OUAT - 4 Temporada
2 Conflitos internos e um momento a sós
Notas iniciais
Fiquei olhando pra ele – Quando foi que você cresceu tanto? – Pergunto sorrindo orgulhosa, bagunçando seu cabelo.
–Ah mãe! – Ri
–Okay! Vamos terminar essa torta!
Continuo a torta e Henry volta ao seu lugar.
– Estou procurando um apartamento para mim e minha mãe. — Henry comenta enquanto coloco a torta no forno.
– Então ela desistiu da ideia idiota de ir embora?- Pergunto sentando-me ao seu lado.
– Sim, alguma coisa na viagem ao tempo a fez mudar de ideia.
– Sim, essa viagem trouxe grandes mudanças...
Henry fica olhando-me por um tempo, mas logo volta a falar.
– Acho melhor um apartamento, com a chegada do bebê da Mary Margaret a casa vai ficar meio apertada, e eu vou ficar vindo e indo daqui.
– Você pode ficar aqui comigo, sabe que aqui também é sua casa.
– Eu sei mãe – sorri
Pego sua mão — Só não se esqueça disso.
Sorriu e levanto-me para tirar a torta do forno.
– Hum, o cheiro esta ótimo – Diz Henry sorrindo.
Sorriu e nos sirvo – Que bom que gostou.
Henry para de falar e se concentra em comer, Fico olhando — o por um tempo, pensando no quanto ele cresceu no ano em que passamos separados. Mas logo deixo meu olhar vagar pelo cômodo, pensar nesse ano causava-me uma grande dor no coração, e no momento eu não precisava de mais dor, a que eu sentia já era o suficiente.
– Mãe? — Chama-me Henry, e pelo tom de voz parece que não foi a primeira vez.
– Sim?
– Já terminei, vou me deitar — Diz levantando-se e colocando o prato na pia.
– Okay, boa noite filho — Digo sorrindo
– Boa noite mãe — Abraça-me e caminha em direção a porta, parando no meio do caminho e virando-se para mim — Eu te amo — Sorri e continua caminhando.
Sorriu ao ouvir aquilo, no momento era tudo o que eu precisava.
Olho para baixo, para meu pedaço de torta intocado e reviro os olhos. Como se eu fosse conseguir comer alguma coisa!
Levanto-me e jogo a torta no lixo, apago as luzes e sigo para o quarto, minha melhor opção era dormir. Ando calmamente, não tinha pressa, atravesso a sala e verifico se a porta está trancada, por habito, como se alguém fosse burro o bastante para invadir minha casa.
Viro-me para apagar a luz, meu dedo se detém sob o interruptor, meu olhar segue pela sala, pala alem de uma porta aberta e para sob uma lareira.
Fico observando-a por um minuto e caminho em sua direção, com uma bola de fogo acendo-a e me sento diante dela.
Olho as chamas e penso em horas antes, quando eu estava ali, contando parte da minha vida, da minha historia ao homem ao qual estava destinada, de como tive medo de entrar naquela taberna, de abrir meu coração novamente.
“ As coisas aconteçam quando devem... Talvez tenha acontecido em uma hora melhor.” Foi sua resposta a mim.
Eu acreditei, afinal, esta ali com o homem ao qual estava destinada, amando e sendo amada novamente. Olhei novamente as chamas queimando e dei um sorriso irônico, doce ilusão, quando foi que as coisas vieram fáceis para mim.
Com uma lágrima escorrendo me levanto e saio da sala, com um aceno de mão as chamas se apagam atrás de mim.
Já pronta para dormir, meu ultimo pensamento é uma tatuagem de leão e um coração partido.
PV – 3 pessoa
Robin chega a sua casa. Foi o caminho todo pensando em Regina, sentindo seu coração apertando -se a medida que imagens de seus olhares, tão expressivos, de suas declarações de amor, contidas e profundas, típicas de um coração que já sofreu, de seus sorrisos, todos eles, os irônicos, os apaixonados, os frios, os tristes, os amáveis, preenchiam sua mente.
Ele sentia os olhares de Marian sobre ele, mas não se atrevia a olhar, sentia medo que em seus olhos houvesse mais perguntas do que ele poderia responder, até mesmo por não saber as respostas de muitas.
Assim que Robin trancou a porta atrás de si, os olhos de Marian vagaram pela casa, olhando, não perdendo nenhum detalhe, era tudo tão novo para ela. Ela sentia-se feliz por ter sua família de volta.
Olhou para Robin com um sorriso no rosto, porém esse tinha um olhar distante, nem parecia estar ali... Ela sentia que tinha algo errado, mas resolveu não perguntar nada.
– Eu... Vou colocar Roland na cama — Diz Robin meio inseguro, era estranho ter Marian ali, depois de tanto tempo... Ele já havia aceitado que ela estava morta, e agora.... Agora ela estava ali diante dele, como se nada tivesse mudado, mas claramente, muita coisa havia mudado.
Seguiu em direção ao quarto de Roland e deposito-o calmamente na cama, para não acordá-lo. Sentou-se ao seu lado, como explicaria ao filho que sua mãe, que estava morta, agora esta viva? Com um suspiro cansado se levantou da cama e se retirou do quarto.
Marian ainda continuava no mesmo lugar quando retornou a sala.
– Você pode tomar banho se quiser... Não tenho roupas para você então terá que vestir as mesmas. Mas amanha providenciarei algumas. — Tentou falar normalmente, porem a situação em si não lhe parecia em nada normal.
– Claro... Quero sim — Marian estranhou seu tom de voz, porém atribuiu isso ao cansaço... Foi um dia longo.
Depois de mostrar como as coisas funcionavam a Marian, Robin seguiu para seu quarto e estacou na porta, os olhos fixo na cama, as sobrancelhas franzidas... A alguns anos atrás isso era tudo o que ele queria, compartilhar a cama com sua mulher novamente... Mas agora.... Não sabia o que pensar, a única certeza que tinha é que não poderia deitar-se ao lado de Marian... Sua mente, e principalmente seu coração rejeitavam completamente a ideia.
Sentou-se na cama a espera de Marian, conversaria com ela, da forma mais gentil possível e explicaria que era melhor não dormirem na mesma cama... Poderia ser meio egoísta com Marian, porém honraria seus sentimentos por Regina, que no momento, era o que gritava mais alto.
Foi tirado de seus pensamentos por sons de passos, parada na porta estava Marian, Não poderia negar, ela era uma mulher muito bonita, com um bom coração, isso anos atrás o fizera apaixonar-se por ela. Lembrava de como seus olhos brilhavam e seu coração se descompassava quando a via, porém agora nada disso acontecia, seus olhos estavam normais e seu coração não pulava uma batida sequer.... Não entendia isso.
Levantou-se da cama e seguiu em direção a ela, quanto mais cedo conversassem, melhor. Porém não pode falar nada, pois ela o agarrou e beijo-o.
A primeira reação foi o choque, há quanto tempo ele esperou por aquilo, quantas vezes imaginou esse momento, mas nada se parecia com aquilo, ele... Não sentiu nada, simplesmente nada do que esperava sentir. Sua mente gritava que aquilo errada e seu coração... Chamava por Regina.
Afastou-a delicadamente, não queria ferir seus sentimentos, sabia que aquilo era difícil tanto pra ela quanto era para ele.
– Você... Dormi aqui, vou dormir em outro quarto.
– Você não vai dormir comigo? — Marian estranhou, afinal, ele era seu marido...
– Não — Disse simplesmente, o que mais poderia responder...
– Porque? — Marian franziu as sobrancelhas, claramente havia algo muito errado, e ela iria descobrir.
Robin olhou-a, a testa franzida, como explicar-lhe que não poderia dormir com ela porque seus pensamentos estavam em outra mulher? Parecia injusto, mas era simplesmente a verdade, a coisa que mais queria no momento era correr ate Regina e ...beijá-la. Com um suspiro caminhou ate Marian, deu-lhe um beijo na cabeça e saiu do quanto fechando a porta atrás de si ... Deixaria essa conversa para depois, nenhum dos dois tinhas condições agora.
Já pronto para dormir, seu ultimo pensamento foi uma rainha chorando e um coração dividido.
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Storybooke amanheceu cinzento, como se refletisse o estado de espírito de sua prefeita.
Quando Regina abriu seus olhos pela manha tudo o que desejou foi fechá-los novamente, mas com um suspiro levantou-se, sentia-se cansada tanto fisicamente quanto mentalmente , mas não ficaria deitada como se fosse o fim do mundo, já passara por isso tantas vezes, conhecia essa dor, e todas as suas intensidades.
Caminhou ate o banheiro e olhou-se no espelho, não só sentia-se como também parecia péssima. Com um suspiro tirou as roupas, precisava de um banho.
Enquanto a água caia-lhe sobre a cabeça, ela permitiu-se chorar. Chorar por tudo, pelo seu primeiro amor morto, por seu pai, por sua maldição fracassada, por sua mãe... Não era um choro de arrependimento, Regina não se arrependia nada que tenha feito. O motivo? Simples, Henry. Todas as suas ações levaram-na a ele, e se ela tivesse que passar por tudo aquilo novamente para telo, ela o faria.
Mas o principal motivo de seu choro pouco contido era Robin, sua tão esperada segunda chance, Regina não entendia, para ela parecia que ser feliz sempre era pedir demais.
Imagens de Robin surgiam em sua cabeça enquanto mais lágrimas rolavam por sua face. Seus olhos que sempre pareciam sorrirem para ela, sua voz, com uma cadencia delicada e determinada sempre que falava com ela, seus sorrisos ... E depois sua expressão ao ver sua mulher, sua voz ao chamar pelo seu nome, a forma como correu em direção a ela...
Regina fechou os olhos com força, e quando os abriu não havia mais lágrimas neles, desligou o chuveiro e saiu do banheiro.
Enfrentaria isso de cabeça erguida, como sempre o fizera... Afinal, era uma rainha.
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GRANNY’S
Emma foi despertada por algo frio em suas costas nuas, piscou algumas vezes e virou-se, vendo Hook passando seu ganho pelas suas costas com um sorriso de lado, quase perverso.
– Você não tira isso nem para dormir?
–Ah Swan, qual é, eu sei que você gosta – Arqueia as sobrancelhas
Emma revira os olhos e com um sorriso no rosto levanta-se da cama.
–Eu poderia facilmente me acostumar com essa imagem — Diz Hook sorrindo seu tão típico sorrido descarado, enquanto avalia o corpo de Emma.
Emma olha para ele com uma sobrancelha arqueada enquanto troca de roupa.
–Okay, okay! Você pode me olhar também Swan — Diz piscando um olho e levantando-se.
Emma balança a cabeça, mas sorri e caminha ate ele, beija-o logo em seguida, ela gostava desse jeito leve dele, a fazia se sentir leve também.
– Vamos logo... Eu preciso falar com a Regina — Diz Emma com a testa franzida.
– Claro, só me de um minuto... – Diz Hook trocando de roupa e caminhando ate o banheiro.
– Não demore muito para passar delineador e lápis de olho! – Grita Emma sorrindo
–Eu sei que você me acha incrivelmente bonito Swan! – Hook grita rindo no outro cômodo.
–Ande logo! Preciso usar o banheiro também.
–Pronto. Sou todo seu! Pode abusar à vontade – Diz Hook sorrindo maroto ao sair do banheiro.
Emma revira os olhos, mas sorri. Caminha em direção ao banheiro.
Hook escuta batidas na porta e anda ate ela, abrindo-a em seguida.
– Killian, você sabe onde esta Emma? Não a vejo desde ontem e .... — Charming não termina de falar, pois vê Emma saindo do banheiro.
– O que você esta fazendo aqui? — Pergunta encarando a filha.
Emma arqueia as sobrancelhas em resposta. David a encara por mais um tempo e arqueia tas sobrancelhas também após entender.
– Você dormiu com esse... Pirata? — Pergunta olhando da filha ao pirata.
– Ele fala como se fosse uma ofensa. Pois saiba sogro, que existe uma pirata em sua filha também. — Comenta Killian sorrindo, e depois se dirige a Emma – Estarei te esperando para tomar café... Serei o pirata diabolicamente bonito sentado tomando Rum – Pisca e se retira.
Emma olha para o pai e sorri.
–Um pirata? — David sorri para a filha também, ele só queria sua felicidade e se ela estava com o pirada, aceitaria isso.
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