O Último Phantomhive
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Ciel acorda, Sebastian o abraçava como no sonho.
–Sebastian, o que pensa que está fazendo? -Perguntou sem jeito.
–Ah, me desculpe, Bocchan. -Disse soltando-o.
Sebastian se levanta e Ciel pergunta:
–Você consegue controlar?
–Não.
–Então como você entrou?
–É uma coisa delicada.
–Não é.
–Bocchan...
–Sebastian, me conte.
Sebastian se aproximou do pequeno e sussurrou:
–Eu te conto,hoje á noite. Ok?
–Ok.
Já era passada a hora de Sebastian ir vê-lo. E nada. Ciel estava morto de cansaço, afinal, sonhar com demônios exige muito de seu corpo. Ele virou para o lado e dormiu.
Ele estava em uma sala branca iluminada, e tão grande que não se sabia onde começava e onde terminava.
–Não! De novo, não! -dizia a si mesmo.
Ciel estava cansado de ficar preso em realidades paralelas, mas, quem não estaria? Ele ficou sentado, exatamente onde estava.
–Apareça, Sebastian.
–Se acha que as coisas funcionam assim aqui, está enganado. -Sebastian dizia surgindo atrás de seu mestre.
–Agora, me explique.
–Explicar o quê?
–O que eu faço aqui, o que você faz aqui?
–Bem, eu caço almas. Eu não sei o que você faz aqui, talvez seja a caça.
–COMO? Sebastian... Isso não é engraçado.
–É porque não é. Demônios desconectam corpos e almas para poderem caçá-las.
–Como?
–Bem, é isso. Nada de mais.
–Você está me caçando?
–Não seja tolo, sua alma já me pertence, por que eu faria isso?
–É. Mas, então, o que eu faço aqui?
–Logo descobrirá. -Sebastian se despediu com um sorriso e sumiu.
–SEBASTIAN!
Tudo a sua volta era branco, definitivamente, ele não acharia a saída tão cedo.
Ele decidiu andar sem rumo, andou alguns poucos metros e seus pés haviam encontrado uma substância vermelha e viscosa. Ele se abaixa e analisa a substância quente.
–Sangue. -Logo concluiu.
Ele continuou seguindo a trilha, que ficava mais quente. Os seus olhos abriram espantados quando se aproxima do vale e vê o lago de sangue. O cheiro de morte ficava cada vez mais forte.
Ciel tinha um ego inflado, mesmo com seu mordomo fazendo tudo para ele. Ele se achava capaz de enfrentar tudo. Ele seguiu para o lago.
Uma neblina começara a formar conforme o garoto se aproximava, ele não entendia, mas prosseguiu até ficar poucos metros das margens.
Visto que aquilo não tinha o mínimo sentido, cochichou para si mesmo.
–Quem é responsável por isso? -Ele sentiu algo segurando sua mão.
Assustado, olhou para baixo, aquela fumaça clara passou por sua mão. Ele queria sair.
Ele começou a correr, aquela coisa esbranquiçada o puxava:
–SEBASTIAN! ME TIRE DAQUI! AGORA! -Dizia se debatendo e tentando escapar.
Sebastian as dissiparam como vapor. E carregou seu fraco e exausto mestre. Até a beira do lago de sangue, que abrira para Sebastian o atravessá-lo, chegando a exatamente ao meio onde havia o pacto.
Ciel acorda.
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