O que a Akatsuki fez no verão passado
186 G1: Um coração de papel...
Notas iniciais
NO CAPÍTULO 184…
Leia não conseguiu mais lidar com Kayako Saeki. A cabeluda dos capetas rapidamente conseguiu cerca-la de cabelos assassinos.
LEIA – Pain! Cuide da Konan. Carol Anne, sua vadiazinha, acho bom você me agradecer por eu ter te carregado quando me vir de novo. E cuide do Cole. Mas obrigada. (dá um sorriso kawaii) Eu percebi que tenho alguém com quem contar. Sobrevivam!
CAROL ANNE (pokerface)
LEIA – Agora, Kayako, sua puta, vai me capturar logo ou tá difícil?
Ela percebeu que não conseguiria mais escapar. E Leia teve que se deixar levar para não prejudicar os outros. Kayako a cobriu de cabelos e sumiu junto com a princesa.
Nesse instante, Konan caiu de lado no chão.
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PAIN – KONAN! Konan?!? (debruça-se sobre ela)
KONAN (balbuciando) – Pain…
Kayako já tinha sumido. Leia tinha sido capturada. Cole e Carol estavam mais afastados; ele, deitado no chão, ela, ajoelhada olhando para os outros. E as Gêmeas continuavam ali, de pé, sem fazer nada.
KONAN – Pain, ela me salvou. Leia… Eu iria morrer na hora se ela não tivesse… (tossindo sangue)
PAIN – Não fale. (*todo mundo fala “não fale” para quem está mal (pokerface)*) Eu vou te levar para um lugar seguro e iremos cuidar de você.
KONAN – Não. Eu preciso… dizer uma coisa a você antes.
PAIN (esperando)
KONAN – Pain… me prometa que você irá salvar Leia… e os outros membros-chave. Eu sou uma inútil. Tentei salvá-la e ela acabou sendo levada. Ela… pelo menos, me salvou da morte imediata.
PAIN – Eu vou salvá-la. Salvarei a Leia, e os outros também. Eu prometo.
KONAN – E não deixe Cole e Carol Anne terem um destino parecido. Eles são preciosos para nós.
PAIN – É uma promessa.
KONAN (nesse instante, várias folhas de papel, que compunham o corpo de Konan like a seu jutsu, estavam meio soltas, ensanguentadas) – Quando nós entramos nessa mansão, não pudemos mais usar nossos jutsus. É… É por isso que eu tenho aquele bloquinho de anotações.
Pain escutava sem falar nada.
KONAN – Pegue o bloquinho.
PAIN – Mas… Você disse…
KONAN – Pegue o bloquinho, seu baka!
PAIN (pokerface) (pega o bloquinho no bolso de Konan)
KONAN – Leia.
PAIN (abrindo as páginas)
Lá, estava escrito coisas que ele nunca esperaria ler. Só algumas das anotações:
● Estamos na casa controlada pelo Edward. Eu estava com medo de sair por aí e os vilões me estuprarem! '-' O Pain me disse que iria sempre me proteger… ele corou! :3
● Expliquei ao Grupo sobre como aprendi a falar gemidês. O Pain achou incrível e disse que eu era incrível! o/
● Hidan voltou com um periquito do mega-chute que eu dei para ele. Também?, ele disse que era para EU limpar a cabana! ¬¬ Ele me chamou de “mulher” e o Pain me defendeu, dizendo que eu não merecia ser tratada assim! *-*
● O Pain foi o único que defendeu a minha ideia de eles não comerem caviar e pedirem frango de padaria. Afinal, os golfinhos iriam ficar tristes se não fosse assim. Caralho, o Pain prefere comer frango de padaria só para me defender! :P
● Estamos no vilarejo. O Hashirama acabou de explicar sobre a Relíquia falsa e eu falei que o Portal só seria aberto com duas Relíquias, provando que a teoria do Senju tosco era ridícula. O Pain disse que foi bem sacado! :D
● O Pain me elogiou quando eu consegui desvendar parte do enigma dos talheres alheios. Ele disse que a divindade dele me abençoou. Ele é tão kawaii quando dá uma de deus. >
● Estamos no laboratório e… O PAIN ME CHAMOU DE “KONAN-CHA…”! E depois interrompeu-se por ficar envergonhado. '-' Quase desmaiei de tanta kawaiizice. Será que ele gosta de mim? '3'
PAIN (pokerface) – Konan…
KONAN – Era isso que havia no bloquinho. Eu… tive que ficar anotando aí, porque não podia usar meu jutsu. Mas, sempre que eu podia, eu usava os papéis com essas anotações.
PAIN – Para quê você usava esses papéis?
KONAN – Para coloca-los em meu coração.
Um silêncio tomou os dois.
KONAN – Mas, quando entramos na mansão… (suspira) Eu tive que ficar acumulando várias anotações, já que os jutsus estavam impossibilitados. Eu não consegui colocar os papéis em meu coração e… Pain, o meu coração empapelado é completamente cheio de coisas que… que me lembram de você.
PAIN – Konan…
KONAN – Quando eu sentia meu coração bater mais rápido quando me aproximava de você, eu me lembrava dos papéis que eu tinha colocado nele… as coisas em que eu me lembraria de você.
PAIN – Quer dizer que…?
KONAN – Que eu gosto de você? É claro que sim.
PAIN (silêncio mortal)
KONAN – Me desculpe por não ter falado nada a respeito. Sabe aquele desafio? Da chave? Onde eu tinha que falar do meu maior desejo e do meu maior arrependimento? O meu maior desejo era que eu pudesse ficar junto a você pelo resto da minha vida. Meu maior arrependimento… foi nunca ter dito isso a você. Foi ter vivido em segredos com meus papéis estúpidos cheios de coisas que me lembravam de você e que eu colocaria em meu coração empapelado.
PAIN (segurando o rosto de Konan) – Konan… (le chorando) Você se lembra daquilo que eu queria lhe falar? Sabe? Quando estávamos aprisionados naqueles espelhos enquanto Samara lutava contra Gandalf. Eu sabia que seria minha última chance de lhe dizer aquilo. Felizmente, nós acabamos vivos… e eu tentei lhe dizer outras vezes mas nunca tive coragem.
KONAN – Fale agora. Ou será tarde demais.
PAIN – Eu queria lhe dizer, durante todo esse tempo… Que eu te amo, Konan.
Para sua surpresa, Konan não teve sua expressão alterada. Ela continuou olhando para ele com o rosto calmo, cansado e quase morto.
KONAN – Eu… Eu acho que já sabia disso. Mas eu tinha medo de lhe dizer o que eu realmente sentia por você.
PAIN – Eu também. Sabe, eu sempre estou falando de minha divindade… (le lixando as unhas ON) Não que ela não seja foda, porque ela é muito foda, mesmo. (le lixando as unhas OFF) Mas… (pokerface)
KONAN (gota)
PAIN – Eu sempre recebia mais vontade de viver quando via o seu sorriso, sua fúria com os outros Akas quando via um bando de homens sujando a casa e quando, no fim das contas, você ainda conseguia passar por cima de todas as situações que vinham à frente. E quando eu digo que sou um “deus”, não é para menos… porque acho que você… deve ser uma deusa.
KONAN – Pain… Isso foi… lindo. Eu sou tão furiosa assim com os Akas ao sujarem a casa? (pokerface)
PAIN (pokerface) – É. Principalmente quando está na hora da novela.
KONAN (gota) – A hora da novela é única. Vocês que se fodam se eu não puder ver quem matou ou quem traiu quem naquela joça. Ah, agora eu percebi que não vou poder ver o próximo capítulo e… (pokerface) Ah, fugi do assunto?
PAIN (facepalm)
KONAN – Bem… Eu sempre achei kawaii você dizendo ser um deus. Para mim, você é o melhor deus que eu poderia imaginar.
PAIN – Konan… (le chorando lágrimas de emoção) Você vai passar por cima disso. Você não vai morrer agora.
KONAN – Eu espero que não. (suspira e fecha os olhos) Pain-kun… Eu sempre quis chamá-lo assim.
PAIN – O meu nome fica foda de qualquer jeito. (fuck yea)
KONAN (gota dupla)
PAIN – Mas… “Konan-chan” é o jeito mais lindo que existe de chamar o nome mais lindo do mundo.
KONAN – Pain… Se eu morrer aqui, prometa-me que você irá sair dessa vivo. Não importa o que aconteça. Você irá sair dessa e viver… Por mim, faça isso, onegai.
PAIN – Você não vai morrer, Konan. (le balançando a cabeça, inconformado) Eu não vou deixar…
KONAN – Cale a boca, seu baka.
PAIN (pokerface)
KONAN – Se eu morrer, morrerei feliz. Porque consegui lhe dizer meus sentimentos.
PAIN – Konan, se o meu coração fosse de pedra, juro que ele teria acabado de se transformar em manteiga derretida. O seu coração de papel, entretanto… é eterno e, nele, você guarda todos os seus sentimentos. Arigatou, Konan-chan. Eu realmente não poderia pensar em algo mais lindo.
KONAN – Acho bom você voltar com seu coração de pedra… Já que você vai precisar dele para sair dessa vivo por mim.
PAIN – Eu vou sair. E você também.
KONAN – Acho bom não me chifrar com aquelas suas quengas. Ou acha que me esqueci daquele seu olhar 43 para as duas vadias que estavam na padaria naquela tarde de sábado de doze anos atrás?
PAIN (capota) – De onde você desenterrou isso?
KONAN (pokerface) – Tá, esquece.
PAIN – Vamos sair dessa, Konan. Juntos. Não vá embora…
KONAN (fecha os olhos) – Se eu morrer… meus sentimentos estarão em você, Pain. Aishiteru, Pain-kun.
PAIN – Aishiteru, Konan-chan.
Pain aproximou-se de Konan, que ainda estava com os olhos fechados, e beijou-a. Ele abraçou sua companheira, passando seus braços por baixo do corpo deitado de Konan, e a segurou ali, contra o seu corpo. Os dois deitados ao chão. Numa despedida.
Quando os lábios separaram-se, os batimentos cardíacos de Konan tinham cessado. Pain ergueu-a junto de si e carregou-a, aninhada em seus braços, para debaixo de uma árvore. Não havia outra árvore a não ser pinheiros, mas ele escolheu o mais bonito e acolhedor que pôde encontrar. Lá, ele deitou Konan confortavelmente. E repetiu:
PAIN – Aishiteru, Konan-chan.
Quando virou as costas, para voltar aos outros, ele ainda sentia as lágrimas no rosto. Virou-se para um último olhar: a névoa obstruía fracamente a visão do corpo de Konan.
Ele ainda podia ouvir sua voz: “Aishiteru, Pain-kun”.
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