Obsessão
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Doralice lembrava-se de um tempo em que tinha em quem confiar, contava tudo para a mãe e para a irmã. Quando sua mãe morreu, ocultou tudo da tia e compartilhou com Abigail porque esta a compreendia. O medo e desconfiança que sentia desde a morte de sua filha nunca lhe pertencera antes, era difícil lidar com aquilo, era difícil se sentir sozinha em tudo que fazia.
Ouvir aquelas palavras da irmã era como ter o diário de adolescente lido diante de toda a classe, todos sabiam de seus sonhos e planos e zombavam até que a insegurança a abatesse e, então, tudo fosse destruído.
– D-do que está falando? — não adiantaria disfarçar, sabia disso.
– Não minta pra mim, Doralice. — ela dizia com tom firme, se aproximou uns passos, mas logo foi parada por Henri.
– Se for causar problemas, vou ter que dar um jeito. — ele disse, mantendo o olhar fixo em Abigail, mas falando com Doralice. Tinha que olhar para baixo para encontrar os olhos da mulher, que correspondia o olhar.
– Já pedi para que se acalme. — ela disse – E não haverá problema algum. Eu só preciso conversar com minha irmã. Será que posso?
Henri cruzou os braços, relutante. Estava nervoso, desconfiado, prestes a pegar Abigail pelos cabelos e fazer mil e uma ameaças caso denunciasse algo para alguém.
– Não vou prejudicar ninguém. Eu juro.
O rapaz olhou para Doralice.
– Lá dentro. Para que não fuja. — ele disse, voltando a olhar Abigail. Caso tentassem algo, mataria as duas sem dó e ainda teria Laura para si.
As duas assentiram. Henri deixou que elas entrassem primeiro e então, ele entrou e trancou a porta. Doralice levou Abigail para um canto, o mesmo canto em que conversou com Henri pela primeira vez. As lágrimas já rolavam seu rosto.
– Antes de qualquer coisa, não vai me fazer mudar de ideia. — ela começou, apesar do choro, tinha uma expressão bem séria. — Estou te dando a chance de não se meter nisso e deixar que eu me arrisque sozinha, mas não tente nada, Abigail, eu não...
– Deixe-me falar! — ela aumentou um pouco o tom de voz. Olhou para os lados e só viu Henri e os outros homens as olhando com fixação. Se sentiu incomodada, mas continuou. — Eu nunca disse que te convenceria de nada! Eu estou aqui... — ela apertou os olhos e balançou um pouco a cabeça, quando os abriu, abriu também um sorriso. — Eu vou te ajudar.
Doralice foi tomada pela confusão.
– Como disse?
– O único sermão que vou te dar é sobre confiança! Devia ter me contado antes! Mas não. Eu tive que saber por outros meios.
– Que meios? Mais alguém sabe?! — seus olhos se arregalaram.
– Seu diário, eu li. — ela disse. — Estive lendo desde que cheguei aqui! O jeito como olhou para Laura naquele dia na feirinha, eu sabia que não era qualquer coisa. Eu o procurei muito, Doralice. Eu fui em seu quarto e vi logo aquele piso solto e lá estava ele, aliás, tenha mais cuidado com ele, só o encontrei porque olhei muito em volta da escrivaninha. — ela alertou, ninguém queria que Maurice encontrasse aquilo. — Me desculpe por ter invadido sua privacidade, mas não confiou em mim. — respirou fundo. Abigail segurou na mão gelada da irmã. — Mas também não confiei em você.
– O que quer dizer com isso?
– A verdade, Dora, é que eu nunca superei a morte de meu bebê. Eu sonhei tanto com ele, sonhei mesmo. Ele era lindo, ele tinha os olhos do pai e meu nariz, ele era perfeito, era um anjo, eu sabia que ele seria assim, mas nunca tive a chance de ver cara a cara. — seus olhos começaram a brilhar por causa das lágrimas que os invadiam. — Raul? Não chega nem perto dele. — Raul era seu filho, o menino lindo e saudável que teve um tempo depois de sua tragédia. — Nem sei mesmo porque coloquei esse nome nele, era pra ser do meu filho, o meu filho perfeito!
Doralice ainda estava digerindo tudo aquilo, mas Abigail não parou:
– Eu ainda sonho com ele... Eu me vejo com ele e é tão real! — ela sorriu, mas logo tornou-se séria de novo. — Mas ele ainda não chegou. Eu não perdi as esperanças de segurar meu filho. Eu achei que estava louca, sonhando tudo isso e não amando Raul o bastante, mas Dora, eu me sinto assim muito antes de Madeleine nascer! Agora vejo que não é loucura nenhuma.
Doralice percebia a forma como ela falava o nome de Raul, o seu sobrinho vivo. Era de uma forma normal, como se fosse qualquer um. Mas quando falava do outro, do que morreu, ela falava com amor, com um ar diferente, mesmo não o chamando pelo nome que deveria lhe pertencer.
– Está dizendo que não vai me entregar, mas que vai me ajudar? — ela abaixou suas sobrancelhas, olhando para Abigail. Ela viu a irmã assentir e sentiu um alívio enorme. Um sorriso dominou seu rosto. — Abigail. — ela se aproximou e abraçou a irmã, que correspondeu. — Desculpe, tive medo.
– Não peça desculpas. Sabemos como a sociedade nos olharia. — ela a abraçou mais forte. — Mas saiba que eu nunca vou te julgar. — ela se afastou e arrumou o cabelo bagunçado de Doralice. — Onde ela está?
– Han... Eu não sei. — Dora olhou para Henri e se virou para ele.
O homem se aproximou delas com os braços cruzados, mas ainda com aquele olhar.
– E então?
– Ela está conosco. — Doralice afirmou, olhando orgulhosa para Abigail. — Fique tranquilo.
Henri pôs as mãos na cintura e respirou fundo, parecia muito impaciente, mas logo relaxou.
– Só não desisto disso tudo e acabo com as duas agora porque Laura é o que me interessa mais. E claro, meu pagamento. — ele estendeu a mão para Doralice.
A mulher suspirou e assentiu. Estava com um envelope dobrado escondido em seu decote, mas este não era nada vulgar, ao contrário do decote de Abigail. Seu casaco estava desajeitado, revelando a camisola que usava por baixo dele. Henri olhou para ela enquanto Dora recontava o dinheiro, Abigail logo percebeu e fechou o casaco com as mãos, mas não conseguiu esconder um sorrisinho no canto de seus lábios.
– Aqui está. — Dora entregou o envelope para ele com o dinheiro já contado dentro. — Agora quero ver Laura.
– Me sigam. — ele disse abrindo o envelope e tirando o dinheiro de lá. Ele entregou as notas para aquele homem de bigode, ele tratou de guardar em um esconderijo que as moças não viram, pois não era de seu interesse.
Henri seguiu para a porta, o que Doralice estranhou, ele devia estar perto de Laura.
A verdade é que Henri colocou Laura em uma outra casa, ali mesmo no beco, praticamente do lado de onde ele ficava com seus parceiros. Usou uma chave para destrancar a porta.
Laura estava deitada em uma cama com um colchão fino. Logo puderam reparar que ela estava presa por correntes, nos pulsos e nos pés, assim como Dora fizera quando a prendeu com cordas na cadeira.
– A deixo assim só para dormir. Juan, um dos homens que viu lá na outra casa, fica na porta durante toda a noite. Ela tem gritado muito enquanto dorme, pesadelos e essas coisas. — ele explicou, olhando Laura dormindo. — Acordo ela às nove para comer algo, mas não a solto, nunca se sabe o que ela pode tentar fazer. Eu mesmo a alimento.
– Apenas uma refeição por dia? — Abigail perguntou, olhando indignada para Henri.
– Claro que não. — a olhou de volta com desprezo. — A senhora sua irmã deixou bem claro que uma grávida deve se alimentar bem.
Abigail ergueu uma sobrancelha rapidamente e franziu os lábios.
– Tenho uma pergunta. — ela começou novamente. Henri virou os olhos. — Quando a moça entrar em trabalho de parto, como farão? Não podem levá-la para um hospital.
Doralice e Henri se entreolharam. Nenhum pensou nisso, mas a julgada seria ela, pois foi quem planejou tudo. Ela cruzou os braços e suspirou, voltando a olhar para Laura.
– Verei isso. Talvez nós mesmos possamos fazê-lo.
– E depois? A matarão ou...
– Você faz perguntas demais. — reclamou Henri, olhando para Abigail com raiva. — É bom que agora voltem para casa, vai que o prefeito acorda para ir ao banheiro e surpresa! Não há ninguém em casa. Não está tão tarde assim ainda.
– Só pergunto o necessário. — ela sorriu ironicamente. — Mas o Senhor Impaciência está certo, Doralice. — viu Henri virar os olhos novamente, mas não se importou. — Vamos agora.
Doralice concordou, então elas foram. Andaram juntas e rapidamente para casa e fizeram o mínimo de barulho ao abrirem o portão e ao entrarem em casa. Não conversaram mais após isso, estavam muito cansadas, se falariam pela manhã. Abigail foi para seu quarto e Dora para o seu.
Ela tirou seu vestido simples que usara para ir ao beco e vestiu sua camisola, movimentou-se com muito cuidado. Antes de se deitar, certificou-se de que o piso que escondia seu diário estava bem colocado. Logo após, tratou de deitar-se sem acordar Maurice, mas falhou.
– Dora? — ele sussurrou, mas não se moveu, apenas abriu um pouco o olho e viu a mulher sentada na cama, de costas para ele. Ela respirou fundo.
– Sim?
– Onde vai?
– Estou chegando do banheiro, querido. Durma.
– Oh, claro... Boa noite.
– Boa noite.
–
Na manhã seguinte, tudo estava normal, como se nada tivesse acontecido. Todos sentados a mesa tomando seu café da manhã. Doralice e Abigail se entreolhavam de vez em quando, mas nada que levantasse suspeitas.
– Sabe, estive pensando, — começou Maurice – queria te levar para jantar essa noite.
– Oh, isso é ótimo, meu bem, mas ando tão cansada...
– Cansada? Justina disse que você e Abigail não caminharam mais. — ele disse sorrindo, como se zombasse da esposa.
– É, não caminhamos mesmo. — Doralice olhou para Abigail.
– Pois então, o que me diz? — ele se virou um pouco para a esposa, pronto para ouvir um “sim” bem feliz e empolgado.
– Ah, Maurice, talvez não seja uma boa ideia agora. Abigail ficaria sozinha em casa.
– Tenho certeza de que não se incomodaria, certo Abigail? — ele olhou para a cunhada e recebeu um sorriso.
– Claro que não. Vão e se divirtam.
– Então está combinado. — Maurice voltou a tomar seu café com mais gosto e animação que antes.
Abigail viu o olhar de Doralice a fuzilando, ela arqueou as sobrancelhas e olhou para o lado, dizendo que logo explicaria.
Quando terminou de comer, Maurice deixou a mesa e foi para seu quarto terminar de se arrumar. Doralice olhou para os lados para certificar-se de que estavam sozinhas.
– Que diabos está fazendo? Não será só um jantar, Abigail. Será um jantar, uma peça, uma caminhada. Voltaremos tarde demais! Tenho um horário a zelar com Henri! — ela sussurrou tudo, mas Abigail captou logo.
– Ele acabará desconfiando se você ficar distante assim. Vá e aja como se tudo estivesse normal. Eu vou no horário e vejo se está tudo certo com a garota e se Henri precisa de algo. Não se preocupe, confie em mim.
– Eu confio! — disse com firmeza, logo se encostou na cadeira. — É que gosto de ver com meus próprios olhos.
– Posso tentar fotografar. — ela brincou, sorrindo para a irmã. — Se divirta um pouco, lembre-se que tem um marido.
“Tem um marido”, Doralice repetiu em sua cabeça. Era verdade. Apesar de estar distante e de Maurice não a entender, ela amava seu marido. Como faria quando estivesse com a criança? Já pensara nisso antes, mas aquilo sempre a perturbava. Queria criar a menina com ele, apesar de tudo que disse naquela noite em que surtou. Ela balançou a cabeça e sorriu nervosa.
– Tudo bem. Tenha certeza de que ela está sendo bem tratada, mas sempre presa.
– Fique tranquila.
–
O dia passou rápido. Dora saiu com Abigail para comprar vestido e sapato para ela usar em seu jantar. Compraram um lindo vestido azul acinzentado e sapatos para combinar e Doralice comprou um vestido para irmã, para agradecer toda a ajuda.
Quando chegaram em casa, por volta das cinco da tarde, Doralice foi para o banho enquanto Abigail lia uma revista na sala. Ela a ajudou a se arrumar.
Estava passando a maquiagem quando Maurice chegou. Ele admirou a esposa e a elogiou, mas logo partiu para um banho rápido, ou se atrasariam. Doralice estava certa, eles veriam uma peça.
Enquanto o prefeito de arrumava, Dora chamou a irmã para conversar.
– Onze e meia. — ela reforçou. — E seja cuidadosa.
– Serei. — ela sorriu para confortar e acalmar a irmã. — Agora relaxe e vá se divertir, sua filhinha está bem.
Sorriu e assentiu.
– Está pronta? — Maurice perguntou enquanto descia as escadas. Estava arrumando a gravata ainda.
– Estou. — ela virou-se para ele, sorridente. — Deixe-me arrumar isso. — ela se aproximou do marido, que foi pego de surpresa. Doralice começou a arrumar sua gravata. — Nunca saberá fazer como eu faço. — ela o zombou, sorrindo para ele.
Abigail notou a felicidade no rosto de Maurice, era como se nada nunca tivesse acontecido, como se a tristeza nunca tivesse destruído aquela casa e tentado acabar com o seu casamento.
Ela se despediu do casal e eles saíram para sua noite de diversão.
Ainda era sete e quarenta. Não haviam mais livros e revistas para ler. Foi quando notou que havia uma televisão ali, bem na sala, bem na sua cara. Nunca vira a irmã nem Maurice assistindo nada, talvez pela falta de tempo e por Doralice preferir livros.
Ela ligou o aparelho e começou a assistir qualquer coisa, apenas esperando a hora passar.
As onze horas, Abigail foi para seu quarto para por seu casaco vermelho. Justina estava na casa naquele dia, então mesmo sem sua irmã e cunhado em casa, precisou ter cuidado ao sair.
Demorou menos para chegar ao beco desta vez, já que não precisava parar várias vezes para não chamar atenção de irmã. Desceu as escadas com rapidez e avistou Henri de longe.
– Onde está Doralice? — ele perguntou enquanto acendia um cigarro, nem sequer olhou para Abigail, tinha a visto pelo canto do olho quando chegou ao fim da escada.
– Em um jantar, com o prefeito. — ela respondeu. — E Laura?
– Dormindo.
– Posso perguntar algo? — ele não respondeu, apenas soltou fumaça da boca e continuou olhando para frente. — Quando disse que o que mais lhe interessava era Laura... Por que isso? — foi então que ele a olhou. — Seus olhos azuis o impressionou? — ela riu um pouco, debochando.
– Na verdade, sim. — ele respondeu seco. — Mas isso não é da sua conta.
– Ah claro, sinto muito. — ela não o olhou mais. — É que disse aquilo de uma forma... Pareceu que a conhecia há muito tempo.
– E conheço. Ela é noiva do meu irmão. É uma longa história se quer mesmo saber.
– Achei que não fosse da minha conta.
Henri a olhou, mais uma vez impaciente. Abigail ergueu as mãos, se rendendo.
– Desculpe. Continue.
– Eu sempre gostei dela, desde criança, mas nunca fui o menino dos sonhos dela. Ai meu irmão perfeito chegou e tomou ela de mim. Bernard não é tão diferente de mim, é ambicioso e egoísta também, a diferença é que vive em casa... — ele tragou seu cigarro mais uma vez e jogou fora. A fumaça foi saindo conforme ele falava. — Eu sou bastardo. Eu nasci fora do casamento de meu pai. Minha mãe se suicidou quando soube que meu pai não ficaria com ela, isso é o que me contaram... Sempre tive menos atenção, menos cuidado. Eles tem uma parte de culpa por eu ter me tornado no que me tornei. Laura só escolheu ele porque era o menino educadinho.
– Que história triste. — Abigail se encostou na parede, ao lado de Henri que estava sentado. — Agora entendi. Você quer se vingar, por isso aceitou vigiar ela.
– Sim.
– E todo o amor passou? Não sente pena?
– Sinto, porque ela vai sofrer muito quando a senhora Champoudry pegar o bebê e ai eu poderei matá-la.
– Oh... Então é meio psicopata também, além de impaciente.
– Deveria parar de me provocar, senhora. — Ele se levantou e ficou de frente para ela. Novamente observou seu corpo, desta vez mais coberto, mas ainda mostrava suas curvas. — Se sabe como sou, não deveria ser tão chata e irritante.
– Pode me chamar de Abigail. — ela sorriu singelamente. — E só estou tentando criar alguma confiança aqui.
– Confiança. — ele riu. — Você fala bastante disso, não é? Com a sua irmã foi o mesmo.
–Estava ouvindo tudo?
– Tudo que é dito em minha casa é da minha conta. — ele explicou, com ar de superioridade. Não pode deixar de notar a aliança no dedo de Abigail. Arqueou as sobrancelhas. — Mm, é casada?
– Isso não é da sua conta.
Ele sorriu, recebendo a vingança. Ficaram quietos, mas olhando para outros lugares.
– Sabe, meu marido... — ela começou, olhando para suas unhas pintadas de cor de vinho – Ele se parece com você. Impaciente, orgulhoso, as vezes irritante.
– Foi isso que te atraiu?
– Não. Mas eu aprendi a conviver.
Poderia estar errado, mas Henri tinha quase certeza de que estava sendo flertado. Abigail manteve o olhar nele, talvez esperando alguma atitude, talvez não. Um pouco hesitante, ele ergueu sua mão e desabotoou o primeiro botão de cima do casaco vermelho de Abigail e puxou uma das partes para o lado, revelando o vestido dela, um decote normal, nem vulgar nem cobrindo tudo. Ela não reagiu, então ele se sentiu mais seguro para fazer o que fez.
Pura atração física, pois era óbvio que não se gostavam. Ele a beijou com pressa e ela correspondeu da mesma forma. Nem se preocuparam em serem vistos.
Abigail estava surpreendendo-se consigo mesma. Apoiando Doralice com todo aquele plano e traindo o marido. Não entendia o que tinha lhe dado, mas apenas achou aquilo certo. Não pensou na família, não pensou em Doralice e muito menos em Laura, que estava dentro daquele quarto ouvindo tudo.
A moça estava deitada, acorrentada, mas de ouvidos atentos. Então era isso. Henri queria se vingar por não ter sido escolhido. Não se sentiu mal, sentiu muita raiva do homem, todo seu egoísmo lhe deu nojo. Mas ela já sabia como responder aquilo a altura, mas o faria pela manhã, já que no momento ele estava fazendo novamente o que sempre fizera: destruindo relacionamentos.
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