorrindo para elas e simplesmente lembrando-me das histórias que minha mãe contava quando eu era criança. Ela sempre dizia que as pessoas boas, quando morriam, viravam estrelas, simplesmente para caminhar ao lado daqueles que deixou para trás. O céu estava em um azul escuro, quase negro. Aquilo me lembrou os olhos de Patch e o breve momento de felicidade se esvaiu inteiramente do meu corpo, deixando-me com frio interno e suor gelado externo. Suspirei.
Sentei-me no banco gélido pela neblina noturna, levando um leve choque de troca de temperatura. Abracei ao meu próprio corpo, tentando aliviar a dor e o frio interno. Mas então, um calor subiu pelos meus braços, eriçando meus pelos e pousando em minha nuca, descendo pelo centro de minhas costas, abrangendo os pontos Qualificadores.
Ainda não tinha visto Patch depois de todos os ocorridos, por isso a surpresa e dúvida inicial me tomaram. Ao longe, avistei um corpo empoleirado de costas para mim perto da fonte da Deusa. Sua curvatura se escondia brevemente nas sombras. Mas eu sempre reconheceria aqueles fios sedosos e castanhos escuros, quase negros, mesmo quando estivesse escuro. Sempre reconheceria o desenho do contorno daqueles ombros carregados de músculos, mesmo quando estavam cobertos pelo tecido de couro negro de sua jaqueta gasta. Um sorriso vacilante escapou de meus lábios.
Meu corpo ficou imóvel instantaneamente e sem emitir qualquer ruído. Continuei olhando todos aqueles traços evidentes, olhando para suas costas levemente arqueadas para frente, enquanto suas mãos cobriam o rosto. Patch só ficava naquela posição quando estava cansado ou confuso.
Ele pareceu sentir aquele pinicar que sentimos quando alguém nos observa, pois se virou e olhou diretamente na minha direção, sem hesitar. Diretamente para meus olhos, aquelas órbitas negras, mesmo ao longe, causavam um impacto de derretimento instantâneo. Fiquei ainda mais imóvel, se é que era possível. O frio interno havia me abandonado e depois de muito tempo, senti aquela descida gostosa que nossa barriga dá quando olha para aquele que amamos. Meu coração bateu contra as costelas, agradado pela visão de Patch, tão próximo, que era quase possível sentir seu cheiro de menta.
Ele se virou completamente na minha direção, sem hesitar, sendo o Patch de sempre. Sem tirar os olhos dos meus, ele caminhou em minha direção. Suas passadas firmes, evidenciando seu poder de sedução e o secreto. Vi as bordas de seus olhos vermelhas. Seu peito alto subia e descia com a respiração descontrolada. Seus lábios perfeitos e bem desenhados, levemente abertos, em busca de respiração melhor. Seus olhos, cada vez mais próximos, percorriam todo o meu rosto. Fazia muito tempo que eu não sentia vergonha de Patch, mas naquele momento, com aquele olhar, eu senti. Senti vergonha de como estava e do que sentia sozinha por ele. Senti aquele friozinho na barriga que senti quando o vi pela primeira vez, andando da mesma forma em minha direção, só que na sala de aula da Morada.
Fiquei de pé, mesmo sem querer. Meus joelhos se moveram por conta própria, rendendo-se ao pedido do coração. Patch estava estático diante de mim. Seu lábio inferior tremeu e a luz bateu contra a saliva em seus lábios, assim como nas lágrimas escorrendo por seu rosto. Dentro de seus olhos havia um vazio que nunca pensei que veria naqueles olhos. Aquele era meu Patch, sem nossas lembranças compartilhadas por um passado enlaçado. Sem se lembrar de nossos momentos inexplicáveis. De nossas juras de amor internas. Sem se lembrar que me amava.
Mas, em algum ponto, eu acreditava que ele se lembrava de algo, qualquer coisa. Ele tinha que se lembrar. Qualquer coisa que fosse o ponto de partida para começarmos de novo.
— Nora... – Ele sussurrou incerto. Sua mão subiu e seu polegar acariciou minha bochecha direita. Fechei os olhos, incapaz de lhe mostrar a verdade de meus sentimentos transmitida em meu olhar. – Abra os olhos... Anjo.
Abri rapidamente. Ele me chamara de... Anjo? Como fazia inicialmente para me provocar? Como fazia para me mostrar um elo invisível nos unindo? Olhei em seus olhos, procurando as verdades e me perdi em sua escuridão. Os dedos de Patch pressionaram minha bochecha com força e ele tremeu um pouquinho, mostrando que não era imune a mim. Mostrando que me sentia. Que sentia o calor de minha pele contra seus dedos másculos. Sentindo meu calor, minha tristeza, minha saudade.
— Eu realmente posso sentir você, como a Deusa disse. Aquela mulher da fonte. – Ele explicou e eu ri, deixando com que lágrimas de felicidade percorressem meu rosto. Elas molharam os dedos de Patch, mas nem por isso ele deixou de me acariciar com demora saciada.
— Patch... Eu...
— Psiu. – Olhei em seus olhos mordendo o lábio inferior. – Estou aqui, Anjo. Sempre estive.
— Eu sei, mas... – Solucei e arremessei meus braços ao redor de seu pescoço, ele me embalou em seus músculos rígidos e afundou o rosto na curva do meu pescoço. Beijei a curva do seu, e ele se arrepiou, sentindo meus lábios contra sua pele. O quente de seus pelos atingiram minha língua e eu o senti salgado e com cheiro de menta, como Patch sempre fora. – Minha nossa. – Suspirei ainda assustada. – Você não se esqueceu.
— Esqueci, sim. – Ele explicou e murchei em seus braços. – Mas me lembrei quando passei pelo corredor e escutei seus gritos desesperados. Eu sabia que já tinha escutado aquela voz, daquele mesmo jeito e os olhares do pessoal do lado de fora me entregaram a realidade. Sofri um acesso de memórias, mas não todas, pois...
E então uma luz se fundiu do encontro dos nossos corpos. Uma luz clara e branda, como todo relacionamento deve ser. O centro de minhas costas se aglomerou e os pontos explodiram, formando mais um. Trazendo de volta aquele me dava mais poder, força e felicidade.
— Está sentindo isso, Anjo? – Ele perguntou, acenei em positivo, nosso ponto estava voltando lentamente.
Senti meus braços ao redor de Patch e seus sentimentos ocultos, senti-o engolir em seco enquanto o campus ao nosso redor virava cinzas e nós nos encontrávamos em uma sala com paredes de filmes. Filmes e fotos de nossos momentos.
Eu caída ao lado de minha casa e Patch correndo em minha direção, pronto para me carregar em seus braços; Patch me levando e me deixando com Laurel, mas na forma de vovó Redbird; Depois vimos juntos o sonho alegre que o próprio impôs em minha mente, as memórias estavam vivas ao nosso redor, com Patch enlaçando minha cintura e reconhecendo tudo aos poucos. Vimos a verdade nos olhos um do outro.
Depois, eu mordendo seu lábio inferior enquanto ele forçava um beijo; depois seu desespero evidente pelo bilhete misterioso que recebi; sua busca por Dabria veio em seguida ao nosso primeiro beijo no subterrâneo Delphic.
E quando vi aquela cena, tive as mesmas sensações. O mesmo frio na barriga. A mesma sensação de ser entregue aos dedos do amado.
Imagens de Patch sorrindo surgiam em um e outro ponto. A imagem de Patch escrevendo minha carta estava em foto e a imagem mais forte estava lá: Patch dentro da Jaula e eu a segurando, com fogo lambendo meus braços e seus dedos postos cuidadosamente em meus ombros, acariciando sobre todo o torpor do medo.
Depois, o mesmo chegando de limusine para me buscar e depois quando me tirou das mãos dos nefilins. Eu o amo. Muito.
A última imagem foi de Patch com os olhos azuis atacando meu braço, me causando for física e emocional. Mas não importava, eu queria gravar aquela sala nas profundezas das minhas memórias, nos ver juntos com seu sorrisinho prazeroso lhe percorrendo os lábios.
O mais forte de tudo aquilo é que sentíamos juntos os toques representados nas imagens e sentimentos postos em foto ou vídeo.
Tudo caiu como faíscas brilhantes ao nosso redor e eu sorri, ainda com lágrimas nos olhos.
Me virei para Patch.
— Uau. – Sussurrei e me virei em sua direção.
Patch olhava diretamente para mim, sorrindo da maneira que eu sempre amarei. Seu canto da boca repuxado. Ele lambeu os lábios e suas mãos ficaram mais ansiosas em minha cintura. Suspirei.
— Você faz este tipo de coisa para me assustar.
— Nunca vou fazer nada para te assustar, Anjo. Só para saciar, mimar e impressionar. – Ele selou a promessa com seus lábios sobre os meus. Nossos corações batendo no mesmo compasso, com nossa história vindo com mais força ao nosso redor, como uma avalanche nos derrubando no precipício da verdade.
As mãos de Patch agarraram minhas pernas que enlaçaram sua cintura. E então nossa história não começaria e nem terminaria ali, pois aquele era somente mais um momento para ficar guardado naquela sala que vimos juntos pela primeira vez.

Notas finais
Ficou curtinho, mas espero que tenham gostado. Foi uma coisa que veio em um estalo, então, espero ter agradado, ok? Pq de início, só teria o reencontro e não tudo o mais! OUVIRAM A MÚSICA NÉ? Até amanhã ]= Até o fim, pessoal ]=