O semi-deus Peter
3 A invasão e dovahkiin oque?
Notas iniciais
–Nossa — falou Erick.
–Oque foi? Não gostou? — perguntou Annabeth.
–Não é isso. É que uau! — falei impressionado.
–Então pessoal que tal irmos falar com Quíron? — perguntou Piper.
(...)
Depois de falarmos com Quíron, que é um centauro, conhecermos o acampamento e comer alguma coisa eu resolvi ir na praia ficar um pouco sozinho.
–Posso ficar aqui com você? — ouvi uma voz feminina perguntando atrás de mim.
–Claro — disse quando me virei e vi Ane — como vai?
–Tudo bem — ela falou sentando na areia — eu queria te agradecer por me resgatar.
–Não foi nada.
–Não foi nada? Imagina oque ele poderia fazer comigo se você não tivesse ido lá.
–É, talvez.
–Bem, mas sendo nada ou não eu gostaria de te agradecer.
–Como ... — não consegui terminar, pois fui interrompido pelos lábios de Ane e depois de momentos nós separamos por falta de ar.
–Já esta tarde — ela falou se levantando da areia — te vejo amanha.
–Tchau... — falei saindo do transe.
Fiquei mais alguns minutos sentado na areia e depois me levantei e fui para meu chale.
Eu estava passando pela ala dos chalés quando um garoto muito pálido parecendo um fantasma, usando roupas pretas com uma caveira na camisa me parou.
–Oi — falou o garoto fantasma.
–Oi, quem é você — perguntei estranhando ele me parar.
–Nico di Ângelo, prazer — falou o garoto — você deve ser Peter Souls, filho de Tânatos.
–Como assim você sabe quem sou? É como sabe quem é meu pai? — perguntei não sabendo o porque dele saber tanto sobre mim.
–De vez em quando eu me encontro com seu pai.
–Como assim você encontra com meu pai?.
–Filho de Hades. De vez em quando seu pai passa um tempo no palácio do meu pai.
–Então você pode acessar o submundo livremente?Legal.
–É um dos meus privilégios. É seu pai me falou muito de você.
–Serio? Ele fala sobre mim?
–Como ele não falaria sobre seu único filho vivo?
–Eu sou o único vivo? Dessa ai eu não sabia.
–Bem, depois nós conversamos mais tenho que ir — e desapareceu nas sombras.
–Estranho — falei para mim mesmo e fui para meu chalé, e logo dormi porque eu estava exausto pela viagem.
(...)
–Acorda! Acorda! Acorda! — ouvi alguém gritar enquanto batia no meu rosto.
–Oque que foi? — perguntei me sentando ainda sonolento.
–O acampamento esta sendo atacado! — ai reconheci a pessoa que me acordou era Percy — pega sua foice e tenta se defender!
–Caralho cara! — falei transformando minha foice e saindo do meu chalé e percebendo que o local onde eu estava ontem havia mudado muito com esse ataque que esta acontecendo.
Via-se fogo por varias partes dos campos e vários campistas e monstros lutavam lá também. Vi alguns chalés pegando fogo.
–A Ane — falei quando vi o chalé de Perséfone.
Sai correndo ate lá e no meio do caminho alguns monstros me atacaram, mas felizmente eu furava eles rapidamente com Ceifadora e logo cheguei no chalé de Ane.
–Ane você esta ai? — falei entrando no chalé — Ane? — olhei para esquerda e vi Ane só de sutiã — opa... desculpa.
–Peter! — ela falou colocando as mãos sobre a intimidade e corando.
–Desculpa — falei também corando — eu só vim te chamar porque o acampamento esta sobre ataque.
–Você acha que eu não sei?! — ela falou meio brava meio envergonhada.
–Ok, mas o Percy pediu para eu me defender ai eu me lembrei de você — falei me virando de costas.
–Obrigado por se importar comigo — ela falou provavelmente corando.
–De nada — falei corando.
–Pronto pode se virar.
Me virei e Ane estava vestindo uma blusa do acampamento e um short jeans bem curto. Eu devo ter ficado muito tempo olhando ela porque ela corou.
–Opa desculpa... -falei corando — vamos — chamei ela abrindo a porta, mas logo voltei para dentro porque algumas dracaenaes estavam com lanças na porta — acho que é melhor ficar aqui mesmo.
–Doissss semi-deusessssss fresquinhossss — falou a primeira dracaenae — lanche de graçassssss.
–Acho que não feiosa — falei tentando desferir um golpe no monstro, mas infelizmente ela conseguiu bloquéa-lo — porcaria — falei batendo no cabo da minha foice que lançou um laser negro da lâmina que acertou todas as dracaenaes.
–Laser? — perguntou Ane — só falta ter um porta copos.
–Deixa eu ver aqui... só laser e lâmina, mas sabe oque seria bom? Alguma coisa que me fizesse voar.
–Para de fica pensando nessas coisa bobas, Pe..... tem uma coisa nas suas costas.
–Oque é? — olhei para e vi um par de asas negras — acho que é melhor eu parar de desejar as coisas.
–Que tal então voarmos por cima dos monstros tacando laser nos monstros?
–Bom isso pode ser legal — falei começando a bater as asas — vamos desintegrar alguns monstros?
(...)
Depois de varias horas de luta e algum tempo de voo (descobri que aquelas asas não duram muito tempo) e vários disparos de laser (aquela coisa deve ter umas 70 cargas e depois se carrega sozinha só que demora um tempo) o último monstro foi morto.
–Vitória! — o grito de comemoração pode ser ouvido por todo o acampamento e foi inevitável não acompanha-lo.
–Conseguimos — falei para Ane.
–Com alguns machucados, mas vivos — respondeu ela.
–É pelo menos eu vou ter chance de fazer uma coisa.
–Oque?
–Isso — então a beijei, mas não um beijo rápido, um beijo demorado.
–Entendi.
–Isso foi um pedido de desculpa por oque aconteceu mais cedo hoje.
–Não precisa se desculpar por aquilo, foi um acidente não tinha como você saber.
–Ta ok — falei — que tal irmos agora cuidar dos nosso ferimentos?
–Vamos, isso aqui na minha perna ta doendo muito — ela falou e me mostrou um corte na perna esquerda.
–Você consegue andar?
–Acho que sim — ela começou a andar mas caiu no chão.
–Deixa eu te ajudar — falei levantando ela do chão e passando seu braço por cima do meu ombro.
–Obrigado.
Fomos ate a enfermaria que estava lotada de campistas. Entramos dentro da enfermaria, e alguns filhos de Apolo e Quíron estavam cuidando dos feridos.
–Nossa essa luta foi terrível, não — ouvi alguém atrás de mim e logo reconheci a voz.
–Erick como vai? — falei me virando de costas mas tive uma surpresa quando olhei para meu amigo.
Erick estava sem seu braço direito.
–Meu deus Erick! — falou Ane — seu braço!
–Um ciclope fez isso no começo da batalha — falou — mas não tem problema o pessoal do chale de Hefesto disse que ia fazer um outro pra mim.
–Não tem problema? Cara você perdeu o braço! — falei.
–Pelo vou ter outro.
–Erick pode ficar pra uma outra essa conversa? Sabe é que ta doendo muito minha perna — falou Ane.
–Erick a gente se fala depois, só tenho que cuidar dos ferimentos ok? — falei.
–Beleza cara, ate daqui a pouco.
(...)
Depois de cuidar de todos os meus ferimentos e os de Ane, decidimos ir para nossos chalés descansar um pouco.
Tomei um banho e depois fiquei deitado em minha cama para ver se conseguia dormir um pouco. Alguns minutos depois o sono chegou e eu dormi e tive um sonho que eu desejaria que nunca tido.
No sonho eu vi Percy, Leo, Jason, Ane amarrados em pedras e alguém que de inicio não pude identificar amarrado em uma pedra com desenhos esquisitos no meio de todos os outros.
Minutos depois uma mulher vestida com uma túnica e empunhando um faca chegou e começou a recitar palavras estranhas como se fosse um ritual. Momentos depois da mulher recitar aquelas palavras um grito pode ser ouvido e esse grito era de Jason, depois na sequencia Percy, Leo e por fim Ane.
Os gritos cessaram e os desenhos na pedra do meio se acenderam. O corpo do garoto no meio começou a levitar no ar e pude ver seu rosto e identificar a pessoa: eu.
Depois de ver eu sendo levitado no ar acordei assustado suando frio.
–Mas que porra de sonho foi esse? — perguntei a mim mesmo — e porque caralhos eu taria naquela merda? Bom eu não sei, mas acho melhor contar pro resto do pessoal — falei me levantando da cama — ou não.
Sai do meu chalé e fui dar um passeio pelo acampamento para passar o tempo que eu tinha para descansar.
–Ei — ouvi alguém me chamar no meio da floresta — Peter, certo?
–Quem é? — falei caminhando na direção da voz.
–Venha ate mim, não posso ir ate ai.
Caminhei mais alguns metros adentrando uma clareira no meio da floresta e não vi ninguém no local, mas quando olhei para cima um imenso dragão voando indo pousar.
–CARALHO FODEU, TOMEI NO CU PORRA, PUTA QUE PARIU VOU MORRE CARAI PORQUE EU FUI OBEDECER AQUELA VOZ — gritei desesperado quando vi aquela coisa.
–Fique calmo Dovahkiin — o dragão me chamou daquilo como se fosse uma coisa super normal — eu sou Paarthurnax.
–FICA CALMO COMO ASSIM FICA CALMO?! VOCÊ É UM DRAGÃO E VAI ME MATA! E QUE MERDA É DOVAHKIIN.
–Acalme-se Dovahkiin, não vou machuca-lo — falou Paarthurnax — dovahkiin quer dizer dragonborn, uma pessoa que possui sangue de dragão correndo pelas sua veias.
–Como assim? Pelo oque eu saiba eu sou filho de um deus não de um dragão.
–Sua mãe foi escolhida para dar a luz ao próximo dragonborn e por acaso você nasceu como meio deus meio dragão e seus poderes acabaram se juntando fazendo-os mais poderosos.
–Então eu posso misturar meus poderes de dragão e de semi-deus?
–Os poderes de dragões na verdade são gritos.
–Então se eu gritar eu vou matar alguém? Isso ta parecendo uma coisa meio retardada.
–Você ainda não consegue usar nenhum poder de dragão pois precisa primeiro de uma alma de dragão ou que algum dragão lhe passe seu poder para você e é isso que vim fazer aqui hoje.
–Vai me ensinar a gri... — não terminei a frase pois nesse instante uma aura negra saiu de Paarthurnax e entrou em mim — eu to me sentindo... diferente, mais poderoso.
–Agora só falta uma coisa para que consiga usar seu poder do grito, a alma de um dragão.
–Eu tenho que matar um dragão? Eu não consigo.
–Sem problema, pedirei para que um dos meus aliados dê sua vida para você — então rugiu e logo um dragão menor aterrissou ao lado dele — mate-o.
Peguei minha foice e cortei a garganta do dragão e a alma do dragão veio ate mim.
–Agora grite dovahkiin.
Mirei em um animal que estava passando por ali e concentrei meu poder na minha voz e então gritei e uma onda de poder negra acertou o animal que logo morreu.
–Isso sim pode ser útil.
–Agora necessito ir, dovahkiin — falou Paarthurnax começando a voar e desapareceu nos céus.
–Adeus, Paarthurnax.
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