O primeiro Anjo

1 O inicio do Fim


Notas iniciais
Olá ! Primeiro gostaria de agradecer a quem está interessado a ler essa história. É a primeira vez em que posto uma e gostaria me deixassem criticas sobre algo para que eu possa melhorar e quem sabe continuar essa historia!

Eu sou Rebeca Vonsinisk, cavaleira líder do grupo de execução do Reino de Sinda.

Ou pelo menos eu era, até a noite em que eu descobri o verdadeiro significado da palavra desespero.

Tudo começou quando recebi uma ordem direta do Rei Kyros III para executar um grupo de magos que se recusavam a trabalhar para o Reino.

Após passar detalhes e localização da missão para 4 dos meus melhores homens partimos do quartel e chegamos na vila onde os magos estavam vivendo, fizemos o reconhecimento e invadimos a casa para minha surpresa tinha uma criança de cabelos escuros como a noite e pele clara como a neve que não aparentava ter mais que seus 10 anos de idade.

Dei a ordem para um de meus soldados pegarem a menina que começou a gritar, nesse momento senti que o ar estava estranhamente pesado e frio, quando olhei para dentro de um dos quartos pude ver cristais de gelo flutuando e vinda na minha direção com grande velocidade. Por sorte tive reflexo o suficiente para sacar minha espada e me defender do ataque.

Após isso puder ouvir um feitiço sendo recitado do lado de fora da casa e quando me virei novamente um dos soldados estava morto no chão com o corpo totalmente carbonizado, não pensei duas vezes e dei a ordem de execução para os soldados que ainda sobraram que rapidamente ativaram as runas magicas que estavam cravadas no pomo das espadas que tinham a capacidade de fazer com que as laminas ficassem em chamas.

Não sendo apenas uma cavaleira normal e possuindo sangue de mago correndo em meu corpo recitei um feitiço simples de pressão de ar para dentro do quarto de onde o primeiro ataque havia sido feito contra mim, puder ver a silhueta de uma mulher sendo arremessado para a parede. Coloquei toda força em minhas pernas e com um salto atravessei toda a cabana e parei com minha espada no peito direito da mulher que sem nem perceber já não tinha mais nada que pudesse fazer para sair daquela situação.

Meus homens conseguiram parar o outro mago que estava do lado de fora, retirei minha espada do corpo já sem vida da mulher a guardei em sua bainha e andei em direção ao homem que estava em prantos, suas lagrimas se misturavam com o sangue que escorria de seu rosto.

Dei a autorização para um dos meus soldados, ele retirou de sua bota uma pequena adaga de lamina vermelha e cortou a garganta da menina que estava em seu colo, o corpo da criança já estava sem vida antes mesmo de alcançar o solo.

E foi nesse momento que eu me dei conta que tinha realizado o meu maior erro...

O homem que estava até o momento gritando se calou e um horripilante silencio pairou no ar. Quando o homem levantou o rosto seus olhos que antes eram claros como o céu agora estavam pretos como a escuridão da noite, seu corpo começou a se contorcer e a rasgar de dentro para fora como se uma fera selvagem estivesse presa debaixo de sua pele, o sangue que antes escorria e pingava no chão agora flutuava como laminas em volta de seu corpo, meus homens em posição se afastaram do mago quando as laminas de sangue começaram a perfurar seu corpo e sua pele começou a descolar do rosto e cair no chão .

A única coisa que eu pude ouvir naquele momento foi o berro de uma enorme criatura que rasgavam meus ouvidos de dentro para fora e os gritos dos soldados que começaram a cair um por um na minha frente, sem entender o que estava acontecendo levantei a cabeça em direção ao horizonte e foi quando eu o vi pela primeira vez. Uma criatura do tamanho de uma montanha que olhava diretamente para mim como se pudesse enxergar minha alma, seu corpo era branco e sua pele parecia ser apenas tecidos manchados por sangue, uma de suas enormes mãos tocara meu rosto o deixando manchado de algo avermelhado que tinha cheiro de morte e podridão.

Sim, ainda estou viva, mas não sei até quando. Não abandonei meu posto de cavaleira e agora vivo escondida dentro de uma cabana no meio do nada com medo de sair e me deparar novamente com ele, toda vez que fecho meus olhos consigo ver claramente seu rosto branco e sem vida, eu sei que ele está me vigiando e está brincando comigo e rindo da minha loucura. Tudo que eu queria era poder voltar no tempo e ter me recusado a cumprir essa missão...Não, na verdade tudo que eu quero é que isso acabe logo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.