Oak
3 Capítulo 3
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Começava o inverno. Matheus saia junto com Bernard para uma fonte termal que tinha descoberto quando criança. Toda vez que queria relaxar ia para lá. Uma piscina natural, água tão pura e cristalina... as cerejeiras em volta, era a perfeição que só a natureza poderia criar. Ficou de cueca e mergulhou, parecia que sua alma estava sendo revestida e toda sujeira estava sendo deixada para trás. Ficou nadando durante meia hora, relaxando, e descansando... Até que deu a hora. Pegou Bernard e voltou para casa.
Chegando em sua casa, deixou Bernard solto no campo e entrou.
– Aonde você vai menino? – Disse Ivon, que estava lendo na sala perto da lareira, e percebendo que Matheus pegara maçã para comer e já estava de saída.
– Reunião com meu grupo. Parece que Andrew quer nos conhecer.
– Tudo bem. Ah! Esqueci de te dar uma coisa! – Ivon foi até o quarto que ficava no segundo andar da casa confortável, que misturava madeira e cimento, e trouxe uma luva preta. – Eu mesma fiz para você...
Matheus amava muito sua mãe e sentiu-se muito bem e feliz, pois sua mãe demonstrava muito amor e orgulho a ele, e antes mesmo de deixá-la terminar de falar, ele a abraçou.
– Eu te amo! – Seus olhos começaram a acumular lagrima. Parou de abraçar e pegou as luvas. – Obrigado. – Foi colocando a luva enquanto caminha em direção a porta.
– Vai lá meu filho.
Matheus saiu pela porta colocando as luvas, deu um assovio, e logo em seguida pode ver Bernard chegando todo feliz para receber uma maçã que Matheus lhe trouxera.
– Vamos amigo! — Começou a galopar rápido – Uhuuull !!!
***
Chegou ao Museu Arcanum. A carta que recebeu, pedia para esperar ao lado, perto de uma torre onde Beatriz já estava.
– Oi. Tudo bem? – Disse Matheus descendo de Bernard. – É seu? – Disse para ela, referindo-se ao cavalo branco que pastava ali perto.
– Oi... Tudo bem. Sim, o nome dele é Apolo. Ele é bem manso – Ela falava o acariciando. – Seu amigo está vindo... E parece que o Ricardo também. – Ela olhava para a rua.
Os dois chegaram.
– Olá pessoal! – Saudava Ricardo descendo de sua égua branca.
– Eae gente! – Johny deixou o Fallen ali perto. – O professor não chegou?
– Não precisa me chamar de professor. – Andrew saiu repentinamente de trás da parede do museu. – Me chamem de Andrew. Como é seu nome? – Falou se dirigindo a Johny.
– Sou Johny Mello, filho de Janay... Estudo luta. — Era respeitoso falar o nome de sua mãe.
Andrew fez uma afirmação com a cabeça. Em seguida apontou para Beatriz:
– E você moça?
– Sou Beatriz Bena, filha de Rita. Estudo luta também.
Em seguida olhou para Ricardo.
– Sou Ricardo Trovisti, filho de Eva e estudo medicina.
– Interessante... Sempre é bom ter um médico no grupo... Mas, e em combate? – Indagou Andrew.
– Sei me virar. – Respondeu Ricardo, e Andrew mostrou que achou legal. Olhou para Matheus.
– Sou Matheus Galdino, filho de Ivon. Estudo feitiço.
– Hum... Grupo interessante... Ok! Bom então só falta eu me apresentar. Sou Andrew gosto de comer pizza, e é o que vamos fazer agora.
O grupo ficou estranho pela expressão de Andrew. Acharam que aquilo era uma brincadeira e esperavam ele falar que estava brincando, mas Andrew sem mais e sem menos saiu andando, e todos soltaram seus cavalos, e foram então para um restaurante ali perto.
***
– Um rodízio, por favor! – Andrew começou então a conversar com o grupo, que falavam como uma primeira amizade tentando se conhecer. Ricardo mostrou que é uma pessoa calma, enquanto Beatriz tinha uma postura elegante no meio dos homens.
A primeira pizza chegou à mesa. Andrew e Johny foram já famintos a pegarem os primeiros pedaços. Foi uma noite bem agradável, ficaram todos de barriga cheia e Andrew pagou tudo. Já se despediam do lado de fora para irem para suas casas, quando Andrew falou:
– Amanhã, às 9:00 da manhã, na biblioteca de Ferram, apresentarei a Foke a vocês... Não se esqueçam de levar o papel que o Senhor Louis deu para vocês. – Montou em seu cavalo, acenou e saiu galopando em seu cavalo bem adestrado.
Todos foram para suas casas.
***
A biblioteca era vasta, Matheus gostava daquele ambiente, era o lugar que mais frequentava. A biblioteca Vedomosti era enorme, com cadeiras confortáveis e corredores enormes, com livros e documentos de todos os gêneros. A arquitetura era antiga, fazendo a imaginação viajar. Havia dois andares, teto bem alto e lamparinas e candelabros espalhados pelo ambiente. As janelas eram grandes e havia desenhos no próprio vidro.
Matheus fez um olhar panorâmico e encontrou Beatriz sentada no canto perto de uma alta prateleira de livros. Ela estava lendo um livro.
– Bom dia. — cumprimentou e sentou.
Logo em seguida Johny já estava junto. Andrew chegou trazendo alguns papéis na sua mão. Estava com um sobretudo marrom e um chapéu, dando um aspecto de mistério. Olhou para todos e perguntou sentando:
– Onde está Ricardo?
– Ele ainda não chegou. – Matheus respondeu.
– Bem tenho que começar mesmo assim.
Quando Andrew tinha terminado de arrumar as coisas em cima da mesa, Ricardo chegou meio afobado, parou e puxando uma cadeira disse:
– Desculpem-me pelo atraso. Tive uns problemas que... que... não deu para chegar no horário. – E se sentou.
Andrew o olhou de relance e fez uma expressão de quem ficou duvidoso.
– Bem aqueles papéis que vocês ganharam, coloquem os na mesa. – Todos tiraram e colocaram na mesa redonda, que por ventura haviam varias na biblioteca espalhadas.
Colocaram os papeis na mesa. Os papeis começaram a se desmaterializar, giravam e se cruzavam... E começou a se concretizarem formando um único papel retangular que ocupada grande parte da mesa. Linhas, curvas, formas geométricas, tudo começou a ser desenhado sozinho no papel. O grupo observava aquilo com grande atenção e surpresos. Entanto, viu que se formou um mapa. Ao noroeste de Hogoi, na floresta, surgiu um único símbolo com um pássaro vermelho.
– Acho que já sabem o que fazer. – Andrew, observou o mapa por um instante. – A pena da Fênix se encontra aqui. – Ele colocou o dedo exatamente onde estava o símbolo. – Pegue e leve para o centro de Hogoi... Simples. Partiremos para Hogoi daqui a três dias... Até lá se preparem e estudem. São três dias de viagem – Entregou um pergaminho a eles, se levantou e saiu.
Eles abriram os pergaminhos e viram que tinha dados geográficos de Hogoi, dados médicos, dicas e entre outras anotações feitas por Andrew. Beatriz arrumou suas coisas:
– Até mais meninos. — Beatriz se levantou e saiu.
Todos foram para casa. Estudar e treinar em três dias.
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