Obra do Destino
1 Um começo
Notas iniciais
As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Lilian Tonet
Pov’s Vilu
Buenos Aires,sábado,14 de Janeiro de 2015
Eu não poderia estar mais feliz. Hoje completa dois anos que eu estou com o amor da minha vida, dois anos de alegria,felicidade,carinho,proteção,ciúmes e amor. Se me dissessem que há dois anos e meio atrás eu estaria tão feliz como eu estou hoje eu iria rir dessa pessoa, mas depois queele chegou tudo mudou. Confesso que enfrentamos dificuldades e muitas vezes eu pensei que o perderia para sempre, mas o nosso amor venceu todas as barreiras e dificuldades que tinha pela frente e foi por ele e pelo nosso amor que eu enfrentei todas as dificuldades que me deixava fraca. Aquela Violetta que ia correndo para o quarto agarra o seu travesseiro para chorar não existe mais, porque agora quando eu estiver triste eu vou correndo para os braços que me passam conforto, carinho, proteção e amor, os braços do meu príncipe, do meu amor.
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Buenos Aires,sábado,08 de Junho de 2012,13:58hs.
— Sister?! — ouvi Ludmila me chamar e logo em seguida entrar no meu quarto.
— Oi Luh — falei, ainda concentrada no meus desenhos.
— Ahh Violetta ? Ainda desenhando isso ? – perguntou brava.
_ Sim Ludmila, eu preciso melhorar entendeu ? Olha só esses vestidos estão todos horríveis! – falei mostrando a ela alguns vestidos que eu tinha desenhado.
_ Estão lindos Vilu. Você desenha muito bem, tem que acreditar mais em você maninha – falou me puxando para ficar de pé frente a frente com ela.
_ Mas bom não é o suficiente se eu quiser ser uma grande estilista — falei seria.
_ Foi a mamãe não foi ? – perguntou e eu a olhei confusa _ Foi a mamãe que veio aqui e disse isso para você – falou cruzando os braços na altura do peito.
_ Ludmila... – ela me interromeu.
_ Sem essa Violetta, me diz, o que a mamãe falou com você dessa vez ? – perguntou já um pouco irritada.
Respirei fundo.
_ Que eu nunca vou ser uma estilista como ela e que se eu der sorte vou trabalhar como costureira – falei triste.
_ Vilu... – me puxou para sentar na cama _ Não liga para o que ela diz. Você será uma estilista incrível e eu não duvido nadinha se for á melhor – falou sorrindo.
_ Não exagera – falei e deitei minha cabeça em suas penas.
_ Não estou exagerando, só estou falando a verdade – afirmou enquanto mexia no meu cabelo _ Agora esquece isso e vamos para a casa da Fran – pediu e se levantou fazendo assim eu me levantar também.
_ Não estou afim Ludmi – falei.
_ O Tomas vai estar lá, não quer ver seu boyfriend ? – disse e foi em direção ao meu closet pegando uma roupa.
_ Não – falei simples.
_ Vilu eu não entendo esse seu namoro com o Tomas, vocês dois quase que não ficam juntos – falou ainda revirando o meu guarda roupa.
_ É que... – fiquei calada, eu só não tinha vontade de ficar com ele a todo instante.
_ Ta vendo só, nem você sabe o porque – falou se virando para me fitar _ Mana posso te fazer uma pergunta ? – perguntou.
_ Pode sim – assenti.
_ Você ama o Tomas ? – perguntou me olhando atentamente.
Eu nada disse, afinal nem eu sabia a resposta. Muitas vezes eu me perguntava se eu o amo como ele me ama. Amor é uma palavra muito forte e principalmente o amor entre o homem e uma mulher, tenho que confessar que eu estou demasiadamente confusa em relação a isso.
_ Eu não sei – falei em um suspiro.
_ Como assim não sabe ? Violetta vocês estão juntos a seis meses, é claro que você sabe o que você sente por ele – falou um tanto indignada.
_ Eu não sei okay ? Eu gosto muito dele mas... – não terminei a frase.
_ Mas... ? – pediu para que eu prosseguisse.
_ Eu não sei se o amo – confessei e ela ia abrir a boca para falar alguma coisa mais eu fui mais rápida _ Vamos esquecer isso por favor – pedi _ Eu vou me arrumar e nós vamos para a casa da Fran – falei indo até o meu closet.
_ Tudo bem, mas depois continuamos – avisou _ Eu já escolhi a sua roupa – falou me entregando as peças e saindo logo em seguida, acho que foi se arrumar.
Vesti a roupa que a Luh mandou e logo ela apareceu no meu quarto linda como sempre.
Pov’s Leon
_ Até que enfim estou no meu lar – gritou Federico assim que adentramos no nosso novo apartamento.
_ Federico será que dá para parar de gritar, mal chegamos e já vamos receber reclamações – falei revirando os olhos e fechando a porta.
_ Você ta muito chato Leon – reclamou.
_ Só estou cansado – fui até a cozinha e peguei um copo de água.
_ Cara esse apartamento é demais, to louco pra fazer uma festa – disse e esfregou uma mão na outra fazendo cara maliciosa. Ri.
_ Acho que não vai dar pra fazer uma festa não – falei risonho e ele me olhou confuso _ Fede olha o tamanho desse apartamento é muito pequeno, da para agente viver e não fazer uma festa – continuei.
_ Ta, ta,ta depois vemos isso agora eu quero dormir – falou e pegou suas malas e foi para o seu quarto.
Fiz o mesmo que ele, o meu quarto não era tão grande, mas também o apartamento e pequeno mais eu gostei do meu quarto, pelo menos os meus pais colocaram uma cama de casal.
* * *
Acordei e vi que já eram cinco e meia da tarde. Tomei um banho e decidi dar uma volta pelo bairro, o Fede ainda estava dormindo então resolvi ir sozinho já que eu não iria correr o risco de acordá-lo e ser esfaqueado depois.
Já tínhamos chegado na casa da Fran e o pessoal todo estavam lá: Tomas, Fran, Diego, Naty, Maxi, Broduey e Cami.
_ Hello people! – cumprimento Ludmila ao resto do pessoal. Nunca vi gostar de falar inglês.
_ Oi! – falei sorrindo.
_ Oi meninas! – disseram todos.
_ Pensei que não viriam – comentou Fran vindo nos abraçar.
_ Realmente a Vilu não queria vir – disse a Luh e eu a fuzilei com os olhos.
_ Por que meu amor ? Aconteceu algo ? – perguntou Tomas preocupado.
_ Não, não aconteceu nada – disse dando um sorriso falso.
_ Então vamos ver um filme ? – perguntou Broduey e todos assentiram.
* * *
O filme já tinha acabado e estamos conversando sobre coisas aleatórias. Maxi e Naty já tinham ido embora e eu e a Luh decidimos ir também.
_ Agente se vê depois garotas – falei dando um abraço em cada uma.
_ Claro – concordou Cami.
_ Vilu mais tarde eu te ligo ta bom ? – falou e eu assenti.
_ Tchau Dih, tchau Broduy, tchau Tomi – a Luh se despediu e foi em direção a porta.
_ Tchau – ia fazer o mesmo que minha irmã, mas uma mão me puxa fazendo assim eu me virar.
_ Nos vemos amanhã ? – perguntou Tomas ainda segurando o meu braço.
_ Claro – disse dando um sorriso de lado e o mesmo me deu um selinho. Ele soltou o meu braço eu sai sem dizer mais nada.
Pov’s Naty
Eu e o Maxi saímos da casa da Fran e decidimos tomar sorvete. Compramos nossos sorvetes e começamos a caminhar pelo parque.
_ Naty ? – a voz doce de Maxi me chamou quando sentamos em um banco que havia ali.
_ Oi ? – disse e continuei a observar as crianças brincando.
_ Eu te amo – falou todo fofo.
_ Anwt – me derreti _ Eu também te amo – respondi o fitando.
_ Sabe o que eu estava pensando ? – perguntou.
_ O que ? – respondi com outra pergunta.
_ No nosso futuro – falou calmo,mas sorrindo.
_ Nosso futuro ? – perguntei confusa, mas também sorrindo.
_ Sim, de quando nos casarmos e tivermos os nossos filhos – falou e olhou para as crianças que corriam a nossa volta.
_ Que fofo meu amor – falei e lhe dei um selinho.
_ Promete nunca me abandonar ? – perguntou me fitando com carinho.
_ Prometo – afirmei e ele selou nossos lábios em um beijo calmo, mas ao mesmo tempo intenso, onde todo o nosso amor era transmitido um para o outro.
Pov’s Vilu
Chegamos em casa e ouvimos vozes elevadas. Olhei para a Luh e a mesma tinha a feição confusa. Caminhamos de pressa até a porta e a abrimos encontrando o meu pai e minha mãe discutindo, fiquei surpresa já que eles nunca discutiam. Eles não perceberam nossa presença e continuaram a discutir.
_ Não vamos fazer isso – falou o meu pai.
_ Vai ser melhor assim – disse minha mãe.
_ Melhor pra quem ? Pra você ? – perguntou meu pai em um tom irônico.
_ Pra todos nós, essa menina precisa de disciplina, precisa aprender que a vida não e uma festa que temos responsabilidades a cumprir – minha mãe falou e eu e a Ludmila estávamos totalmente confusas.
_ Essa menina é minha filha, nossa filha é o lugar dela é com a família e não em um internato. – meu pai elevou a voz.
_ Vai ser o melhor para a Violetta – disse minha mãe e eu fiquei em estado de choque.
Ela quer me mandar para um orfanato ?
Antes que qualquer um pudesse pronunciar mais alguma coisa meu celular começou a tocar roubando a atenção de ambos.
Papai e Ludmila tinham a feição de desespero e mamãe tinha a feição somente de surpresa.
_ Filha eu... – meu pai começou mais eu o interrompi.
_ Não diz nada por favor – pedi e sai depressa daquela casa, ouvindo somente alguns gritos.
Lagrimas escorriam pelo meu rosto como perguntas rondavam na minha cabeça. Por que ela me odeia ? O que eu fiz ? Porque ela me trata assim ?.
Estava de cabeça baixa e andava completamente desorientada pelas ruas somente sentindo as lagrimas inundar o meu rosto, chegava até a soluçar.
Completamente distraída só foi tirada dos meus pensamentos quando senti duas mãos agarrarem minha cintura e me puxar fazendo assim eu cair deitada no chão e essa pessoa em cima de mim.
A pessoa em cima de mim estava ofegante mais ao mesmo tempo parecia aliviado e olhava para a rua então não conseguir ver seu rosto, mas aos poucos foi virando sua face até vira-la por completo me permitindo assim o observar. Ele era lindo. Muito lindo. Seus olhos castanhos esverdeados brilhavam feito esmeradas.
E naquele momento me esqueci completamente do mundo lá fora.
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