Notas iniciais
Bom, temos aqui mais um capítulo! Espero que gostem, o próximo será voltado para a Hermione. Notem que eu estou testando um novo tipo de escrita e espero que não fique muito ruim, caso esteja estranho ou vejam algum erro me avisem para que eu edite ou arrume.

A casa Griffindor agora se encontrava em sua última aula do dia junto com a casa Slytherin na sala de Poções, o trio de ouro estava — quase — concentrado na poção do dia, "perigosa" diria o professor Slughorn, regente da aula atualmente. Hermione fazia par com Harry enquanto Rony se sentava junto à Neville Longbottom.

− “Hermione, me passe os espinhos de ouriço-do-mar, por favor?” − pede Harry, ainda olhando o maldito livro que achara no armário enquanto girava a grande colher de madeira na poção vermelho-escura no caldeirão.

Estava tudo indo corretamente e de forma normal, com alunos resmungando de fome ou de sono até Ronald ter a brilhante ideia de iniciar uma conversa, trazendo um assunto que Hermione já tinha dado por encerrado devido à tantas discussões e brigas com os amigos sobre.

− “Vi que o Malfoy não está nada bem, vocês viram como ele está horrível? Olhem, ele está esquelético e cheio de marcas e olheiras, alguma coisa deve ter acontecido e tenho certeza que é algo com Você-Sabe-Quem.” – comenta baixo Rony, espiando os amigos por entre os grossos cachos — agora domáveis — de Hermione.

− “Ronald você não acha que está sendo muito indelicado? Todos temos problemas, não é porque ele é o Malfoy que algo está acontecendo!" − Hermione diz, já sabendo onde a conversa iria parar.

— “Mas Hermione, você também viu! Não é suspeito demais eles estarem logo em uma loja suspeita com o Lobo Grayback? Ele com certeza foi iniciado. –” Harry fala, novamente dizendo suas suspeitas, parando finalmente de mexer a poção e encarando a amiga que tentava contar as gotas necessárias de Secreção de Bandinho para coloca-las na sua própria poção.

− “Harry, eu juro que entendo sua preocupação, mas não acha que isso já está passando dos limites? Veja, o que Você-Sabe-Quem gostaria com um aluno do sexto ano que nem uma poção sabe fazer direito?” – Resmunga Hermione, mirando a poção de estranha cor roxa que Gregory Goyle mexia enquanto Draco Malfoy apenas ria com seus amigos, não notando que havia colocado uma gota à mais na colher em que contava o conteúdo do vidro.

− “Eu sei, Hermione, mas não faz o menor sentido, tem que ser isso! Eu sei que se eu continuar falando você vai me azarar, só que essa conversa vai ficar para depois da aula, entendido?” – Harry diz enquanto Ronald assente concordando com o moreno, mas logo volta a olhar sua própria poção que estava começando a ficar vermelha graças à Neville que prestava bastante atenção, não querendo que sua fama de explode-caldeirões retornasse, logo após ter conseguido se livrar dela indo atrás de livros e melhorando consideravelmente em poções.

Hermione logo ignorou seus amigos e esperou sua poção adquirir a cor desejada, mas quanto mais esperava, mais estranha ela lhe parecia, − “Harry, não era pra poção ficar vermelha?” – Pergunta a garota já com receio, notando que havia errado em algo – “Isso é tudo culpa de vocês, não me deixaram prestar atenção e devo ter girado menos ou esquecido de alguma coisa.” – diz enquanto olhava a poção borbulhar cada vez mais e adquirir um tom amarelo doentio.

− “Hermione...” – Chama o ruivo, − “É... É melhor você sair de perto desse caldeirão, ele tá com uma cara estranha” – Gagueja, enquanto ele e as pessoas que estavam ao redor notavam o que estava acontecendo e também se afastavam. – “Hermione é sério, é só uma poção, você é praticamente a melhor da turma perdendo só pro Harry por causa do livro, não tem nada de errado em errar uma vez, sim? Agora vem pra cá” – fala cada vez mais agoniado, sentindo suas orelhas e rosto esquentarem.

− “A culpa é sua Ronald Weasley, onde já se viu atrapalhar alguém com conversas afiadas enquanto fazem uma poção? Eu tenho certeza que consigo dar jeito nisso, só me deixem ler esse livro!” – Diz com as bochechas infladas se assemelhando à um esquilo por estar brava, ainda perto do caldeirão lendo linha por linha do livro de poções à procura de algo sobre erros de ingredientes, logo encontrando algo sobre nas últimas linhas, − "AH! Eu sabia que havia algo aqui, eu só preciso...” – Hermione começa, sem conseguir terminar a frase já que seu caldeirão explode, subindo uma enorme e grossa fumaça amarela. Todos saem correndo da sala tossindo enquanto os dois rapazes esperavam Hermione na porta, tentando enxergar pela fumaça. Esperaram até não aguentarem mais e Harry já estava preocupado, não conseguindo pensar mais em nada.

− “Hermione? Vem logo, eu sei que tá com raiva, mas brincar assim é mau gosto!” – Rony grita para o nada, esperando a menina dar as caras.

− "Vamos crianças, a fumaça não vai dissipar por um tempo, é melhor sair e irem para seus salões, não teremos mais aula por hoje.” – Grita Slughorn, enquanto dava leves tapinhas nos ombros de Harry.

− “Ron, acho que aconteceu alguma coisa, já era pra ela ter saído da sala... Será que ela desmaiou? Ou pode ter ficado ferida! Precisamos chamar o Diretor, a Madame Pomfrey... Ou os dois! Vamos Ron, rápido, é nossa amiga que precisa da gente agora!” – Diz se virando e correndo em direção à sala do Diretor Dumbledore.

Chegando na sala, Harry diz a senha que sabia ser a correta e a gárgula o deixa entrar, movendo-se para o lado, logo ele corre nas escadas encontrando o diretor em sua cadeira observando a paisagem pela sua grande janela.

— “Ora, que agradável surpresa, sr. Potter, a que lhe devo à honra? Gostaria de uma tortinha de limão? Devo confessar que devorei algumas antes de ver-lhe e estão maravilhosas como sempre.” – Comenta o mais velho, com sua usual voz branda e levemente rouca.

− “Senhor, a Hermione errou uma poção e a sala do professor Slughorn está impossível de entrar, ela não saiu ainda e não soubemos o que fazer, poderia ir comigo? Sei que o senhor sabe como resolver isso.” – Diz o menino que sobreviveu, colocando todas as suas esperanças no senhor à sua frente.

− “Mas é claro, não há tempo a perder.” – Diz o diretor, se levantando e acompanhando o garoto até a sala do professor.

Chegando à sala, viram a fumaça amarela que ainda estava lá, o diretor chegou mais perto e fungou, balançando a cabeça “− Isso não é nada bom... Ou talvez seja.−”, pensou enquanto sua mente engrenava e, apesar de saber que era perigoso demais, sentia que a figura feminina do trio era mais que inteligente para passar por isso, possuía carisma e uma coisa que a diferenciaria de todos, empatia.

− “Harry, temo que as notícias não são boas. –” diz o idoso. – “Sua amiga acidentalmente criou uma passagem para o passado, apenas de ida, mas sei que a srta. Granger é esperta, ela irá saber retornar, por enquanto não podemos fazer absolutamente nada, a poção de volta funciona apenas para aquele que a fez. Precisamos apenas esperar” – Relata Dumbledore, vendo a expressão do garoto ficar cada vez mais preocupada, mas em si sabia que sua irmã de consideração saberia o que fazer, não era atoa que ela era o cérebro do grupo.

Notas finais
E aí? Um início para a história, espero que algumas dúvidas tenham sido sanadas! Obrigado por lerem e deixem comentários, ajuda qualquer autor :)