O segredo de uma paixão
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A história se passa assim que acabou o primeiro Torneio do Makai. Nossos amigos não agüentam a distancia e muitas coisas não foram ditas naquele dia na praia.
O natal se aproximava, entretanto no Japão é quase um Dia dos Namorados do Brasil. Pois, ao em vez de se reunir com familiares, os japoneses, principalmente os mais jovens, preferem comemorar a dois, seja com um jantar romântico ou aquela saída com seu parceiro(a).
Os estabelecimentos ganham com as saídas dos casais, muitos outros ganham com a venda dos Kurisumasu keki (que seria Bolos de Natal em português), que são “pequenos, caros e lindos". Nossos amigos aproveitaram o clima natalino de paz, união e fraternidade para se encontrarem no Templo de Genkai para matar a saudade.
Yusuke, Keiko, Kuwabara e Shizuru se encontraram na estação de trem para seguirem viagem.
– Olá Kurama! Chegamos. Essas meninas ficam se embelezando e não tem hora para nada. – disse Yusuke.
–É, mas se demorasse e ficasse bonita (...) – AIIIII! – disse Kazuma após levar um cascudo da irmã.
–Cala boca, seu Mané! – respondeu furiosa Shizuru.
O trem chegou na estação e eles embarcaram se acomodando sentados
Yusuke e Keiko estavam sentados de um lado e Kurama, Shizuru e Kuwabara do outro. Como sempre Kuwabara estava comendo desvairadamente, enquanto os demais conversavam.
– Yusuke, Como vai seu negócio de lamén? – Perguntou Kurama
– Bem, ralo muito, mas a grana é boa. Dá para o gasto! – disse o moreno colocando as mãos atrás da cabeça e relaxando.
– Já pode casar com a Keiko! – disse Kuwabara deixando a jovem morena envergonhada.
– Cala essa boca. Olha só quem ta falando? O cara que nunca se declarou para a Yukinna. – respondeu Yusuke.
– Eu ainda não tive a oportunidade, pois precisa haver um clima e geralmente o esquentadinho do Hiei atrapalha. Eu acho que ele tem algum interesse na minha Yukinninha! – completou Kuwabara.
Nesse momento todos riram da bobagem que ele disse, pois não imaginava que Hiei era irmão da jovem koorime. Kazuma não entendeu nada e começou a questionar o motivo da graça e Keiko para disfarçar perguntou:
– Kurama. Você está gostando da universidade?
– Sim. Iniciei agora, mas estou gostando muito de da Universidade Tsukuba Daigaku. Estou me empenhando, pois economia não é fácil.
– Ué, eu pensei que você iria para a Universidade de Tokio? – perguntou Kuwabara.
– Não eu preferi essa. Até porque está mais próximo de minha família e meus amigos; além de ser a melhor em economia.
– Eu estudarei Educação Física lá. – afirmou Kazuma.
– É, mas você precisa estudar muito ou melhor nascer de novo pra ver se deixa de ser burro – disse Shizuru.
– Que coisa maninha!!!! – respondeu o irmão.
– E já arrumou alguma garota na universidade, Kurama? – indagou Kuwabara
– Ainda não! Respondeu discretamente o ruivo que tinha inúmeras pretendentes, mas nenhuma despertavam o interesse do kitsune.
– Certamente a garota ideal para o Kurama deve cair do céu para ele, senão, não rola – respondeu Shizuru.
Todos riram e seguiram a viagem falando sobre os planos do futuro e assuntos da internet.
Chegando lá, Yusuke não se conteve e correu para encontrar a mestra, mas Kuwabara o ultrapassou para ver Yukinna e não parava de gritar o nome de sua amada até encontrá-la.
Nesse instante, Hiei apareceu subitamente interrompendo o caminho dele colocando o pé na frente pra ele cair.
– Para que essa pressa, seu molenga! Não vai chegar a lugar algum!
Kuwabara se levantou, mas quando ia responder o koorime, seu olhar desviou para a linda moça do país de gelo. Ele foi na direção da jovem e segurou a mão dela e cumprimentando a beldade com todo amor e carinho.
– Ué, tá faltando a (...) – Indagou Yusuke, quando foi interrompido pela shinagami que chegava em seu remo e como era muito atrapalhada se desequilibrou e caiu, mas foi amparada por Kurama.
– Não disse para você que sua alma gêmea iria cair do céu. – comentou Shizuru deixando o kitsune sem ação.
–Vamos que o jantar esta pronto e a mestra está nos esperando– disse Yukinna.
Todos estavam comendo, quando Koemma chegou na sua forma adulta. Após o jantar decidiram conversar e beber sem perceber que estavam passando dos limites.
– Kuwabara aproveitou o ensejo para se aproximar de Yukinna que surpreendentemente deu um sorriso e beijou o jovem na bochecha que sem esperar essa atitude dela, desmaiou.
Hiei saiu de perto indignado com a cena. Botan e Keiko riam muito, pois estavam alteradas devidos ao pouco champanhe que tomaram brindando com Yusuke.
Shishiwakamaru, Toya, Rinku, Suzuki, Natsume e Tiyu chegaram. Tiyu não conseguiu nada com Natsume por ser mulherengo, mas a amizade foi um prêmio de consolação.
Toya foi cortejar Yukinna, aliás há muito tempo vinha fazendo isso e deixando Kuwabara irritado. Shishiwakamaru pegou Rinku e Susuki para conversar com a mestra, pois ele queria se aproximar mais daquela que não saía de seus pensamentos desde a aquela luta, entretanto ele tinha muito respeito para com ela por sua força e sabedoria.
Tiyu começou a conversar com Shizuru, que já havia lhe dado várias respostas negativas, e diversos tapas no youkai conquistador; mas hoje foi diferente. Ela aproveitou o clima de festa e deu um beijo nele enquanto ele começou sua cantada brega.
– Olha aqui, antes de falar alguma bobagem, vou te poupar de tomar outro tapa e fazer isso – disse a loira beijando ele e deixando todos de queixo caído.
Natsume no fundo ficou enciumada, pois perdeu o youkai que a cortejava. Ela foi para um canto da janela onde Hiei estava sentado no para-peito.
–Ei garota! Você não perdeu nada, aquele youkai idiota não era para você. Você é muito forte – afirmou o koorime. A youkai ficou feliz, mas não demonstrava por ser marrenta igual ao Hiei. Os dois permaneceram ali sem falar muito, até que foram para fora lutar. É isso mesmo, lutar! Ambos queriam testar a força para se respeitarem. Aí todos sabem que Hiei é o homem forte que ela esperava encontrar. Todos nem deram atenção a ausência deles, pois estavam entretidos com a festa.
Keiko olhava para Yusuke, que como era sem jeito e sem noção, foi até a moça perguntar o que havia acontecido.
– Não foi nada, sé estava olhando para você e lembrando tudo que aconteceu desde que te conheci. – disse a morena.
– Ué. Valeu a pena esperar por mim? – perguntou Yusuke surpreendendo a moça, que não esperava tal comentário.
– SIM, você sabe que me preocupo com você- respondeu a morena.
– Só isso? – indagou o moreno esperando algo há mais de Keiko.
Ela abaixou a cabeça porque ficou com vergonha de responder ao rapaz. Yusuke por sua vez não perdeu tempo se aproximou ainda mais dela e deu um beijo que ela não esperava. Ela o amava e era correspondida. Talvez fora ajudado pelo saquê, mas não importava. Seus lábios demoraram a se afastar e os braços ficaram entrelaçados na cintura da moça para aproximá-la e sentir seu coração batendo cada vez mais forte, juntamente com seu corpo que queimava de desejo um pelo outro.
– Sabe por que pedi você em casamento? Por que você é a mulher da minha vida. – Sussurrou Yusuke no ouvido de Keiko que desconsertada ficou com os olhos marejados e abraçou-o fortemente beijando ele novamente.
Quando todos perceberam, começaram a gritar e assoviar comemorando esse casal amado por todos.
Num canto da sala, Kurama conversava com Koemma, Genkai e outros, mas não parava de olhar para uma pessoa que sorria e brincava com os amigos durante a festa, mas jamais chegaria perto dele. Ele se lembrou de vários momentos em que a observava a distância, mas que ela nem imaginava que ele começou a sentir algo (...) desde quando se viram a primeira vez quando Yusuke teve que resgatar o Espelho das Trevas. Ela era uma simples ajudante do Reikai Tantei, que aos poucos foi se tornando um alicerce para o grupo com sua alegria e dedicação. Kurama só percebeu que sentia verdadeiramente algo mais profundo pela jovem, quando Kaito ameçou destruir a alma de Botan em seu território. Ele ficou louco e perdeu o controle como jamais havia imaginado.
Shizuru se aproximou do ruivo que estava com o pensamento distante, dizendo:
– Já é hora de dizer o que sente para ela
– O que? Não, eu apenas (...)
– Kurama, você não pode me enganar. Há muito tempo percebi o que sente por ela e por isso você não arruma ninguém. Vai ficar aí só observando até quando? Ou você espera que ela caia nos seus braços sempre, para ter um contato com ela? As missões terminaram, não deixe a escapar novamente.
Kurama pensou no que a loira disse e decidiu sair do anonimato. Ele foi em direção da jovem que não estava mais no local.
Ela foi em direção ao pátio do Templo coberto de neve, ficar um pouco só, já que suas amigas estavam acompanhadas e ela ficava sempre só no final das contas.
– Eu sou uma boba mesmo! Todo mundo me vê como uma tonta! – murmurou alto a shinagami que foi interrompida pelo kitsune.
– Pare de dizer bobagens, você é muito especial para todos nós. Você nos fortalece e nos alegra. No Torneio das Trevas, eu senti cada palavra que você pronunciou e sobrevivi a morte.
Ela sorriu e não conseguia esconder que ficara envergonhada com as palavras de Kurama, que aliás eram sinceras e encantadoras. Ele a olhava fixamente, hipnotizando as orbes ametistas da deidade com suas esmeraldas que se direcionavam para os lábios dela desejando tocá-los. E assim fez sem pensar. Ela por sua vez permitiu que seus lábios fossem tocados pelo sedutor kitsune que por ela era admirado e de certa forma sem perceber havia uma paixão escondida por trás dessa encanto.
Eles não conseguiam parar de se beijar e uma das mãos do ruivo a trouxe para perto de seu corpo onde os tecidos eram a única barreira para que ambos sentissem as batidas aceleradas do coração e o calor da pele que emanavam; a taça que estava nas mãos da jovem caíra no chão; enquanto o champanhe completava o sabor do beijo. Até que a falta do ar separou os dois que ficaram corados pelo ato secreto no meio de uma festa. Ambos precisavam voltar sem que todos percebessem, principalmente Koemma que estava presente. Se ele soubesse que um Youkai e uma shiangami estão se relacionando, ou melhor apaixonados. Era preciso ter calma, mas como ter paciência (...) Eram dois jovens que acabaram de descobrir uma paixão? Enfim, eles certamente descobririam tudo por bem ou por mal(...) mas agora iriam fazer isso juntos (...) Sempre juntos!.
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