O primeiro novamente
4 Senhor e Senhora
Notas iniciais
Stiles Stilinski: 23 anos.
Lydia Martin Stilinski: 22 anos.
Namoraram por 4 anos.
Primeiro dia da lua de mel.
— Bom dia, senhor Stilinski. — Foi a primeira coisa que Stiles ouviu ao ser acordado com um peso em cima do corpo.
— Bom dia, senhora Stilinski. — Respondeu rouco, abrindo os olhos lentamente.
Ela tinha um sorriso enlouquecedor nos lábios, estava totalmente descabelada, o rosto amassado e os olhos pequenos de sono. Para Stiles, ela estava linda, amava vê-la daquela forma logo pela manhã.
Ele sorriu de volta, sem conseguir abrir os olhos por completo e Lydia, rápida, depositou um selinho na boca do marido. Foi o segundo selinho que deram depois de casados, o primeiro foi na noite anterior, na cerimônia do casamento.
— Sabe o que eu percebi? — Ela murmurou, roçando o nariz contra o de Stiles. — Ontem nós chegamos tão cansados, que nem tivemos nosso primeiro sexo depois de casados.
— Aposto que agora vai ser ainda mais gostoso. — Teve a coragem de sussurrar apesar do rosto completamente vermelho, como sempre acontecia ao falar de sexo com ela, mesmo depois de namorarem por quatro anos.
— Claro que vai.— Ela abriu um sorriso maior e aproximou mais o rosto do dele.— Hoje vamos ter que compensar.
— Compensar?
— Sim, precisamos fazer sexo por ontem e por hoje.
Stiles soltou uma risadinha deliciosa, encantado com aquela realidade inacreditável, que depois de passar mais de dez anos sendo ignorado por Lydia, estava casado com ela.
— Isso quer dizer que vamos transar muito? — Perguntou com timidez repleta de expectativa que sempre foi típica dele.
— Quer dizer que hoje não vamos sair desse hotel e que você vai ficar nu o dia todo.
— Eu gostei dessa ideia.
— Vou começar me livrando dessa calça, você não vai precisar dela.
Assim que falou com um sorriso sacana, Lydia deslizou a calça de moletom de Stiles junto com a cueca, o deixando exposto com uma rapidez surpreendente. Logo em seguida, apoiou as mãos sobre o peitoral já exposto.
Eles se olharam, riram e se beijaram.
Foi o primeiro beijo profundo, depois de casados. Foi a primeira vez que suas línguas provaram o sabor um do outro tendo a certeza que o mundo todo sabia que se pertenciam, que ninguém jamais os separaria.
Suas bocas já se conheciam perfeitamente, já sabiam como se movimentar e como o outro reagia em resposta, porém, ainda assim, Lydia continuava se surpreendendo com o quanto o beijo dele era bom e ele, entrava em um estado de torpor descomunal devido o prazer e o desejo que os lábios grossos são capazes de provocar em cada beijo.
— Shh, calma garoto. — Ela disse divertida quando tentou interromper o beijo e Stiles gemeu em protesto. — Eu vou cuidar de outra parte do seu corpo que está pedindo minha atenção e depois, prometo volto a te beijar.
Stiles só entendeu quando Lydia começou a beijar seu peito magro, bem lentamente. Os lábios grossos roçaram por todo peitoral e alcançaram o abdômen, onde lambeu e mordiscou diversas vezes, saciando seu desejo por aquela pele deliciosa.
Ele tremeu de expectativa, arfando e sorrindo. Mesmo depois de anos com Lydia, Stiles tinha as mesmas reações, sensações, que teve no primeiro sexo com ela. Os mesmos arrepios incontroláveis, o desejo devastador, o tremor de prazer e a mesma falta de fôlego.
Stiles sabia que nunca se acostumaria com o prazer de ser dominado na cama, que nunca se acostumaria com o prazer de ter momentos tão íntimos com a mulher que sempre amou, tendo liberdade de realizar seus desejos.
Ele gemeu alto demais quando a boca quente alcançou seu membro ereto. Agarrou o lençol da cama com uma mão enquanto a outra, se entrelaçou no cabelo ruivo embaraçado.
— L-lydia... — Aquela foi a primeira vez no dia que ele balbuciou o nome da esposa, se derretendo ao toque.
Lydia sorriu por um instante, antes de começar a lamber e a abocanhar a parte preferida do corpo do marido. Ela amava como Stiles, mesmo tímido, perdia a compostura com qualquer atitude sua durante o sexo.
Era extremamente fácil deixá-lo excitado e fazê-lo gemer enlouquecidamente. No entanto, a melhor parte do sexo com ele, era sua submissão adorável e irresistivel. Stiles gostava de ser dominado, de ceder o controle para ela e Lydia, amava isso, pois ele realizava cada fantasia sexual dela, por mais estranha ou selvagem que fosse.
Enquanto sugava com determinação, movimentando a boca em torno da ereção pulsante, Lydia se deliciava ao sentir Stiles se contorcer de prazer, mostrando sem nenhuma restrição o quanto aquilo o agradava.
O líquido resultante do desejo de Stiles, foi depositado na boca reconfortante que o estimulava avidamente. Em vez de engolir tudo de uma vez como gostava de fazer, Lydia deixou o líquido preso em sua boca, saboreando o gosto.
O homem estava de olhos fechados, arfando, ainda extasiado com a sensação de se derramar na boca dela, quando foi surpreendido pelo impacto dos lábios grossos contra sua boca.
Automaticamente, Stiles separou os lábios, esperando receber a língua de Lydia, mas em vez disso, ela despejou o líquido quente na boca dele, começando o beijo logo em seguida.
Stiles achou aquilo estranhamente excitante e engoliu sem hesitar. Engoliu seu próprio liquido, provando pela primeira vez o sabor que tinha, repleto de curiosidade, ao mesmo tempo que beijava Lydia com certa violência.
— O que você acha de parar de trabalhar? — Lydia parou o beijo e soltou aquela frase aparentemente sem contexto, sentando no abdômen dele para finalmente tirar a camisola que usava.
— O que?
— Você podia ficar em casa e me servir como escravo sexual por tempo integral.
A proposta indecente da ruiva, o fez soltar uma gargalhada desejosa. Ela tirou a camisola branca com um único puxão, revelando, para a alegria dele, que estava nua por baixo, sem nenhuma peça de lingerie.
— Eu achei que já fosse seu brinquedinho erótico. — Sussurrou distraído com a nudez dela, as bochechas corando automaticamente apesar do sorriso safado impregnado nos lábios finos.
— Você é, mas é que agora anda tão gostoso que eu queria chegar em casa todo dia e encontrar você duro para mim.
Stiles gemeu baixo e esticou as mãos na esperança de tocar no corpo perfeito a sua frente, porém, foi impedido por Lydia, que agarrou suas mãos e as prendeu acima da cabeça.
Ele tinha força para se libertar, mas não lutou contra o toque restritivo por saber o quanto era bom ser comandado por ela.
— Eu posso continuar trabalhando e realizar esse seu desejo
— Já estou até imaginando a casa toda limpa, arrumada, com comida pronta e você me esperando no sofá só de cueca — Ela se inclinou sobre ele, encostando os lábios grossos em sua orelha. — Com uma ereção bem grande e pulsante.
Ele soltou uma risadinha, misturado a um novo gemido de expectativa. O desejo percorria livremente por seu corpo, estava novamente excitado com as palavras e com a visão dos seios da esposa perto de seu rosto.
— Ou melhor ainda, você podia me esperar todos os dias se masturbando. — Foi a vez dela gemer, deliciada com as próprias fantasias, cravando as unhas nos pulsos do marido, que continuava com as mãos presas. — Não tem nada mais excitante do que ver você se tocando, gemendo meu nome.
— Eu casei com uma ninfomaníaca. — Ele murmurou em uma reclamação manhosa, estremecendo quando ela mordeu o nódulo da sua orelha, chupando.
— Não é minha culpa se eu casei com um garoto tão gostoso.
Ele se remexeu inquieto e ela, começou a rebolar em seu abdômen, pressionando a intimidade ali de um jeito que começou a se estimular, se esfregando em Stiles.
Ele arfou, mordeu o lábio inferior com muita força e precisou de um incrível autocontrole para não se libertar das mãos de Lydia quando ela ergueu novamente a coluna, lhe dando a visão perfeita do seu corpo.
— Eu vou soltar as suas mãos, mas se você me tocar, vai perder o show.
Lydia libertou as mãos de Stiles e automaticamente, ele agarrou seu quadril largo, porém, foi repreendido por um olhar severo da ruiva. Suspirando de frustração e ansiedade, ele posicionou os braços ao lado do corpo e agarrou os lençóis do hotel luxuoso, tentando se conter.
— Eu vou dar só mais uma chance, Stiles. — Enquanto falava, com a voz falha, ela continuava a se esfregar nele, se masturbando com os movimentos contínuos do quadril. — Se você encostar em mim de novo, eu vou parar na hora, mas se você for um bom menino, vou te recompensar.
— Como?
As pupilas dele estavam dilatadas, o suor frio se acumulava na testa, as mãos tremiam de tanto desejo. Lydia amava aquela visão, achava que ele ficava extremamente sexy rendido daquele jeito, nu, envergonhado e excitado.
— Vou deixar você escolher a recompensa.
Um suspiro sufocado interrompeu a fala dela. Lydia era silenciosa na cama, bem diferente de Stiles, gemendo pouco, mas não conseguiu conter o som quando intensificou o rebolado no abdômen gostoso e levemente definido.
Para aumentar o prazer, Lydia levou uma mão até sua intimidade, estimulando ainda mais, enquanto a outra, se fixou no peitoral do marido, pressionando com os dedos trêmulos.
Stiles achou que ia desfalecer com aquela cena, vendo a esposa se deliciando com o próprio toque, se masturbando em cima dele de modo que molhava sua barriga com o desejo que lubrificava a intimidade. Ela já estava pronta para ser penetrada.
Sem conseguir suportar, ele agarrou o próprio membro, movendo a mão freneticamente, se masturbando atrás do corpo de Lydia, que por estar sentada em sua barriga, não conseguia ver o que acontecia, apenas escutava o som úmido atrás de si.
— Stiles, não faz isso comigo, eu fico com vontade de te chupar de novo.
— É uma boa ideia.
Ela sorriu com a ideia, no entanto, não foi capaz de parar de se masturbar e se esfregar no abdômen levemente definido. Os dois se olhavam com extremo afeto enquanto proporcionavam prazer pessoal, ficando mais excitados ao enxergar a satisfação do outro.
Quando Lydia alcançou seu primeiro ápice, as pupilas de Stiles dilataram com a visão, observando ela se derreter, arfando e suspirando, totalmente relaxada e satisfeita.
— Eu não aguento mais. — Ele murmurou sôfrego, sem interromper a masturbação.
— Fala o que você quer fazer.
Mesmo cansada e com os músculos flácidos, Lydia soltou a provocação, segurando o braço de Stiles para impedir que ele continuasse a se masturbar. Ele gemeu de frustração, mas não tentou impedir quando ela empurrou seu braço, aceitando a contragosto, o que ela queria.
— Eu quero me enterrar dentro de você.— Ele estava tão desesperado de desejo, que soltou a frase indecente, corando logo em seguida apesar de não se arrepender das palavras. Lydia suspirou de expectativa, ansiosa para realizar o desejo dele. — Por favor, não continua me torturando, você disse que ia me recompensar.
A esposa mordeu o lábio inferior com muita força, abrindo os olhos. Só não atendeu de imediato o clamor do marido, porque era extremamente excitante ver ele envergonhado, implorando por sexo e sem poder tocar em si mesmo ou nela.
— É só isso que você quer? Pensei que fosse mais criativo.
Ele bufou impaciente e sem pensar, desrespeitou a regra da pequena fantasia que criavam, agarrando o quadril de Lydia e a puxando para mais perto. Ela se sobressaltou, porque o normal era Stiles ser completamente submisso na cama.
Aproveitando que Lydia deixou que ele a puxasse, Stiles forçou que ela virasse de costas sem tirá-la de cima de si. O corpo pequeno da esposa desabou sobre o dele e antes que ela pudesse entender, Stiles a moveu com facilidade, colocando a intimidade da ruiva próximo a sua boca e colocando a cabeça dela perto da ereção.
— Isso é criativo o suficiente? — Ele rosnou a pergunta antes de lamber com voracidade a parte mais íntima de Lydia.
Ela amava aquela posição e estava enlouquecida para abocanhar o membro do homem que amava, por isso, logo colocou os lábios naquele lugar pela segunda vez, começando a sugar.
Os dois se concentraram no que faziam. Lambiam, sugavam, tocavam, provavam o sabor um do outro, compartilhavam aquele prazer íntimo sem nenhum constrangimento. O melhor de tudo naquela posição, era ter a visão privilegiada da intimidade do outro.
— N-não me deixa gozar. — O pedido incomum de Stiles, surpreendeu Lydia.
Ele interrompeu o sexo oral de forma tão repentina, pouco depois daquela frase. Agarrou o cabelo de Lydia e puxou com muita força, obrigando que ela parasse de estimulá-lo.
— Senta. — Bastou uma palavra para a expressão de confusão desaparecer do rosto dela.
Alegremente, Lydia reconheceu o que ele queria. Nada fazia ela se sentir tão poderosa, tão segura dela mesma, quanto guiar os movimentos durante o sexo, vendo explicitamente no rosto de Stiles o prazer e a admiração desacerbados.
Não importava o que faziam no sexo, não importava o quanto Lydia tornava selvagem e promíscuo, Stiles sempre transformava uma transa em “fazer amor”, com seus olhares e expressões. Ela amava isso, lhe dava a segurança que precisava para ter a certeza de que, aquele homem maravilhoso, jamais a abandonaria, nem se arrependeria de ter a pedido em casamento, mesmo conhecendo cada um de seus defeitos.
Lydia remexeu e se ajeitou, até encaixar no membro ereto. Controlou a penetração lenta, escutando o gemido grave de Stiles ao preencher cada espaço dentro dela.
Quando seus corpos se encaixaram, se conectaram, Stiles entrelaçou as mãos com as dela e lhe lançou aquele olhar desconcertante de garoto apaixonado. O mesmo olhar que ele tinha na adolescência quando lutava para chamar a atenção de Lydia.
Ela não sabia como teve a sorte de conseguir uma pessoa tão boa, que conhecia seu verdadeiro eu desde a época em que fingia ser fútil por causa da popularidade e de Jackson. Lydia nunca imaginou que alguém a amaria daquela forma.
— Lydia. — Quando ele balbuciou o nome dela, ela voltou a realidade.
Tornou os movimentos mais fortes e intensos do jeito que Stiles queria. Assim, o sexo se tornou rápido e forte com a ajuda dele, que impulsionava o quadril para cima e a incentivava com as mãos em seu quadril.
Pelo excesso de estimulo que tiveram, não demoraram a novamente, atingirem o limite. Stiles se derramou dentro dela, sem nenhuma barreira que o impedisse de ejacular seu interior.
— Já estou vendo que não vamos aproveitar a viagem e eu vou voltar manca para Beacon Hills. — Ela comentou descontraída ao sentir desejo de fazer mais e perceber que não perdeu o interesse de conhecer a cidade para qual viajaram para a lua de mel.
Fazer sexo durante toda a semana, parecia bem mais atrativo.
— Você já sabia o quanto eu sou bem dotado antes de casar comigo.— Lydia arregalou os olhos, sem acreditar na coragem de Stiles para dizer algo tão maldoso.
— Que homem pervertido! — Ela abriu a boca em falso choque.
A situação fez o casal rir. Riram de felicidade, riram por causa do que falaram e por continuarem com os corpos conectados.
A maneira como seus corpos tremeram durante o riso, fez com que tivessem uma fricção gostosa. Lydia, sem perder tempo, se esfregou uma vez, sentindo o membro de Stiles, ainda dentro de si, criar vida novamente.
— Quero ver quantas vezes você aguenta repetir, senhor bem dotado.
Ela sorriu sacana, ele sorriu divertido. Os dois estavam maravilhados com a ideia de que agora, qualquer pessoa, ao ver a aliança em seus dedos, saberia que pertenciam um ao outro.
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