O Último Phantomhive
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Era apenas uma madrugada escura e vazia, o pequeno acorda em sua cama com sua roupa devidamente trocada.
-SEBASTIAN! -ele gritava em desespero.
O mordomo foi ao quarto ver o que havia acontecido.
-Sebastian! Você está aí!
-Sim, Bocchan, precisa de algo?
-O que aconteceu? Eu dormi?
-Sim, Bocchan... Você estava resolvendo alguns documentos e depois de tomar o seu chá, acabou dormindo.
-Por que não tentou me acordar? -disse indignado.
-Eu tentei de tudo, Bocchan! -isso era um péssimo sinal, se Sebastian não conseguia, ninguém conseguiria.
-Ok, Sebastian. -Ciel ainda estava confuso, e Sebastian não o seria útil.
-Precisa de mais alguma coisa, Bocchan? -Sebastian estava preocupado.
-Eu perdi o sono, pode me fazer companhia até a manhã?
-Sim, Bocchan.
Sebastian se senta em uma poltrona no outro lado do quarto. A expressão de Ciel era assustada, aquilo tinha sido uma experiência muito veraz, ele havia sentido o chão cair! Aquilo tinha que ser verdade!
-Está tudo, realmente, bem, Bocchan? -Sebastian estranhava.
-Sebastian, os sonhos... Eles tem algum significado? -Perguntou preocupado.
-Para os meros humanos, não. Mas, quando você é uma alma prometida...
-"Quando você é uma alma prometida..." O QUÊ? -O desespero dominava Ciel.
Sebastian estava mais preocupado, ele olhou no fundo dos olhos do garoto, o símbolo do pacto reluzia.
-O quê você sonhou? -perguntou tentando esconder um pouco de sua preocupação.
-Eu não sei! Eu não lembro nem quando começou o sonho!
-Ok... O pacto, você viu o pacto?
-Vi. -Sebastian respirou fundo.
-Ok, ok. E como o sonho acabou?
-Como assim?
-O pacto, deve ter sido o último símbolo que você viu... Como você havia o visto?
-Estava eu e você sobre ele. Cercados por trevas e... Eu não lembro mais.
-Nem você, nem eu, havíamos morrido?
-Não.
Sebastian estava aliviado, Ciel, não.
-Pode me falar o que está acontecendo? -Ciel perguntou assustado.
-Ainda não. -Sebastian havia se recomposto.
-Eu ordeno que me fale, Sebastian. -Ciel impôs autoridade.
-Eu sou um demônio antes de mordomo. E isso, eu não posso falar. -Sebastian estava sério, assustando Ciel.
-Ok, mas é grave?
-É.
-Vai fazer algo para mudar isso?
-Não posso, ainda.
-Porquê ainda?
-Esse foi o primeiro de muitos.
-Muitos?
-Sim
-E quando você resolver, eles acabam?
-Eu não posso mais te falar.
-Ok.
Sebastian olha em seu relógio, eram 5 horas.
-Se me der licença, tenho que preparar o seu café.
-Ok, Sebastian.
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