Oblivion - Novo mundo

6 Capítulo 6 - Até parece um acampamento


Notas iniciais
Pessoal Cap novo :D Não esqueçam que a história também uma comédia. Aproveitem

Um silêncio gelado invadia seus ouvidos, enquanto suas duvidas gritavam dentro de sua cabeça, o mundo lá fora estava tão quieto que chegava a assustar. Com apenas a luz da lua mostrando o caminho, Koud não havia para onde olhar se não para o céu estralado. Ele estava montado no cavalo que puxava a carroça dos bárbaros, onde agora seus amigos estavam. Mas ali na frente, não havia ninguém com quem conversar. Além de seu novo amigo.

–Spirit é um nome legal não acha? –Koud falava com o cavalo. Sim, ele estava falando com um cavalo... Vai entender. –Quando eu era menor sempre assistia esse filme. Era sobre um cavalo muito loco que não queria ser domado... E o nome dele é Spirit... Finalmente entendi o nome do filme...

O cavalo relinchou. –O nome não estava tão na cara assim... E também eu nunca tinha pensado nisso. –Ele continua a conversar com o cavalo. –Você me faz lembrar ele, não vai se incomodar por eu te chamar assim não é? –O cavalo não reagiu. –Quem se cala consente, não vai chorar depois.

O cavalo bufou. –Está cansado? Da pra entender... Você esta tendo que carregar tanto peso morto. –Koud bocejou. –Se bem que eu não estou muito melhor... –O cavalo parou de andar, Koud desceu e acariciou sua crina negra. –Já vamos descansar amigão. –Koud foi até a carroça, onde seus amigos estavam. Todos amontados, dormindo naquele lugar superconfortável. Sete pessoas espremidas em madeira e barras de ferro... Perfeito. Alyna deveria estar desidratada pelo tanto que estava babando, um rio saia de baba saia de sua boca, Koud não entendia de onde saia tanta baba... –E ela me chamava de caipira... –Seus olhos continuaram a percorrer entre eles, ele viu a Kari dormindo abraçada ao seu irmão Jack, provavelmente não deve ser fácil estar nesta situação com 10 anos, ninguém pode culpa-la por estar com medo. Amanda e Diana deitadas se cobrindo com pele de algum animal. Até que seus olhos encontraram Brand...

Dormindo sentado com sua espada embainhada. –Só dorme esse... –Um suspiro tomou suas palavras. Imagens o tiraram dali. –Que merda Brand... Eu sei oque a gente esta passando, mas... Eu vi... –Ele começou a andar em círculos. –Eu vi você perfurando aquele cara com a sua espada... Eu não sei se eu conseguiria fazer isso... –Koud chutou uma pedra. –Droga... Você nem hesitou cara... Eu sei que não tinha muito oque fazer, e você aproveitou a chance que teve... Mas porra cara... –Koud parece gostar de monólogos. –Ando falando muito sozinho. –Primeiro passo é a aceitação Koud, não se preocupe.

–ACORDEM SEUS PESOS DE PAPEL!!! –Koud gritou para todos, ele não parecia muito contente. –Levantem logo, já encheu o saco ficar levando essa droga, na verdade nem se eu quisesse eu iria conseguir, não consigo ver porra nenhuma e eu não sei para onde ir então...

–Cala a boca... –Disse Alyna interrompendo Koud, parecendo uma criança quando alguém tenta acorda-la... Dependendo de como você pensar ela é uma criança mesmo. –Você não fala... –Ela soluçou. –Nada com nada...

Koud respirou fundo. –Então acho melhor dormimos aqui, já que eles viajam pegando escravos, devem ter alguma espécie de barraca ou alguma coisa para dormir na carroça. –Ele subiu na carroça e empurrou Alyna até ela cair no chão. –Não se preocupe você já vai voltar a dormir. –Koud desceu da carroça e ajudou a revoltada a levantar. “Um bicho preguiça seria mais útil que ela.” Pensou Koud.

Alyna limpou a sujeira de sua roupa. -Você mesmo que vamos encontrar oito sacos de dormir assim do nada...

–Achei oito peles de animal que parecem sacos de dormir embaixo da carroça Koud!!! –Brand Gritou do outro lado.

–Quando raios você saio da carroça que eu não vi?!?! –Alyna estava perplexa.

–Alyna quando Koud de empurrou... Você ficou uns três minutos deitada no chão dormindo... –Amanda parecia segurar o riso. –Pedimos para ele te tirar de lá.

–Por mim você continuaria dormindo. –Koud começou a pegar as peles enquanto sorria.

–Você é um retardado! –Alyna parecia irritada.

–Então não vai querer esse saco de dormir? –Ele não conseguia tirar o sorriso da cara, tem pessoas que se divertem com tão pouco.

E com uma cara feia Alyna pegou uma das peles, Jack pegava madeira de uma arvore morta ao lado da estrada, tudo parecia tão fácil... E é porque estava mesmo. –Como você sabia sobre que eles guardariam essas coisas para dormir? –Diana apareceu magicamente ao lado de Koud.

Koud faltou pular de susto. –De onde você veio?

–Eu... Estava aqui o tempo todo. -Seus cabelos reluziam a luz da lua.

–Aham... Seu cabelo é natural? –Ele mexia em uma mexa do cabelo dela.

Ela deu um passo para traz. –Como assim? –Ela mexia no cabelo como se Koud tive botado uma praga. –Oque tem com o meu cabelo?

Ele suspirou. –Nada, às vezes eu esqueço que estou em outra dimensão... Mas oque você tinha perguntado?

–As peles...

–Ata... Pura sorte, mero chute, sorte de principiante, pura e mera cagada, acordei com o pé direito.

–Sério mesmo?

–Não, na verdade eu jogava um jogo de RPG, Skyrim, tinha uns bandidos que sempre acampavam. Ai eu pensei... Eles são quase a mesma coisa, devem ter algum material para acampar.

–RPG... –Diana parecia ter “bugado”.

–Ai ai... Outro dia eu te explico... Estou cansado demais para continuar falando. –Koud não queria falar? Provavelmente deveria estar morrendo.

Então eles começaram a se ajeitar ao lado da estrada. Jack e Brand estavam terminado de arrumar a fogueira, eles haviam feito um anel de pedra que encontraram, Jack parecia entender um pouco disso, ele arrumou a madeira para que queimasse melhor, ficando acessa por mais tempo, pelo menos foi isso que ele disse. –Coloquem os sacos de dormir á pelo menos três metros da fogueira. –Jack parecia terminado a fogueira.

–E como eu vou saber que deu três metros? –Alyna perguntou.

–Dê três passos largos que já está bom. –Ele respondeu.

Brand foi até ao seu lado, ele parecia diferente, mais cansado que o normal. –Você manja dessas coisas não é?

Jack sorriu. –Há muito tempo meu pai prometeu levar a gente para acampar... Deis que eu tinha seis anos eu acho, então eu procurei saber como era, pra não fazer merda... Porque se não ele não me levaria de novo, certeza...

–Isso é legal, então quer dizer que você já esta acostumado com isso.

–Na verdade não... Me pai nunca chegou a nos levar... –Jack desviou o olhar.

Brand finalmente havia percebido. –Eu te entendo... Na verdade. –Ele olhou para todos ali, Koud já estava dormindo, Alyna estava tendo dificuldades em escolher onde ficar, Amanda ajudava Kari a arrumar seu lugar para dormir, Diana sentada olhando as estrelas. –E não só eu, todos aqui parecem ter problemas parecidos...

Jack tirou seu colocar do pescoço, pegou o pingente e mostrou a Brand. –Uma... Pederneira?

Ele fez que sim com a cabeça. –Meu pai me deu, não saio de casa sem ele, única coisa que eu tenho dele sabe. –Ele começou a tentar ascender o fogo.

–Isso é bem útil...

Jack riu. -Por isso eu estou usando. –E as chamas apareceram.

Todos já estavam arrumados, formando um circulo envolta da fogueira que os aqueciam confortavelmente. Até que parecia um acampamento de verdade. O crepitar era relaxante, e a suavidade do ar chegava a ser refrescante. Se eles não estivessem a uma dimensão de casa, seria uma experiência muito melhor. Todos já estavam dormindo, menos os dois. Brand e Jack aproveitaram essa noite calma para olhar o céu estralado, que era diferente, havia duas luas no céu, e varias estrelas a vista. Sem nenhuma cidade como aquelas de seu mundo, eles conseguiam enxergar a beleza dos astros.

–Olhando assim... Me da vontade de ficar aqui para sempre... –Os olhos de Brand brilhavam.

–Você acha que vamos conseguir voltar? –A duvida estava clara no pequeno Jack.

É uma situação bem delicada, Brand tem que escolher suas palavras com cuidado, ele esta falando com um garoto de treze anos que está longe de casa, em um lugar que nunca foi antes, cheio de estranhos, e com varias chances de morrer. -Claro que vamos pequeno Jack. –Disse Brand se virando para ele. Boa Brand.

–Você não esta com medo? Você não acha que até agora tivemos sorte demais? Poderíamos ter morrido mais de uma vez só hoje... –A voz do pequeno Jack chegava a falhar. -Como você faz para ficar de tão tranquilo?

Brand respirou fundo. –Eu não faço, eu estou com medo, na verdade estou em pânico... –Ele Virou seu olhar para as estrelas novamente. –Tenho vontade de vomitar toda vez que me lembro de hoje mais cedo... Mas... Enquanto eu puder olhar as estrelas brilhando no céu, eu sei que vamos conseguir ir de volta...

–Oque? Como assim?

–Porque sempre há uma estrela que monstra o caminho de casa... Só vamos ter que acha-la. –Brand sorriu

Jack começou a rir. –Cara... Isso foi muito broxante... Parece aquelas frases motivacionais.

Brand começou a gargalhar. –Você nem sabe oque o que é “Broxante”

–E dai? Mas tenho certeza que isso foi.

–Mas você entendeu oque eu quis dizer, pode contar com migo pra conversar sempre que estiver com problemas ok? E não só comigo, até o Koud sabe dar apoio... Do jeito dele é claro.

–Prefiro jogar futebol com uma pedra.

–Não o culpo. –Brand bocejou. – Já estou com sono cara... Acho que vou ir dormir.

–É... Queria saber que horas são, mas meu celular sumiu... Então até amanhã...

–Até manhã... –Brand fechou seus olhos... “Celular”, a palavra ficou cravada em sua mente enquanto ele segurava o colar de prata em seu pescoço.

Ele conseguir ver o ar que saia de saia de sua boca, mesmo tudo estando congelado ele não sentia frio. Koud não entendeu oque estava acontecendo. Ele estava em um pequeno barco de madeira, navegando por aguas glaciais. Não hera possível ver nem um metro a sua frente. Mesmo sem enxergar ele tinha a sensação de que não estava sozinho. –Isso é um sonho. –Cara ele descobriu rápido, nem tive tempo de narrar. Ele se levantou no barco, apenas estalou os dedos e toda a névoa que cobria a sua visão foi dissipada... E um iceberg gigante apareceu diante dele.

O iceberg começou a rachar, as linhas formavam uma figura enquanto se abria uma fissura em seu plano. Até que um formato de boca surgiu. –Olá meu jovem.

–Uma pedra gigante de gelo falante. –Concordo que é estranho.

–Você tem muito que aprender, sobre você e esse mundo... –A voz dele era como o gelo se partindo, a vibração fazia Koud ter um frio na barriga... Na verdade não só na barriga. Em todo corpo, ele estava congelando. –O Porquê de você estar aqui.

–Desculpe pedra de gelo... –Koud sorriu. –Mas eu não gosto que alguém interrompa meus sonhos... –Ele ergueu seu braço, e colocou a palma de sua mão sobre o gelo cortante, era como se seu braço queimasse sem calor. Mas isso não o incomodava. Era apenas um sonho. –A dor não é nada apenas que uma mensagem dizendo que algo esta errado... E você não é nada mais que uma miragem na minha mente. Não te darei a satisfação de existir na minha cabeça sem ter permissão.

O gelo começou a estremecer. Um estrondo saiu do gelo. –Garoto insolente!!!

–Adeus Pedra de gelo. –Koud fechou o punho e o iceberg gigante estilhaçou-se, nada mais que um pó azulado brilhante no ar, ele olhou para o céu e o sol começou a sair. –Hora de acordar... -E ele realmente acordou, deis de que seu pai morreu Koud não sonha muito, e quando sonha ele logo percebe. Deve ser muito bom controlar os sonhos, poder fazer qualquer coisa durante esse curto período. Mas ele decidiu acordar... Cada um que me aparece.

Já deveria ser por volta das oito da manhã, pelo menos se esse mundo tiver a mesma quantidade de horas que a terra... Koud foi o primeiro a levantar, todos ainda estavam deitados e fogo já fora extinto, ele viu o cavalo dormindo em pé e começou a rir. –Ainda riu com isso meu deus... –Deis de pequeno, deis da primeira vez que ele foi ao zoológico e viu um cavalo dormindo em pé, ele ri. Vai entender, cada um se diverte com alguma coisa não é? –Acorda Spirit, vai comer algum mato por ai. –Ele acariciou a nuca do animal e deus leves tapas no pescoço. –Você até que é legal. –O Cavalo relinchou e balançou a cabeça. –Você poderia ser mais educado comigo pelo menos, fica falando essas coisas ai. –Koud realmente não bate bem da cabeça, no mínimo três parafusos faltando.

Já que Koud adora encher o pessoal, como qualquer outra pessoa normal, começou a bater palmas e gritar para acorda-los. –Você acha que é fácil ser o primeiro a acordar? –Koud falou sozinho. –Não estou falando sozinho, estou falando com você.

–Eita porra. –O narrador estava perplexo

–Sim você mesmo narrador, só fica me zoando ai. Quero ver estar no meu lugar.

–Calma cara vou tentar te zoar menos, mas por hora vamos voltar ao roteiro Okay? – O Narrador elegantemente suplicou.

–Tá. –Koud concordou com o narrador... Nesse caso eu... Vocês entenderam.

Continuando... Koud tentou acordar a todos, para que continuassem a viajem em busca de alguma civilização pacifica. –Será que Koud e seus amigos conseguiram encontrar uma vila próxima? Será que eles conseguiram voltar para casa? E Helena e Zane estão vivos? Descubra no próximo Epe...

–NÃO COMEÇA KOUD –O narrador estava quase perdendo a paciência enquanto Koud ria. Não estava no roteiro alguém quebrar a quarta barreira...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.