O primeiro Natal de Inuyasha
3 Capítulo 3 - Jantar
Notas iniciais
Kagome seguiu com Inuyasha descendo as escadas, e chegou até a mesa da refeição. Ela era quadrada e nela estavam Souta e o avô de Kagome, esperando a chegada deles. A mãe de Kagome puxou uma cadeira para Inuyasha, que se sentou e começou a cheirar o local. O forte cheiro de carne e verduras estava no ar, e deixando-o salivando. O ensopado estava chegando.
A mãe de Kagome foi até a cozinha buscar o ensopado, e trouxe uma panela média, que Inuyasha estava olhando cheio de vontade. Sua barriga estava roncando e ele estava com muita fome. Kagome olhou pra ele e riu.
- Você tá doido pelo ensopado, né? – Ela disse, rindo dos olhos dele que estavam seguindo a panela. Ele emburrou.
- Keh, eu não comi nada desde a hora do almoço! Tô morrendo de fome... – Ele disse, e a mãe de Kagome riu um pouco.
- Não se preocupe! Tem pra todo mundo, não precisam empurrar! – Ela disse, sorrindo, e colocou a panela em cima da mesa, indo em direção à cozinha para buscar outra coisa.
Ela voltou trazendo um peru assado bem grande, dourado e com algumas batatas em redor. Isso deixou Inuyasha com muito mais vontade. Ele quase babou, mas não podia pagar esse mico na frente da mãe de Kagome. Ele quase foi avançando no peru, mas Kagome o segurou.
- Calma, só depois da reza. – Ela disse, e ele sentou impaciente. A mãe de Kagome mandou todos darem as mãos, e ele não entendeu. Kagome e Souta olharam para ele.
- Inu-no-nii-chan, você tem que dar as mãos! – Disse Souta, pegando a mão de Inuyasha e sorrindo.
Kagome pegou a mão de Inuyasha logo em seguida e sorriu. Ele corou um pouco.
- Vamos começar mãe? – Disse Kagome olhando para Inuyasha sorrindo.
- Certo – Disse a mãe de Kagome, dando a mão à Souta e ao avô de Kagome, fechando os olhos.
Inuyasha nunca tinha feito uma reza como essa antes, por isso ficou meio perdido. Kagome viu que ele não entendia o que estava acontecendo, por isso disse:
- Não se preocupe, é só pra repetir o que a minha mãe disser.
Ela sorriu e ele assentiu com a cabeça. A mãe de Kagome começou:
- Ó Senhor...
- Ó Senhor... – Repetiram os outros.
“Senhor? Senhor de quem? Não entendi!” Pensou Inuyasha, meio confuso, mas só repetiu as palavras.
- Agradecemos a vós por ternos dado alimento...
- Agradecemos a vós por ternos dado alimento... – Repetiram os outros.
“Aaaah, elas devem ter ganhado o peru de presente desse tal Senhor” Pensou Inuyasha, e repetiu as palavras.
- E ternos juntado aqui essa noite, para que possamos desfrutar desta ceia.
- E ternos juntado aqui essa noite, para que possamos desfrutar desta ceia. – Repetiram os outros.
“Como assim? Nenhum Senhor me trouxe até aqui! Quem é esse tal Senhor afinal?” Inuyasha se perguntou, apenas repetindo as palavras, porém sem entender nada.
- Que o Senhor esteja sempre conosco...
- Que o Senhor esteja sempre conosco... – Repetiram os outros.
“Por que esse Senhor tem que ficar sempre comigo? Nem conheço ele! Já tenho gente demais pra cuidar.” Ele pensou e deu um suspiro, repetindo as palavras.
- E nos guarde e proteja, assim como nossos familiares, amém.
- Amém. – Disseram os outros, e depois soltaram as mãos.
“E, além disso, sei me virar sozinho e sem a ajuda de nenhum Senhor. E não quero que ele proteja o Shessoumaru! Isso me dá enjoo só de pensar. Tadinho do Senhor...” Pensou Inuyasha, ainda segurando a mão de Kagome.
- Inuyasha, pode soltar a minha mão agora. – Kagome disse, sorrindo e meio corada.
Depois Inuyasha percebeu que era o único ainda segurando a mão de Kagome. Ele corou e soltou-a rapidamente, cruzando os braços.
- Keh – Ele disse, e a mãe de Kagome foi cortar o peru.
Inuyasha provavelmente nunca tinha comido peru assado e recheado antes, porque caiu matando como se não houvesse amanhã. Comeu bastante e depois atacou a panela de ensopado, ficando quase engasgado. Todos comeram bastante, e não faltou pra ninguém. O peru recheado com ovos cozidos e batatas cozidas em volta estava realmente maravilhoso, e todos comeram até deixar só os ossos. Kagome pegou um desses ossos e mostrou pra Inuyasha.
- Olha Inuyasha! Um ossinho da sorte! – Ela disse, mostrando a ele o ossinho.
- Osso da sorte? – Ele disse, meio confuso. Não sabia o que era um osso da sorte.
- Olha, segura nessa ponta que eu seguro na outra, e aí a gente parte o ossinho e quem ficar com o pedaço maior ganha a sorte! – Kagome explicou, e ele olhou o ossinho curioso. Não entendia como aquele osso tão pequeno pudesse dar sorte, mas enfim...
Ele fez como ela explicou, e acabou ficando com o maior pedaço. Ela sorriu feliz.
- Olha, você ficou com o maior pedaço! Vai ficar com sorte! – Kagome disse sorrindo, e Inuyasha entendeu a ela o ossinho em sua mão.
- Toma, se um de nós precisa de sorte, esse alguém é você. – Ele disse, ainda com o osso na mão, na frente dela.
Kagome olhou pra ele sorrindo e empurrou sua mão, e Inuyasha não entendeu. Ele não entendia porque ela recusou a sua sorte.
- Inu-kun, obrigada por me oferecer a sua sorte, mas eu não poderia nem que eu quisesse. A sorte do ossinho é apenas para aquele que quebra o ossinho, e não pode ser dada, entende?
Ele olhou para ela surpreso. Ela o chamou de Inu-kun? Geralmente chamava-o apenas de Inuyasha ou baka, nunca assim tão carinhosa. Ela sorriu e ele corou um pouco, guardando o ossinho.
- Keh, tudo bem... – Ela disse, virando o rosto para ela não ver que estava corado. Ela puxou-o pela mão.
- Vem, vou fazer uma cama pra você. – Ela disse, levando-o até o seu quarto, subindo as escadas.
- H-hay. – Ele disse, deixando-a levá-lo.
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