O primeiro dia

6 O silêncio de Víctor


Notas iniciais
Esse capítulo contém palavras explícitas.

No dia seguinte Víctor ouviu uma voz o chamando, o garoto abre os olhos e antes que possa reconhecer onde está seu o tio o pega pelo braço o levanta com violência.

–Vai tomar banho antes que sua mãe chegue! — Disse Carlos puxando o menino pelo braço e o jogando no banheiro.

Víctor caiu no chão, estava sentindo muita dor, mal conseguia andar.

–Vamos tome banho, quero ver você todo molhado — Disse Carlos sentando-se na tampa do vaso sanitário com o pênis de fora.

O garoto ficou parado e começou a chorar.

–TA ESPERANDO O QUE? QUER LEVAR OUTRO TAPA?! — Perguntou Carlos.

–Não. — Víctor respondeu.

–Então comece a tomar banho antes que sua mãe chegue! — Exclamou Carlos.

O garoto então ligou chuveiro colocou a mão na água, ela estava fria Víctor esperou alguns segundos até que a água ficasse quente e então entrou debaixo dela, ficou lá por alguns segundos se acostumando com a ideia. Carlos começou a se masturbar olhando o garoto se banhar. Víctor tomou seu banho e estava se enxaguando quando seu tio levantou e ejaculou em seu rosto.

– Bom menino. — Disse Carlos levantando as calças. – Lave o rosto e se enxugue.

Víctor com muito nojo lavou seu rosto varias vezes, mas não importava quantas vezes o garoto lavava seu rosto ele ainda se sentia sujo. Depois de se enxugar Víctor chorando saiu do banheiro enrolado na toalha e foi em direção ao quarto onde na noite passada seu tio tinha o violentado e pegou suas roupas e as vestiu.

Assim que acabou de se vestir Carlos entrou no quarto e foi caminhando em direção ao menino que foi se afastando até encostar na parede.

– Se você contar pra alguém eu mato sua mãe e te torturo até a morte entendeu garoto? — Perguntou Carlos olhando nos olhos de Víctor e segurando suas duas mãos contra a parede.

– Sim. — Disse Víctor desviando o olhar.

– "Sim tio Carlos" — Corrigiu Carlos.

– Sim tio Carlos. — Disse o menino.

– Bom garoto. — Falou Carlos dando o selinho em Víctor e soltando suas mãos.

Algumas horas se passaram Víctor e Carlos não trocaram nenhuma palavra. De repente escuta-se batidas na porta.

– Carlos! — Gritou a pessoa que estava batendo.

– Já vai! — Respondeu Carlos com um tom de voz totalmente diferente do que ele usava quando falava com Víctor.

Carlos foi até Víctor e disse:

– Deve ser sua mãe, lembre-se do que eu te falei 'nenhuma palavra'

Víctor acenou com a cabeça concordando com seu tio. Carlos e Víctor se dirigiram até a porta da frene, Carlos abriu a porta.

– Olá Carlos — Disse Maria com os olhos de quem chorou a noite toda. – Obrigada por olhar o Víctor ontem.

– Que isso, não precisa agradecer ele é uma criança ótima. — Disse Carlos bagunçando o cabelo do garoto.

– Que bom que ele não deu trabalho. — Disse Maria – Vamos filho. — Falou Maria para Víctor.

O garoto caminhou em direção ao carro.

– E o meu abraço? — Disse Carlos agachando com um sorriso cínico no rosto e abrindo os braços.

Víctor se virou olhou para seu tio olhou para sua mãe, virou-se e continuou andando em direção ao carro.

– Deve ser duro pra ele. — Disse Carlos fingindo preocupação.

– Sim, é duro pra todos nós. — Afirmou Maria. – Bom, obrigada novamente. — Agradeceu apertando a mão que maltratou Víctor.

– Por nada. — Respondeu Carlos sorrindo.

Maria entrou no carro e seguiu em direção a sua casa juntamente com Víctor.

Notas finais
Ou você controla o medo ou ele controla você.