O Último Phantomhive
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Vocês devem me odiar neste exato segundo. Mas espero que esse capítulo restaure a fé de vocês em mim. ~mimi~
Era um dia estranho, a propósito, não houve dias normais naquela semana, Ciel estava chegando a beira da insanidade.
-Sebastian... -o chamou tímido.
-Sim, Bocchan, algo errado?
-Não, Sebastian, mas posso perguntar algo?
-Claro, Bocchan.
-Você... -o desespero tomou conta da feição do garoto
-Eu posso o que, Bocchan?
-Levar a minha alma...
O mordomo sentia a angústia do jovem ao proferir aquelas palavras, porém, ele não poderia curá-la.
-Sebastian?
-Preciso cumprir minha parte do trato primeiro
-ISSO NÃO É JUSTO.
-Infelizmente, Bocchan, é mais do que justo.
-Sebastian! — Levantando-se, repentinamente, saiu de onde estava e foi abraçá-lo:
-Me tire desse inferno — sussurrou no ouvido de Sebastian
O mordomo o abraçou forte e o afagava.
-Infelizmente, eu não posso, me perdoe, Bocchan.
O garoto olhou nos olhos de Sebastian.
-Há mais alguma coisa que eu possa fazer por você, Bocchan?
-Não me deixe aqui, sozinho.
-Não deixarei.
O garoto amoleceu nos braços do mordomo, aconteceu de novo.
-Bocchan!
Era tarde, ele já estava totalmente inconsciente.
Era uma sala grande, muito iluminada, fria e com eco, era tudo o que Ciel podia sentir, ele estava deitado em uma mesa no meio dela, imóvel, e de olhos fechados, o seu corpo não o obedecia. Alguém entrou na sala, começou a analisar o corpo do garoto, e riu. A risada era inconfundível, é claro, era o Undertaker.
O garoto sentia uma aflição imensurável enquanto era rodeado pelo shinigami, ele queria gritar, expressar algo, em vão. Ele queria apenas clamar por Sebastian. Até que, por fim, ele desiste e começa a ter devaneios, pensava em Sebastian e pedia por salvação.
Quando Undertaker começou a riscar o corpo do garoto, algo interrompeu usa minuciosa atividade e o fez soltar um grito sufocado. Era Sebastian? Ou apenas mais um demônio maldito? Isso rondava a cabeça de Ciel e o dilacerava por dentro.
Uma mão, usando luvas de pelica branca, o segura, finalmente, ele recupera os movimentos e pode abrir os olhos. Ele olhava o semblante de seu mordomo, que o carregava, aliviado. Quando percebeu, os dois flutuavam e pousaram no, sempre presente, pacto.
Ciel acordou. Não apenas acordou, ele gritava e clamava por Sebastian com toda e qualquer força que sobrava em seu pequeno e frágil corpo. O mordomo entra no quarto, com calma, se dando a liberdade de sentar na beira da cama de seu mestre e o abraçando-o.
-Eu te amo. -balbuciou o garoto.
Notas finais
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