O olhar das estrelas
10 Dia 2
Notas iniciais
Hoje de manhã eu acordei sem sono, o que era normal, eu me virei e não não vi Pedro ao meu lado, onde ela havia se metido ? Eu desci as escadas e vi Pedro fazendo alguma coisa, eu só conseguia sentir um cheiro maravilhoso de panquecas e Waffles, hummm... eu amo waffles...
–Cuidado ! Homem na cozinha! – eu disse rindo.
–Ei Caroline, nem todo homem é um desastre na cozinha, eu sei muito bem cozinhar...
–Pedro, a panqueca está pegando fogo ! – eu disse gritando e mentindo.
–O que ! — ele disse se virando rapidamente – mentirosa... – ele disse se virando para mim novamente com um sorriso malicioso.
–Eu acho que é quase impossivel fazer uma panqueca pegar fogo, eu nem acredito que você caiu nessa – eu disse rindo.
Alguns minutos ele colocou as panquecas e os waffles em pratos diferentes na mesa, eu peguei duas panquecas e dois waffles, eles estavam maravilhosos, o Pedro realmente sabia como cozinhar, principalmente panquecas... essa foi a melhor panqueca que eu ja comi. Eu não disse nada, mas pelo meu olhar ja dava para saber. Pedro estava sorrindo, e eu sabis que não era um sorriso forçado, eu entendo bem de sorrisos forçados.
Quando acabei, Pedro pegou os pratos, uma esponja e estava indo colocar o detergente na esponja, mas eu o deti, impedindo de colocar o detergente. Eu disse que eu que iria lavar as coisas porque ele ja havia feito o café da manhã, ele insistiu que eu o deixasse lavar, mas no final ele se rendeu e me deixou lavar.
Depois de lavar os pratos,os talheres, a frigideira e a espatula, eu me sentei no soja junto com Pedro, eu deitei em seu colo enquando massagiava a sua mão, alterando da esquerda para a direita. Enquanto isso Pedro fez uma pergunta para mim que eu não queria ou estava a fim de responder :
–Você teve aquele pesadelo novamente, Caroline ? — ele me perguntou novamente.
–Essa era um pergunta que eu não estava querendo responder... – eu disse mas ele me perguntou novamente, só que desta vez um pouco mais serio – sim, mas estava diferente.
–Diferente como ? – ele disse, me levantando do seu colo.
–No final, ao em véz de eu chorar, eu ri, eu juro que não sei como isso aconteceu.
–Isso não é nada, é normal.
–Como assim não é normal, Pedro ? O meu sonho mudou, o medico disse que isso não deveria acontecer, bom, ele não disse, mas ja da para entender que ele disse isso – eu havia aumentado o tom de voz.
–Mas só mudou uma coisa, não é nada – ele havia aumentado mais o tom de voz também.
–Pedro ! Isso com certeza deve querer dizer alguma coisa, eu tenho certeza disso ! – eu havia chegado a um tom que parecia até que eu estava gritando.
–Você está errada, deixe de ser mimada e acorda para a realidade Caroline ! – então Pedro começou a gritar.
Eu comecei a chorar por dois motivos, é isso mesmo, só dois motivos, um : Pedro havia me chamado de mimada, dois : Pedro havia gritado comigo.
Eu sai correndo da sala fui para o quarto e me tranquei, a unica coisa que eu queria era enfiar a minha cara entre as minhas pernas e ficare la chorando por horas, eu nunca imaginaria Pedro brigando comigo, eu não sabia que ele era capaz de gritar, mas o pior de tudo é que ele me chamou de mimada, eu não sou mimada, mas eu sei que ele só falou da boca para fora, ele estava nervoso, ele nunca brigaria comigo se não estivesse, todo mundo tem que ficar nervoso para brigar com alguém.
Não muito tempo depois, ouvi a porta da frente se abrir e de bater com força, Pedro deveria ter saído para esfriar a cabeça, quando a porta se fechou, eu saí do banheiro enchugando as lágrimas no casaco que eu usava.
Eu desci para ter certeza de que ele havia realmente saído, e ele realmente havia saído. Eu abri a porta e coloquei a cabeça para fora da porta, eu vi Pedro caminhando devagar, mas com raíva. Então eu saí de casa e fui seguindo Pedro para ver aonde ele estava indo. Depois de muito tempo seguindo Pedro, ele entrou em uma parte da cidade estranha, parecia ser um lugar para marginais ou assaltantes ou uma favela. Pedro entrou em um bar, quando eu finalmente estava entrando para falar com ele e perguntar o que ele estava fazendo aqui, um marginal me pegou pelo braço em me puxou para perto dele:
–Você está longe de casa não é, docinho ? – ele me perguntou com um sorriso banguela.
–Me solta ! – eu disse tentando me libertar de suas fortes mãos, mas não conseguia nem mover elas.
–Que tal, você me passa tudo o que você tem, e dai em penso em te soltar ? – ele disse apertando mais ainda o meu pulso.
–Socorro ! – eu disse gritando o mais alto o possível, mas o marginal colocou sua mão nojenta e repugnante.
–Cala a boca sua vadia ! Ou eu vou atirar – ele disse apontando uma arma na minha cabeça.
De repente, alguém pulou em cima do marginal, derrubando–o e batendo nele e jogando sua arma longe. Quando pude ver melhor, vi que era Pedro batendo nele. Logo depois apareceram dois policiais que pegaram e prenderam o marginal e o colocaram dentro do carro de polícia.
Pedro chegou bem perto de mim e perguntou se eu estava bem e se não estava machucada. Eu disse que eu estava bem e que ele não precisava se preocupar, pois meu pulso doia só um pouco, mas mesmo assim ele se preocupou, mesmo o machucado não sendo grande coisa.
–Certeza de que você está bem ? Eu fiquei preocupado com você, o que e porque você estava aqui ? – ele pergunto me dando a mão.
–Eu queria saber o que você fazia aqui, eu fiquei preocupada com você. Eu só queria te perguntar a que fazia aqui, eu juro – disse olhando bem nos seus olhos –mas, afinal, porque você veio aqui ?
–Eu sempre venho aqui quando estou nervoso e quero pensar e refretir, só me prometa uma coisa – ele disse apertando a minha mão mais ainda e eu disse que sim – prometa nunca mais me seguir quando eu estiver nervoso e também prometanunca mais vim para cá, prometa! – eu sorri e disse que prometia.
Pedro ficou feliz quando disse que prometia, então saímos de mão dadas daquele lugar repugnante e estranho, hoje não pode ter sido o melhor dia da minha vida, mas pelo menos estávamos felizes, ou mehor, ele estava feliz...
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