Obsession

20 Insanidade


Insanidade

Hermione estava sentada na poltrona confortável de sua sala, olhando de forma determinada os pergaminhos que Archie havia lhe entregado horas atrás. Precisava tomar conhecimento de tudo o que havia perdido nos dias que não tinha trabalhado. Precisava saber o rumo e as formas que as novas leis estavam tomando.

Mas ela não conseguia se concentrar muito. Não se sentia cansada. Não fisicamente. Ela não estava com sono, o que seria normal para uma manhã de segunda feira. Sempre trabalhava horas a fiodurante o fim de semana. Mas não naquele.

Porque agora ela estava casada com o maldito snatcher.

Tombou o corpo no encosto da poltrona e fechou os olhos, bufando com certa falta de paciência. Sua exaustão era mental. Seu cérebro parecia zunir. Não havia descansado nenhum momento durante os dias que Archie lhe dera.

Depois que o snatcher havia saído, Hermione experimentou novamente o silêncio aconchegante de seu apartamento, a liberdade de andar de roupa íntima pelos corredores. Até Bichento estava mais tranquilo. Mas aquilo não durou muito tempo.

Ele havia chegado na parte da madrugada, a bruxa ainda estava acordada, e infelizmente teve o azar de decidir tomar um copo de água no momento em que ele entrou pela porta, cambaleando de forma estranha, visivelmente bêbado. Viu-a e sorriu, caminhando em direção a ela. O cheiro de álcool entrava pelo nariz de Hermione e ela espalmou a mão no peito do homem, impedindo-o de se aproximar mais. Já estava acostumada com o cheiro de Uísque de Fogo dele, mas não naquela proporção.

Claro que ele insistiu, tentando pegá-la com os braços. Ela correu para o quarto e fechou a porta com a chave. Sabia que o homem estaria bêbado o suficiente para não se lembrar de usar qualquer tipo de feitiço para abri-la. Foi dormir estressada. Sabia que ele ainda havia ido até a cozinha, mas depois de uma hora ele finalmente havia dormido.

A garota realmente estava satisfeita com o seu autocontrole. O homem havia lhe perseguido todas as vezes em que tinha uma oportunidade. Mas ela fora convicta de que não faria nada com ele. Infelizmente isso parecia mais diverti-lo do que irritá-lo.

Bufou, abrindo os olhos. Sua vida estava um inferno. Seu apartamento, sempre considerado um meio de fuga para os momentos de estresse, agora era o seu motivo de estresse. Bichento não conseguia dormir direito quando o homem perambulava pelos cômodos.

Seu final de semana não foi dos melhores também. Ele não se lembrava da noite anterior, e Hermione agradecia mentalmente a isso. Ele havia saído, e demorado bastante, mas não tinha chegado bêbado como na anterior. Ela se perguntava mentalmente o que ele estaria fazendo e para onde ele estava indo a ponto de ficar horas fora de casa.

Deu de ombros. Antes de tomarem aquela decisão insana, ambos haviam combinado que o adultério seria algo normal. Estaria com prostitutas nesse meio tempo? Não pensou muito naquilo. Logo Archie entrou sem bater, fazendo com que Hermione o olhasse de forma surpresa.

Ele parou em frente à mesa dela e sorriu.

– Já entreguei os pergaminhos ao seu marido.

No momento em que seu chefe lhe deixou escapar a frase, ela ficou alarmada. Não fazia ideia de quais pergaminhos seriam aqueles, mas não gostou nem um pouco ao se dar conta de que possivelmente o snatcher estaria lendo-os.

– Archie, quais pergaminhos?

Perguntou de forma calma e ele apenas deu de ombros casualmente.

– Os pergaminhos com as introduções das novas leis.

O corpo de Hermione se esquentou e sem pensar muito no que estava fazendo, ela se levantou de súbito da poltrona. Algo estava errado.

– Archie, qualquer pergaminho dentro desse departamento tem que passar primeiramente por mim, para depois chegar às mãos do meu assistente.

Ele pensou um pouco no que ela havia dito. Realmente, em qualquer ocasião passaria os pergaminhos diretamente para ela. O que não era o caso, ele tinha seus motivos.

– Seu marido disse que você estava cansada da lua-de-mel e estava com muito trabalho. Ele só está preocupado, Hermione.

A fisionomia dela não mudou para melhor. Ela travou o maxilar e Archie pôde sentir de longe a fúria emanar da garota. Sabia que ela não gostava de ser contrariada e exigia estar a par de qualquer situação em que trabalhava, mas nunca tinha visto ela daquela forma. Ele engoliu em seco.

– Sou eu que sei o que eu quero. Não o meu marido.

Respondeu de forma convicta. O chefe não retrucou, conhecia-a o suficiente para saber que era tolice e perda de tempo tentar argumentar. Ela respirou fundo, olhando o bruxo com um pouco mais de calma. Não disse nada, apenas atravessou a sala bem decorada com passos largos e abriu a porta grande, saindo do cômodo, e deixando o próprio chefe sozinho, com uma expressão aturdida no rosto.

Hermione caminhou rapidamente para o corredor Oeste, onde sabia que ficava a sala daquele snatcher sem caráter. O corpo estava completamente quente e parecia que uma nuvem havia coberto todos os seus pensamentos, como se ela só conseguisse pensar na cor vermelha, e no possível homicídio do homem que hoje era seu marido.

Os olhos castanhos capturaram a porta em um tom esverdeado e ela girou a maçaneta de forma rápida, abrindo a porta rudemente. No momento em que sentiu a porta bater atrás de si, ela gritou.

– SCABIOR!

Ele estava sentado de forma desleixada, as pernas sobre a mesa, as botas quase sujando a madeira em que estavam apoiadas. Os pergaminhos de aspecto importante estavam seguros nas mãos fortes e ele lia com um interesse anormal tudo o que estava ali escrito, mas desviou os olhos no momento em que Hermione entrou pela sala, gritando o seu nome. Ela nunca havia nem mesmo dito o seu nome. Aquilo deixou Scabior com uma sensação de vitória.

Fitava-a com um olhar calmo, sabendo que se fizesse isso, iria irritá-la. Adorava irritar aquela bruxa. Seu objetivo foi alcançado. O rosto dela se contorceu em fúria.

– Olha... se não é o amor da minha vida. O que minha mulher deseja?

Perguntou de forma polida e ela se controlou de forma sobre-humana para não matá-lo ali mesmo, terminando com os jogos, sua dor de cabeça e seus problemas com apenas aquele gesto. Respirou fundo, estendendo a mão em direção a ele.

– Oh! Eu já estou lendo algumas regras, não precisa se preocupar com isso.

– Para de ser fingido e me dê os malditos pergaminhos.

Dessa vez Scabior sorriu, retirando os pés da mesa grande de mogno escuro e endireitando o corpo na cadeira. Entregou os pergaminhos para Hermione sem nenhuma relutância. Já havia descoberto uma maneira de burlar as regras apenas lendo os esboços tão preciosos das novas leis que estavam escritos naqueles pergaminhos.

A bruxa capturou o conteúdo das mãos dele com violência, dando-lhe as costas sem ao menos lhe direcionar uma palavra. Saiu da sala, tentando não bater novamente a porta. Sabia que ninguém havia escutado o grito dela com ele, todas as salas do Ministério eram protegidas com feitiços acústicos, para manter o sigilo das conversas e das reuniões.

Mas Hermione não iria se arriscar gritando com ele do corredor.

Ela caminhou em direção a sua sala novamente, entrando e selando-a com um feitiço. Correu os olhos castanhos e astutos pelos pergaminhos, observando que o feitiço antiassinaturas falsas ainda estava ativo.

Respirou fundo, um pouco mais aliviada ao constatar isso. Enfiou os preciosos pergaminhos na bolsa de couro marrom e selou-a com um feitiço apenas para garantir que ninguém os pegasse novamente.

Já estava tarde. Sem avisar para o snatcher que ela iria para casa e que o expediente havia acabado, Hermione fechou os olhos e aparatou, abrindo-os logo em seguida e reconhecendo a sua sala de estar.

[...]

Scabior olhava para um ponto da prateleira escura a sua frente, onde ficavam enfileiradas as garrafas de bebida do bar. Mesmo que seus olhos parecessem observar com atenção exacerbada os vidros de conteúdos diversos, a sua mente astuta estava longe daquele lugar.

Pensava em como havia saído tarde daquele maldito Ministério da Magia, mas sabia perfeitamente quem era a responsável por aquilo. Ela não tinha avisado para ele que o expediente poderia ser encerrado, deixando-o sozinho naquela sala que mais parecia uma jaula. Ele tinha absoluta certeza de que no momento em que saiu do trabalho, ela já estava no apartamento com uma roupa bem confortável e comendo algo delicioso.

Mas ele não estava, e isso só o deixou com um pouco mais de raiva do que o normal. Odiava trabalhar, odiava ficar trancado em meio a milhares de pergaminhos inúteis. E ela sabia disso. Infelizmente suas mãos estavam atadas para tal atitude por parte da sua nova mulher. Scabior sabia perfeitamente que ele não poderia ir embora sem ela, ou senão seria multado. A garota havia deixado bem claro isso para ele.

“Vá embora antes de mim e eu reduzirei seu salário de tal jeito que você não conseguirá comprar nem um copo daquela sua bebida maldita!”

Conseguia escutar a voz petulante e severa se fechasse os olhos e se concentrasse. E mesmo que tal coisa pudesse ser irritante aos ouvidos de qualquer marido, para ele não era. Adorava vê-la irritada, mas não gostava nem um pouco de depender da bruxa daquela forma.

Felizmente Scabior não tinha planos de chegar em casa tão cedo, e o seu humor não estava em sintonia com o dia infernal que havia tido. Tinha lido boa parte das novas regras, e seu cérebro irrequieto já tinha bolado um plano para conseguir pular algumas sem que ninguém percebesse isso até o momento que as cargas estivessem dentro da Inglaterra.

Sorriu, escutando a porta do bar ranger. Virou-se para a origem do som e viu Edgar entrando sorrateiro, os olhos escuros correndo por cada pessoa do lugar, até pararem nele. O bruxo andou em direção ao homem e sentou-se ao lado dele, acenando para o garçom.

No momento em que Edgar tinha um copo idêntico ao seu em mãos, Scabior retirou do bolso um pergaminho de aspecto amassado, entregando-o para o homem ao seu lado. Ele pegou o pergaminho e correu os olhos por todo o conteúdo, sua testa franzindo levemente à medida que lia o que estava escrito.

– Você resolverá os problemas das cargas com isso.

Scabior disse em um tom austero e Edgar o olhou surpreso. Aquilo era brilhante, uma forma que ninguém tinha pensado antes. De repente uma pergunta nasceu na mente do homem.

– Como conseguiu isso, Scabior?

Ele não respondeu, apenas tomou mais um gole da bebida, dando de ombros. O bar estava quente, e o snatcher só queria que o homem saísse dali logo para que ficasse com os seus próprios pensamentos.

– Ontem te procurei. Você se mudou?

Scabior respirou fundo tentando se controlar. Edgar podia ser bastante intrometido quando queria.

– Sim.

Disse, com esperança de que a frieza da resposta fizesse com que o outro desconfiasse da sua inconveniência, mas o bruxo apenas sorriu.

– Interessante... casou-se?

Era o único motivo para que ele saísse daquele prédio. Morava ali há muito tempo e achava-o satisfatório. Não era bem frequentado aos olhos de muitos, mas para os dois homens, aquele lugar era o ideal, pois seus vizinhos valiam tanto quanto eles.

– Sim.

Outra resposta monossilábica, dessa vez com outro intuito. Scabior não queria dar mais nenhuma informação para Edgar. Não era segredo nenhum de que todos os bruxos cedo ou tarde iriam se casar, mas não estava nos planos dele dizer quem era a sua nova mulher. Tinha medo de envolver a garota prodígio nisso. Ele remexeu-se inquieto com isso, perguntando-se mentalmente desde quando se importava com ela.

Ignorou completamente uma sensação estranha que se apoderou de seu corpo, virando-se para Edgar.

– Vou contatá-lo mais tarde para saber como tudo se resolveu.

– Pode ficar tranquilo. Com isto, – ergueu o pergaminho no ar, balançando-o como se fosse uma receita de poção importante – nós faremos tudo dar certo.

Scabior sorriu e Edgar apenas colocou uma moeda prateada no balcão, acenando para ele e saindo do bar em passos largos.

O snatcher respirou fundo e olhou a prateleira a sua frente, mergulhando novamente em novos pensamentos. Sabia que o plano daria certo, mesmo que todos os homens que estavam na fronteira fossem parecidos com trasgos, o que estava escrito no pergaminho era claro demais.

Tomou um longo gole da bebida no momento em que escutou novamente a porta ranger. Uma mulher loira e deslumbrante entrava pela porta. Era conhecida por todos daquele lugar, e Scabior sabia perfeitamente o motivo disso. Todos os homens sentados eram seus clientes.

Ela estava com um vestido bem apertado, fazendo com que seus seios grandes quase pulassem para fora do tecido. Os cabelos estavam presos em um coque mal feito, algumas mechas lisas soltas, emoldurando o rosto bonito. A boca pintada de um vermelho escarlate.

Scabior se animou em um segundo, e quando a mulher viu o sorriso do homem a sua frente, caminhou diretamente para ele, sabendo que ele era o seu cliente mais provável da noite.

Ela parou em frente ao homem e correu as duas mãos no peito dele,olhando-o de uma forma lascívia que apenas aquele tipo de mulher conseguia olhar.

– Precisa de algo?

Perguntou sedutoramente. Scabior esboçou um sorriso malicioso. Mas no mesmo momento em que o sorriso nasceu, ele morreu em seu rosto.

Porque Scabior não sentia absolutamente nada com a mulher praticamente o prensando com o corpo esbelto.

Uma raiva crescente se apoderou do corpo dele. Ele sabia perfeitamente o motivo daquilo. Retirou um pouco bruscamente as mãos da mulher de seu peito e acenou, dispensando-a como se fosse um cachorro. A loira não gostou muito, e fez uma careta de raiva quando se afastou, caminhando para uma mesa cheia de bruxos bêbados.

Scabior terminou a sua bebida de uma só vez, acenando para o garçom e pedindo outra. O dono do bar depositou mais um copo a sua frente, recolhendo o outro vazio e olhando-o com curiosidade. Havia presenciado a cena com a prostituta, e não conseguia entender a atitude do homem.

O bruxo tomou metade do conteúdo do copo em longos goles e fechou os olhos.

Era ela, apenas ela que ele queria. Tinha certeza absoluta do motivo dele não se interessar pela loira que o prensara segundos antes. Porque a prostituta não era a garota com quem ele estava vivendo.

Scabior se odiou por desejar apenas Hermione, e se odiou mais ainda por ter deixado isso acontecer.

Terminou com a bebida, depositando as moedas prateadas no balcão e saindo do banco alto em que estava sentado. Sentiu o efeito do álcool no seu corpo no momento em que deu o primeiro passo, mas ignorou isso, caminhando em direção à porta ensebada e saindo pelas ruas da Travessa do Tranco. O vento fresco o engolfou, fazendo o seu cérebro funcionar melhor.

Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo, mas se conhecia muito bem para saber que se não fizesse o que estava em sua mente naquele momento, aquilo iria deixá-lo louco.

Respirou fundo, pedindo a Merlin que aquilo não fosse verdade e que tirasse a prova naquele momento. Fechou os olhos, aparatando em frente ao prédio luxuoso onde agora ele morava.

O elfo doméstico não estava na entrada no momento, e Scabior apenas caminhou para a lareira de moradores, jogando o Pó de Flu desajeitadamente nos próprios pés. Reconheceu o andar e caminhou para a porta à esquerda, abrindo-a com a varinha. O apartamento só reconhecia as varinhas dos donos, e ele travou quase uma guerra com aquela garota para ter o direito de entrar no lugar a hora que quisesse como morador. Infelizmente, apenas ela podia aparatar diretamente para o apartamento.

Ele retirou a única blusa que estava vestindo, ficando apenas de calça. Estava sentindo calor, sem saber se era por raiva, pelo tanto de Uísque de Fogo que havia bebido ou pela expectativa do que iria fazer no momento.

Escutou o gato irritante fazer um barulho estranho e ir para a cozinha quando ele cruzou a sala de estar, retirando as botas e deixando-as ali. Scabior caminhou em direção ao corredor. Sabia que sua porta ficava à direita do lugar, mas seu objetivo não era o seu quarto. Ele queria o quarto dela.

Retirou a calça, deixando-a no chão do mesmo modo que fez com as botas e a blusa. Estava vestindo apenas uma boxer preta quando ele girou a maçaneta dourada, abrindo com delicadeza a porta dela.

O quarto estava escuro e ele fechou os olhos, respirando fundo o doce aroma de baunilha. Tirou as suas dúvidas no momento em que a viu, deitada de bruços no colchão macio da cama, entregue a um sono tranquilo. Era apenas ela que ele desejava. Isso o irritou um pouco, mas não deixou que tal sensação o tomasse por completo.

Scabior subiu na cama de forma calma. Hermione estava dormindo levemente, e sentiu o colchão se afundar nos seus pés. O coração se acelerou no momento em que o nariz capturou o cheiro dele perto dela. Abriu os olhos, querendo que aquilo fosse um sonho. Mas no momento em que virou a cabeça ligeiramente para trás, viu que não era.

– Mas que mer...

Ela tentou se virar da posição em que estava, mas Scabior foi mais rápido. O homem jogou o seu peso inteiro para cima dela, encaixando-se no corpo magro. A garota arfou, sentindo como ele estava excitado. Sentia a pele quente de encontro a sua. Ele não estava com roupas, apenas com a sua íntima. Hermione estava com uma camisola fina e curta, e Scabior pôde sentir o cheiro de sua pele.

O quarto não estava completamente escuro, parte da cortina estava aberta, a luz prateada da lua cortava boa parte da cama, iluminando os contornos do corpo dela, o que estava deixando-o louco. Ela se remexeu por baixo dele, sentindo-o ainda mais com o gesto.

– O que está fazendo? Eu preciso dormir! Me solta!

Scabior apenas sorriu, mexendo-se um pouco para senti-la ainda mais irritada. Hermione arfou, acordando completamente. O homem deslizou as mãos pelos braços finos e capturou as mãos dela, entrelaçando os dedos, correu o nariz por toda a pele das costas da garota.

– O que você quer?

Ela perguntou. Sabia que era uma pergunta óbvia, mas se surpreendeu com a voz do snatcher, como estava rouca e diferente quando ele a respondeu.

– Você. Eu quero apenas você.

As mãos masculinas desceram rapidamente, entrando por debaixo do tecido fino e leve da camisola dela, empurrando-o para cima. Os lábios frios e úmidos correram por toda a pele dela, sentindo o gosto adocicado e peculiar que ela tinha. Scabior a beijou em cada pedaço que conseguia ter acesso, deixando Hermione com uma sensação de arrepio forte a percorrer o seu corpo.

Sentiu as mãos dele subirem ainda mais, de alguma forma retirando a camisola e jogando-a para o lado, sentiu as mãos do homem capturarem as laterais de sua lingerie, abaixando-a de forma calma, deslizando-a pelas pernas. Ela mordeu o lábio inferior, sentindo sua roupa íntima lhe deixar, enquanto o corpo do homem, agora completamente nu, encaixou-se perfeitamente no seu.

Ele não disse nada, apenas enfiou as mãos por baixo dela, forçando-a a inclinar o quadril em direção a ele. A mão esquerda de Scabior correu pela barriga da garota, abaixando-se e encontrando o sexo molhado dela. Ele começou a estimulá-la, sentindo-a ficar mais entregue à medida que ele massageava a sua parte sensível.

Ela gemeu, inclinando-se para ele sem que ele agora a forçasse a isso. O homem pegou o seu membro e direcionou-o para a entrada dela, penetrando de forma lenta para sentir o corpo da garota debaixo do seu estremecer a cada segundo.

Hermione mexeu-se um pouco para trás, mas ele apenas se afastou, não dando espaço para o que ela pretendia. Queria penetrá-la vagarosamente, para que ela sentisse cada centímetro dele, para que ela sentisse como ele a desejava.

Ela tombou o corpo, sabendo quer seria inútil lutar contra o que ele queria. Scabior penetrou-a completamente depois de alguns segundos, e a garota fechou os olhos ao sentir o homem preenchê-la. Ele estocou lentamente uma vez, e ela sentiu o corpo dele tombar sobre o seu. Os lábios sugaram a pele de seus ombros com avidez, no momento em que ele começava a invadi-la com um pouco mais de velocidade.

Ela arfou no momento em que ele a achava com os dedos novamente, estimulando-a de todas as formas que ele poderia fazer. Os lábios úmidos encontraram a nuca desnuda da garota e ele mordeu aquele lugar. Os cabelos volumosos estavam jogados para o lado. Scabior enfiou o nariz nos fios e inalou o aroma que tanto o excitava, enquanto aumentava os ritmos das estocadas.

Hermione perguntava-se a todo o momento como um bruxo daquele tinha poder sobre ela. A ponto de acordá-la de um sono super desejado e fazê-la desejar apenas ele. Apenas ele a penetrando e mordiscando a sua pele do jeito que ele fazia. O leve cheiro de Uísque de Fogo chegava ao seu nariz nos momentos em que ele abria a boca para soltar um gemido gutural, mas ela não se incomodava mais com aquilo. O aroma dele estava por toda parte e ela fechou os olhos, mordendo com força o lábio inferior ao sentir o orgasmo chegar ao seu corpo.

Levantou o quadril, um gemido contido saindo de sua boca. Scabior retirou a mão do sexo dela, correndo-a pela barriga e indo para o seio, apertando-o no momento em que penetrava mais a fundo. Hermione gemeu dessa vez mais alto e arfou quando a outra mão do snatcher pegou seu cabelo, puxando-o e cobrindo a pele do seu pescoço com um beijo voluptuoso, no momento em que derramava-se dentro dela.

O corpo pesado dele tombou e ela sentiu-o arfar em cima de si. Ela não estava diferente. Ele saiu de perto dela, deitando-se ao lado da garota. Scabior sabia que não demoraria para que ela voltasse a dormir, mas preferiu sair do quarto antes que isso acontecesse. Não estava em seus planos quebrar o acordo.

Hermione viu-o sair do colchão, e se recriminou quando percebeu que já sentia falta do corpo dele ao lado do seu.

O barulho da porta soou, no momento em que fechava os olhos e entregava-se a um sono cansado, mas satisfeito.