Notas iniciais
Oiii. Antes do capítulo gostaria de me desculpar por algumas coisas, tipo qualquer erro de português, ou então qualquer fato que se afastou muito da história original, como os lugares que estão mais próximos ou alguns casais meio diferentes, ou a aparência do Jon, ou então o inverno que está demorando para chegar rsrs Enfim, desculpa por qualquer uma dessas coisas. Espero que gostem. Todos vcs que leem e acompanham moram no meu coração. Boa leitura. Abraços

Cersei

Cersei andava de cabeça baixa pela cidade. Com lorde Qyburn e seu campeão Robert Forte iam na sua frente e Myrcella ao seu lado. Tanto ela como a menina estavam usando uma longa capa que tinha como objetivo ocultar as suas identidades. Enquanto andava, se perguntava se o cria de dragão já teria reparado na falta delas e se ele já teria mandado soldados a procura delas.

Foi de muita inteligência o que Lorde Qyburn fez. Se não fosse por ele nunca teria saído do inferno das celas negras. O antigo mestre dos sussurros conhecia todas as entradas e passagens secretas da fortaleza vermelha assim como conhecia as mais diversas formas de magia. Essas magias poderiam ser úteis no futuro.

Ela devia muito a Lorde Qyburn. No ninho de cobras em que viveu ele foi um dos poucos em quem realmente confiou e o único que se mostrou digno de confiança. Cersei pensava que quando ela reconquistasse o que era seu. Não sabia como faria isso, mas sabia que faria. Iria recompensar o homem grandiosamente. Os Lannisters sempre pagam suas dívidas.

Um barulho de uma carroça que passou muito perto a tirou de seus pensamentos. Ficou com medo de que fossem soldados enviados atrás dela. Mas era apenas uma carroça normal conduzida por um camponês .Ao levantar os olhos do chão viu que já estavam um pouco longe do portão principal.

Lorde Qyburn tentou a convencer a ir para uma das Cidades Livres com Myrcella. Lá seria mais seguro. Mas era desejo de seu coração ir para Rochedo Casterly. Logo que falou isso ela lembrou como há tempos atrás, antes de seu pesadelo começar, ela tinha feito de tudo para não ir para Rochedo Casterly, para continuar em Porto Real. Mas as coisas tinham mudado.

O homem tinha tentado a convencer do contrario, dizendo que as estradas estavam perigosas e tudo mais, mas ela estava decidida a fazer isso. Principalmente depois do sonho que teve em que Tyrion tomava Rochedo Casterly. Ela tinha que impedir isso em nome da memória do pai. No final ele concordou e deu um jeito de conseguir uma forma de ir até lá. Ele sempre conseguia.

Quando chegou em um dado lugar todos subiram em uma carroça que tinha uma parte que os mantinha ocultos. A carroça era conduzida por homem de aparência simples que lorde Qyburn havia contratado. Cersei suspeitava que o homem fosse mudo, porém não deu importância a isso. Ele sendo mudo tornava tudo ainda mais seguro.

Cersei não sabia exatamente o que iria fazer, mas sabia que daria um jeito de conseguir o que queria e manter a única filha que lhe restava segura. Além de tudo ela sentia em seu coração que em breve iria se encontrar com Jaime. Sentia que ele não havia morrido. Quando esse encontro ocorresse ela achava que muitos novos caminhos poderiam se formar.

Melisandre

Melisandre estava diante da lareira, na quarta taça de vinho quando Jon entrou no quarto e disse:

– Acho melhor você não beber tanto. Ainda está fraca devido ao parto e...

– Não diga o que devo ou não fazer- falou ela impaciente, sem olhar para Jon. Não era sua intenção ser tão grossa, mas ela não estava com paciência naquele momento. Ela ainda sofria por causa da menina que morreu. A dor foi maior do que esperava que fosse. Com o tempo havia se acostumado com a idéia de ter duas filhas. Sempre iria sentir falta da que se foi.

Jon pareceu entender isso e saiu do quarto depois de dizer:

– Sinto muito.

Depois que ele saiu ela sentiu um pouco de culpa por ter falado daquela forma com ele. Jon também estava sofrendo. Eles haviam feito o funeral da bebê a pouco tempo. As imagens ainda estavam vivas na mente dela.

No começo Jon quis que a menina fosse enterrada nas criptas de Winterfell. Junto com os outros Starks, mas ela foi contra. Queria que o corpo da criança fosse cremado que nem era costume fazer com os servos do Senhor da Luz. No fim foi isso que fizeram. Se fechar os olhos ela ainda consegue ver sua pequena Melony. A menina parecia apenas dormir durante o velório.

Melony. Ela escolheu esse nome por causa de seu passado. Pois Melony era seu nome antes de ser vendida como escrava. Melony era o seu lado bom e inocente que morreu em algum lugar do passado. A filha perdida representava também uma parte boa dela, uma parte inocente que se perdeu e que sempre faria falta em seu coração.

Depois da sexta taça de vinho, Melisandre não sabia se chorava pela filha que morreu ou por ela mesma, por tudo que ocorreu com ela.

Depois da sétima taça de vinho, ficou se perguntando se aquilo não foi castigo do Senhor da Luz por ela não o ter servido direito. Por ter entendido errado tantas vezes as suas mensagens nas chamas. Ficou se culpando. Ficou se perguntando o porque de não ter visto nas chamas que algo iria dá errado. Que a pequena Melony iria morrer.

Mas a culpa acabou junto com a oitava taça de vinho. Não adiantava culpar ninguém, nem ela mesma. Nada poderia mudar o que ocorreu. Além disso, ela ainda tinha uma filha. A pequena Lyanna que estava no quarto ao lado com a ama de leite. Tinha que dá atenção para a menina.

Depois da nona taça resolveu parar de beber e tentar dormir um pouco. Estava tarde e a vida tinha que continuar. Ainda tinha muitos novos caminhos a percorrer antes de se juntar com sua filha nos salões do Senhor da Luz. A grande batalha contra o grande Outro ainda não havia ocorrido, assim como muitas outras coisas.

Na manhã seguinte ela foi encontrar Jon onde imaginava que ele estaria. No quarto da pequena filha que restou. Jon segurava a menina no colo e parecia contar alguma coisa para a bebê. Que correspondia tudo com sorrisos típicos de bebê. Quando ele notou a presença dela, colocou a bebê no berço e disse:

– Ela é tão perfeita.

– É sim. – disse ela se aproximando do berço. Quando ela olhou para a bebê lembrou da que morreu e uma lágrima escorreu de forma involuntária. Viu que sempre seria assim. Sempre doeria, pois Lyanna era idêntica a que se foi.

Aegon

Os soldados procuraram a noite toda mais não acharam nem sinal de Cersei ou de Myrcella. Elas haviam desaparecido na cidade.

Aegon mandou que as buscas fossem feitas com o máximo de sigilo não queria que a notícia se espalhasse e planejava dizer, caso não as achasse, que elas haviam morrido nas celas. Isso ocorria com freqüência. Não seria novidade. A maior parte dos prisioneiros morria. Ele não poderia permitir que o povo soubesse da sua falha. E ele não iria saber.

Ele tentou pensar em outras coisas. Como por exemplo seu próximo casamento. Arianne Martell estava chegando de Dorne para se casar com ele. Estava há dois dias de Porto Real. Quando ela chegasse não iria permitir que soubesse de sua falha ao deixar Cersei e Myrcella fugirem.

Aegon tinha certeza que Arianne não iria se importar dele ter uma segunda esposa, Margaery Tyrell. Iria entender que era um antigo costume Targaryen ter duas esposas e que além disso essa união era necessária para ter mais força. Além disso, a prima de Arianne, Senhora Nym, disse que talvez Arianne achasse excitante o fato. Eles dorneses tinham outra mente em relação a essas coisas. Com isso ele sabia que não tinha porque se preocupar.

Notas finais
O que acharam? Comentem. Comentários sempre são importantes. Agradeço a todos que leram até aqui. Abraços e até o próximo.