Notas iniciais
Calma pessoal, terá mais capítulos da historia contando oque aconteceu antes do fim dele ♥

DATA DESCONHECIDA

Muitos acham que o perigo vai vir lá do céu, que vão invadir nosso planeta sem termos chance de nos defender, verdes e de anteninhas, com suas armas assustadoras de tecnologia extraterrestre, mais a verdade é simplesmente outra, eles já vieram, e estão no meio de nós há muito tempo, junto com a população, são iguais a nós, eles se escondem no meio do nosso querido planeta, se escondem no núcleo da Terra, estiveram nos observando, alguns fazendo isso bem de perto, outros, fazendo de baixo de nossos pés, a muitos anos eles vivem assim, dando chance a nós, para nos salvarmos o pouco da natureza que não destruímos, salvar o resto de animais que não estão extintos, de perceber que estamos matando nosso planeta, para pararmos de matar uns aos outros e começa a viver em paz, mas quanto mais eles nos observaram, mas sabem que não vamos mudar, nos humanos não estamos nem ai para o mundo e não fazemos porcaria nenhuma além de promessas vazias de mudanças próximas, e agora nossas chances acabaram, e eles vão começar a agir, a raça humana vai ser extinta e agora que sei de tudo isso, nem vou poder avisar aos outros, vou ser morto por saber de mais e, sinceramente, talvez assim seja melhor, eles estão corretos, somos monstros, destruímos o planeta perfeito e precisamos ser punidos.

Aqui nesta minúscula cela, com apenas uma cama com lençóis esfarrapados, uma pia com um espelho trincado, um vaso sanitário bem sujo e uma pequena janela com barras de metal, com uma vista para os grandes rios ferventes de lava, eu cansei disso, dessa triste visão do interior quente dá terra, sempre preferi o céu, sinto falta do espaço, das estrelas brilhantes, dos diversos planetas, das belas cores da natureza, da nave que me abrigava e dos meus amigos, temo que nunca mais verei o céu ou qualquer outra coisa, estou acabado, horrível.

Eu costumava ser belo, de cabelos loiros encaracolados e olhos azuis como o oceano, saudável como um cavalo, forte e alto, agora não passo de um punhado de ossos e pele, estou tão magro, com enormes roxos debaixo dos olhos, cabelos despenteados e sujos, estou fedendo e não faço a mínima de quanto tempo já se passou, provavelmente semanas, é difícil saber e sem contar que o calor só piora tudo, me faz ter alucinações horríveis.

A porta da cela se abriu com um enorme ruído metálico, dois homens entraram, homens não, alienígenas, são iguais á nós, a única coisa diferente eram seus olhos totalmente pretos, um deles era alto e de cabelos negros, o outro, gordinho de bochechas rosadas e de cabelos castanhos, eles entraram na cela e vieram para cima de mim, me segurando pelos braços, estou tão fraco que mal posso lutar para me defender, me levaram por um longo corretor escuro, tudo parece ser feito de metal aqui dentro, chegamos em um grande salão oval, aonde havia sete cadeiras de cor de sangue com encostos enormes, me ajoelharam bruscamente no meio do salão, e então de uma entrada à direita, saíram sete aliens de uns quatro metros de tamanho e se sentaram nas cadeiras, todos se direcionaram para mim e começaram a falar em uma perfeita sincronia como seus cérebros estivessem ligados de alguma forma:

— Nós somos o rei de toda vida no mundo, os criadores da vida e da morte, o começo e o fim, os Deuses que a humanidade sempre idolatro, Zeus, Buda, o grande Rá, Pai de Jesus entre vários outros, vocês humanos sempre acreditaram em nós, travando diversas guerras em nossos nomes, guerras que não deveriam ser travadas, nós já limpamos o mundo dá porcarias que vocês fizeram uma vez, com o grande Diluvio, a fim de dar uma chance a vocês e depois dei um de meus filhos para morrer por vocês, mais vocês nunca apreendem, só se preocupam com vocês mesmo, vocês são egoístas, nojentos, maldosos e destetáveis, não conseguem viver sem o terrível caos, então não merecem a vida que demos de bom grado há vocês, e agora você com sua curiosidade, sabe tudo, e não podemos deixa-lo partir, você sabe de mais, você viu demais e agora você tem que morrer! — Disse os sete.

Fazendo um movimento com as mãos, chamaram um de seus guardas trazendo uma pequena caixa metálica em suas mãos, o guarda se aproximou lentamente de mim, e quando estava perto o suficiente de mim, abriu a caixa e dentro havia uma seringa, com um liquido de cor prata cintilante, ele pegou a seringa, e esticou seu braço em minha direção, para poder aplicar o liquido em meu pescoço.

Eu senti uma grande tontura e cai deitado naquele chão gélido, é como se o mundo girasse ao meu redor e minha vida passou diante meus olhos, me lembrei da minha infância, correndo pela grama verde com orvalho e falando para que minha mãe me olhasse dar cambalhotas ou a subir nas arvores, de meu primeiro beijo, tão doce como mel e molhado com a chuva de verão, da grande festa de minha formatura, quando entrei para a NASA, de coisas belas que vi em minha viagem para o Caribe, olhar para o pôr do sol a cima do mar, de ver o nosso mundo do espaço, aventuras que tive, brincadeiras bobas com meus amigos da NASA, a primeira vez que vi os incríveis olhos castanhos do amor de minha vida, e em um último lampejo de pensamento vi o céu, o incrível céu azul marinho, com suas estrelas feito vaga-lumes , e me senti feliz, leve, e sem nenhum arrependimento, como se toda dor do mundo tivesse sido tirada e enfim a escuridão súbita veio e eu me entreguei sem lutar a ela.

Notas finais
Fim?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.