Oak

2 Capítulo 2


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Estava se arrumando, e como era um dia de reunião na escola colocou seu manto preto. O amanhecer tinha uma garoa intensa quando Matheus olhou pela janela para ver se Bernard estava dentro do estábulo de madeira que Sever construíra para ele. Era o dia de estabelecer o grupo para a Foke. Quando saiu já tinha parado de garoar... O sol começava a brilhar e tudo na vila parecia ser revigorante a fim de ser o ultimo dia de verão. Dali para frente as escolhas teriam que ser precisas e rápidas. Chegou a hora de saber! Acariciou Bernard e o montou, dando-lhe uma maçã. Olhou para o horizonte e refletiu sobre toda a sua vida na escola... Amigos, aprendizagem, professores, fez um flashback de todos os acontecimentos até ali.

– Vamos Bernard. – Bernard o respondeu com relincho de afoiteza.

O pátio da escola estava com bastante gente, todas as pessoas usando seus Mantos fazia daquele lugar primoroso. Imaginava como seria difícil, e tentava contar quantas pessoas poderiam ser aprovadas, haviam pessoas que tentavam há três anos, figuras das mais frágeis às mais robustas que já demonstravam sua força só pela aparência. As portas se abriram e os alunos começaram a entrar. Matheus observava a construção magnífica da escola quando uma amiga o chamou sorrindo.

– Oi Matheus! Vamos entrar, vai começar... Agora temos que ir.

– Ah! Oi Vivian, vamos.

E eles entraram na escola, sentaram-se ao fundo do auditório. Velas estavam acesas, dando um ambiente de seriedade, e os mentores já estavam todos sentados em uma grande fileira ao tablado, pessoas conversavam umas com as outras. Vivian que já era amiga de Matheus há um tempo, erguia sua cabeça para observar quem estava lá na frente e observava toda aquela arquitetura magnífica. Ela era baixa, linda com seus olhos negros e cílios que os desenhavam muito bem, seus cabelos longos iam até a cintura, ela era linda. Nesse instante entra o Senhor Louis, Diretor da escola e Mestre de Feitiços. Matheus o admirava muito. Era um homem não muito alto com cabelos e barbas longas e brancas, e que se debilitava a um corpo ainda bem saudável. Tinha um ar sério, era respeitado por todos por ser da linhagem de Edmond. Começou a falar gloriosamente:

– Boa noite a todos. Esse ano, a Foke será realizada em Hogoi, cidade escolhida pelos ministros. Essa é a hora de sabermos se estão preparados. Desejo a todos: Boa sorte. Que inicie-se a formação!

Todos começaram a bater palmas, a ansiedade parecia tomar conta de todos. No chão, em frente ao tablado, começou a subir uma estatua. Naquele momento todos ficaram surpresos com a cerimônia. Era um arqueiro de pedra, estava encapuzado carregando o arco e as flechas em suas costas e segurava um pergaminho em branco. De repente apareceu um nome, Sr. Louis falou com uma voz retumbante:

– Maria Davilla.

Uma menina que sentava ao meio se levantou e foi até o tablado. Louis a cumprimentou dando um sorriso.

Foi chamada mais uma menina e dois meninos à frente. Fez-se o primeiro grupo.

– Está formado o grupo. – Disse o Sr. Louis dirigindo-se a todos. Virou para todos os ministros. – Agora veremos o mentor.

Do cálice, ali perto, o fogo saiu como se estivesse dançando ao ar, parou em cima de professora Camena, fez uns movimentos e desapareceu. Camena fez um sinal com a cabeça de aprovação e olhou para os alunos que estavam nervosos. Foram lhes entregue folhas que não davam para ler de onde Matheus estava.

O grupo de Vivian já tinha se formado, grupos já estavam sendo feitos e Matheus continuava atento para quando chamassem seu nome.

– Matheus Galdino.

Matheus sentiu um arrepio e um frio em sua barriga, se levantou e olhou. Sr. Louis sorria para ele e foi até o caminho do tablado. Quando chegou, Louis o cumprimentou e disse-lhe:

– Boa sorte. — E Matheus afirmou com a cabeça.

Matheus observava todo aquele lugar exuberante, em que as pessoas olhavam para ele, como se estivessem pensando a mesma coisa “Quem será o próximo?”.

– Beatriz Bena.

Uma menina que sentava a frente se levantou, tinhas os cabelos longos e negros, demonstrava uma postura séria. Cumprimentou Louis e cumprimentou Matheus só pelo olhar. Era um momento de muita tensão para quem estava ali em cima. E todos já estavam de olho no pergaminho que escreveria o próximo nome.

– Ricardo Trovisti.

Um jovem se levantou. Tinha cabelos longos era alto, arrumou seu cabelo demonstrando a delicadeza masculina.

– Sou eu. – Disse ele indo até o tablado.

– Venha Ricardo. Boa sorte. – Disse Louis.

– Oi pessoal. – Murmurou, dirigindo-se a Matheus e Beatriz.

– Olá. – Respondeu Matheus acenando com a cabeça junto, enquanto Beatriz ficava de olho para as pessoas e ignorava-o.

– Johny Mello. – Johny se levantou e foi até o tablado, ficou satisfeito por estar naquele grupo.

Os quatros já se encontravam a frente, a partir dali seriam parceiros e precisariam trabalhar juntos. O fogo começou a subir do cálice, e todos o olhavam dançando, passou por todos do grupo, o coração já acelerava quando o fogo parou em cima de professor Andrew. Era alto e forte, tinha o cabelo preto com alguns fios grisalhos, olhos negros. Fez um sinal de aprovação. Receberam os papeis que não tinham nenhuma escrita, e se sentaram.

Ficaram trocando olhares durante algum tempo, mas logo depois ficaram prestando atenção nos próximos grupos. Quando terminou, a estátua se mexeu, o arqueiro guardou o pergaminho e voltou para o chão, o fogo começou a dançar, fazendo um espetáculo que a todos admirava e encantava, até que o fogo fez-se uma raposa em cima de Louis que abriu os braços e o fogo se desfez indo para ele.

– Boa sorte a todos. – E se retirou junto com os ministros.