Ocasiões anônimas
3 Cafeína pelo sangue
Notas iniciais
Um novo capítulo. Desta vez uma ocasião anônima.... mais estarão por vir! Boa leitura!!
O café é justamente a minha bebida favorita para me manter mais ativo. Abuso dele como se fosse um remédio, mas apenas quando necessito toma-lo na hora certa. Ele é simplesmente mágico. Não sei quanto a vocês, mas é uma bebida que salva a minha vida quando mais preciso.
Em meus antigos momentos de total distração, bastava o preparo dessa delícia paradisíaca e tudo se resolvia. Minha atenção era retomada completamente, sentidos aguçados, e me sentia completamente preparado para qualquer situação. Pelo menos era assim que eu pensava quando tinha meus doze anos, idade em que comecei a tomar café (se não me engano). Muito cedo para isso, talvez? Sempre fui um garoto introvertido demais durante o primeiro grau, e isso me trazia sérios problemas pessoais. Tinha uma mente fechada e limitada de algumas coisas que precisava saber sobre a realidade. Um garoto individualista e fantasioso demais, por assim dizer. Foi na primeira vez que tudo pôde finalmente mudar. De começo, eu descobria seus efeitos. Me sentia mais atento e minha timidez parecia não me incomodar em relação ao meu cotidiano. O problema era ser comunicativo. O café me trazia aquela sensação de animosidade que sempre procurei ter mas não me ajudava a ser mais sociável com as pessoas. Para mim, isso era grave. Foi então que as doses passaram a ser exageradas, como três a sete xícaras a cada dia, apenas para me sentir um ‘’the flash’’. Tinha os efeitos desejados, mas o problema eram os efeitos colaterais. De repente fortes dores de cabeça e uma vontade insaciável de querer fazer tudo ao mesmo tempo. O café me consumia lentamente. Por sorte, pude perceber que com o café em minhas veias, eu não era o mesmo. Me mantinha ativo, mas parecendo um tanto louco. Estava sentindo saudades de meu antigo eu. O vício se tornou moderação, mas tomava duas xícaras por dia, cada uma com três colheres de café. Eu poderia estar envenenando a mim mesmo, mas me parecia um equilíbrio. Voltei a ser calmo, atento, mas não muito sociável. O que me fez sentir saudades da minha antiga loucura de estar ativo. Tinha grandes dificuldades de puxar assunto, ainda mais que tive um melhor amigo moralista, que me considerava um segunda mão. O que ele dizia era sempre importante, e a atenção e respeito eram para ser dirigidas a ele, o que em parte diminuía minha moralidade social. Tenho de agradecer à Deus por ser paciente. Hoje em dia, meu amigo continua sendo boa pessoa, mas com os mesmos sintomas. Mas, foi realmente durante as férias de oitava série que pude ter uma ampla perspectiva. Descobri que não era o café que me trazia a capacidade de ser o que quero, mas que isso dependia de mim. Percebi que meu erro era o de temer que eu não seria ninguém sem as vantagens prazerosas que essa bebida pode nos trazer. O segredo, simplesmente, foi abandonar essa necessidade obsessiva de querer ter vários amigos e amigas, ou ganhar a confiança deles. A partir disso pude corrigir os problemas que se encontravam em mim mesmo. E, se caso você tiver um ou problemas similares, siga o segredo. Sua vontade obsessiva de conseguir o que quer é o que pode aos poucos lhe destruir. Salve-se o quanto antes, e isso não é difícil. É apenas reconhecer o seu erro e aceita-lo, para logo em seguida levar a vida da maneira como desejar. Hoje em dia, tomo meu café com leite pela manhã, e um cafezinho de vez em quando pela tarde. Ele não é mais algo que eu realmente precise ou dependa, apenas um recurso alimentício que me traz um bem. Não posso negar que preciso dele!
Notas finais
Se você conseguiu ler todo o texto, e inclusive chegou aqui, muito obrigado. Vou ficar ainda mais contente se me deixar um comentário dizendo o que achou do capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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