O poema de uma louca
1 Capítulo 1-o poema
Notas iniciais
Espero que gostem!
Victória é uma jovem menina
Uma menina comum que não é pobre nem rica
Ela sempre foi alta, nunca foi baixinha
E nunca sequer desejou uma amiga
Nunca quis parecer como uma boneca
Não usa maquiagem e afins, é o que ela mais detesta
Menos nos lugares em que ela tem que ir super arrumada
Como para os recitais de piano, ela tem que ir maquiada
Ela era extrovertida e sorridente, quando ainda era o começo
Mas com o tempo foi se isolando e o sorriso se dissolvendo
E isso deixou sua cabeça imersa em confusão
Mas com o tempo ela assumiu, que o macabro é a diversão
No escuro, sozinha, nunca saia de casa
A falta de Sol a deixou parecida com um fantasma
Na escola algumas pessoas olhavam para ela assustadas
Mas ela gostava disso, bem fundo em sua perturbada alma
Enquanto algum liam livros escrotos
E antes de dormir rezavam como loucos
Ela lia livros do mesmo homem que escreveu "O corvo"
E antes de dormir recitava o poema "Vincent", sobre um perturbado garoto
Mesmo sua mãe insistindo para ela sair
Ela se calava, e fingia não ouvir
"Brincar vai fazer bem pra você" ela dizia
"Eu não ligo" ela secamente respondia
Mesmo com as pessoas dizendo
"Ela deve ser triste, sem ninguém para segurar-lhe a mão"
Eles estavam enganados
Ela adorava a solidão
Pode ser estranho, mas ela queria ser louca
Ser sozinha, incompreendida, e ter sempre um gosto amargo na boca
Mesmo que não quisesse, não podia fazer nada
Da loucura, a morte é a única maneira de ser salva
Então ela se senta, com seu coração pesado
Com um caderno, Lapis, e uma caneta ao seu lado
Espera o dia, em que, finalmente então
Sua mente será coberta pela escuridão
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