Notas iniciais
Genteeee o/ Voltei! ^~ Essa semana postei 3 capítulos se vocês contarem o Domingo, pois é, tô boazinha! E com inspiração que é o mais importante u.u Torçam pra continuar assim pra vocês sempre terem capítulos fresquinhos! Estava pensando em fazer outra fic Bamon, mas são tantas ideias que minha cachola tem! :/ Então, vocês podem me ajudar?! Mandei nos coments ou por MP's ideias sobre Bamon's que vocês gostariam de ler, assim eu posso tentar escrever! Okay, vamos à história! P.S: Leiam ao som de Wide Awake Glee Version ou outra música mais relax! u.u

I'm wide awake

Yeah, I was in the dark

I was falling hard

With an open heart

I'm wide awake

How did I read the stars so wrong?

Eu estou bem acordada

Sim, eu estava no escuro

Eu estava caindo

Com o coração aberto

Eu estou bem acordada

Como eu li as estrelas tão errado?

Bonnie pov

A morte é fácil. Indolor. A vida é uma droga!

Como seria daqui pra frente?

Se eu pudesse pedir um lugar pra ficar pra sempre há algum tempo, eu teria pedido um campo verde, com grama recém cortada, árvores frutíferas, e um carvalho bem antigo com um balanço.

Mas agora, eu queria estar nos braços dele novamente.

Eu me encontrava nos campos verdes que eu imaginava antes, tão tranquilos e silenciosos, eu daria tudo pra poder ouvir as reclamações da minha mãe sobre eu ser bem grandinha e arrumar meu quarto, ou minha amada irmã Mary dizendo que eu deveria ser mais responsável quando se tratava da escola, tinha uma saudade enorme do meu pai e sua voz horrivelmente desafinada ao cantar no banheiro, sentia uma falta quase dolorosamente palpável de Elena, Meredith e Matt, meus melhores amigos, até de Caroline eu sentia falta!

Mas, o que mais doía era o fato de quando eu encontrei, finalmente, uma coisa que pessoas buscam a vida inteira, o verdadeiro amor, me tiraram a vida. Ele me tirou a vida.

Sei que ele nunca faria isso de propósito, mas infelizmente aconteceu.

Eu me levantei da grama recém cortada que eu estava, limpando meu vestido branco de rendas, ele cobria meus pés e tinha mangas também rendadas que cobria todo o meu braço, uma gola V discreta e ainda tinha alguns respingos de sangue, assim como a roupa que eu usava antes de morrer.

Embora estar morta seja sacal, eu poderia aguentar para todo o sempre...

Damon pov

Eu poderia dizer que nunca chorei nessa longa vida sobrenatural que levo.

Eu estaria mentindo.

Eu chorei quando Rose morreu e isso eu não vou negar. Eu derramei uma maldita lágrima quando levaram Stefan pra Dimensão das Trevas, embora, eu pensasse que seria a chance perfeita pra ter minha Elena só pra mim, embora tivesse na cabeça todo um plano arquitetado de conquistá-la, um plano que coloquei em prática, em partes, embora esses “emboras” estivessem lá, a lágrima gélida e fina não deixou de cair.

E nesse exato momento não era diferente.

Quando mesmo eu comecei a me importar com essa pequena bruxa de nome Bonnie McCullough?

Eu era bom em datas, mas essa questão era uma incógnita pra mim.

Eu a segurava firmemente em meus braços nesse exato momento. Ela estava morta e nada do que eu fizesse mudaria isso.

Eu seria linchado e morreria. Seria bom, afinal a veria ainda assim.

Não. Claro que não! A doce Bonnie não iria pra um lugar onde o Sol não brilha, ela não iria pra um antro de sangue e destruição, para o qual eu vou se eu viesse a morrer.

A segurei mais apertado em meus braços gélidos e corri tão rápido quanto uma bala a fim de chegar logo à mansão.

Quando abri a porta toda à atenção dos presentes na sala se voltou pra mim e para o corpo jazido em meus braços.

Ouvi um grito estarrecedor provindo de Elena ao ver a amiga. Tal grito eu só ouvi uma única vez. Vindo de Katherine, quando entrei em seus sonhos e a vi perdendo a filha para um estranho qualquer. Uma coincidência o mesmo grito ter saído se sua cópia.

Vi Elena colocar as mãos sobre o estômago e chorar como um bebê. Ela não foi capaz de se aproximar. Ao contrário de Matt que tentava puxar a ruivinha dos meus braços.

Eu não permiti, o ignorei e fui até o sofá mais próximo a depositei lá e logo, a caçadora do sobrenatural estava debruçada em prantos em cima a amiga.

Stefan abraçava Elena, a velha bruxa estava junto a Meredith tentando conter as lágrimas, Mutt chorava de cabeça baixa e o único amigo que tinha ali, Alaric, estava ao meu lado, com um das mãos em meu ombro. Ele sabia que eu sofria tanto, ou mais que todos ali.

Afinal, naquela noite fria de Dezembro eu havia perdido meu único e verdadeiro amor.

Bonnie pov

Estar no “além” fazia-me lembrar da Dimensão das Trevas. Não que o lugar tivesse um sol que deixava todas as cores alaranjadas e nem as criaturas cruéis e sobrenaturais, é só que o tempo era estranho...

Se eu estivesse estranhamente incomodada, começava uma chuva bem fininha, daquelas que embaçam óculos e molham nossas chapinhas. Se meu humor estivesse conformado, somente um céu leitoso se faria sob minha cabeça.

Eu estava sob a grama, como sempre recém-cortada. Pensava sobre como eu tinha conhecido Elena e Meredith, na verdade eu estava fazendo uma retrospectiva de toda a minha vida.

De qualquer forma, eu estava cansada, já tinha aquela memória gravada como os mandamentos em pedra, não aguentava mais aquele antro de tranquilidade, eu queria os perigos que corríamos no plano normal!

O céu de solar tornou-se chuvoso e feio. E quando as gotas de chuva começaram a cair, foram confundidas com minhas lágrimas.

Era um corredor. Estranho, nesse mundo diferente do “além” não existiam estruturas criadas por homens, pude notar isso pelo tempo que estive lá.

Nesse corredor eu estava em pleno azul. Tanto nas paredes do local como nas roupas, de repente o azul, tornou-se roxo, e foi subindo pela calda do tecido em tons de vermelho, alaranjado, salmão, rosa, até o mais puro branco novamente. Numa piscada quando me olhei nos espelhos que cercavam o imenso corredor, minhas vestes eram uma calça jeans, e uma blusa azul manchada de sangue, como a roupa que usava antes de morrer.

Agora, o cômodo que parecia sem portas tinha uma única ao fim do lugar. A cada passo que eu andava, sentia minhas bochechas queimarem, o coração pulsar... Seria possível sonhar no mundo que é um sonho?

Rocei meus dedos na maçaneta, com medo do que encontraria se abrisse aquela porta. Poderia ser uma saída daquele lugar, que era o que eu mais queria, ou poderia ser minha decepção pós-morte...

Com a cara e a coragem, mais a cara do que coragem, enfim, abri a porta e me deparei com a escuridão clareando-se...

Levantei como quem acorda assustada de um pesadelo. Eu ofegava e tinha uma das mãos no peito, próximo ao coração, que eu sentia pulsar, e a outra ao lado do meu corpo, antes morto, no sofá. Eu estava na mansão Salvatore.

– Bonnie! Oh meu Deus! Você está... Viva! – ouvi Elena dizer e vir com tudo pra cima de mim.

Ela e Meredith pularam sobre meu pequeno corpo sem nó nem piedade, me enchiam de beijos e palavras amigáveis.

– Bem-vinda de volta Bonn! – Matt me abraçou depois de no mínimo 20 minutos das garotas me abraçando.

– Bonnie! Fico muito feliz que esteja de volta conosco! – Stefan disse sorrindo e me dando um abraço bem apertado.

A Sra.Flowers foi até mim no sofá e me deu um abraço confortável, naquele momento senti uma falta imensa da minha mãe.

Logo depois, Alaric também me parabenizou pela volta dos mortos.

Ninguém ali estava preocupado em saber como eu voltei, pelo menos não por hora, naquele instante eu queria aproveitar.

– Seja bem-vinda novamente passarinha. – ouvi Damon dizer às minhas costas.

Virei-me em rompante e pulei em seus braços.

Mesmo que todo o reboliço tenha sido causado por ele, o mesmo havia me salvado da morte, mais de uma vez, e eu devia a ele, mais uma vez.

– Obrigada Damon... – sussurrei para que só ele pudesse ouvir.

– Disponha ruivinha. – ele me abraçou mais forte. E eu senti que sorria, assim como eu.

Depois de algumas horas Elena aconselhou que eu tomasse um banho pra voltar pra casa, afinal de contas, minhas roupas tinham sangue e pelo cheiro, não daria pra enganar dizendo que era ponche.

Quando estávamos saindo pude receber mais um abraço da Sra.Flowers, Stefan e Damon, que ficariam na mansão. Foi bom poder abraçar a pessoa que eu tinha descoberto, há pouco tempo, na verdade, ser o amor que eu sempre procurei.

Ao chegar em casa, receber o abraço de Mary, mamãe e papai só fez-me sentir mais viva! Era incrível como sair daquele mundo perfeito demais da pós-mortetrazia a mim uma paz imensa! Eu nunca mais morreria! Meredith e Elena me fizeram jurar isso!

Subi ao meu quarto e vi o imponente corvo negro e roliço sobre o velho carvalho que dava no meu quarto. Sorri espontaneamente, já sabia quem me olhava tão intensamente, estava longe de ser um corvo comum.

Ao olhar na soleira da janela, no lado exterior estava um bilhete num cartão preto escrito com lápis branco.

Sei que parece cedo depois de tudo, mas tenho dois pedidos a lhe fazer.

Desculpa-me?

Sairias comigo amanhã à noite?

Com carinho.

D.

Eu sorri e o corvo voou pra longe, acho que ele entendeu meu sim.

Naquela noite, depois de voltar dos mortos, depois de descobri algo que procurava fazia tempo, depois de receber os calorosos abraços de pessoas que sentiram minha falta, depois do bilhete que simbolizava tanta coisa, eu me sentia viva!

Notas finais
Tai! Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.