O que seu amigo pode ser
2 Capítulo 2 - Carlos.
Notas iniciais
Felipe saiu enfezado da casa da Ana, finalmente aquele escroto conseguiria o que sempre tentou desde que começou a namorar a Ana, leva – la pra cama e difama – la entre seus amigos como sempre fazia com suas namoradinhas.
Felipe ainda estava cego de raiva, quando esbarrou em alguém na rua.
– Ai! – De bunda no chão – Ta atacado dos nervos é? – riu.
– Ah, desculpa Julie, não te vi – Esticando a mão até a garota, levantando –a
– Percebi! – sorriu, limpando os shorts – E o que houve? Que cara é essa?
– Acabei de brigar com a Ana – bufou
– Já sei, por conta do Carlos de novo – revirou os olhos, afirmando.
– O que você acha – Irritado – Ele finalmente vai conseguir o que quer Julie – Dando um tapa no muro.
– Como assim? Comer a Ana? – Assustada
– E o que mais ele quer com ela? – contrariado
– A Ana vai mesmo fazer isso? – afirmando a cabeça negativamente
– O que você acha? E o pior, ninguém pode falar mal daquele cretino que ela fica atacadinha! – bufou
– Eu sei que o cara não presta, mas tu também não colabora né – dando um risinho sem graça – Xinga o cara sem pudor
Felipe revirou os olhos.
– Olha – tocando no ombro do Felipe – Eu vou tentar falar com ela, pra vê se ela desiste dessa idiotice, e você, vê se acalma os ânimos.
– Vai falar? – animado – Só você mesmo Julie – dando um beijo na cabeça da Julie que sorriu – Você é um anjo!
– Menos ta? Bem menos – riu – Vou falar com ela, depois te ligo. Tchau pra tu. – Deu uma pedalada no garoto e entrou na casa da Ana.
***
– E aê, cadela! – Adentrando o quarto da Ana e se jogando na cama.
– Ah, oi Julie.
– Muito obrigada pela recepção, e que cara é essa? – Olhando –a
– Cara, que cara? Cara de quem não agüenta mais o Felipe, ele passa dos limites.
– Já sei, brigaram por conta do Carlos de novo, e blá blá blá – revirando os olhos.
– Ele não pode chamar o Carlos do que quiser e ficar por isso mesmo — bufou
– De boa? Eu não sei porque você defende tanto esse cara, nem afim dele você é. – falando, tranqüila.
– E quem disse que não? – arregalando os olhos.
– Pra cima de mim? – Gargalhou – Você é de quatro pelo Felipe e não assume logo pra ele.
– Isso já passou ta legal?
– Passou porra nenhuma, deixa da tua frescura. O cara ai maior dado pra você, e tu fazendo cú doce.
– Eu não posso ter nada com o Felipe, esqueceu?
– E porque não? Tá com cinto de castidade na periquita por acaso?
– Deixa de ser ridícula Ju – rindo – Não é isso – desfazendo o sorriso – Iria arruinar nossa amizade.
– nhenhenhe arruinar amizade, sabe quando essa frescura vai acabar? Quando ele te pegar de jeito, ai quero ver.
– Nada a ver, sem falar que já marquei com o Carlos, e vou resolver isso hoje a noite!
– Você vai dar pra um cara que nem gosta Ana!
– Não tem problema, mas eu mostro ao Felipe que eu não vou me arrepender como ele falou.
– Olha, com certeza pra o Felipe isso não é um jogo. Se ele falou isso, pode até ser verdade. Guardou tanto essa virgindade pra que? Pra acabar num motel de beira de estrada dando pra um cara que tu nem gosta e você sabe melhor que nós que não presta.
– Ih, la vem você também é? – bufando — E eu não vou pra um motel de beira de estrada, vou pra casa dele.
– Você que sabe, depois não diga que eu não avisei ta legal? Agora eu vou embora, e deixa a porra do telefone ligado, e liga pra o 190 se for o caso!
– hahahaha, muito engraçado – fechando a cara – não vou precisar da polícia, pode ficar tranqüila
– Cê que sabe, tchauzinho – dando um beijo na bochecha de Ana – e se cuida.
Julie saiu da casa de Ana, esta que foi logo se organizar para encontrar o Carlos. Julie pegou seu telefone, discando para o Felipe.
– Alô? Julie?
– Olha, se liga! Hoje a noite na casa do Carlos, vê se faz alguma coisa ou tu vai perder a mulher da tua vida pra aquele filho da puta, tchau! – Desligando.
Felipe olhou para o telefone, piscando duas vezes, sem entender quase nada. Julie era louquinha, mas muito especial, não era a toa que Pedro era de quatro nela.
***
Logo a noite chegou, e Ana foi de encontro a Carlos, suas mãos trêmulas suavam, e hesitavam a tocar a campainha. Respirou fundo tomando coragem e então a tocou, e não demorou a que Carlos enfim aparecesse, com o seu sorriso cafajeste de costume, que já era marca registrada de seu duvidoso caráter.
Carlos era alto, forte, moreno, dos cabelos repicados, sorriso meio amarelado e de olhos castanhos escuros, com pircing no queixo e brinco na orelha. Um pouco o inverso de Felipe, que tinha a pele branca, de cabelos cacheados e macios, de olhos mel, sem furos no rosto e sua boca era mais convidativa do que um morango em seu ápice de sabor, porém também era alto, e forte, mas sem as bombas que o Carlos tomava.
– Demorou pra chegar ein! – puxando –a com tudo para o apartamento, colocando –a contra a parede – Já estava pensando que tinha desistido.
– N... Não, claro que não – Saindo dos braços de Carlos, que novamente a puxou e a colocou contra parede.
– Pra onde vai? – Perguntou, pressionando – a mais.
– Ah, eu ia tomar um pouco de água – tentando sair novamente
– Deixa a água pra depois, você vai precisar – rindo maliciosamente.
Ana abriu um pouco mais os olhos, sentindo o nervosismo subir pelas suas pernas, era aquilo mesmo que ela queria?
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