O que seu amigo pode ser

4 Capítulo 4 - Revelações.


Notas iniciais
Voltei gente :D Obrigada pelos comentários :D Vamos lá, vê o que Ana e Felipe vão aprontar desta vez. A estória já está acabando :( mas quem sabe nos encontramos posterioremente. Ao pessoal que não comenta, eu gostaria que o fizesse :D gosto de me comunicar com vocês. lérigol o//

A porta do elevador se abriu e Felipe saiu em disparada, sendo acompanhado por Ana que andava rápido para fazer isso, ou tentar pelo menos. Ele destravou o alarme do carro e entrou e Ana também logo em seguida, ele não lhe olhava, nem falava nada, apenas tinha um semblante sério, e voltado para a frente.

– Fê – Ana falou hesitante, mas não obteve resposta – Felipe! – Ele continuou sem responder – Fe, me responde por favor – caindo em lágrimas.

Felipe suspirou.

– O que você quer? – seco

– Fala comigo, por favor – Chorando, trêmula

– Já falei, agora me deixa! – Voltando sua atenção para o trânsito.

– Não faz isso comigo, por favor!- Suplicando

– E o que você quer que eu faça com você Ana? ME DIZ O QUE? – Alterado, parando o carro em frente a sua casa.

– O que você quiser! – Histérica – me xinga, diz que sou uma idiota, uma imbecil, que deveria ter te ouvido. Uma inútil que não faz nada certo da vida. Me bate, mas não fica sem falar comigo, eu to te pedindo, por favor. – chorando mais.

– É o que eu deveria fazer! Te bater! Pra você deixar de ser teimosa Ana! – Virando –se de frente pra ela – Deixar de ser burra! Eu te avisei pra não ir, e o que você faz, vai pra casa daquele cara! Eu te avisei que ele não prestava, me diz, ME DIZ! O que você esperava dele? Que ele te levasse pra cama, depois te pedisse em casamento? Era isso mesmo? – Saindo do carro, batendo a porta!

– Eu sei que ele não iria fazer isso! E também sei que estava certo sobre ele, eu sabia desde o inicio – Chorando, enquanto o via abrir o portão da casa entrando, e ela adentrou, mesmo sem ser convidada. – Mas eu achei que fosse ser diferente, me desculpa por ser estúpida, por favor! – Andando, tentando acompanha – lo que parecia nem dar ouvidos a mesma, enquanto adentrava a sala da casa. – Presta atenção em mim, por favor! – puxando –o pelo braço.

– A gente não tem mais o que conversa Ana, me deixa em paz! Não foi você mesmo que disse que não queria me ver? Vai embora – estressado, subindo as escadas da casa, em direção a seu quarto.

– Não, eu não quero ficar assim com você – indo atrás novamente, entrando no quarto do Felipe com ele.

– A gente não tem o que ficar Ana – Olhando –a pela primeira vez – a gente não tem o que resolver, não tem o que fazer, acabou cara. Me esquece – cuspindo as palavras.

– Não – se aproximando do mesmo – Eu sei que não era pra eu ter ido atrás do Carlos, mas hoje a tarde quando a gente brigou, eu senti, senti a necessidade de te mostrar como você estava errado – Falando com a voz trêmula

– Ohh, bela demonstração – Irônico, batendo palmas – E agora vai fazer o que? Vai lá da pra o carinha, pra me mostrar que eu tava errado? É isso?

Ana baixou a cabeça.

– Vai Ana Clara? OLHA PRA MIM CARALHO! – Gritou

Ana o fez, seus olhos já estavam vermelhos, e suas lágrimas não davam espaços e nem intervalos, o nó na garganta se fazia cada vez mais. Seu corpo tremia, cada vez mais a medida que seu medo aumentava de perde – lo.

– Quantas vezes eu disse que ele não te merecia? – com raiva – porque justo ele? Logo ele Ana? Que nunca te deu um pingo de valor, NUNCA TE DEU NADA! – Gritou mais uma vez – E você vem me dizer que ainda foi na casa daquele inútil pra me mostrar que eu tava errado – riu sem graça, balançando a cabeça negativamente – Me diz o que tu ia ganhar com isso? Um estupro talvez. – irônico.

– Me desculpa – chorando mais – Me perdoa, por favor.

– E tudo isso pra que? – Ignorando o pedido da mesma – Por sexo? Por uma noite de sexo, é isso mesmo? – A mirando com seus olhos cheios de lágrima de raiva.

Ana não o encarava, não tinha coragem. Cada palavra dura que saia da boca do Felipe, ia de encontro ao seu peito e lhe atingia com cada vez mais força, estava se sentindo a Puta da sociedade, por uma noite de sexo?

– Se queria tanto sexo, porque não veio pedir a mim? – Cuspiu com raiva – PORQUE NÃO? PORQUE O AMIGUINHO AQUI NÃO SERVE DE NADA NÃO É MESMO? – Ana arregalou os olhos, assustada, não esperava por tal pergunta – Pois é Ana, não sirvo mesmo! Mas pelo menos no outro dia eu não iria te escorraçar, não iria sair falando de você pra os meus amigos.

– Eu não sabia que... – Ana falava baixo até ser interrompida.

– Você não sabe de nada, você nunca soube de nada! – raivoso – O que você não sabe é que se queria apenas uma noite de sexo, pelo menos tivesse com alguém que gosta de você, que cuida de você, QUE TE AMA PORRA, NÃO COM QUALQUER UM QUE QUEIRA TIRAR SUA VIRGINDADE DEPOIS RIR DE VOCÊ PELAS COSTAS! – furioso.

– E COM QUEM? COM QUEM EU IRIA TER TUDO ISSO? COM QUEM EU IRIA TER ESSE AMOR TODO? COM UM CARA QUE ME VER COMO IRMÃZINHA? QUE NÃO TA NEM AI SE ESSE SENTIMENTO É RECIPROCO? – Ana cuspiu as palavras, exaltada assim como estavam suas lágrimas.

– NÃO! – Se aproximando – Você iria ter tudo isso com o cara que te ama cacete! Que te quer, e te deseja muito mais do que esses playboys que você anda, que te comeria com vontade, mas também com todo amor que você merece – Olhando –a firmemente.

Ana não o respondeu, as palavras de Felipe lhe pegaram de surpresa, mas tinha que confessar que adorou, e lhe fizeram subir um calor pelas pernas. Ana encontrou os olhos claros e expressivos de Felipe, assim como também encontrou seu rosto transbordando raiva. Ana bufou e o atacou em um beijo selvagem e voraz, que logo fora correspondido. O beijo se mesclava com suas respirações rápidas e desesperadas. Ana e Felipe se beijavam com desejo, com saudades do que nunca tiveram. Suas bocas se procuravam com urgência e suas línguas bailavam num sexo voraz e quente.

Ana subiu no Felipe, lhe cruzando as pernas na cintura, enquanto o mesmo andava com ela no colo, sem desgrudar seus lábios, que ignoravam seus pulmões pedindo por ar. Felipe a pressionou na parede fazendo com que o contato com seus corpos fossem maior. E ao contrário de algumas horas atrás Ana não se sentia acuada, muito pelo contrário ansiava por mais, por mais que sabia que Felipe poderia lhe dar, e só ele poderia lhe dar.

– Fê – respirando descompassada mente, enquanto o mesmo já mordiscava sua orelha.

– Hun? – concentrado no que estava fazendo, a pressionando mais contra seu corpo, enquanto descia os beijos para o pescoço de Ana, beijando –o, fazendo a mesma fechar os olhos, e suspirar.

– Fê – suspirou – me come, por favor! – se arrepiando com as mordidas em seu pescoço – me faz sua, ahh – Sendo interrompida por um leve gemido – por favor.

Felipe sorriu maliciosamente, sendo correspondido, e beijou Ana com mais vontade.

Notas finais
Por hoje é sóooo o/ Comeeeeeeeeeeentem, espero que gostem! beijos :*