OUAT - 4 Temporada

4 A Conversa e Uma Estranha Garota


Notas iniciais
Oiie gente! Desculpem a demora, tive um problema com o arquivo que acabou não salvando e tive que começar tudo de novo. Bem, me desculpem se o capitulo não estiver não bom, eu dei o meu melhor, espero que gostem!! Comentem, elogiem ou critiquem :) Preciso saber se estão gostando! PS: Desculpem algum erro ortográfico

– Regina... — Foi o único som que saiu de sua boca, quase num sussurro. Porém foi o bastante para arrepiá-la.

Ela sabia que esse momento iria chegar, com o coração apertado, ela enfrentaria... Nunca fugia de uma batalha.

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David seguia para casa e assim como algumas pessoas de Storybrooke também estranhou o frio que fazia, mas não se importou, afinal, que perigo poderia haver no frio.

Caminhava de volta do apartamento de Killian, onde foi procurar por noticias de Emma e tendo uma surpresa ao encontrá-la lá. Todavia ele sabia que uma hora outra isso iria acontecer, Killian sempre deixou claro seus sentimentos por sua filha, e ela do seu jeito os tinha por ele. Mas um pirata? Uma princesa e um pirata? Quando isso seria possível? Então ele percebeu, não é quando, mas onde, em Storybrooke isso seria possível... Tudo é possível. Mas apesar de sua filha ter escolhido logo um pirata, ele ficou feliz pela escolha, pois ele sabia que Killian amava Emma e faria de tudo por ela, como de fato fez, quando a seguiu para o passado.

Chegou a casa e abriu a porta encontrando Mary Margaret sentada com Neal nos braços, sorriu ao ver a cena. Fechou a porta e caminhou ate eles, sentando-se ao seu lado.

– Encontrou Emma? — Perguntou Mary Margaret.

– Sim, encontrei — Respondeu brincando com os dedinhos de Neal.

– E...? Onde ela estava? — Olhou pra o marido.

–No apartamento do Killian — Responde David levantando a cabeça e encarando-a para ver sua reação.

Mary Margaret levanta uma sobrancelha — Com Killian? Hum... Okay.

– O que você acha sobre isso?

– Ele gosta dela... E bem, parece que ela gosta dele também. Se ela esta feliz, eu estou feliz — Sorri para o marido.

David sorri para a mulher e olha para Neal, tão pequeno...

Mary Margaret e David estavam muito felizes com a chegada do filho, eles finalmente teriam sua chance de verem seu filho crescer, viverem todos os momentos que teriam vivido com Emma.

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Assim que Robin saiu, Emma e Hook trocaram um olhar e olharam em direção a Marian, que estava parada com Roland nos braços encarando a porta, mal podendo acreditar que Robin havia deixado-a ali, pelo que tudo indica para ir atrás da Evil Queen.

Emma Olhou mais uma vez para Hook e levantou-se caminhando ate Marian.

– Marian — Chamou-a.

– Sim — Respondeu Marian finalmente tirando os olhos da porta e olhando para Emma.

– Quer sentar-se com a gente? — Perguntou indicando a mesa onde estavam Henry e Hook.

– Hum... Claro — Olhou mais uma vez para a porta e seguiu Emma até a mesa.

Assim que se sentou Marian não pode conter a pergunta — O que foi... Aquilo?

Henry, Emma e Hook se entreolharam e mudaram de assunto.

Então Marian soube que sua pergunta não teria resposta... Por enquanto.

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Regina encarava o homem a sua frente intensamente e o olhar era devolvido com a mesma intensidade.

– O que você faz aqui? — Perguntou Regina, a voz baixa, porém firme.

– Precisamos conversar... E eu queria te ver — Seus olhos não deixavam dos dela por nenhum segundo.

– Já viu, agora pode se retirar — Seus olhos também não deixavam os dele, e apesar da frase e o tom arrogante, ela não queria que ele fosse.

– Sim, já vi — Deu um meio sorriso — Mas ainda não conversamos.

Regina o encarou por meio segundo e deu um suspiro, seu coração batia forte e rápido – Okay, vamos conversar.

Robin a encarou — Me desculpe — Foi à única frase que saiu de sua boca, necessitava dizer isso a essa com todo coração, sua voz era sincera.

Regina o encarou, esperando, o coração apertado — Só isso o que tem a dizer?

Robin suspirou cansado — Eu... Eu não sei o que dizer.

– Se não tem nada a dizer então vá embora.

– Não — Com a voz determinada deu um passo em direção a ela.

– Regina, eu... Eu não sei o que aconteceu, ela estava morta e depois estava lá, na minha frente. Eu não pensei, eu a vi e a abracei! Eu não queria te machucar Regina, me desculpe — Robin falava rápido, a voz confusa, apressada, intensa.

Regina ouvia atentamente, talvez ele realmente não quisesse ter a ferido, mas isso não diminuía sua dor e nem iria diminuir quando ele a deixa-se para ficar com a esposa.

– Você ainda a ama? — Perguntou direta, não se contendo, precisava saber. O coração acelerado.

Robin foi pego de surpresa pela a pergunta, não sabia o que responder. Como responderia essa pergunta a ela se não conseguia responde-la a si mesmo, sua cabeça estava confusa e ele odiava isso, pois sabia que isso feria pessoas que gostava... Em especial Regina.

Seu silêncio feriu ainda mais Regina, poderia nele conter todas as palavras que temia ouvir? Uma coisa era certa, ele não negou.

Robin encarou Regina e o que viu nos olhos dela destroçou seu coração. Mas ele não poderia responder sua pergunta, tinha sim sentimentos por Marian, porem não sabia se era amor, mas claramente seja o que fossem não eram mais fortes que os que tinha pela a mulher a sua frente.

Deu mais um passo em sua direção — Regina... Não... Não é assim tão fácil...

– Pra mim parece fácil, ou você a ama ou não.

Robin suspirou nervoso — Não Regina, não é fácil e você sabe disso, não faça isso comigo...

Regina nada disse e Robin se desesperou — Você não entende Regina!... Como eu posso explicar algo a você que eu nem consigo explicar a mim mesmo — Sua voz continha todo o desespero que sentia — O que você faria se Daniel simplesmente aparecesse na sua frente? Não sentiria nada? O deixaria ir simplesmente? — Assim que fez a pergunta Robin se arrependeu profundamente — Desculpe-me, eu não... — Passou a mão nervosamente no cabelo.

Regina ofegou incrédula, mas podendo acreditar no que acabara de ouvir.

Porém Robin estava errado, ela sabia exatamente o que era ter seu primeiro amor na sua frente depois de tantos anos, depois de tanto tempo achando que estava morto, mas no seu caso ela não teve escolha, teve que deixá-lo ir, ele não era mais seu Daniel.

Regina o encarou, a expressão indecifrável — Não venha me disser que eu não sei! — Gritou, assustando os dois.

Robin a olhou, os olhos um pouco arregalados, surpresos.

– Você acha que eu não sei? Que não conheço o sentimento? — Regina falava com a voz carregada de emoções, tantas que a tornava indecifrável, enquanto caminhava em direção a Robin — Eu sei exatamente o que esta sentindo — Parou na frente dele — Já tive Daniel na minha frente, mas não restava mais nada dele, então ele se foi novamente... Para sempre — Olhou para baixo por uma fração de segundos, tentando conter as lagrimas e voltou seu olhar para Robin, que a olhava intensamente, sem saber o que fazer.

– E é por conhecer esse sentimento que... Tenho medo. Se eu pudesse teria ficado com ele, mas eu não tive escolha, você tem. Você pode escolher sua esposa, você pode escolher me dei... — E Robin a beijou, intenso, profundo, completamente, com desejo.

O beijo não teve resistência, ambos o queriam, o necessitavam com toda sua alma. Era um beijo apaixonado, desesperado, repleto de confissões, de certezas e incertezas, de medos, de ternura... Mas acima de tudo, repleto de amor.

Ambos precisavam de ar, mas nenhum queria ou se atrevia a encerrá-lo, queriam tornar o momento eterno e esquecer-se dos problemas que os assombravam lá fora. Com muito custo Robin o quebrou, colando sua testa na dela, e de olhos fechados e ofegantes esperavam seus corações desacelerarem.

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Não muito longe dali, uma garota de vestido azul caminhava, deixando para traz um rastro de gelo. Olhava ao redor com olhos assustados e curiosos, não fazia idéia de onde estava, tudo era estranho e confuso.

Parou de caminhar quando avistou luzes estranhas a frente. Ainda protegida pelas árvores que a cercavam observou, havia pessoa com roupas diferentes, prédios estranhos, barulhos que não conhecia...

Não entendia onde estava. A ultima coisa que se lembrava era Anna e ... Rumplestiltskin! Seu pensamento foi não raivoso ao se lembras desse nome que as arvores ao seu lado se congelaram instantaneamente.

Observou por mais alguns segundos o estranho lugar à frente, e adentrou novamente a floresta, iria encontrar sua irmã e descobrir onde estava... E quando isso acontece iria atrás de Rumplestiltskin, e o faria pagar por tudo!

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Com a respiração mais lenta, Robin descolou sua testa da de Regina e tomou seu rosto entre as mãos, olhando profundamente em seus olhos.

–Eu sei que as coisas estão confusas, mas a única certeza que eu tenho é que eu te amo — Seus olhos refletiam suas palavras.

Regina segurou uma de suas mãos que estavam em seu rosto e acariciou-a, sem conseguir conter um sorriso apaixonado — Eu também te amo... Mas isso será o suficiente? Ela é sua esposa e...

– Shhhh ... — Robin a calou antes que terminasse a frase — Vamos resolver isso... Eu vou resolver isso, prometo! — Deu um sorriso terno — E o amor quando é verdadeiro sempre é o suficiente — Ao final da frase tomou-lhe a boca novamente num beijo apaixonado, ao qual Regina mais uma vez se entregou.

Ela sabia que o amor era suficiente, porém sabia também que o amor causava dor e sofrimento, especialmente para ela.

Notas finais
Bem, é isso! Comentem e mais uma vez me desculpem pela demora :)