Notas iniciais
Se gostar por favor favorita e curta! Isso ajuda demais a história e me motiva a continuar. :)

Três crianças herdeiras da grande empresa Valoir tiveram suas vidas destroçadas quanto seus pais foram assassinados por um rival de negócios mancomunado com a tia deles, tirando assim toda a fortuna da família.

Sabendo que seriam as próximas vítimas Verônica que acabara de completar 16 anos, Victor de 12 e Vivian de 8 trataram a fugir de casa em uma noite de tempestade.

Porquê tiveram de fugir? Porquê mesmo depois da prisão do assassino de seus pais não havia provas que incriminavam Rosália a tia deles, por conta disso ela fez uma manobra legal para incriminar Verônica a filha mais velha, que tinha certa deficiência mental, impedindo-a de ser a herdeira passando a riqueza para a tia.

Verônica podia ter certa limitação intelectual, mas ela ainda era uma menina esperta e entendeu quando a tia entrou em seu quarto e ameaçou matar os irmãozinhos dela se ela tentasse fugir com eles. Verônica com muito medo de perder o que restava de sua família resolveu aceitar a ameaça e esperar sua prisão… Com isso Victor seria mandado para um internato e Vivian para um orfanato e pelas regras da sociedade eles seriam separados para sempre… Mas o jovem Victor não poderia aceitar isso, ele prometeu aos seus pais que cuidaria da família e é isso que ele faria, nesta vida ou na próxima.

Ainda que forças cósmicas ocultas estivessem contra eles.


—------------------------------------Pulando no Precipício --------------------------------------------------- -

Era uma e pouca da manhã de uma terça-feira. Verônica não conseguia dormir, ela sabia que na manhã seguinte a equipe o manicômio Santa Thereza viria buscá-la.

O céu escuro e sombrio iluminou-se com um relâmpago naquela noite de tempestade, uivos podiam ser ouvidos do lado de fora, não sabendo se feitos pelos vivos, ou pelos mortos.

A Valoir mais velha olhava pela janela, ela queria fugir, estava com medo, ela nunca ficou longe de sua família, mesmo sendo a mais velha. Isso ocorria por conta de sua limitação, ela não tinha muitos amigos e nunca teve relacionamento algum pois não era boa com as palavras. O mundo dela resumia-se a cuidar de Victor e Vivian e justamente por isso ela não tinha coragem de fugir,. Verônica não ousaria perder sua família para a morte, mesmo que por conta disso teria que perdê-los para a vida.

Verônica ciente das ameaças de sua tia de matar seus irmãozinhos se ela tentasse resistir, resolveu aceitar a prisão no hospital psiquiátrico por toda a vida.

Desgrenhada na cama, ela chorou por toda aquela noite. Tudo aconteceu muito rápido, a alguns dias perdera os pais e hoje perderia os irmãos e a liberdade.

Ela de início negou seu carma, recusando-se a acreditar, em seguida ficou irada quebrando suas coisas como por exemplo o frasco de perfume escrito “bela” que seu irmãozinho deu a ela no último aniversário. Após isso ela tentou convencer a si mesma que fugir e deixar os outros era o justo e que a tia não teria coragem de matar seus sobrinhos, mas ela sabia que isso era mentira, Por fim desesperada ela chorou, gritou e soluçou copiosamente até algumas horas atrás em seu quarto, a jovem chorou tanto até que não restaram mais lágrimas, apenas uma apatia de aceitação ao fim de sua liberdade.

Cansada ela se ajoelhou sobre o chão frio, seus joelhos doíam naquele chão gelado, mas mesmo com dor ela fez uma oração apenas pedindo que seus irmãos pudessem ser felizes, mas quando ela disse amém, não sabendo se por milagre de Deus ou de outra força, foi surpreendida com a tranca da porta de seu quarto destravando e a porta abrindo. Alguém a havia destrancado.

O medo inundou o coração dela, seria a hora? Seria o fim? Ainda era muito cedo. Mas então ela se surpreendeu com o que viu.

— Vamos rápido Vê! — Uma voz jovem disse entrando, segurando a velha espingarda de seu pai em uma mão e a outra segurava a mão de uma jovem menina de cabelos e olhos castanhos e vestido azul, sua irmãzinha.

Era seu irmão, cabelos pretos, olhos castanhos, usando uma camisa branca e calça azul, com um casaco e uma mochila nas costas, pronto para agir caso fosse necessário, a espingarda era quase maior que o rapaz de doze anos.

A irmã mais velha se levantou desesperada, falando baixinho.

— Victor o que está fazendo?

O irmão aproximou-se com cuidado enquanto olhava pela janela e falava.

—Eu prometi ao pai que manteria vocês seguras e Deus sabe que eu vou! — Ele sussurrou com um tom determinado. — Tire a camisola e arrume-se agora. O vizinho Willy fez um buraco na cerca ontem, ele devia a nosso pai pela guerra e disse que com isso a dívida dele está paga. Eu vi que havia um ponto cego ontem. — Disse Victor decidido da fuga.

—Você tem lido muitos livros de espionagem! — A mais velha disse tentando trazer juízo a ele.

Ele abriu a cômoda dela tirando as roupas e falando.

—Prefere ir para o manicômio de forma injusta? Ser torturada com choques, gelo, lobotomia e Deus me livre! Estuprada!

Aquilo deixou ela em choque imaginado essa possibilidade. O jovem atirou peças de roupa dela e disse.

—Vista-se logo e Vamos.

Em outra situação o irmãozinho morreria de vergonha vendo sua irmã mais velha de camisola de dormir e se trocando em sua frente, mas ele havia jurado a si mesmo que seria o homem da casa e estava agindo como tal.

A irmã mais velha se vestiu rapidamente, não sabia o que dizer, se contava para ele das ameaças da tia, mas antes de que qualquer coisa mais fosse dita, o irmão do meio pegou uma muda de roupa arrumou uma mochila para ela, igual as que eles estavam usando, e quando ela percebeu estava de mãos dadas à Vivian sendo guiada pelo irmão do meio e descendo para a área de serviço da mansão.

Após um relâmpago todos acabaram escondendo-se atrás de um tanque de lavar roupas.

Eles pararam e olhavam para a porta traseira onde dois capangas da tia estavam.

— O que faremos Vic… — Sussurrou a caçula com medo.

— Não se preocupe Vivi… Eu contei domingo que ela tinha 12 capangas, quatro guardam a porta da frente outros fazem ronda e estes dois apenas ficam aqui nos fundos. Eu tenho um plano. — O menino disse tirando seu relógio de bolso e olhando para ele fazendo uma contagem.

A irmã mais velha ficou surpresa quando as máquinas de roupa explodiram jogando sabão na cara dos capangas que gritavam de dor com os olhos ardendo. O jovem tinha colocado fogos de artifício dentro das máquinas com bombinhas cronometradas para criar uma explosão.

— Vamos! — Ele disse rapidamente correndo com elas até a porta e saindo rumo ao desconhecido..

Continua?

Notas finais
Se gostou por favor favorita e curta! Isso ajuda demais a história e me motiva a continuar. :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.