OMG! Eu amo um funkeiro?!
29 Estamos juntos?
Notas iniciais
Yummi’s POV
– Bê, acho que deveríamos voltar pra casa. – eu disse.
–Hm. – Bernardo disse, ele estava me beijando, estávamos nisso tinha algumas horas. –Só mais um pouquinho. – ele me beijou intensamente dessa vez. Sua língua entrou suave e explorava tudo.
–Bê, por favor. – eu pedi me soltando dele.
–Tá, tá. – ele fechou um pouquinho à cara e aquilo foi absurdamente fofo. –Mas, vamos continuar isso aqui depois mocinha. – ele disse e mordeu meu lábio inferior.
Descemos a montanha de mãos dadas, e eu nem acreditava que aquilo estava realmente acontecendo comigo. Há algumas horas atrás eu era namorada de um babaca chamado Jonas um garoto que eu não sentia nenhum tipo de sentimento, e agora eu estou de mãos dadas com o garoto que desperta todos os tipos de sentimentos em mim. Aquilo era absurdamente bom. Entramos no carro e o Bernardo antes de liga-lo me olhou mais uma vez.
–Eu simplesmente não acredito que você tá aqui comigo. – ele disse pegando na minha bochecha. Senti algo acordar na minha barriga e não era fome.
–Nem eu. – eu sorri. Ele ligou o carro e entramos na estrada.
–Yu, posso te perguntar uma coisa? –Bernardo me olhou de canto de olho.
–Pode. – respondi.
–Se gostava de mim, por que namorava o Jonas? – ele me perguntou. Olhei pra ele.
–Hm... Ficava com o Jonas porque tinha medo de ficar sozinha. – eu respondi. – Pensei que você nunca ia me notar.
–E por causa disso ficou com aquele babaca? – ele perguntou franzindo a testa. –Mas, eu te entendo... Fiquei com a Rebeca pelo mesmo motivo.
Assenti e fomos o resto do caminho conversando coisas normais, quando chegamos em casa vimos as luzes da sala acesas.
–Ainda estão nos esperando. – eu disse.
–Melhor entrarmos logo, porque tenho quase certeza que a Mingau está surtando – Bernardo disse e saímos do carro. Assim que entramos Mingau pulou em mim. Acho que o Bernardo tinha razão.
–Você está bem? Aconteceu algo com você? – ela perguntou me abraçando.
–Tô e não, não aconteceu nada comigo. – eu respondi a abraçando de volta.
–Eu fiquei muito, muito, muito preocupada contigo. – ela falou. –Você saiu correndo muito rápido, não conseguimos te alcançar. Cheguei a pensar que algo tivesse acontecido com você.
–Mings. – eu a olhei. – Eu estou bem, de verdade, não aconteceu nada.
–Ótimo! Nunca mais invente de sair correndo assim de novo. – ela me olhou meio brava. –Você sabe que eu me preocupo com você.
–Tá eu prometo. – eu ri e apertei uma de suas bochechas. –Eu tô bem, não precisa se preocupar.
–Vai ficar melhor ainda quando souber que os meninos quebraram a cara daquele cretino. – Olivia comentou por alto e eu soltei a Mingau.
–Como assim? – eu disse olhando pros meninos que estavam sorrindo sem graça.
–Foi o Bernardo que começou. –Pedro apontou pro Bê. Eu o olhei franzindo a testa.
–Não me olhe com essa cara. – Bê levantou as mãos. –Ele é um filho da puta e mereceu o que levou.
–Eu achei pouco. – Clarice disse.
–Eu gostei de ter dado um soco na cara dele. – Josh disse rindo. –Ninguém mandou magoar o coração da Yu.
–Obrigada por terem me defendido. – eu agradeci divertida.
–Faríamos tudo de novo com todo prazer. –Nicholas disse.
–Vocês vão dormir aqui? – Bernardo perguntou para o pessoal.
–Claro. – eles responderam.
–Então vou arrumar o meu quarto. – eu disse subindo as escadas.
Entrei no banheiro e troquei de roupa, coloquei um pijama de morangos e tirei aquela maquiagem borrada do meu rosto e prendi meu cabelo num coque bagunçado. Arrumei os colchões para as meninas dormirem, sentei em um deles e toquei meus lábios, eu ainda não estava acreditando que tudo aquilo estava acontecendo. Não acreditava que o Bernardo gostava de mim. Ele GOSTAVA DE MIM! Sorri como uma boba pras paredes.
–Yu. – alguém me chamou, olhei e vi que era a Clarice.
–Eu.
–Já arrumou os colchões? – ela perguntou e eu assenti. –Ótimo porque tô morrendo de sono.
–Quer uma roupa emprestada? – eu perguntei.
–Quero sim. – ela riu e eu peguei um short azul e uma camiseta de flanela. –Vou ali trocar de roupa.
–Ok, vou lá chamar as outras. – eu disse descendo as escadas, os meninos estavam na cozinha e a Olivia e a Mingau estavam conversando entre si.
–Vamos dormir my ladies? – eu pulei nelas.
–Vamos, só estamos os meninos terminarem de comer. –Olivia disse. – Quero dar um beijo de boa noite no Josh.
–Awwn gente é amor demais! Vai dar beijinho de boa noite no Joshinho é?– eu fiz aquela imitação ridícula de voz de neném.
–Cala boca. – Olivia me empurrou de cima dela.
–Bruta. – eu comecei a gargalhar.
Nicholas e Josh saíram da cozinha mastigando alguma coisa e se empurrando. Garotos, tão maduros. E sim, estou sendo irônica.
–Josh? – Olivia o chamou e ele olhou pra ela e engoliu o que estava comendo. –Cadê meu beijinho?
–Aqui. – ele foi até ela e a beijou.
–Gente. – eu falei assoviando.
–Que pessoas imorais. –Nicholas riu e deu um selinho na Mingau. –Vou dormir minha princesa.
–Boa noite, amor. – ela sorriu e ele subiu as escadas.
–Boa noite também Nicholas. – eu gritei e ele sorriu pra mim.
–Boa noite, Yu. – ele sumiu pelo corredor.
–Me empresta uma roupa, Yu? – Mingau pediu.
–Claro, pode pegar qualquer uma lá. – ela assentiu e subiu as escadas. E enquanto isso Olivia e Josh ainda estavam se beijando. –Nossa! Tem quarto sobrando pra vocês se pegarem.
–Afê Yummi só porque tava com gosto de abacaxi. – Olivia soltou a boca do Josh. –Vem amor. – ela saiu puxando ele.
–Não acredito que vocês vão mesmo. – eu disse incrédula.
–Claro que não. – Olivia começou a gargalhar. – Vou dormir com vocês. Só vamos subir juntos, quer subir com a gente?
–Não, vou beber uma água primeiro. — eu disse.
–Ok. – eles disseram juntos. Fui à cozinha e vi o Bernardo e o Pedro conversando e quando entrei eles pararam de conversar.
–Parece que o assunto morreu. – eu comentei indo até o armário e pegando um copo.
–Que nada. – Pedro riu amarelo. –Vou subir você vem agora Bernardo?
–Não, pode ir. –Bernardo estava me encarando.
–Sobre o que vocês estavam conversando? – eu perguntei bebendo a água.
–Nada demais, problemas no relacionamento dele. –ele ainda estava me olhando, terminei minha água e coloquei o copo na pia.
–Uai, Clarice e Pedro com problemas? Não é o que... – eu nem terminei de falar e o Bernardo tinha me empurrado até a geladeira.
–Sua boca... – ele estava me olhando tão intensamente que senti minhas bochechas corarem.
–O que tem ela? – perguntei baixinho.
–Ela é linda. – ele passou os dedos nos meus lábios.
–Hm... – eu coloquei minhas mãos no seu pescoço, eu não me considerava uma garota baixinha, pra mim tinha a altura certa de uma menina de 17 anos. Bernardo era uns vinte centímetros mais alto que eu.
–Você é linda! – ele passou o nariz no meu, foi um gesto muito meigo e extremamente carinhoso, o seu cabelo roçou na minha testa e eu senti o cheirinho de sabonete. Ele começou a dar selinhos no meu rosto, começando pelo nariz, depois na minha testa, nas minhas têmporas, bochechas, queixo e enfim na minha boca. Aquilo logo virou um beijou e ele estava imprensando seu corpo no meu, não havia mais espaço que nos separasse. Os lábios do Bernardo eram tão macios que eu não conseguia não tê-los entre meus dentes.
–Bê... – eu disse entre os beijos.
–Hm... – ele sibilou ainda com os lábios nos meus.
–Preciso subir. – eu soltei. – As meninas devem estar sentindo a minha falta.
–Aham. – ele me beijou novamente, arranhei de leve o seu pescoço e senti ele se arrepiar. O beijo estava absurdamente bom, eu senti uma coisa estranha acordar no meu estômago. Eu não sabia o que era aquilo, só sabia que era muito bom. Soltei-me dele e sua boca estava vermelhinha e ele estava ofegante.
–É sério vou subir. – sai correndo. – Dorme bem, Bê.
–Pode deixar amor. – o ouvi dizer, sorri e subi as escadas correndo. Entrei no quarto e as meninas já tinham trocado e estavam deitadas nos colchões que eu havia arrumado.
–Que água demorada hein? – Olivia perguntou.
–Tava lavando o copo. – eu respondi e pulei no meio da Clarice e da Mingau.
–Como está se sentindo? – Clarice me perguntou.
–Em que sentido? – eu perguntei arrumando meu travesseiro.
–Jonas. – ela disse.
–Tô me sentindo mais livre que uma borboleta que acabou de sair do casulo. – eu sorri para o teto que tinha nuvens rosa (coisas da Nick). –Eu me prendi a um garoto que não gostava pra não sofrer pelo Bernardo, mas não adiantou nada. E o Jonas é um babaca completo.
–Nisso todas nós concordamos. – elas disseram juntas.
–Se ele me trai com outras o problema é unicamente dele. – eu dei os ombros e virei de frente pra Clarice. –Conta uma história de princesa pra mim?
–Eu? – Clarice perguntou.
–É você. –eu sorri. –Conta uma história de princesa pra eu dormir.
–Yummi quantos anos você tem? Três? – Olivia perguntou.
–Calada, eu também adoro histórias de princesas. – Mingau sorriu. –Nick sempre contava história princesas pra Yu e eu antes de dormirmos.
–Isso quando vocês eram pequenas. – Olivia disse. –Vocês tem 17 anos agora.
–Tenho 17 anos, mas ainda gosto de histórias de princesas. – eu disse. – Anda Clarice conta uma história.
–Ok... Era uma vez uma princesa chamada Leleca cara de perereca. – ela começou.
–Mas o que? – eu comecei a rir loucamente.
–Isso lá é nome de princesa? – Olivia e Mingau perguntaram juntas.
–Posso continuar ou não? –Clarice perguntou.
–Pode. – dissemos juntas.
–Leleca cara de perereca era uma garota muito legal, tinha muitos amigos... – a voz da Clarice foi ficando serena e depois disso não ouvi mais nada. Sonhei com os maravilhosos beijos do Bernardo.
Acordei com as pernas da Mingau em cima de mim, olhei em volta e todas as outras estavam dormindo como anjinhos, tirei delicadamente as penas da Mings de cima de mim e fui ao banheiro, fiz minhas higienes.
–Tô com fome. – falei pra mim mesma. Desci até a cozinha e fui até o armário olhei lá dentro e só tinha sucrilhos. –Acho que preciso ir ao mercado.
–Pijaminha lindo esse seu. – alguém disse, olhei por cima dos ombros e vi o Bernardo vestido de calção, chuteiras e um boné pra trás.
–Quer me matar de susto? – eu perguntei deixando o sucrilhos na bancada.
–Matar? Só se for de beijos. – ele comentou divertido.
–Engraçadinho. – eu dei uma risadinha e enfiei um monte de sucrilhos na boca. Ele veio até mim e me abraçou, eu quase engasguei com o sucrilhos, seu queixo estava na minha cabeça, engoli o sucrilhos e abracei sua cintura. Ele ficou me encarando, até enfim beijar a minha testa.
–AI MEU DEUS! – alguém gritou. Soltamos- nos e quando olhei vi uma Olivia extremante histérica pulando e batendo palminhas. – VOCÊS ESTÃO JUNTOS?
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