O primeiro dia

5 Perdendo a inocência


Notas iniciais
"As vezes a pessoa por quem você levaria um tiro está por trás do gatilho"

Chegando na casa do seu tio, Víctor entrou e se sentou na sala com o pensamento distante, seu tio Carlos entrou logo atrás dele e foi direto para a cozinha pegar uma cerveja tirou a blusa de frio e sentou-se ao lado de Víctor.

–Quer assistir algo? — Perguntou Carlos ligando a TV.

–Não, obrigado — Respondeu Víctor olhando para suas mãos enquanto seus dedos se entrelaçavam sem saber o que fazer.

–Tudo bem — Respondeu Claudio olhando para o garoto.

Passaram-se horas Víctor e Claudio não trocaram nenhuma palavra, a TV ligada em algum programa fútil várias latinhas de cerveja estavam amontoadas no pé do sofá.

–Quer comer alguma coisa? — Perguntou Carlos.

–Não, obrigado. — Respondeu Víctor olhando para o tio que estava visivelmente alterado por conta do álcool.

–Você não fala muito não é? — Disse Carlos olhando o menino.

–Não — Respondeu o garoto virando seu rosto novamente para suas mãos.

Carlos então pega no queixo de Víctor virando seu rosto para ele.

–Você é muito bonito — Comentou Carlos.

–Obrigado. — Agradeceu Víctor tentando virar seu rosto, mas seu tio estava segurando um pouco forte como se quisesse olhar para Víctor.

–Não precisa agradecer. — Disse Carlos aproximando seu rosto ao rosto do garoto.

Víctor olhou em seus olhos castanho escuro e viu a alma de seu tio, era tenebrosa,sombria e cheia de armadilhas, mas antes que ele conseguisse ver mais alguma coisa seu tio o beijou. Víctor sem saber o que fazer apenas sentiu uma ansiosidade enorme, a língua de seu tio estava dentro de sua boca, Víctor então mordeu a boca de seu tio que logo se afastou.

–QUE FOI MOLEQUE?! — Gritou Carlos agarrando os cabelos de Víctor.

Ninguém jamais havia gritado com Víctor ele simplesmente ficou paralisado pelo medo olhando seu tio que tinha um olhar furioso.

–M-Me solte! — Pediu Víctor tentando tirar a mão do seu tio de seus cabelos.

–Você esta me machucando! — Complementou Víctor.

–E vou te machucar muito mais se você não for um bom menino! — Afirmou Carlos beijando o menino novamente.

Víctor empurrou o rosto do seu tio e saiu correndo pela casa, porem como não conhecia a casa acabou encurralado em um corredor, Víctor gritava e pedia por ajuda mas antes que se desse conta seu tio já estava o agarrando de novo. Carlos tampou a boca de Víctor e foi o arrastando pro quarto.

Claudio entrou no quarto juntamente com Víctor o jogando com toda a força em cima da cama, Víctor caiu sobre seu braço e sentiu uma dor terrível Carlos imediatamente partiu pra cima do menino o beijando e apalpando.

–PARE!!! POR FAVOR TIO CLAUDIO!! PAREEE — Gritava o menino tentando afastar o corpo de seu tio de perto do seu corpo

–CALA A BOCA! — Gritou Claudio dando um tapa na cara de Víctor.

Na hora o menino somente chorou enquanto o despia e se despia. Carlos molestou Víctor a noite toda o xingando dos mesmos nomes que os praticante de bullying o xingavam na escola.

Víctor sentia uma dor tremenda em seu corpo, em sua alma, sua consciência. Odiava sentir o corpo de seu tio junto ao seu, odiava ter sido marcado pelo seu tio e odiava o cheiro de cerveja que exalava de seu tio.

Sua inocência estava corrompida, sangue e sêmem escorriam por sua perna havia sêmem em todo seu corpo e o quarto tinha um cheiro terrível de álcool,esperma,cigarro e sangue, Víctor tentou se levantar mas a dor era tanta que ele acabou caindo no chão onde lá permaneceu o resto da noite,chorando e desejando que tudo fosse apenas um pesadelo terrível, queria sua mãe seu pai e Gabriel, mas só estavam ele e seu tio, o garoto então desmaiou.

Notas finais
A inocência de uma criança é o que separa ela do mundo cruel.