O que o destino nos guarda
12 Recordando o passado
Notas iniciais
Miguel continua a encarar Aiko. Nunca em sua vida conseguiu lembrar-se de alguma coisa relacionada a seus pais, nunca. Mas agora, alem de sonhar com seus pais, seu melhor amigo acha que isso pode estar acontecendo.
–Aiko isso... Isso é...
–Impossível? Sim, eu sei. Mas pensa bem: No hospital você diz que sentiu o seu pai...
–Foi um sonho! Ate a tia Nanda disse isso.
–Escuta! No hospital você diz que sentiu o seu pai, ontem no parque você me disse que achava que já tinha visto aquele homem que quase atropelou a gente em algum lugar, e agora você acorda falando que sonhou com seus pais. Tudo se encaixa direitinho, você esta lembrando dos seus pais.
–Espera, você ta dizendo que o homem de ontem... Po-pode ser meu pai?
–Quem sabe!?
Miguel começa a rir.
–Acorda Aiko. Você abriu os olhos, mas ainda ta dormindo. Isso e coincidência. A tia Nanda disse que foi um sonho, eu nunca vi aquele homem na minha vida e eu já falei que não sei se eram meus pais no sonho!
–Como assim não sabe? Elas não tinham nada de igual com você?
–Eu vou saber? Tudo que vi foi um jardim, um menino com uma bicicleta e duas sombras.
–Que eram seus pais!
–EU NÃO SEI! Da pra parar de insistir?
–Ta ta, parei! –Ele vira o rosto. –Que mau humor! –Miguel olha irritado para Aiko, após ouvir o que ele sussurrara.
–Que foi? –Aiko se faz de desentendido
Antes que Miguel pudesse responder, Fernanda entra no quarto.
–Pensei que vocês estavam dormindo ate agora meninos!
–Se não fosse pelo Miguel eu ainda estaria dormindo! –Diz Aiko saindo do quarto e indo para o banheiro tomar banho.
–Do que ele esta falando Miguel?
–Não liga pro Aiko tia Nanda! Tem certos momentos que os chineses são esquisitos.
Nanda ri e deixa o quarto com Miguel. Ele vai para o banheiro e a diretora para sua sala.
Enquanto isso na mansão Wayne, Bruce estava em seu escritório com algumas fotos em cima da mesa. Estava procurando uma especifica entre tantas ate que acha. Na foto estavam ele, Diana e um menino em cima de uma bicicleta vermelha.
–Miguel... –Diz ele suspirando. –Sinto tanta falta de você filho! –Ele acaricia o rosto do filho. Volta a olhar as outras fotos e encontra uma de quando Miguel ainda era recém-nascido. No dia do nascimento do filho, prometeu uma coisa para si mesmo e para Miguel. Uma promessa que ele não cumpriu.
...
Bruce estava no quarto de Miguel com o bebê recém-nascido em seus braços. Ele se senta em uma poltrona branca e olha para o rostinho adormecido do seu filho. Sorri.
–Você e a melhor coisa que aconteceu na minha vida filho. Você e sua mãe. Nunca deixarei nada de mal acontecer com você Miguel. Nunca!
...
–Me desculpe filho, não cumpri minha promessa! –Ele abaixa a cabeça decepcionado com sigo mesmo. Como consegue salvar milhares e milhares de pessoas se não conseguiu salvar seu próprio filho? Tinha falhado. Falhado como herói e mais ainda como pai. Ele vê uma foto no chão. A última foto que ele, Diana e Miguel tiraram como uma família. A foto que foi tirada três dias antes de perder seu precioso filho. Ele pega algumas fotos da mesa e vai vendo uma por uma. Vê a foto do aniversario de dois anos de Miguel. Ao se lembrar do que o filho queria ser quando crescesse sorri.
...
–Papai, quando eu crescer quero ser igualzinho a você e a mamãe.
–Como assim Miguel? –Ele pega o filho no colo.
–Quero ser um herói como vocês!
Bruce sorri.
–Você vai ser filho. Ate melhor. –O menino sorri de volta para o pai, que joga ele pra cima, fazendo o pequeno rir sem parar.
...
Maldito Coringa! Se não fosse por aquele palhaço idiota e por aquela felina maldita, Miguel ainda estaria vivo. Mas se os dois pensam que podem matar seu filho e saírem ilesos estão muito enganados. Ira fazer os dois pagar pelo o que fizeram com Miguel, principalmente Coringa. Esse palhaço já lhe fez mal o bastante, mas matar seu único filho foi a gota d’água! Deixando de lado seus pensamentos de vingança, Bruce continua olhando as fotos. Depois de olhar muitas fotos, ele se lembra do garoto do incêndio. No dia do incêndio, assim que viu o garoto, sentiu algo dentro de si que não podia explicar. Esse garoto era diferente de tantos outros que ele salvara. Não aguentando o mistério, resolveu investigar e saber quem era o garoto. Foi ate o hospital onde os meninos estavam e descobriu que eles eram órfãos. No dia anterior uma surpresa, quase atropela os mesmos meninos do incêndio! Agora estava tudo mais fácil. Sabia onde o garoto morava e estava determinado a saber de tudo do dele. Porem teria que esperar um pouco para fazer uma visita ao orfanato. Não quer levantar nenhuma suspeita e muito menos quer que Diana pense que ele esta a traindo.
No orfanato, Miguel e Aiko estavam assistindo TV com os outros moradores do orfanato, com Nanda e Gustavo. A diretora pisca para Gustavo, como se eles tivessem planejado alguma coisa.
–Er... Miguel, você poderia me ajudar a regar as plantas? Não vai chover essa semana e eu não quero que elas morram com o sol.
–Claro Gustavo! –O garoto se levanta e segue Gustavo
Fernanda se levanta.
–Crianças, como vocês já sabem, o aniversario do Miguel e semana que vem. Eu quero que todos vocês, sem nenhuma exceção, me ajudassem a planejar uma festa pra ele, já que essas ultimas semanas não tem sido muito boas pra ele.
–Pode deixar tia Nanda! –Diz Aiko
–O Miguel vai ter a melhor festa da vida dele! –Diz uma garotinha loira.
–Com certeza vai! –Fala Nanda
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