OUAT - 4 Temporada
6 Uma Ideia se formando E um Passado Mal Resolvido
Notas iniciais
David se despediu e levou o celular ao ouvido já caminhando para a porta.
– Espero que ela não traga problemas, agora que as coisas finalmente estão tranquilas – Disse Leroy assim que as portas se fecharam.
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Robin se despediu e saiu acompanhado da esposa e do filho. Antes de passarem pela porta Roland se virou e acenou sorrindo.
– Ele é esperto — Falou Henry assim que sumiram de vista.
– Quem? — Quis saber o Pirata.
– Roland. Estava perguntando sobre minha mãe.
– Sobre Regina? Perguntando o que?- Indagou Emma com a testa franzida.
– Perguntou se ela estava triste, ou brava com ele.
– Não entendi, porque ela estaria brava com ele? – Perguntou Emma.
–Porque ela não leva mais ele para tomar sorvete. Disse a ele que agora que sua mãe voltou ele tem que ficar com ela... Ele me disse que ama a Marian, mas gosta da minha mãe também, e que eles são amigos.
–Essa é nova – Disse Killian arqueando as sobrancelhas.
–Bem, ela gosta dele também... – Comentou Henry se levantando e caminhando ate o balcão, pedindo um café e biscoitos e depois retornando a mesa.
– Eu já vou, nos vemos depois.
–Aonde vai? – Perguntou Emma olhando o café e o pacote na mão do filho.
–Ver minha mãe, não vou deixar-la ficar trancada pro resto da vida, não vou desistir dela.
–Isso foi meigo – Disse a loira sorrindo para o filho, que retribuiu o sorriso e caminhou para a porta.
– Eu posso ser meigo também Swan – Disse Killian sorrindo descarado e arqueando a sobrancelha direita.
–É claro que pode – Disse Emma revirando os olhos e sorrindo levemente.
– O que? Acha que eu não posso ser meigo? Pois saiba que eu posso ser muito meigo! — Disse com uma falsa indignação na voz.
– A é? E quando foi a ultima vez que você foi meigo? — Disse Emma debochada, mas com um pequeno sorriso brincando nos lábios.
– Há 5 segundos – Disse sorrindo, e depois seus olhos ganharam um brilho intenso. – E há poucas horas atrás também.
Emma olhava o homem a sua frente, com seu jeito tão singular de ser e só percebeu que estava se aproximando quando seus lábios se coloram aos dele, e sentiu uma mão afagando suavemente seus cabelos. Instantaneamente sua mão foi de encontro a nuca do rapaz, acariciando-a.
Foi um beijo rápido, em instantes separaram-se, porem ambos sentiram a intensidade do simples ato.
Emma se endireitou e ouviu seu celular tocando, mas antes que pudesse atender ele silenciou-se. Pegou-o e viu o nome de David piscando na tela, e aquela não era a primeira chamada.
Franziu as sobrancelhas.
– Quem era? – Perguntou Killian olhando para o aparelho estranho.
– Meu pai...
–E?
– Acho que temos problemas. Vem, vamos! – Se levantou encaminhando-se para a porta.
–E de volta a ação... – Murmurou Hook enquanto se levantava e a seguia.
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Passado — Muitos anos atrás
O navio geme e ameaça romper, o vento insistente balança o navio fortemente, o jogando de um lado para o outro.
O capitão tenta comandar, mas parece impossível lutar contra a força do mar.
Água começa invadir. No vessel, enquanto a água invadia ruidosamente, uma rainha procura desesperada, ate encontrar. Um lápis. Pega rapidamente uma folha e se ponha a escrever, com água escorrendo do cabelo e molhando-lhe a face.
– O que está fazendo? – Pergunta um homem, o rei, entrando tentando lutar compra a água que já invadiu grande parte do vessel .
– Eu preciso terminar isso – O cabelo grudava-lhe na face.
– Não minha querida. O vessel esta afundando. Temos que abandonar o navio – Diz o rei tentando se aproximar da esposa.
– Elas precisam saber. Nós podemos não voltar para casa. – Dia a mulher ainda escrevendo, arranca a folha e vira-se para o marido — Mas isso pode.
As ondas pareciam mais raivosas enquanto subiam para proa do navio, em uma mão o rei trazia consigo uma garrafa, entro a mensagem que sua esposa escrevera, segurava fortemente lutando contra a força do vento, na outra segurava firmemente a cintura de sua rainha.
– Te certeza que estamos fazendo a coisa certa? – Perguntou para a esposa olhando-a nos olhos.
– Sim. Elsa e Anna precisam saber a verdade. E a única coisa que as salvará. – A rainha segurava fortemente o braço do marido, tentando enxergar os olhos dele no meio de tanta água.
O rei olhou-a por um segundo e atirou a garrafa ao mar, depois seus braços se enrolaram em volta da esposa, abraçando-a.
Nada mais foi dito ou feio. O navio se balançou mais uma vez, antes de ser afundado por uma grande onda. O ultimo pensamento dos reis foram suas filhas.
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Arendelle — 5 anos depois
As irmãs estavam de pé, diante do túmulo dos pais. Ambas haviam colocado flores para seus amados pais, e agora estavam de mãos dadas observando as enormes pedras.
– Anna, eles ficariam orgulhos de você. – Disse a garota loira docemente à irmã.
– De nós duas Elsa – Disse a outra olhando para a irmã com um sorriso gentil nos lábios.
Elsa retribuiu o sorriso – Agora vamos. Eu tenho uma surpresa para você.
–Serio? Porque surpresa tende a ser uma bagunça nessa família – Comentou a ruiva tranquilamente enquanto caminhavam calmamente para longe dali.
– Desta você gostará. Eu prometo – Sorriu Elsa parando por um momento olhando-a — É para o seu casamento.
Sorriam sua a outra e continuaram caminhando.
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Nosso mundo
Dias atuais
Regina encarou por mais alguns segundos a janela, e depois suspirou irritada, como se encarar seu reflexo na janela fosse ajuda-la a resolver seus problemas... Se fosse seu espelho ao mesmo... E com um clique um sorriso foi se abrindo lentamente em seus lábios. Sidney. Sim, seu espelho com certeza poderia ajuda-la, só não sabia como, mas pensaria a respeito.
Com um ultimo olhar se afastou da janela, pegando sua bolsa. Iria para casa, não tinha mais o que fazer ali.
Saiu fechando a porta trás de si, caminhando ate seu carro e logo entrando no ambiente quente. Dirigiu rapidamente pelas ruas de Storybrooke, se esforçando ao máximo para não pensar em nada.
Logo se encontrava dentro de casa, sentou-se no sofá e seus olhos se focaram em cima da mesinha, mas precisamente em uma revistinha de Henry que estava ai, pegou-a folheando-a, lendo algumas partes, se tratava de historinhas quaisquer, sobre heróis...
Olhando as inúmeras historias, percebia como em todas elas os heróis eram sempre heróis, e os vilões sempre vilões, nunca mudando. E os finais sempre previsíveis, vilões não tinham finais felizes... Parecia um acordo entre todos os escritores.
Conhecia apenas um flexível, o escritor do livro de Henry, mas apesar da flexibilidade, ele também era adepto ao acordo.
Foi despertada de seus pensamentos pela companhia da porta, pensou em não atender, não queria ser incomodada, mas então ouviu a voz de Henry.
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Emma cruzou a porta sendo seguida por Hook, pegou o celular pronta para ligar para o pai, mas antes de leva-lo ao ouvido viu David caminhando em direção a eles em passos apressados.
– Eu te liguei mil vezes – Disse David assim que se aproximou do casal, dando uma olhada em killian – O que estava fazendo?
– Nada.
– Coisas.
Reponderam Emma e Killian juntos. Emma olhou para Killian, um asobancelha arqueada, mas esse estava com um sorriso torto safado nos lábios.
Emma se voltou para o pai – Aconteceu alguma coisa?
David deu uma ultima olhada na filha e no seu namorado pirata antes de responder.
– Venham comigo – Disse se virando e caminhando, sendo seguido pelo casal. – Leroy viu uma garota estranha andando pelas ruas
– E? – Perguntou Hook
–Isso! – David parou no meio da rua, em frente a sua poça de água que escorria pela rua, parecendo não ter fim.
– Okay. Acho que perdi alguma coisa – Disse Emma olhando da poça interminável ao pai.
– O que uma possa de água tem haver com isso tudo? – Perguntou Killian.
– Agora é uma possa de água, antes era um rastro de gelo – Se virou para o casal — Leroy disse que a garota deixou esse rastro para pras enquanto passava.
– Uma garota deixando rastros de gelo por Storybrooke? – Indagou Killian
– Isso explicaria o frio... – Divagou Emma – E onde esta essa garota?
– Não sabemos.
– Bem... Temos que acha-la e ver o que quer.
Os três se encaram e se viraram para o rastro sem fim.
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