Notas iniciais
essa fanfic eu escrevi a pedido de uma amiga na spirit ^^

De vez em quando, às vezes... quando tudo parece sob controle, quando o céu parece ser mais uma fronteira a ser ultrapassada, quando ouço meu nome ser pronunciado tantas vezes, quando vejo que há uma apreciação do que faço e tudo parece me obedecer e precisar de mim, há uma empolgação e um rei adormecido volta...Em um palácio vazio e frio ele caminha até o trono,lá com sua coroa e cetro passa a dar ordens.

— Seres insignificantes !! se alegrem com o seu rei !!

— Contemplem a minha glória !!

Em meu castelo de vidro, no palácio de doces palavras, vejo o meu reflexo como um de uma rainha, minha coroa de ouro, vestido vermelho, a capa negra da arrogância, o cálice da vitória e a espada em minhas mãos, o rei diz:

— Venha! beba e se deixe ser levada, comemore sua astúcia, comemore sua engenhosa capacidade, sente-se ao meu lado, coma e beba do que obteve com a sua espada!!

Um banquete é servido,alegro-me de minhas façanhas já embebida pelo vinho do rei,pelas suas palavras e por suas mentiras, fico inerte...no fundo eu sei... tenho um rei no lugar do ego sempre que me empolgo, o escuto falar que sou muito especial, que sou maravilhosa e ao meu redor só existem pessoas ignorantes e não merecedoras de minha estimada inteligência, como uma marionete repito suas palavras como se fossem as minhas, em seu palácio danço e canto, sou o entretenimento,sou o bobo da corte, faço de tudo para ver o meu rei feliz até mesmo sou capaz de machucar quem eu amo, um há um vão se afastando, vão desistindo de mim, vão embora assim como vieram e após quando estou novamente sozinha até o rei me abandona, ele se ergue de seu trono e diz:

— Cadê seu povo?? para onde foram os seus fãs ? não era a estrela ? a mais importante e aquela garota incrivelmente inteligente ? me acorde quando voltar a ser...

O rei desce de seu trono passa por mim e continua:

—Não é digna de minha presença !! nem tão pouco de beber de meu cálice! Estarei em meus aposentos !

Em silêncio me sinto mal, a bebedeira passa com a falta do vinho do falso rei... vejo o meu erro, caio de meu patamar e juro a mim mesma matar o maldito rei e tomar cuidado com a empolgação...

toda aquela sensação, todos aqueles pensamentos... se vão e passo enxergar, pergunto como deixei-me levar por aquele serzinho, agora refletido minha magreza e roupas velhas, minha mãos já sem o cálice da" vitória" .

Vejo quanto fui tola,vejo o meu papel de palhaça,vejo que o rei é indigno do trono, fecho minhas mãos e passo a destruir tudo ao meu redor...

Bloco por bloco passo a reconstruir tudo, dessa vez tomando cuidado para o meu coração não se embebedar, troco os materiais não uso a frieza, indiferença,não aposto tudo em mim mesma, olho ao redor e divido o que aprendi e um palácio novo se ergue,cheio de experiências, cheio de provas! sobre o quanto sou insignificante,provas de que os outros são igualmente importantes, provas que posso ser substituída, deixo a humildade no trono e volto ao meu patamar e novamente pessoas ao meu redor me elogiam, ouço minha amiga dizer: " tome cuidado !! ele está apenas dormindo !!" subo os degraus com calma e o rei adormecido dá ordens mas, dessa vez com apenas um golpe o mato.

Eu sei que haverá outros palácios,outros reis e sei que o maior inimigo sempre viverá dentro de mim… seu nome é ego.

Notas finais
Agradeço muito a inspiração e o pedido, histórias são sempre fonte de aprendizado e inspiração para ser melhor como pessoa, pois já nascemos com falhas e desejos e sempre com uma tendência a ouvir o ego.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!