O outro Você

1 Capítulo I


Notas iniciais
Oi gente!
Para quem não sabe, eu sou a "escritora" de "O idiota mais que perfeito" (se não viu corre lá principalmente você que é ARMY, e eu não desisti da história, só me falta inspiração) e gostaria que vocês abraçassem essa história também... ^^
Boa leitura ♥

— Me solta, socorro!

Era mais uma noite normal para mim em Seattle, onde eu não preciso por uma máscara para estar em sociedade e não sou rotulado por não seguir os seus critérios.

— Isso, grita ninguém irá te ouvir! – Gargalhei.

Ela estava desnorteada procurando onde eu estava.

— Ei, estou aqui. – Passei meu bastão de beisebol no encanamento de gás.

— Me solta, por favor... Eu nunca te fiz nada!

— Sabe, você disse o mesmo para aquele cara que você ficou e acabou arrancando seu dinheiro... E sim, você não fez nada para mim, mas isso não me impede de te matar, não é mesmo?

— Seu desgraçado! – Ela tentava se soltar das correntes que amarravam seus punhos.

— Olha, você pode se soltar e tragicamente se suicidar. – Acendi umas luzes que ficavam em volta dela. – Olha para baixo.

— N-não.

— OLHA PARA BAIXO AGORA SUA VADIA!

Ela chorava, e eu amava ver o desespero dela. Acho que até podia sentir o cheiro quando ela contemplou o que havia abaixo de seu corpo suspenso.

— E ai, o que achou? – Tinha estacas pontiagudas e eretas só esperando que ela se jogasse.

— Por favor, não me mata! Eu juro que nunca mais faço isso.

— Sério que você acha que estou fazendo isso por causa daquele idiota? Ah Clara, eu penso que nem você: Fiz porque quis ninguém me obrigou a nada. Agora eu estou com o mesmo sorriso de satisfação que você tinha na cara.

— O que você está ganhando me trazendo para esse galpão sujo e me ameaçando de morte?

— Sério que você não sabe? O prazer de excluir uma pessoa suja como você desse mundo. Agora chega de papo: Se mata ou eu te mato? – Liguei todas as luzes e agora ela me via com um bastão de beisebol e um capote preto com capuz.

— Não, por favor! Eu te imploro! Não faz isso.

— Isso também não funcionou para minha mãe. ADEUS, VADIA!

Acho que sem querer ela escapuliu...

XXX

ELA

— Droga de cidade, droga de Seattle!

— Ana, desse jeito um raio cai na sua cabeça!

— Já não basta a hora extra, ainda tá caindo um dilúvio nessa cidade, que droga!

— Vamos, eu te levo em casa. – O Chris estava todo sorridente, mas eu sei o que ele queria comigo.

— Não precisa Chris, eu vou me arriscar com o raio mesmo. Até segunda!

Eu sabia muito bem a fama daquele idiota. Só ficava com as mulheres e depois as deixavam na mão: Apaixonadas e mal faladas.

Pensei que o céu iria cair naquela noite de sexta-feira. Tudo o que eu queria era chegar em casa e me jogar na cama. Céus eu estava acabada!

Já não bastava a chuva e a minha exaustão, o destino tem que me sacanear novamente.

Parece que aquele momento congelou no tempo.

Eu e um cara alto, esbarramos na rua. Ele estava como eu: Encharcado. Ambos não estávamos com guarda-chuva.

— Oh, me desculpe. – Eu havia derrubado seu caderno, que agora estava todo molhado devido à chuva.

Abaixamo-nos no mesmo momento para pegar o caderno. Esbarramos nossas cabeças, o que impediu que tivéssemos êxito em impedir que o pobre caderno se afogasse.

— T-tudo bem. – Não podia ver seu rosto, pois estava coberto com um moletom preto, até que um carro com farol alto iluminou seu rosto.

Era lindo e angelical: Pele branca com olhos azuis, e uma mecha de seu cabelo escuro que também estava molhado insistia em cair no seu rosto. Encaramo-nos momentaneamente, até que ele se lembrou de seu pobre caderno.

— D-desculpe-me por isso.

Ele simplesmente levantou-se e foi embora, sumindo pela escuridão.

Céus, acho que ele foi esculpido pelos anjos.

XXX

ELE

Meu coração quase saltava pela boca. Eu não sabia quem era aquela mulher, mas pela primeira vez alguém foi gentil e educado comigo.

Ela tinha um sorriso confortante e olhos doces.

Mas afinal, que direito eu tinha de admirá-la quando na verdade sua beleza chamou-me atenção para ser eu mesmo. Eu quero persegui-la, e achar seu erro, e castiga-la por isso. Ela não é diferente dos outros, Mathews. Ninguém te entende mas todos te culpam.

Notas finais
E ai, olha eu aqui novamente... Qual será o próximo passo de Mathews agora? Qual a decisão que ele tomará sobre Ana?
Até o próximo e beijo na alma ♥