Notas iniciais
Bom estou começando meu trabalho aqui, e devo avisar que sou uma escritora meio detalhista mas isso cabe a um trabalho que eu considero bom hahah, por isso espero que curtam aqui o que eu vou postar, porque eu acho a ideia muito interessante e quero que gostem, valeu? É meu filme favorito e não me conformo com o final, logo, por que não criar um?

Uma garoa fina e gelada caia naquele dia. Chihiro observava o tempo pela janela da sala de aula sentada no fundo da sala. Sentia muito sono, a aula ainda mais monótona que o normal a deixava desse jeito. A garota estava em silêncio, viajando em pensamentos distantes que logo se perderiam.

Anos antes ela havia vivido uma inesquecível e tremenda aventura, que jamais esqueceria, mas a única recordação que podia carregar, além de suas memórias, estava em seu cabelo. Um prendedor roxo e brilhante que ganhou de uma velha bruxa, ela nunca mais se afastara dele. Sentia que lhe trazia paz e proteção, assim como a bruxa, Zeniba, havia dito.

Depois daquilo nunca mais se comportou como a garota mimada e chorona que foi um dia, apesar de ter os mesmo pais que ela, sua indiferença com Chihiro nunca mudara e isso já não a incomodava mais.

Fazia algum tempo que aquelas memórias não a atingiam, mas o ar chuvoso sempre a fazia lemprar do que se formou após uma noite de chuva na casa de banhos. A imagem do céu azul encontrando o mar que se formou com a chuva nunca deixara sua mente. Ao fechar os olhos podia sentir como se estivesse ali de novo.

—CHIHIRO! — Exclamou alguém, quase gritando e tirando-a do devaneio.

Chihiro ergueu o rosto lentamente e olhou para frente, sua colega Aiko estava a observando nervosa.

— Desculpe? — Chihiro disse com toda a calma.

Aiko bufou e em seguida perguntou:

— Você vai com a gente hoje?!

— Para onde? — Chihiro perguntou curiosa.

— Para o caminho secreto que estávamos falando outro dia — Dessa vez era Yoko, que estava atrás dela.

— Caminho secreto? — sussurrou Chihiro, quase que para si mesma.

A atenção de Aiko já havia retornado as outras garotas, praticamente assumindo que Chihiro as acompanharia, e ela iria mesmo. Não havia nada que a impedisse de ir uma vez que, como sempre, seus pais não estavam em casa. Escutou de longe enquanto as meninas revisavam a história do mundo secreto e após o que pareceu uma eternidade o professor pediu aos alunos que levantassem e reverenciassem para que o sino tocasse, logo em seguida.

O grupo de cinco meninas saiu apressado, falando alegremente entre si. Elas dividiram os guarda-chuvas e foram pelo caminho narrado na história. Passaram pelo santuário, e pelas ruas a caminho da saída da cidade, até chegarem na estrada de terra que em teoria estaria o portal. No entanto, nada parecia muito mágico ali.

Os carros passavam por elas molhando os uniformes e deixando os sapatos cheios de lama, a floresta não era muito bonita pois uma grande parte já havia sido cortada e o caminho estava enlamaçado por conta da chuva.

— Meninas, acho que perdemos tempo — Disse Hana.

— Não pode ser! — Reclamou Aiko — Eu estava tão certa.

A chuva havia cessado um pouco, mas o tempo ainda estava cinzento e feio. Enquanto as meninas discutiam os próximos passos relendo a história na internet e no livro que as guiava, Chihiro andou um pouco adiante, sendo atraída por um pequeno objeto no meio do túnel de árvores que se formava nas laterais da estrada de lama. Era um caminho que visivelmente não recebia muitos visitantes, provavelmente porque não dava em lugar nenhum, mas aos poucos Chihiro reconheceu o local, mesmo que mudado.

Foi ali que seu pai, errando o caminho para a nova casa, entrou no dia que se mudaram. Foi ali que ela viajou entre mundos. Foi então que ela percebeu que o portal que procuravam era o túnel para o mundo dos espíritos, o mundo de Kohaku.

Devagar, ela se aproximou das árvores que chamaram sua atenção, o objeto que a atraiu não era um objeto apenas e sim vários pequenos altares com incensos, velas, flores. A maioria com formas esculpidas em suas laterais de pedra. Era luas, sóis, estrelas, flores. Chihiro se ajoelhou na frente das pequenas casinhas, sentindo o olhar das meninas sobre ela, mas não se importou, pois no meio dos pequenos altares ela avistou uma flor que não reconheceu de imediato.

Com cuidado ela pegou as petálas na mão e identificou um lírio branco, raridade na região.

— Chihiro? — Nana gritou atrás dela — O que tem ai?

Virando a cabeça na direção da amiga ela respondeu.

— Lírios brancos, e alguns santuários...

Ela se aproximaram rapidamente para ver e começaram a sussurrar: "Lírios por aqui?","Olha como é lindo","Deve ter uma lenda para tantos santuários","Para quem será esses altares?"

— Será que é aqui o caminho? — Perguntou alguém.

— Sim... é por esta estrada — Disse Chihiro.

As meninas olharam para ela curiosas, mas a menina só continuou.

— Seguindo esse caminho deve ter a estátua de um guardião e, provavelmente, um túnel... — Imediatamente Chihiro se arrependeu, apavorada com a possibilidade das amigas se tornarem porcos como seus pais, ela tentou corrigir o que dissera rapidamente — o...o...o túnel que deve estar fechado! E...

Antes que terminasse a frase, ela viu as amigas correndo no caminho de lama, Chihiro foi atrás em disparada, mas era lenta comparada as meninas. e demorou para alcançá-las, quando conseguiu, elas estavam paralizadas no meio do caminho, em choque.

A estátua do guardião as havia assustado, assim a Chihiro no passasdo. Elas não se aproximaram do túnel ou da estátua.

— Meninas, vamos voltar, por favor? — Chihiro disse esperançosa, aproveitando o medo das garotas e ficou aliviada quando todas concordaram. Em instantes, todas estavam caminhando em direção a cidade.

Chihiro que não sentia mais medo do guarda, aproveitou para se aproximar um pouco do túnel, quando as meninas já estavam relativamente distantes. Estava exatamente igual ao dia em que saíra dele. O mato cresceu em torno do túnel e do guardião e a construção vermelha, que originalmente a levara para o outro mundo, não retornara. Ela queria entender o por quê.

Sentiu-se sendo atraída pelo túnel e decidiu se aproximar ainda mais, quandoviu uma mulher saindo da escuridão entre as pedras.

Imediatamente, notou que ela não era humana, pois além de ter saído do mundo dos espíritos, era envolta em uma suave aura esbranquiçada, quase como a dos deuses que Chihiro já vira um dia.

A mulher era aparentemente jovem e possuia um cabelo prateado que ultrapassava seu quadril, estava vestida com um vestido branco de um tecido semelhante a seda com braços de mangas longas de renda fina. Ela começou a andar em direção ao guarda e, com isso, viu Chihiro. Por um milésimo de segundo seus olhares se encontraram, mas apavorada Chihiro saiu em disparada em direção das amigas.

Notas finais
Bom, este aqui é o fim do primeiro capitulo espero que gostem e tenho ideias muito boas para a história então, apesar de não ter acontecido muita coisa aqui não desistam de ler ok? Acho que quem realmente curtiu o filme vai gostar da história então valeu por lerem ai o/