Oblivion

1 A Máquina do Tempo


Construí uma máquina,

Que registra todos os meus movimentos.

E através dela, eu viajo...

Pelo espaço e pelo tempo.

Criei uma máquina para viajar,

Entre as nuances da minha memória.

Com ela, lancei-me a explorar,

Cada linha da minha história.

Posso simplesmente modifica-la,

Como uma borracha apagando uma folha?

Ou devo contorna-la,

E riscar ou sublinhar as minhas escolhas?

A máquina me leva a revisitar,

Lugares e pessoas para se esquecer.

Creio que gostaria de mudar,

Porém, o que mais essa máquina poderia fazer?

O sentimento me persegue em dúvida,

Sobre qual caminho seguir.

Sempre me pergunta:

E se?

Uma sensação que reside,

Mostra-se como um remorso.

O que faria se pudesse,

Escapar de tal alvoroço?

Seria simples e objetivo,

Ou complexo e rancoroso?

Sinto-me condenado a ser livre...

Livre para lidar com minhas escolhas.

Mas a máquina do tempo se define,

Pela lembrança simples de coisas afáveis,

E cítrica de momentos desagradáveis.

A máquina é quase perfeita,

Colocada de qualquer maneira sobre minha mesa.

A criei de um projeto feito em papel e caneta,

E tentei usá-la para consertar,

Reparar, redizer, refazer, relembrar.

Mas tudo que fiz,

Foi admirar.

Inventei uma máquina,

Que pode te levar a qualquer lugar,

A qualquer momento, que deseje visitar.

Com isso, gostaria de perguntar:

Qual foi o primeiro lugar,

Que veio a pensar?

~Gabriel.