Notas iniciais
Oiii. Espero que gostem desse capítulo. Desculpe a demora era que eu estava ocupada com algumas coisas e não tive tempo. O capítulo de hoje vai mostrar o primeiro voo do Jon em um dragão e mais algumas coisas que não ficaram claras nos capítulos anteriores. Espero que gostem. Abraços e nos vemos nos comentários.

Daenerys

Dany sentia toda a tensão que havia em Jon. Quando ele lhe contou os detalhes do sonho soube o porque dele está tão desesperado para voltar. O pesadelo havia sido realmente perturbador. Mas ela tentou o acalmar dizendo:

–Derrotastes todos os inimigos principais do Norte. Por acaso teria ainda algum com força suficiente para fazer um ataque bem sucedido?

Jon pareceu pensar por um tempo. Mas ela reparou que ele estava um pouco mais calmo.

– Na verdade não. Mas isso é um coisa que não se pode ter certeza. Lembro que minha mulher disse uma vez para mim que não devo temer os inimigos que me atacam e sim os que sorriem na minha frente e amolam a faca quando não estou olhando. Algum dos meus aliados pode muito bem está tramando pelas minhas costas.

Isso era a verdade. A esposa de Jon parecia ser muito esperta, para ter dito aquilo para ele. Dany tinha curiosidade de a conhecer, assim como a pequena Lyanna e os primos de Jon que ele considerava e chamava de irmãos. Ela esperava sinceramente que todos estivessem bem.

Quando esse susto passasse. Depois que Jon se certificasse de que todos estavam bem, ela planejava continuar a conversa sobre o falso Aegon com ele. Tentar o convencer a lutar pelo trono ao lado dela. Ele não precisaria abandonar a primeira esposa e a sua filha poderia continuar com herdeira, já que Dany sabia que não podia ter filhos.

Dany sempre vai se sentir triste por não poder ter filhos. Mesmo tendo seus dragões, que eram seu filhos, ela sempre sentiria falta de gerar um bebê em seu ventre e de o carregar em seus braços. Mas talvez esse vazio diminuísse depois que ela casasse com Jon, pois ela iria considerar os filhos que ele tiver com a outra mulher seus próprios filhos.

–Está tudo bem? – Jon perguntou a ela com a voz preocupada, mas Dany sabia que a preocupação era mais por causa da demora para eles saírem do que com o silêncio dela.

–Está. Estava apenas pensando em alguns assuntos...

Jon nada disse e por isso ela continuou:

–Podemos ir no meu dragão. Chegaríamos bem mais rápido do que pelo jeito convencional. Assim poderia ver que todos estão bem e continuaríamos nossa conversa em Winterfell- Dany disse isso por que era uma oportunidade de conhecer todos de lá também.

– Mas e o meu e o seu exército?

Dany não havia pensado nisso, mas disse:

–Eles podem ficar... Vamos no dragão e vemos se tudo está em ordem. Se estiver, voltamos e continuamos nossa conversa aqui e depois voltamos.

–E se não estiver?

– Vai está tudo bem. – falou Dany tentando transmitir uma certeza que não sentia.

*

Jon concordou em ir de dragão. Durante o percurso até Winterfell ela sentiu que Jon estava diferente. A magia que já existia anteriormente entre eles parecia está maior e mais forte. Dany sabia que apesar de todas as preocupações Jon estava amando o vôo.

Ficou um silêncio por muito tempo. Em alguns momentos Jon pareceu prestes a dormir. Dany temia que ele dormisse e acabasse caindo do dragão, por isso puxou assunto :

– Como soube que a harpa estava enterrada junto com lady Lyanna?

–A Melisandre me ajudou a descobrir. Eu tinha um sonho quase toda noite com alguma coisa nas criptas. Ela insistiu para que fossemos lá e achamos a harpa. Depois disso ela sempre diz para mim andar com a harpa.

– Acho que mesmo sem a harpa uma hora iria reconhecer que tem o mesmo sangue que eu em suas veias.

–Por causa da aparência?

– Não. Por causa de algo maior que não pode ser visto, mas pode ser sentido com o coração. – Dany disse e sem saber o porque também falou – Tive uma visão certa vez que falava que eu era sua...

–Noiva de fogo. – falou Jon a interrompendo com uma voz estranhamente divertida – A Melisandre falou isso algumas vezes... Ela disse que tinha visto nas chamas.

Dany ficou muito surpresa e não soube o que dizer por um bom tempo. Ela não sabia dizer o que era mais surpreendente. Se era o fato da mulher de Jon saber de algo que somente Dany sabia ou se era ela, mesmo sabendo da visão, não ter dito nada para impedir que Jon fosse ao seu encontro. A curiosidade foi tanta que acabou perguntando:

–Ela não disse nada contra nosso encontro para debater?

– Não. Ela já sabia que iria ocorrer um hora ou outra... Espero que ela esteja bem. Assim como os outros...- falou Jon com a voz novamente triste. Depois disso ninguém mais disse nada até o fim da viagem.

Eles chegaram a Winterfell bem cedo, ainda estava um pouco escuro. A entrada de Winterfell estava cheia. Todos pareciam assustados com o dragão, mas pareceram se acalmar quando viram o rei descer do dragão.

Logo que desceu do dragão e se dirigiu para a entrada, Jon foi recebido por fortes abraços de uma menina ruiva muito bonita, de um garotinho igual a irmã e de uma menina com cabelos escuros. Jon chorou muito ao os abraçar. Pela reação de Jon, Dany sabia que eram os primos que ele amava como irmãos.

Olhando para eles se abraçando ela permitiu que uma lágrima escorresse por seu rosto e sentiu o alívio que Jon sentiu ao ver que todos estavam bem.

Desviando os olhos do abraço coletivo, Dany viu uma mulher ruiva, com uma bebê no colo, a encarando com um sorriso estranho no rosto. O sorriso da mulher parecia dizer que ela sabia que Dany vinha e que não estava nem um pouco surpresa. Mas parecia querer dizer mais alguma coisa... Naquele momento Dany soube que era Melisandre.

Cersei

A carroça em que estava oculta com Myrcella balançava no caminho. Lorde Qyburn havia mandado o homem que guiava a carroça, que era mudo como Cersei suspeitou desde o inicio, pegar um caminho mais afastado. Esse caminho era deserto, mas tinha muitas pedras e a carroça balançava muito. Mas o chacoalhar da carroça não tirou o sono de Myrcella que dormia profundamente e nem a ansiedade de Cersei.

Cersei estava ansiosa para voltar logo para Rochedo Casterly. Mesmo temendo um pouco o que iria encontrar quando chegasse lá. Temia que o pesadelo que teve se realizasse.

No pesadelo em questão, Tyrion, seu irmãozinho deformado, tomava Rochedo Casterly e se declarava senhor do local. Cersei se sentiria sem chão se isso ocorresse. Lá era um dos poucos lugares seguros que ainda tinha para ela. Pelo menos era isso que pensava. Mas temia que quando chegasse lá, já fosse tarde e o duende já dominasse o local.

Foi tirada de seus pensamentos por um barulho feito por Myrcella durante o sono. A menina parecia ter pesadelos. Cersei abraçou forte a filha e acariciou seus cabelos loiros. Quando fez isso se lembrou da profecia da velha bruxa da floresta. Da parte que fala que de ouro seriam as coroas de seus filhos e de ouro seriam sua mortalhas.

Durante algum tempo Cersei pensou que as coroas douradas citadas na profecia queriam dizer que todos os seus filhos morreriam como reis , mas não era isso que a profecia queria dizer. As coroas douradas eram os belos cabelos loiros de seus filhos. Depois de um tempo ela entendeu, pois foram os cabelos dourados de seus filhos que atestaram que eles não eram filhos de Robert. Foi por causa dos cabelos que começaram a suspeitar da verdade. De alguma os cabelos foram o que trouxeram a morte para seus filhos. Foram as mortalhas.

Cersei sempre choraria por Tommen e Joffrey e planejava os vingar. Não sabia como, mas planejava. Todavia acima de tudo ela planejava proteger Myrcella com a própria vida. A profecia não iria se cumprir em sua garotinha querida.

Enquanto ainda estava em Dorne Myrcella havia escapado da morte, apesar de ter ficado sem uma orelha e com uma cicatriz a menina havia sobrevivido. Cersei encarava isso como um sinal de que sua filha era forte e iria conseguir se livrar da morte prevista na profecia da mesma forma que escapou da morte em Dorne. Tudo ia ficar bem.

Notas finais
O que acharam? Não se esqueçam de me dizer o que acharam. O próximo capítulo será um pouco mais longo e vai focar mais em quem ficou em Winterfell e no Bran que faz um tempo que não aparece. Abraços e até o próximo.