Obscure Solitude
5 Capítulo 5 - Incest?
Notas iniciais
Capítulo narrado por Rin e Narradora.
RIN ON.
Andei em direção ao Lenny com um sorriso malicioso no rosto, coloquei meus braços ao redor do pescoço dele, e encostei nossos lábios um no outro. Ele estava imóvel. Tirei um de meus braços ao redor do pescoço dele e peguei um dos seus próprios braços e coloquei ao redor da minha cintura. Mas aquilo era só um selinho, ele não havia parado, nem aprofundado o beijo. Desencostei nossos lábios e ele me olhava com cara de surpreso.
– Lenny, aconteceu alguma coisa? — Perguntei com a minha "cara inocente".
– Rinny, por que... Por que está fazendo isso?
– Lenny, eu... Eu... Te amo! Você não ouviu quando eu disse?
– Rin, eu também te amo...- Oh não, a coisa estava séria, em casa dificilmente ele me chamava de Rin em casa, apenas quando eu fazia algo de errado.
– Então... Então me beije Lenny! — Comecei a reaproximar os nossos rostos, eu olhava para a sua boca com desejo, queria que aquilo durasse eternamente. Mas aquele não seria um mero selinho, seria um beijo de namorados, ou melhor, um beijo muito picante.
– Rin... — Ele me empurrou de leve, apenas para afastar nossos corpos. — Eu não te amo assim, é amor... Amor... Amor de irmão!
Meu mundo desabou.
– Você não me ama tipo... Tipo... Amor de namorados?!
– Não Rin, eu te amo como uma irmã. — Meu corpo começou a pegar fogo, eu estava possuída pelo ódio, estava... Estava... Me transformando nela, a amaldiçoada Hane-Rin!
– Você... Você... Você não me ama como sua mulher?! Eu... Eu... Passei anos da minha vida alimentando um amor por você! — Estava triste demais para virar a Hagane, comecei a deixar lágrimas caírem. — Então, quem você ama?
– Não vou falar, você vai virar aquela garota estranha e vai matar... Matar ela.
– É a ... A Hatsune, não é? — Perguntei, cabisbaixa. Eu não suportava aquela mulher, o que ELA tinha que EU não tinha?
Silêncio.
– É AQUELA PUTA! EU.. EU... EU VOU MATAR! — Lenny me segurou pelos ombros e começou a me balançar, bem de leve.
– JÁ BASTA RIN! VOCÊ NÃO VAI MATAR NINGUÉM! ESTÁ ME OUVINDO? NINGUÉM! — Ele gritou, ainda me chacoalhando.
– Você... Você... Você gritou comigo! — Comecei a chorar.
Corri até a escada, e comecei a subir. E ele nem me impediu.
Chorei muito, por horas, não contei, mas aposto que foi muito tempo. Lenn... Quer dizer, Len estragou meu dia inteiro com apenas poucas palavras. E o pior, foi que ele nem sequer fui ver se eu estava bem! Ele ... Ele podia ter um pouco de consideração por mim... Como vou olhar pra cara dele agora? Eu ... Eu não sabia nem o que dizer..
Fui ao meu banheiro, lavei meu rosto e escovei meus dentes. Eu me olhava no espelho, e repetia as mesmas palavras ...
" Rin, você consegue, você é forte, você não se deixa por vencida, VOCÊ CONQUISTARÁ O LENNY!"
Desci as escadas, procurando Lenny. Eu estava decidida a pedir desculpas á ele, mas não o entregaria de bandeja para a Hatsune. Nem quando eu morresse eu faria isso á ela.
– Lenny? Lenny.. Eu... Eu quero me desculpar! Por favor... Prometo que não te faço mais nada, a não ser que você queira! — Exclamei, ainda na escada. Olhei para os lados, não o achei na sala.
Procurei Lenny por todos os cantos da casa, não o encontrei.
Comecei a ficar preocupada, raramente ele saía sem me avisar. Subi as escadas, peguei meu telefone e comecei a discar seu número. Eu já estava tremendo, eu me preocupava muito com ele. Se acontecesse algo com ele, que o ferisse, eu já entrava em pânico. Ele é tudo pra mim.
" — O número discado encontra-se desligado ou fora de área, por favor, tente outra vez mais tarde."
Como assim, ele... Ele desligou o celular?!? Ele sabe como eu sou preocupada, ele ... Meu Deus, tenho que encontrá-lo! Comecei a pesquisar a Kasane na minha lista de contatos. Disquei seu número.
" — Alô? Rin-chan?" — Ela atendeu.
" — Kasane! Ai meu Deus Kasane, que bom que você atendeu!"
" — C-Calma Rin-chan, m-me diga o que aconteceu, fica calma!"
" — O Lenny... Quer dizer, o Len... Ele... Ele fugiu de casa! Eu... Eu não sei onde ele está!" — Eu disse, choramingando.
" — Mas você já tentou ligar pra ele? Ele... Ele não te atende?"
"– Claro né Kasane! eu não sou burra, eu já liguei pra ele..."
Silêncio.
"- Eu... Nós brigamos! Foi isso que aconteceu! Nós brigamos por causa da Hatsune. Por favor, venha aqui. Você sabe onde é minha casa, né? Venha aqui o mais rápido possível, nós precisamos conversar! A Hatsune me contou do segredo de vocês." - Disse eu, o mais séria possível, tentando esconder o choro.
" — Chegarei ai em dez minutos."
Dito e feito, a Kasane chegou na hora certa. Tocou a campainha e eu fui atender, tremendo. Abri a porta cabisbaixa. Ela entrou na casa sem dizer nenhuma palavra.
– Kasane, eu ... — Comecei a falar.
– Rin-chan! A ... A Miku-nee te contou sobre nosso segredo ...? E-ela disse mesmo ? — Perguntou, olhando pro chão. Eu percebi que ela começou a tremer um pouco, então, tentei acalmá-la.
– Kasane, por que não se senta no sofá?
– Não! Estou bem aqui. Mas me responda, por favor.
Engoli em seco.
– Sim, ela me contou. Mas, desculpe mesmo Kasane. Não te chamei aqui pra falarmos dos seus relacionamentos.
– Desculpe.
Silêncio. Eu realmente não sabia o que falar com ela. Eu queria muito saber do Lenny, e ela... Ela não demonstrava interesse.
– Rin-chan... E se o Len ... E se o Len estiver com a Miku-nee? — Perguntou ela de repente. Olhei para ela surpresa, e ela estava corada. Franzi o cenho.
– Kasane, isso não poderia acontecer. Ele não faria isso comigo.
– E COMO VOCÊ PODE SABER? — Gritou. Me espantei, nunca vi a Kasane daquele jeito, só quando o Lenny estava em cima da Hatsune, e... É ISSO!
– Kasane... Por favor, se acalme. Não quero ficar com mais raiva do que eu já estou da Hatsune.
– Rin-chan, como você pode ter certeza que o Len não está na casa da Miku-nee? Você acha que eu não sei como ele olha pra ela? Ele... Se ele mexer com ela, se ele encostar nela, eu vou ... Eu vou ... — Disse Kasane, fechando os punhos. Caramba, ela sabe ser assustadora quando quer.
Comecei a pensar. Abaixei minha cabeça e comecei a ligar os pontos. Nós brigamos por causa do meu beijo, mas ele admitiu que gostava da Hatsune. Depois, ele fugiu de casa nas horas em que chorei, e então ele desligou o celular. Caramba, a Kasane estava certa! Eu tinha ... eu tinha que fazer alguma coisa!
– Parece que agora você percebeu, né? Ah, como é lerda! Vamos, Rin-chan. Temos que acabar com esse relacionamento — Kasane me estendeu a mão direita e me olhou, com uma cara séria. Assenti com a cabeça e peguei em sua mão. Nós saímos de casa correndo. Nosso destino? Hatsune.
(v^-^)/
AUTORA ON.
– L-Len? O que faz aqui? E por que está chorando? — Perguntou Miku, surpresa. Afinal, o que o lindo loirinho estava fazendo em sua casa?
– Desculpe aparecer do nada aqui, Miku. Mas ... Aconteceram coisas... Eu... Eu posso entrar? -Perguntou o loiro, segurando as lágrimas.
A esverdeada assentiu com a cabeça e abriu passagem para ele. Fechou a porta e virou-se para o menino, que estava sentado no sofá, esfregando os olhos.
– Len, me conta o que aconteceu! Eu posso não ser de muita ajuda, mas eu posso tentar! M-mas se não quiser falar... E só quiser de um ombro amigo... Eu estou aqui, pro que der e vier!
O loiro olhou-a de cima a baixo e percebeu que ela estava de braços abertos esticados até ele. Estava um pouco corada, mas o que mais achou sua atenção foi que ela estava tremendo.
" S-Será que eu fiz bem de vir até aqui?" — Pensou.
– M-Miku... Eu... Eu te... — Começou a dizer o loirinho, indeciso. Será que continuava ou não? Pensou bem antes de dizer, já não estava mais chorando, estava mais corado que um pimentão. Começou a olhar para a TV, que encontrava-se desligada. Voltou seu olhar sério para a esverdeada.
– Olha, Len, eu não sei o que aconteceu, se você não quiser me falar, tudo bem! Mas pra você ter vindo aqui, sem a Rin, quer dizer que vocês brigaram. E se você quiser desabafar, sou todo ouvidos, mas se só quiser um apoio, ou alguém pra abraçar, estarei sempre do seu lado!
Desta vez, o loirinho não tinha mais nenhuma dúvida do que sentia. Realmente, ele estava apaixonado pela esverdeada. Só não sabia se esse amor era correspondido.
Levantou-se do sofá e aproximou-se da garota. Dessa vez, os dois estavam parecendo pimentões.
O loiro pegou no queixo da esverdeada e foi se aproximando mais, e mais... Com certeza, não conseguia mais se segurar.
– L-Len! Por favor... Não faz.. Não faz isso! — Disse Miku, empurrando-o de leve. Len percebendo que foi rejeitado, sentou-se de novo no sofá.
Miku sentou-se do seu lado, mas com uma certa distancia. Ficaram em silêncio por mais ou menos meia hora, até que a esverdeada anunciou :
– L-Len, por que ainda não me contou sobre o que aconteceu, e por que... Por que quis me beijar? Era isso que você ia fazer né?
A garota estava desesperada. Só havia beijado a Teto, e olha lá! O loiro virou seu rosto lentamente, até chegar ao olhar da esverdeada.
– Sim, Miku. Eu queria te beijar, mas foi você que não quis. Me desculpe. Sério mesmo, eu não devia ter feito isso, eu... Eu estava com raiva!
– Raiva? Raiva de mim? Mas e-eu...
– Não é de você Miku! É da Rin! Sabe, ela... — Começou a contar tudo o que aconteceu, tudo detalhadamente. A garota ouviu tudo, sem ao menos se manifestar. — E agora cheguei aqui. Feito um babaca, querendo te beijar.
– L-Len, tudo bem! Pelo menos você me contou tudo! — Pousou sua mão direita no rosto do loirinho, que ligeiramente corou.
– Miku, eu te amo! — Anunciou, com um sorriso no rosto.
– L-Len, eu també- A esverdeada não conseguiu terminar a frase, pois duas meninas, bufando, com o cabelo todo desarrumado, e de mãos dadas estavam na porta de sua casa.
– LENNY! — Anunciou a loira, pulando no colo de Len.
– Rin, por que você tá aqui? — Perguntou o loiro, tentando se soltar dos braços da irmã.
– Miku-nee, que bom que está bem! Eu... Eu estava preocupada! — A garota deu um beijinho na bochecha da esverdeada, que corou.
– CRIANÇAS MAL-CRIADAS, CALEM A BOCA! — Anunciou uma mulher, com um chicote na mão.
Continua...
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